Cartão de crédito
*Por
José Calvino
Meus amigos e amigas,
vamos tomar cuidado com o nosso cartão de crédito! Fiquemos atentos, pois ele
possui um limite de crédito para saques, compras etc., que é disponibilizado
levando-se em conta vários fatores,
principalmente a sua renda mensal. À medida que você realiza compras este limite disponibilizado, é claro, diminui, sendo restabelecido após a
confirmação do pagamento da fatura.
Bom, vamos para o que
meu amigo Azambujanra me falou preocupadíssimo que o seu sobrinho ficou
enamorado por uma moça desde a primeira vez que a encontrou. O pai da referida
é um empresário bem sucedido, que lida com ouros e diamantes no Norte do
Brasil. No ano passado o pai dela viajou à França e deixou o seu carro à disposição da filha, para os prazerosos passeios com o seu
namorado , sobrinho de Azambujanra, no
grande Recife e interior do Estado, e este ano com perspectiva de ambos
amantes conhecerem o carnaval da Bahia e
Rio de Janeiro (pois o sobrinho do meu amigo já conhece o roteiro, mas a
namorada ainda não e a passagem aérea ao Rio de avião será saindo de Salvador).
Mas, a maior
preocupação de Azambujanra é que, apesar de toda advertência que já fez ao
sobrinho de que o cartão de crédito é pessoal e intransferível e que o mesmo
nunca deverá emprestá-lo para ninguém, mesmo assim ele não deve dar bobeira,
nem tampouco revelar sua senha. O pior é que tudo isto a sua namorada já possui
todos os dados e o seu sobrinho só tomou conhecimento quando foi
comprovado pela gerente do seu banco
faturas diversas com o uso de seu cartão com e sem autorização, levando a crer
que a mesma é uma grande oportunista.
Decepcionado, ele
disse com ímpeto: Eu gosto muito dela como também de algumas de suas amigas e
amigos. Comunicativa, demonstra amor ao meu sobrinho, mas com essas falcatruas, sabendo quem eu
sou, com toda a sua religiosidade, ela me desrespeitou! Puxou ao pai que vive
de trambique e que já enganou até a mãe (sic). Ela pediu perdão e juntamente
com o pai pagou à vista todas as despesas. Como o problema não é caso isolado,
não iremos prejudicá-la pelos seus atos mal feitos. Independentemente de
religião, as minhas sugestões foram aceitas e uma delas é que o amor é tudo na
vida e a continuarem se amando e a não mais praticar atos que prejudiquem os
seus próximos. Ela chorando emocionada, disse:
“Que Deus conceda a sua graça sobre todos vocês. Amém”
Finalmente, para a
felicidade de todos nós cantamos a oração de São Francisco de Assis:
“(...) consolar, que
ser consolado;
Compreender, que ser
compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se
recebe,
É perdoando que se é
perdoado,
E é morrendo que se
vive para a vida eterna!”
*Escritor,
poeta teólogo e teatrólogo pernambucano
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