A fita amarela
* Por
Talis Andrade
Quando eu morrer não quero choro nem vela
quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Quando eu morrer vou encontrar Carlinhos e Capiba
compondo versos de excelência para os
bem-aventurados
que chegaram ao céu
Onde anda ela
Dizem que casou
passa o dia limpando a casa
lavando roupas e panelas
Boa de forno e fogão
onde anda ela
Dizem que passa o dia na janela
Nem hoje sabe a importância
de uma fita amarela gravada com o nome dela.
* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel
em História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como a
sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do Comércio” (Recife),
“Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem 11 livros publicados,
entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).
Melhor não morrer, mas da morte não tem escapatória.
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