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Sou tão falho... humano
* Por Eduardo Oliveira Freire
Hoje, como sempre, vi-me em pensamentos que não gosto de ter. Estava no balcão do cartório atendendo e duas pessoas vieram tirar uma dúvida sobre procuração pública. A moça que acompanhava o homem trabalhava numa empresa que o representaria na alfândega para pegar seus pertences.
No desenvolver da conversa, ela disse: “Mandaram pra gente estes papel”. Doeu o meu ouvido na hora. Porém, depois de atendê-los, comecei a perceber que estava sendo preconceituoso com a moça por causa do erro de concordância. Quem sou eu para julgar a capacidade dela?! Não sou o modelo de profissional, cometi deslizes tão desagradáveis no trabalho, que poderia ser mandado embora de mediato.
Não quero ser o tipo da pessoa que só percebe os erros dos outros e não enxerga os próprios. No trabalho e pela vida, acumulei muitos equívocos, não posso me esquecer deles. Ficar dando de virtuoso da língua portuguesa é o que não posso. Os leitores dos meus blogs sabem muito bem disso.
Inclusive, no tempo da faculdade, meus trabalhos vinham recheados com tinta de caneta vermelha e observações. Nunca devo me esquecer disso. Se não gosto de ser questionado ou detonado, por qual razão tomarei esta atitude com os outros? Sou tão falho... humano.
* Eduardo Oliveira Freire é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, com Pós Graduação em Jornalismo Cultural na Estácio de Sá e é aspirante a escritor
* Por Eduardo Oliveira Freire
Hoje, como sempre, vi-me em pensamentos que não gosto de ter. Estava no balcão do cartório atendendo e duas pessoas vieram tirar uma dúvida sobre procuração pública. A moça que acompanhava o homem trabalhava numa empresa que o representaria na alfândega para pegar seus pertences.
No desenvolver da conversa, ela disse: “Mandaram pra gente estes papel”. Doeu o meu ouvido na hora. Porém, depois de atendê-los, comecei a perceber que estava sendo preconceituoso com a moça por causa do erro de concordância. Quem sou eu para julgar a capacidade dela?! Não sou o modelo de profissional, cometi deslizes tão desagradáveis no trabalho, que poderia ser mandado embora de mediato.
Não quero ser o tipo da pessoa que só percebe os erros dos outros e não enxerga os próprios. No trabalho e pela vida, acumulei muitos equívocos, não posso me esquecer deles. Ficar dando de virtuoso da língua portuguesa é o que não posso. Os leitores dos meus blogs sabem muito bem disso.
Inclusive, no tempo da faculdade, meus trabalhos vinham recheados com tinta de caneta vermelha e observações. Nunca devo me esquecer disso. Se não gosto de ser questionado ou detonado, por qual razão tomarei esta atitude com os outros? Sou tão falho... humano.
* Eduardo Oliveira Freire é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, com Pós Graduação em Jornalismo Cultural na Estácio de Sá e é aspirante a escritor
Esses erros doem no ouvido, mas de forma alguma
ResponderExcluirtornam a mensagem ininteligível.
E assim como você, quem sou eu para só enxergar
os erros alheios?
Ótimo texto
Abraços
É preciso ser tolerante, mas, ao mesmo tempo, quando for permitido, dar uma dica a quem fala "errado". Eu sou grata aos que me corrigiram. E ainda corrigem.
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