Sintéticos amores
* Por Samuel C. da Costa
Não se arvore...
Na Polis cinzenta e descompassada!
Mundo mecanizado...
E artificial!
Meu sintético amor
Pois não há árvores...
Na Polis...
Só existe uma flora artificialmente
Não se arvore
Não finques
raízes na Polis!
Dos senhores
da guerra.
Não se arvores.
Não finques raízes no chão estéril!
No campo sem vida...
Na Polis cinzenta e descompassada!
Terra artificialmente fabricada
Não há mais paradas militares para assistir!
Os soldados ser foram
Foram embora
derrotados
Foram se esconder
E o sensor a muito se foi também...
Ficou obsoleto
Na nova Era
Mas não se arvore
Meu sintético amor
Ainda não...
Pois existe a televisão para ver
O rádio para escutar
Com toda instantaneidade!
E simultaneidade possível
Mundo do espetáculo midiático
Com seus barbarismos da ocasião...
A destruir vidas...
A vender o que não existe
Não se arvore!
A Polis te ama!
Cinzenta e descompassada!
Mundo artificialmente fabricado
Mecanizado conectado...
*
Poeta de Itajaí/SC
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