Reconciliação
* Por
Talis Andrade
Nenhum
feito
tem proveito
que não há jeito
para o refeito
tem proveito
que não há jeito
para o refeito
O
nada é nada
quando se nada
contra a correnteza
quando se nada
contra a correnteza
Só
e só
quando se olha
para o sol
que nos cega
quando se olha
para o sol
que nos cega
Nua
é nua
quando não se tem
a lua
quando não se tem
a lua
Nua
e crua
sem sol
sem lua
sem nada
só e cega
me renegas
sem sol
sem lua
sem nada
só e cega
me renegas
* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel em História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem 11 livros publicados, entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).
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