Obscuro... Cristalino
* Por
Celeste Fontana
Um poema? Nunca se termina
Abandona-se...
inacabado, expecto
Mesmo que (in)terminado
Cada um é o ensaio do seguinte
Que de formas, imagens e palavras
Como que do outro sempre procurado
Volver... revolver... revoltar
Ver...voltar a ver
O poema bombardeia,
Reconstrói e deixa rastros
Sobrevivente que é ,de arquivos oníricos
Cobertos, recobertos, descobertos pelo tempo
Que de percepções supostamente profundas
Faz-se estranho ou obscuro, permeável, cristalino
Em sendo agora decodificado
E por outros, amanhã, deslembrado
E em sendo o reverberar do poeta
Da minha garganta, palavras são o destino
E o poeta enleia, entrecorta, entremeia
Alucinadamente permeia,
Entre o céu, a luz e o sem-nome
* Poetisa
Nenhum comentário:
Postar um comentário