Presunção
* Por Rubem Costa
-
Afinal, a Liberdade !
Disse
a folha
Que
um sopro de vento
Arrancou do galho.
Adeus
árvore
Que
me prendeu, cruel
Negando-me
o espaço
Que
envolve o mundo
E
desperta o sonho!
Planando livre,
Dona
de mim,
Estou,
agora,
perto
do céu.
A
borboleta ouviu
E
teve pena
Quando,
lá em baixo,
A
viu cair
No
chão. Inerte!
21.01.2015
* Advogado, professor, escritor e membro da Academia Campinense de
Letras.
Nenhum comentário:
Postar um comentário