quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Desalinho

* Por Verônica Aroucha

Ele fez um poço
Colocou nuvens sem formas,
Boneco de lata e um cinturão

A menina havia colhido flores primaveris
Tirou os espinhos
Ajeitou os caules
E fez uma manta perfumada para ele passar

Desenhou o nome amor no seu corpo
Com o sangue que escorria da árvore
Que havia sido preparada por ele
Para crucificá-la

A menina acordou
E bailava livre:
Jamais fora assassina de almas.


• Poetisa

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