Filosovida
* Por
Alexandre Vicente
Chega um momento em
que temos que refletir. Dar uma parada e avaliar o que foi feito. Conferir se o
rumo tá correto ou se precisa de ajustes.
A vida segue tão veloz
que não nos damos conta do que já fizemos, do que queríamos fazer e do que
ainda queremos. Não estou falando de conquistas materiais. Isso também, mas não
só. É preciso fazer um inventário geral. Pegar os velhos cadernos e agendas, a
bússola, mapas e esquadros. Por tudo em cima da mesa e… medir. Distâncias percorridas,
trajetos alternativos, atalhos equivocados ou providenciais. Estabelecer
direções, reparar os malfeitos e valorizar o que ficou de lado. Orgulhar-se das
vitórias e decisões acertadas, mesmo que estas não tenham sido boas para
outros. Você é o ator principal e muitas vezes o que é bom prá você, não é bom
para o outro. Mas se não foi antiético, imoral ou desonesto… valeu.
Não estamos aqui para
agradar a todos. Estamos para evoluir. Viver. Ser o que nos faz feliz. Por isso
inventarie a vida ocasionalmente. Pegue aquele problema que você deixou de lado
e resolva. Tenha certeza que, se não fizer isso, ele vai se transformar num
fantasma para te assombrar no futuro.
Deixar a vida te levar
pode ser bonito na música, mas como filosofia de vida é questionável. Porque a
vida deveria ter tanta autonomia assim? Leve a vida você também. Se está ladeira abaixo, desvie dos buracos.
Se ladeira acima, agarre-se nos galhos para subir com segurança. Mas nada dessa
onda de “deixe a vida me levar”. Ela pode não saber para onde você quer ir.
* Escritor
carioca
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