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Se limparam com meu artigo
* Por José Calvino de Almeida Lima
Por mais bombástica e sensacionalista que possa parecer uma notícia, o seu tempo de sobrevivência não ultrapassa mais de 15 dias na mente e nos comentários das pessoas. Desde os grandes atentados, bem como a morte de personalidades, entre milhares de outros temas, as pessoas simplesmente não suportam mais falar sobre esses assuntos: são comentários da mesmice que já não dão audiência e, conseqüentemente, entram no esquecimento coletivo.
As notícias chegam em todos os rincões do planeta em tempo real. Interligando fatos, fotos e as notícias. A televisão consegue resguardar todos os seus arquivos através dos vídeotapes, possuindo assim grande acervo de todos os registros de ambos os séculos. A radiodifusão mantém seus arquivos históricos através dos sons gravados, com riqueza de notícias que marcaram a presença do rádio na vida das pessoas. Ao contrário dos jornais que devem manter grandes arquivos fotográficos e de conservação dos papéis. Alguns desses artigos são microfilmados e fazem parte do acervo de muitas bibliotecas, constituindo-se em uma rica fonte de informações.
Todavia, os velhos jornais são os que têm maiores serventia para o povo em geral. São usados como embrulhos e alguns casos servem até de papel higiênico! Lembro-me quando num belo dia, estava no Beco da Fome, e fui surpreendido no tratamento de um artigo sobre o reformador Calvino, que encontrava-se no cesto do lixo, substituindo o papel higiênico. A gozação dos presentes foi geral, conseqüentemente não pude deixar de achar graça em toda aquela situação.
Entrei no clima da brincadeira e resolvi escrever este artigo. Ele retrata com exatidão os caminhos tortuosos dos velhos jornais que tem alguma serventia para milhares de pessoas as quais não conseguem adquirir o velho e útil papel higiênico. Demonstrando assim o quanto nos distanciamos dos países de primeiro mundo, que mantêm o hábito da leitura dos seus periódicos como fonte de informações, entretenimento e lazer, tão longe dos bueiros e dos esgotos de suas cidades.
* Formado em comunicações internacionais, escritor, teatrólogo e poeta, membro da União Brasileira de Escritores, UBE-PE . Como escritor e poeta, tem trabalhos publicados nos jornais: Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco e em vários sites... Tem 11 títulos publicados, todas edições esgotadas. Recentemente, integrou-se na Antologia (Poetas Independentes).
* Por José Calvino de Almeida Lima
Por mais bombástica e sensacionalista que possa parecer uma notícia, o seu tempo de sobrevivência não ultrapassa mais de 15 dias na mente e nos comentários das pessoas. Desde os grandes atentados, bem como a morte de personalidades, entre milhares de outros temas, as pessoas simplesmente não suportam mais falar sobre esses assuntos: são comentários da mesmice que já não dão audiência e, conseqüentemente, entram no esquecimento coletivo.
As notícias chegam em todos os rincões do planeta em tempo real. Interligando fatos, fotos e as notícias. A televisão consegue resguardar todos os seus arquivos através dos vídeotapes, possuindo assim grande acervo de todos os registros de ambos os séculos. A radiodifusão mantém seus arquivos históricos através dos sons gravados, com riqueza de notícias que marcaram a presença do rádio na vida das pessoas. Ao contrário dos jornais que devem manter grandes arquivos fotográficos e de conservação dos papéis. Alguns desses artigos são microfilmados e fazem parte do acervo de muitas bibliotecas, constituindo-se em uma rica fonte de informações.
Todavia, os velhos jornais são os que têm maiores serventia para o povo em geral. São usados como embrulhos e alguns casos servem até de papel higiênico! Lembro-me quando num belo dia, estava no Beco da Fome, e fui surpreendido no tratamento de um artigo sobre o reformador Calvino, que encontrava-se no cesto do lixo, substituindo o papel higiênico. A gozação dos presentes foi geral, conseqüentemente não pude deixar de achar graça em toda aquela situação.
Entrei no clima da brincadeira e resolvi escrever este artigo. Ele retrata com exatidão os caminhos tortuosos dos velhos jornais que tem alguma serventia para milhares de pessoas as quais não conseguem adquirir o velho e útil papel higiênico. Demonstrando assim o quanto nos distanciamos dos países de primeiro mundo, que mantêm o hábito da leitura dos seus periódicos como fonte de informações, entretenimento e lazer, tão longe dos bueiros e dos esgotos de suas cidades.
* Formado em comunicações internacionais, escritor, teatrólogo e poeta, membro da União Brasileira de Escritores, UBE-PE . Como escritor e poeta, tem trabalhos publicados nos jornais: Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco e em vários sites... Tem 11 títulos publicados, todas edições esgotadas. Recentemente, integrou-se na Antologia (Poetas Independentes).
As notícias transitam a uma velocidade
ResponderExcluirsem medida. Se repetem, se esgotam até que
já desgastadas mudemos o canal ou então
embrulhamos o cocô do cachorrinho...
Abraços
Este é o problema: o 'esquecimento'. São tantas informações, acerca do mesmo e de outros assuntos chegando ao mesmo tempo, carregadas de sensacionalismo e demagogia que acabam por levarem as pessoas à exaustão. No entanto, os problemas sociais permanecem, nada é solucionado por completo.
ResponderExcluirTomemos como exemplo o caso de Geisy Arruda, um fato que encheu o saco. No entanto, a violência contra a mulher, o machismo ridículo e inútil, o preconceito e ainda, indo mais longe, o problema da educação continuam aí. Até que outra "novela" apareça...
Por mais chocante que seja uma notícia, em cinco dias as pessoas estão esgotadas, e nem requentando é possível maior interesse pelo fato.
ResponderExcluirSalve, José Calvino. Prazer imenso encontrar um poeta independente do Recife neste espaço. Que venham mais, poetas, e mais textos seus, Calvino.
ResponderExcluirAbraço.
Nubia, Gigi e Mara Narciso, muito obrigado. É como Urariano diz: "Um escritor não existe sem leitores".
ResponderExcluirAbraços do,
José Calvino
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA opinião de um grande escritor como você, é sempre bem-vinda. Grato pelo comentário.
ExcluirAbração do,
José Calvino
RecifeOlinda
Excelente terxto, José Calvino, parabéns!
ResponderExcluirÉ triste ver que no Brasil pouquíssimas pessoas lêem jornais. Tenho um colega, que me disse não ler jornal porque era mais fácil assistir televisão e não lia livros porque, se forem bons, logo viram filme. Avalie!