O atentado
* Por
Eduardo Oliveira Freire
Depois de assistir ao
filme, fiquei pensativo como a luta entre os palestinos e os israelenses é
complicada. Porque quando um ataca o outro produz uma onda gigante de
destruição cíclica e eterna.
“O Atentado” conta a
vida de Amin Jaafari, de origem palestina e que trabalha como cirurgião num
hospital de Tel Aviv, Israel. Aparentemente sua vida é tranquila e bem sucedida
tanto na profissão como no amor.
Depois de receber um
prêmio de medicina, Amin vê seu castelo de areia desmoronar, quando descobre
que sua mulher morreu ao detonar uma bomba em um restaurante que matou várias
crianças.
Sua vida desmorona (no
início das investigações, ele foi preso como suspeito e liberado em seguida) e
ele percebe que não tem um lugar no mundo, pois está dividido entre a Palestina
e Israel e os dois lados desconfiam dele. Os palestinos o encaram como
“vendido” e os judeus, um possível traidor.
Além deste conflito,
Amin sofre pela morte de sua esposa. Ele a amava e ela o amava também.
Questionava o por quê de ela ter feito isto. Será que ela foi manipulada?
Deseja respostas e viaja á sua terra natal.
Ao chegar lá, percebe
que será difícil encontrar respostas e, ao longo de sua busca, percebemos que o
que leva muitos palestinos a se explodirem em territórios de Israel, origina-se
de conflitos muito antigos entre os dois povos.
Os terroristas são
considerados mártires e verdadeiros heróis para muitos palestinos. Há várias
fotos da mulher dele por todo lugar.
Amin se transforma em
um apátrida, tanto os israelenses como os palestinos o veem com desconfiança e
não tem mais como se refugiar nos braços de sua amada.
Enfim, o filme não
deixou meus pensamentos e até sonhei com ele.
*
Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural e aspirante
a escritor - http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/
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