O papa Francisco está chegando
* Por Roberto Corrêa
O Papa Francisco visitará o Brasil a partir de 22 de julho (2013) para
participar da jornada mundial da juventude que estará sendo realizada na cidade
do Rio de Janeiro. Estamos apreensivos pelo que sucederá com sua visita, pois,
desde sua posse ficamos nos inteirando que é um Papa destinado a efetuar
sensíveis modificações talvez no modo de viver da essência católica, a maior
religião cristã do mundo.
Pelos noticiários e algumas entrevista na tevê além de outros textos
jornalísticos, o Papa Francisco procura a máxima simplicidade em tudo: desde as
próprias acomodações, até o tipo de viagem, que prefere seja em voo normal, sem
qualquer distinção. Numa dessas entrevistas (rede Globo, 14/7) percebi que Sua
Santidade se preocupa muito com o respeito e a união das religiões teocêntricas
e entende como um grande mal o fundamentalismo existente em todas elas, como o
homem bomba e os kamikazes.
Certo que entre os cristãos também existem fundamentalistas, aqueles que
defendem com unhas e dentes o seu ponto de vista interpretativo, com isso,
eventualmente, prejudicando a própria verdade ou faltando com a caridade. Com
essas perspectivas ninguém está procurando se arriscar com suas opiniões,
aguardando realmente o que vai acontecer para emiti-las com mais consistência.
Sobre as jornadas mundiais da juventude os noticiários se cingem a
esclarecer sobre sua fundação e formas e locais onde se realizaram. O que nos
admira é o congraçamento de jovens que vêm de todas as partes do mundo e de
distantes cidades do Brasil todos com alimentação e hospedagem garantida pelos
próprios irmãos em Cristo. De qualquer forma, é de estupenda fraternidade e
beleza constatar, sobretudo pela tevê, as imagens dos jovens impregnadas do
respeito às normas do Decálogo, que revelam em suas faces a pureza das normas
cristãs.
Agora é só esperar. Estão sendo providenciadas todas as medidas de
segurança que não ignoram que duas ou três concentrações já estão sendo
previstas e inevitáveis, porém, de formas absolutamente pacíficas. A visita
papal é de cunho exclusivamente pastoral, tanto é que serão concedidas
indulgências plenárias e parciais observados os requisitos previstos nos
catecismos, desde que haja participação nas cerimônias da jornada, inclusive
através do rádio ou televisão.
* Roberto Corrêa é sócio do Instituto dos Advogados de São Paulo, da
Academia Campineira de Letras e Artes, do Instituto Histórico, Geográfico e
Genealógico, de Campinas, e de clubes cívicos e culturais, também de Campinas.
Formou-se pela Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo. Fez pós-graduação em Direito Civil pela USP e se
aposentou como Procurador do Estado. É autor de alguns livros, entre eles
"Caminhos da Paz", "Direito Poético", "Vencendo
Obstáculos", "Subjugar a Violência”, Breve Catálogo de Cultura e
Curiosidades, O Homem Só.
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