Outubro
* Por
Núbia Araujo Nonato do Amaral
Visito a menina que há em mim,
abro portas, escancaro janelas.
Busco na menina que há em mim
lembranças perdidas, escondidas
em pequenos baús sem lacres.
Procuro na menina que há em mim
aquele sorriso fácil, o olhar inocente
de quem não enxergava no outro
sombras distorcidas de uma alma
que já não sabia perdoar.
Corro para os braços da menina que
há em mim e espanto-lhe o banzo.
Brinco com seus cabelos cacheados
me perdendo em seu jeito moreno.
Suspiro comprido derramando
no tempo saudades de mim...
* Poetisa, contista, cronista e colunista do
Literário
O tempo das inocência deixa saudade. E a sua saudade foi especialmente bonita, Núbia.
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