A infância do centauro
* Por
José Inácio Vieira de Melo
Eu venho do caos primordial.
Percorri as searas da escuridão
(caminhos que não sei).
Desse tempo sem memória
nasce a consciência dos dias
(como não sei, invento).
Fantasma de barro,
preciso de um amálgama
e que teus olhos me afirmem.
Sou um centauro escarlate
e galopar na infância
é a minha metafísica.
*
Poeta, jornalista e produtor cultural alagoano, radicado na Bahia
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