Adeus
* Por
Flora Figueiredo
Abraçam-se despedidas.
Lenços molhados acenam na partida.
Gaivotas traçam rotas com retas de nunca mais.
À beira do cais,
os amores temem naufragar.
O que dói no adeus não é partir.
O que mata no adeus é não voltar.
*
Poetisa, cronista, compositora e tradutora, autora de “O trem que traz a
noite”, “Chão de vento”, “Calçada de verão”, “Limão Rosa”, “Amor a céu aberto”
e “Florescência”; rima, ritmo e bom-humor são características da sua poesia.
Deixa evidente sua intimidade com o mundo, abraçando o cotidiano com vitalidade
e graça - às vezes romântica, às vezes irreverente e turbulenta. Sempre dentro
de uma linguagem concisa e simples, plena de sutileza verbal, seus poemas são
como um mergulho profundo nas águas da vida.
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