Poema
horizontal
*
Por Sanderson Negreiros
As
torres de lonjura
embaciadas.
O lago findo
na
estrutura do desconsolo.
Ervas
transparentes descem
pelas
escarpas e o frio
constrói
as ondas do outeiro.
As
águas correm sem crisálida
e
os braços apertam corpos.
Mesmo
que o ar não mude
se
desmancharão as flores.
A
arquitetura fugitiva,
espaço
em penumbra, interrompe
sombras
ocas: as sombras
dúplice
das tumbas. De vigílias
se
movem à acolhida fonte
os
ninhos temporais do sono.
*
Jornalista, poeta e escritor potiguar.
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