Último
poema
* Por Stefan Zweig
Suave
as horas bailam sobre
o
cabelo branco e raro,
a
áurea taça a borra cobre:
sorvida,
eis o fundo, claro!
Pressentimento
da morte
não
turba, é alívio profundo
o
gozo mais puro e forte
da
contemplação do mundo.
Só
o tem quem nada cobice,
nem
lamente o que não teve,
quem
já o partir na velhice
sinta
– um partir mais de leve.
O
olhar despede mais chama
no
instante da despedida.
E
é na renúncia que se ama
Mais
intensamente a vida.
(Tradução de
Manuel Bandeira).
* Escritor,
romancista, poeta, dramaturgo, jornalista e biógrafo austríaco de origem
judaica.
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