segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ad eternum


* Por Carmo Vasconcelos


Ah...Não duvides deste amor, jamais!
Do que te disse e até do que calei;
Do pranto que, sem saberes, chorei
Plasmando em dor esse eco dos teus ais

Duvida, sim, do esgar desta alegria
Que rasga a minha boca em tolo riso
Mascarando de fútil e sem siso
O andrajo desta mágoa a cada dia

Mesmo que deste amor fique demente
Elevar-te-ei, na minha insanidade,
Até ao cume da terra da verdade.

Nessa pura energia iridescente,
“Ad eternum” nós dois seremos um,
Cumprido, enfim, nosso carma comum!


* Poetisa portuguesa

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