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Mãe Muiraquitã
* Por Raul Bopp
Água soturna e morta...Erguem-se, à toa,
As velhas sombras dessa moradia.
É a alma tapuia a errar, no adeus do dia,
No ermo sem fim que a solidão povoa.
Quando a flor do luar desabotoa
Dentro da noite, na neblina fria,
A Mãe Muiraquitã paira, sombria,
Sobre a água encantada da lagoa.
Entre os juncais, um vulto verde treme...
Mas, nesta noite de pecado e glória,
As icamiabas nuas onde estão?
Dentro da selva imensa, a noite geme.
- É a alma da raça triste, sem história,
Que anda chorando pela solidão.
• Poeta modernista e diplomata
* Por Raul Bopp
Água soturna e morta...Erguem-se, à toa,
As velhas sombras dessa moradia.
É a alma tapuia a errar, no adeus do dia,
No ermo sem fim que a solidão povoa.
Quando a flor do luar desabotoa
Dentro da noite, na neblina fria,
A Mãe Muiraquitã paira, sombria,
Sobre a água encantada da lagoa.
Entre os juncais, um vulto verde treme...
Mas, nesta noite de pecado e glória,
As icamiabas nuas onde estão?
Dentro da selva imensa, a noite geme.
- É a alma da raça triste, sem história,
Que anda chorando pela solidão.
• Poeta modernista e diplomata
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