Infeliz
Ano Novo
* Por
Raul Longo
Evidente que isso não é um desejo. É uma constatação.
O futuro se constata pelo presente assim como o presente resulta do passado.
Se 2017 foi ainda pior do que 2016 que foi muito pior do que quando de manhã à noite diziam que havia uma crise e todos viajavam, compravam, presenteavam, iam para bares e restaurantes reclamar da crise que ouviam dizer; é porque só tornará a acontecer um feliz ano novo quando se aprender que a realidade é o que se vive, não o que se ouve dizer seja por quem ou por onde for.
Espero que os que não mais viajam, não mais compram, não mais presenteiam; voltem para os bares e restaurantes durante 2018.
Voltem
para as ruas e para suas barulhentas panelas para acordar a todos que
ainda não perceberam a evidência de que é a mentira o que se
repete de manhã à noite até que pareça verdade.
Isso é o que desejo que aconteça desde o dia 1º de janeiro para poder desejar a todos um feliz 2019.
*Raul
Longo é
jornalista, escritor e poeta. Mora em Florianópolis e é colaborador
do “Quem tem medo da democracia?”, onde mantém a coluna “Pouso
Longo”.
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