Evocação
da Avenida Norte
* Por
José Almino
Não
tenho pais, nem irmãos, parentes ou amigos:
estou
só na Avenida Norte.
Me
encanta a Avenida Norte.
Me
encanta o seu nome cardinal,
a
minúscula Assembleia de Deus,
o
homem cotó,
a
gente feiinha, a gente feiazinha.
Irei
para o Arruda, para Beberibe,
ou
ficarei na Encruzilhada.
Estarei
sempre na Avenida Norte.
Eu
quero a Avenida Norte, como a mulher que passa.
Para
trás os ingleses cobertos de tapuru,
na
sombra das palmeiras do cemitério dos ingleses;
Abreu
e Lima morto e enterrado.
Não
quero.
Não
quero:
As
jaqueiras de Casa Forte,
o
remanso do rio no Poço da Panela,
tampouco.
*
Sociólogo e escritor pernambucano
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