Brinquedos de criança
* Por Mário Quintana
Recordo ainda... E nada mais
me importa...
Aqueles dias de uma luz tão
mansa
que me deixavam, sempre, de
lembrança,
algum brinquedo novo à minha
porta...
Mas veio um vento de
Desesperança
soprando cinzas pela noite
morta!
E eu pendurei na galharia
torta
todos os meus brinquedos de
criança...
Estrada afora após
segui...Mas, ai,
embora idade e senso eu
aparente,
não vos iluda o velho que
aqui vai:
eu quero os meus brinquedos
novamente!
Sou um pobre
menino...acreditai...
que envelheceu, um dia, de
repente!...
(Livro
“Antologia Poética”, Editora do Autor, 1966).
* Gaúcho de Alegrete, um
dos maiores poetas brasileiros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário