Do nada
* Por
Núbia Araujo Nonato do Amaral
E assim do nada me deu
um puta nó na garganta.
Tenho flores que não plantei.
Árvores que teimosamente
passaram de mão em mão.
A velha tesoura de poda
sumiu de minha vista.
Respiro fundo tantas vezes
que a lágrima encruou.
Resgato um pouco da dignidade
que sobra celebrando às borboletas.
* Poetisa, contista, cronista e colunista do
Literário
Celebrar o que conseguimos. Não plantou flores, mas as borboletas vieram. Salve, salve!
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