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Trabalho em dobro
A escritora Arita Damasceno Pettená, ilustre integrante de várias instituições literárias, entre as quais a Academia Campinense de Letras, de Campinas, escreveu, em artigo publicado no jornal Correio Popular em 1° de maio de 2008: “Tudo no mundo nos fala de movimento e de trabalho, e nós, no entanto, atravessamos as estações do ano e da vida sem nunca lembrar que é no sino que tange, que é na música que toca, que é na novela que se agita e até na roupa que a gente veste e nos próprios sapatos que calçamos, que atrás de tudo isso, está, sem alardes e sem reclames, a mão firme do trabalhador”.
Em outras palavras, o verdadeiro agente e gerador do progresso e do avanço da civilização é o personagem que menos usufrui dos benefícios que gera com o seu esforço e dedicação. Assim, infelizmente, está constituída a sociedade: com esta profunda distorção da escala de valores que ocasiona o suprassumo da injustiça..
E qual a razão deste preâmbulo? Seu objetivo é o de render simplérrima, porém sincera homenagem ao artífice de tudo o que há: o trabalhador. Ou seja, NÓS! Sim, porque o escritor se enquadra a caráter nesta categoria, embora seu trabalho seja de caráter intelectual.
Ele não apenas trabalha, como trabalha em dobro. À sua atividade de criação – que lhe exige rigoroso preparo, informação, pesquisa, leitura, observação etc. – é forçado a acrescentar o exercício de outra, que lhe dê a devida remuneração para o sustento próprio e da família. Isso porque, salvo raríssimas exceções, o escritor não consegue sobreviver, apenas, do trabalho literário.
Ademais, sua função não prevê aposentadoria. Pelo contrário, é após se afastar da lide, da atividade que exerce para seu sustento, que boa parte inicia essa nova, frustrante, mas sumamente fascinante e maravilhosa carreira.
É quando sobrevive de sonhos e de esperanças. Caso consiga o sucesso que tanto busca, tanto esforço vale a pena. Caso contrário... convive com a decepção e a amargura até seus últimos dias.
O escritor, pois, é um trabalhador? Sem dúvida! E dos mais ativos! É o cérebro de qualquer sociedade, além do guardião do idioma pátrio. A ele, pois, (diria melhor, a todos nós que temos na literatura a nossa missão de vida), nada mais justo, honesto e coerente do que dedicar pelo menos uma simples lembrança neste “Dia do Trabalho”.
Boa leitura.
O Editor.
A escritora Arita Damasceno Pettená, ilustre integrante de várias instituições literárias, entre as quais a Academia Campinense de Letras, de Campinas, escreveu, em artigo publicado no jornal Correio Popular em 1° de maio de 2008: “Tudo no mundo nos fala de movimento e de trabalho, e nós, no entanto, atravessamos as estações do ano e da vida sem nunca lembrar que é no sino que tange, que é na música que toca, que é na novela que se agita e até na roupa que a gente veste e nos próprios sapatos que calçamos, que atrás de tudo isso, está, sem alardes e sem reclames, a mão firme do trabalhador”.
Em outras palavras, o verdadeiro agente e gerador do progresso e do avanço da civilização é o personagem que menos usufrui dos benefícios que gera com o seu esforço e dedicação. Assim, infelizmente, está constituída a sociedade: com esta profunda distorção da escala de valores que ocasiona o suprassumo da injustiça..
E qual a razão deste preâmbulo? Seu objetivo é o de render simplérrima, porém sincera homenagem ao artífice de tudo o que há: o trabalhador. Ou seja, NÓS! Sim, porque o escritor se enquadra a caráter nesta categoria, embora seu trabalho seja de caráter intelectual.
Ele não apenas trabalha, como trabalha em dobro. À sua atividade de criação – que lhe exige rigoroso preparo, informação, pesquisa, leitura, observação etc. – é forçado a acrescentar o exercício de outra, que lhe dê a devida remuneração para o sustento próprio e da família. Isso porque, salvo raríssimas exceções, o escritor não consegue sobreviver, apenas, do trabalho literário.
Ademais, sua função não prevê aposentadoria. Pelo contrário, é após se afastar da lide, da atividade que exerce para seu sustento, que boa parte inicia essa nova, frustrante, mas sumamente fascinante e maravilhosa carreira.
É quando sobrevive de sonhos e de esperanças. Caso consiga o sucesso que tanto busca, tanto esforço vale a pena. Caso contrário... convive com a decepção e a amargura até seus últimos dias.
O escritor, pois, é um trabalhador? Sem dúvida! E dos mais ativos! É o cérebro de qualquer sociedade, além do guardião do idioma pátrio. A ele, pois, (diria melhor, a todos nós que temos na literatura a nossa missão de vida), nada mais justo, honesto e coerente do que dedicar pelo menos uma simples lembrança neste “Dia do Trabalho”.
Boa leitura.
O Editor.
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