Hoje é dia de...
* Por
Márcia Vieira Yellow
Lembrar a autora de
novelas, IVANI RIBEIRO, nascida em 20/02/1916. Falecida em 1995, a novelista
marcou a teledramaturgia brasileira com suas tramas incomparáveis e
insubstituíveis. É a autora da novela que eu mais gosto: A GATA COMEU, de 1985,
e de inúmeras outras obras de qualidade indiscutível.
Antes das novelas,
atuou em rádio, como autora, atriz e cantora. Foi casada com o locutor Dárcio
Alves Ferreira. Adaptou peças de teatro, levadas ao ar pela Rádio Bandeirantes.
Escreveu novelas para as TVs Tupi, Record, Excelsior, Bandeirantes e Globo.
"A Deusa
Vencida", de 1965, foi o primeiro sucesso de Ivani. Posteriormente a
novela voltou a ser exibida na Band, nos anos 80, com outros atores. Aliás,
"remake" é uma coisa que só ela sabia fazer. Remake das próprias
novelas, diga-se de passagem, e com muita elegância, sem perder o rumo.
Uma das provas disso é
a novela "Mulheres de Areia", que está voltando no Canal Viva. A
primeira versão, de 1973, tinha Eva Wilma no papel das gêmeas Ruth e Raquel. Já
em 1993, o papel principal coube a Glória Pires e a trama foi reescrita pela
autora, incluindo temas abordados em suas outras obras. O mesmo aconteceu com
"A Gata Comeu", adaptação de Ivani da sua "A Barba Azul", dos anos 70.
Com "O Sexo dos
Anjos", não foi diferente. A trama era um remake de "O Terceiro
Pecado". Constantemente Ivani Ribeiro destacava a temática espírita em
suas obras, já que era seguidora da doutrina. "A Viagem", exibida em
1975, ganhou nova versão em 1994 na Rede Globo e é a obra que abordou com mais
intensidade o espiritismo.
Na Band, além de
"A Deusa Vencida", de 1980, a autora escreveu as ótimas "Cavalo
Amarelo" (quem não se lembra da Dercy Gonçalves como a divertida Dulcinéia
e a Márcia de Windsor linda, fria e sofisticada?) e "O Meu Pé de Laranja
Lima", com o endiabrado e sensível Zezé que batia altos papos com a árvore.
Ah, Ivani, como
você faz falta na TV! E como não lembrar
de "Amor com Amor se Paga", "Final Feliz" e
"Hipertensão"? Com todo respeito que eu tenho pela Janete Clair e por
alguns outros poucos autores (ex.: Gilberto Braga, Manoel Carlos, Dias Gomes,
Daniel Más, Wálter Negrão e mais uns poucos), afirmo que jamais haverá autora
como Ivani Ribeiro. É como se a
teledramaturgia tivesse morrido com ela.
*
Repórter e fotógrafa
Márcia, sei da sua paixão pelas novelas. Também acompanhei várias, mas há muitos anos não mais. Gostei desse seu mergulho, levando seus leitores com você.
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