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A entrevista
* Por Eduardo Oliveira Freire
Quando enviaram por e-mail, pela primeira vez, algumas perguntas sobre sua vida, ficou sem saber o que dizer. Começou a pesquisar pela internet alguns discursos, a cortar e colar algumas palavras chaves. A partir das palavras alheias, construiu um personagem para si mesmo. Depois de responder as perguntas, enviou-as. Entretanto, sentiu-se vazio...
“ Sou algo em mutação. Há muito tempo, surgi como uma ideia de duas pessoas; depois, tornei-me um ovo fecundado. Quando fui parido, era uma bolinha de carne e um receptáculo para um caldo ancestral de cultura. Numa idade, que não sei definir direito, iniciei os meus primeiros pensamentos, marcando assim meu terceiro nascimento. Aliás, não nasci, estou nascendo. Sou um indivíduo que escreve para extravasar sentimentos, materializar imagens e histórias que povoam tanto meu consciente quanto meu inconsciente.
Nasci no Rio de Janeiro, mas me sinto estrangeiro, pois sou muito diferente do imaginário construído sobre o carioca. Às vezes, sinto-me a-histórico, pois me relaciono com os fatos de uma maneira particular. Quando vejo uma estátua, eu a agrego aos meus sonhos e imaginação, não procuro saber o valor histórico e oficial que ela representa.
As ruas e as esquinas da cidade possuem significados muito individuais para mim. Alienação! Será? ou uma forma de ver as coisas? A minha biografia não tem histórias interessantes, sou uma mistura de impressões. Vejo-me como uma coisa sem forma que degusta tudo que vê pela frente... Quer saber de uma coisa, chega de pensar bobagens. Estou sem inspiração para escrever; recorto e colo trechos de textos que escrevi há muito tempo. Vou tomar banho de mangueira, não tenho dinheiro para ir à praia”.
* Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural e aspirante a escritor.
* Por Eduardo Oliveira Freire
Quando enviaram por e-mail, pela primeira vez, algumas perguntas sobre sua vida, ficou sem saber o que dizer. Começou a pesquisar pela internet alguns discursos, a cortar e colar algumas palavras chaves. A partir das palavras alheias, construiu um personagem para si mesmo. Depois de responder as perguntas, enviou-as. Entretanto, sentiu-se vazio...
“ Sou algo em mutação. Há muito tempo, surgi como uma ideia de duas pessoas; depois, tornei-me um ovo fecundado. Quando fui parido, era uma bolinha de carne e um receptáculo para um caldo ancestral de cultura. Numa idade, que não sei definir direito, iniciei os meus primeiros pensamentos, marcando assim meu terceiro nascimento. Aliás, não nasci, estou nascendo. Sou um indivíduo que escreve para extravasar sentimentos, materializar imagens e histórias que povoam tanto meu consciente quanto meu inconsciente.
Nasci no Rio de Janeiro, mas me sinto estrangeiro, pois sou muito diferente do imaginário construído sobre o carioca. Às vezes, sinto-me a-histórico, pois me relaciono com os fatos de uma maneira particular. Quando vejo uma estátua, eu a agrego aos meus sonhos e imaginação, não procuro saber o valor histórico e oficial que ela representa.
As ruas e as esquinas da cidade possuem significados muito individuais para mim. Alienação! Será? ou uma forma de ver as coisas? A minha biografia não tem histórias interessantes, sou uma mistura de impressões. Vejo-me como uma coisa sem forma que degusta tudo que vê pela frente... Quer saber de uma coisa, chega de pensar bobagens. Estou sem inspiração para escrever; recorto e colo trechos de textos que escrevi há muito tempo. Vou tomar banho de mangueira, não tenho dinheiro para ir à praia”.
* Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural e aspirante a escritor.
Eduardo, em mutação estamos todos.
ResponderExcluirMudanças são sempre necessárias desde
que a essência não se perca.
Gosto dos seus textos e das pílulas
literárias.
Beijos
Interessante o texto, Eduardo! Também acho que sou uma mistura de impressões! Abraço!
ResponderExcluirAgora não sei se prefiro esse Eduardo ou o outro, considerando que este também é a-histórico, ou seja lá o que for que seja isso.
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