Moonlight: Sob
a Luz do Luar
* Por
Eduardo Oliveira Freire
Três
etapas da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade
pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de
identidade da adolescência e a tentação do crime e das drogas. O
protagonista é um jovem negro, pobre e gay. A mãe tem problemas com
drogas e sofre bullying na
escola. O único que tenta ajudar é um traficante de origem cubana.
O
que achei interessante no filme não foi a história em si, mas como
ela foi contada. Por exemplo, a delicadeza de como se tratou as
cenas, sem buscar imagens apelativas de sexo e violência. A
trilha sonora é linda, além da fotografia e a interpretação dos
atores.
A
narrativa tinha tudo para ser um filme violento e pesado.
Os temas como preconceito, pobreza e marginalidade já foram
discutidos em vários filmes, entretanto, Moonlight projetou um olhar
novo em relação a esses temas.
Desde
novo, Chiron é
calado e por meio de seus silêncios percebe-se seu desespero de não
encontrar seu lugar no mundo. Vaga por aí a procurar de quem
realmente é.
Num
lugar altamente opressivo, ser sensível é um pecado mortal. Os
personagens parecem que vivem superficialmente, sem se dar conta de
suas próprias individualidades. Refugiam-se nas gangues e nas
drogas.
O
filme é bem realista neste ponto, ao mostrar a falta da liberdade de
escolha, inclusive, em ambientes pobres e marcados pela violência.
Chiron
na sua travessia utiliza-se de outras identidades com a finalidade
de ocultar sua verdadeira essência, para que ninguém o
machuque mais. Apesar disso, a história possui certa esperança e
leveza e não cai na ideia negativa sobre o mundo, como em
outros filmes que abordaram os mesmos temas.
*
Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural
e aspirante a escritor - http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/
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