Personagem que tornou sua criadora
bilionária
A Literatura é uma atividade econômica minimamente lucrativa
para o escritor (não me refiro à indústria editorial)? É possível, a quem a
exerce, viver exclusivamente de sua renda? Vou mais longe. Os mais aptos e
criativos conseguem enriquecer exclusivamente com a venda dos livros que
escrevem? A resposta que tenho para todas essas questões, baseado em minha
experiência pessoal e nas observações que tenho feito a propósito é um enfático
e sonoro (diria gritante) NÃO!!! Claro que, como em toda a regra, aqui também há
exceções. Porém, a imensa maioria dos escritores, do Brasil e dos países com
maior tradição literária cujo povo tem muitíssimo mais gosto pela leitura que o
nosso, não consegue sobreviver apenas com a venda de seus livros. Isso, claro,
quando eles não encalham nas prateleiras das livrarias.
Há, eu sei, nos Estados Unidos, em vários países da Europa,
além do Japão e de um ou outro lugar do mundo, quem consiga fazer da Literatura
uma profissão rentável. Mas são raríssimos. Enriquecer, então, é coisa
praticamente inconcebível, embora haja um ou outro caso extraordinário de autores
que, por um motivo explicável ou inexplicável (e nem sempre pela qualidade
literária do que produz) consegue essa proeza. Esses, porém, são raras,
raríssimas exceções. A imensa maioria tem que exercer outra atividade
profissional qualquer – jornalismo, magistério, medicina, advocacia etc.etc.etc.
– para sobreviver com dignidade e poder pagar suas contas em dia, além de sustentar
a família.
Tenho na ponta da língua, todavia, o nome de uma pessoa que
não só se sustenta (ou pode se sustentar) com o fruto exclusivo dos livros que
publica e vende, como foi mais longe: enriqueceu com isso. E mais, tornou-se
não milionária, mas bilionária. Não, prezado leitor, não se trata de Paulo
Coelho, embora este seja, sem dúvida, fenômeno em termos de sucesso editorial.
Não é nenhum brasileiro, por sinal. Trata-se de uma mulher, o que torna o caso
ainda mais raro e, por isso, muito mais notável. É a inglesa J. K. Rowling,
autora da série de livros que se tornou uma espécie de mania mundial, Harry
Potter!!!!
Conforme os últimos dados que consegui coletar – por
sinal, bastante defasados – até fevereiro de 2004, os vários volumes dessa
popularíssima saga haviam sido traduzidos para 64 línguas. Mas não se trata da
informação mais relevante. A que considero destacável é que haviam sido
vendidas, até então, mais de 450 milhões de cópias! Conforme estimativas da Forbes,
J. K. Rowling havia abocanhado a bagatela de 576 milhões de libras esterlinas
com as vendas de seus romances. Convertida em dólares, essa arrecadação era de
mais ou menos US$ 1 bilhão!!! Portanto, já em 2004, a escritora inglesa havia
se tornado a primeira pessoa da história a ficar bilionária exclusivamente com
o produto dos seus livros!!! Hoje, nem faço idéia de a quanto ascende seu rendimento
anual, ou mensal ou mesmo diário (que deve ser imenso) com a série Harry
Potter, incluindo, aí, a renda gerada pela filmagem de vários episódios.
Para o leitor ter pálida idéia do que isso significa,
informo, com base em dados colhidos na enciclopédia eletrônica Wikipédia, que já
em 2006, J. K. Rowling foi nomeada, pela revista Forbes, como a segunda
personalidade feminina mais rica do mundo, atrás apenas da apresentadora da
televisão americana Oprah Winfrey, e à frente de nomes como a rainha Elizabeth
II, Madonna e Gisele Bündchen, respectivamente na terceira, quarta e quinta
posições. Em 2007 ficou com a posição 891 dos bilionários do mundo na relação
da revista. Nesse mesmo ano, ficou com o número 48 da lista da Forbes "100
Celebridades". Imaginem hoje!!!
Pois a décima mulher citada na série “Catorze personagens
femininas inesquecíveis”, organizada pelo site “Homo Literatus” (WWW.homoliteratrus.com) é uma protagonista da saga Harry Potter.
Como tudo o que é ligado a J. K. Rowling é superlativo, essa protagonista
também descamba para exageros: tem nome, sobrenome e até data de nascimento.
Trata-se de Hermione Jean Weasley (Hermione Granger; quando solteira), nascida
em 19 de setembro de 1979. Ela é a escolha de alguém que também tem referências
superlativas (é empresário, ator, roteirista, professor, diretor de teatro
amador, designer gráfico, praticante de arte marcial, instrutor de arma tática,
e escritor, ufa!!!), o francano Maik Anderson Barbara, autor do livro “O mestre
mantenedor de mundos”.
Como a pesquisa do site - que reúne catorze especialistas em
Literatura que têm que escolher apenas uma única personagem feminina que
considere inesquecível – impõe, como regra, que cada um dos convidados
justifique sua opção, este décimo votante justificou assim a escolha da
protagonista da única escritora bilionária da história da literatura mundial:
“Nome inspirado em Shakespeare (Conto de Inverno) e também
na forma feminina pré-Grécia do Deus Hermes, que entre outros atributos era a
divindade da magia. Hermione Jean Granger é uma dos três protagonistas da saga
que marcou a última geração de leitores, Harry Potter. Personagem marcante por
sua coragem, idealismo, inteligência e determinação. Acreditava que todo o
conhecimento necessário seria fornecido pelos livros. É a grande responsável
pela liga tão forte do trio de heróis. A adaptação do cinema não fez justiça a
sua essência”.
Maik observou ainda: “Os leitores, contudo, puderam crescer
junto com a personagem ao longo dos sete volumes da autora J. K. Rowling.
Hermione caracterizou muito bem os problemas típicos de uma estudante – de
magia. Além do mais, precisou exercer a amizade em níveis sequer imaginados.
Talvez, o que nos encanta nessa personagem de literatura fantástica seja o fato
dela também ter pais trouxas, como nós. O carisma da personagem e empatia
imposta aos leitores fez de Hermione a segunda personagem mais popular da saga,
perdendo apenas para Severo Snape – pesquisa feita pela editora Bloomsbury,
Lovefilm e associação Filmclub”. A justificativa de Maik é tão competente e tão
bem resumida, que não comporta qualquer acréscimo. Portanto...
Boa leitura.
O Editor.
Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk
Fiquei decepcionada com as parcas explicações de Maik.
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