Consolo de Pierrô
* Por
Pedro J. Bondaczuk
Arranque a máscara da face Pierrô,
a sua sina é comum, muito banal,
é quarta-feira e a folia já passou,
você perdeu só um amor de Carnaval.
Em amores fortuitos, a leviandade
é que chateia, que aborrece e amofina,
e só lhe resta acalentar nova saudade
da volúvel, da inconstante Colombina.
Não se aborreça, não fique tão triste assim,
pois, afinal, este consolo lhe restou
por ente as cinzas de outro findo Carnaval:
o traído de amanhã será Arlequim!
É quarta-feira e a folia já passou:
arranque a máscara da face Pierrô!
(Soneto composto em
Campinas, em 16 de fevereiro de 2007).
*
Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de Campinas
(atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do Diário do Povo e
do Correio Popular onde, entre outras funções, foi crítico de arte. Em equipe,
ganhou o Prêmio Esso de 1997, no Correio Popular. Autor dos livros “Por uma
nova utopia” (ensaios políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance
Fatal” (contos), “Cronos & Narciso” (crônicas), “Antologia” – maio de 1991
a maio de 1996. Publicações da Academia Campinense de Letras nº 49 (edição
comemorativa do 40º aniversário), página 74 e “Antologia” – maio de 1996 a maio
de 2001. Publicações da Academia Campinense de Letras nº 53, página 54. Blog “O
Escrevinhador” – http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk
"Quanto riso, oh, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão. Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, no meio da multidão". Isso em 1969. De lá pra cá, quase nada mudou em termos de fidelidade. Parece que piorou.
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