Voo
do tempo
* Por
Alberto Cohen
Veja
bem, o nosso tempo vaga
de minhas mãos para as suas,
como se fosse um pássaro ferido
que desaprendeu voar
e procura o caminho de casa,
sem saber se ainda existe um caminho,
se, ao menos, existe um lugar.
E nosso tempo vaga, vagabundo,
como se fosse todo o tempo deste mundo
e pudesse esperar
que ajuntássemos, com as mãos vazias,
todas as horas, um por um dos dias,
esperdiçados, que não vão voltar.
de minhas mãos para as suas,
como se fosse um pássaro ferido
que desaprendeu voar
e procura o caminho de casa,
sem saber se ainda existe um caminho,
se, ao menos, existe um lugar.
E nosso tempo vaga, vagabundo,
como se fosse todo o tempo deste mundo
e pudesse esperar
que ajuntássemos, com as mãos vazias,
todas as horas, um por um dos dias,
esperdiçados, que não vão voltar.
Do livro "Menino das Samaúmas"
* Poeta paraense.
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