Completamente sozinho
* Por
Eduardo Oliveira Freire
Parece que estou uma
eternidade nesse ônibus. A condução fica cheia, vazia e continuo sentado no
mesmo lugar. Mas, tenho a impressão que estou numa dimensão diferente. Mesmo ao
redor das pessoas, estou completamente sozinho.
Agora, a condução está
com alguns “gatos pingados”. O ônibus para e alguns caras esquisitos entram e,
em seguida, assaltam os poucos passageiros. Um dos bandidos vem à minha direção
e me manda tirar o relógio.
Fico feliz, já que
alguém me vê, depois de tanto tempo. Entretanto, os parceiros o questionam o
motivo de ele falar sozinho em frente do assento vazio. Vão embora em seguida e
continuo minha viagem.
* Formado em Ciências Sociais, especialização em
Jornalismo cultural e aspirante a escritor
Apenas a alma está presente e o espírito não é visível para todos. Alma e espírito são duas entidades distintas, dizem os Kardecistas, mas do ponto de vista literário são similares. Final desapontador, mas não desabonador. A sua linha evolutiva de narrar tem se tornado a cada dia mais interessante, Eduardo.
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