segunda-feira, 16 de novembro de 2009




No escuro

* Por Aliene Coutinho

Hoje acordei noite
abri os olhos e nada vi.
Entorpecida e no tato
vasculhei espaços,
tropecei em camas,
esbarrei em portas,
dei de cara na parede.
Até que vi a luz pela
fresta da janela.
Aos trancos e barrancos
cheguei até onde pude me ver.
E descobri que mesmo
coberta de arranhões
sempre sobrevivo.


* Jornalista e professora de Telejornalismo

4 comentários:

  1. Linda poesia. Fez-me lembrar das mulheres guerreiras, que mesmo empunhando armas choram
    seus filhos que ficaram para trás...
    beijos

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  2. Boa! O que assegura a vitória é o desejo de vencer. Parabéns.

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  3. Sua poesia foi lá no fundo....
    Simplesmente linda ! Tocante !
    Verdadeira.

    Luz, Aliene

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  4. Lindo! Há dias tão maus quanto a escuridão de uma noite sem eletricidade. Desculpe, mas lembrei também do apagão. Nenhum dos fatos tem graça, mas não consegui me esquecer disso.

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