segunda-feira, 2 de agosto de 2010




Esforço não basta

* Por Renato Manjaterra


Galera pontepretana que tem o costume, que já é de tradição, de nunca se entregar e nem cair no chão: não querendo roubar a brisa de ninguém não mantenho esperanças de acesso, neste ano, para a Série A do Brasileirão.

Será que vocês não estão se esquecendo o que é SUBIR pra Primeira Divisão? Vocês se lembram bem do time de 1997 mesmo, né? Vocês assistiram a “batalha dos Aflitos”, dos gaúchos do Mano Menezes e três nego a menos, contra o mesmo time que a gente ganhou em 97?

Vocês acham mesmo que vai ter esse HEROISMO nesse time da Ponte Preta? Tem alguém querendo jogar sem aparecer, sem vaidade, que nem o Grizzo? Se juntar o talento DESSE ANO, de todos os jogadores da Ponte, acha que dá o pé DIREITO do Marcelo Borges (canhoto)?

Ô galera! Nós – sem o dinheiro do Carnielli – temos que ser muito mais pontepretanos do que alguns aqui mais novos JAMAIS fomos! Porra, põe na ponta do lápis os dois times – o que subiu a Ponte e o desse ano – e vê se subir é sério!
Eu acho que o único dos jogadores desse time que jogaria num combinado dos dois é o Vicente! Que é Banco esse ano! (não sei mais nada desse esporte). Fabiano, no gol, indiscutível. Eu gosto do Arroz, mas o Jorge Luís (Cadeirudo) é melhor. A zaga tinha Renato Carioca, muito parecido com o Leo Oliveira, mas melhor, e um zagueiro galinha, muito titular. O Lateral esquerdo é o Vicente. O de 97 era o Serginho, bem ruinzinho.
Não lembro dos cabeças de bagres, mas o melhorzinho hoje é o foguinho do Palmeiras, Souza. Raçudo. Mas em 1997 era Ezequiel e Fabinho! E dali pra frente continua só 97: Grizzo, Borges, Claudinho, DIONÍSIO; Regis Pitbull, Sérgio Araújo, Marcelo Sergipano.
Ninguém vai desistir, claro. Mas a emoção dessa série B vai ser para ficar "bem". Porque tem muito mais do que quatro candidatos, muito mais sérios do que a Ponte Preta, à primeira divisão.
Pô, hoje, quando eu me dei conta, eu até parei um pouco de vibrar lá em Bragança. A Ponte ganhou de dois a zero do Bragantino lá na terra dos linguiceiros. Pelas circunstâncias (o Bragantino na zona da degola e a Ponte uma posição acima, um ponto a mais) a Ponte não poderia perder esse jogo nem se fosse para FICAR na Segunda Divisão. Não por acaso, se perdesse entraria no "Z4"
.
Mas a vitória estava significando mais para nós do que tudo isso. Fazia tanto tempo que a gente não via uma vitoriazinha, das simplezinhas mesmo, que a festa tomou conta de todos os presentes em Bragança.
Teve “Oooooléééé”. Teve “Ai ai aiai... Tá chegando a hora... o dia já vem..”
Teve o Jacaré chorando e a Conceição na sua velha cadeira de rodas vibrando absurdamente no final da partida.
Depois de pensar, fiquei com um pouco de pena. Uma torcida muito humilde, traumatizada e carente, que de tão sofrida, se apega ao mais subliminar indício de que o time vai a algum lugar, quer algo, e vibra ainda mais.
O jogo foi o primeiro com esse técnico que o time fez um gol e... fez outro. Tomara que eles (os jogadores) tenham entendido o sufoquinho que a Ponte levou no final (e o que aquele segundo gol significou no jogo). Na hora que o gol deles quase saiu, eu cheguei a achar que, para a Ponte, no campeonato, tomar aquele gol não seria ruim. Dá pra entender?

Nota do Editor: Renato Manjaterra é a voz do torcedor interiorano no Literário.

* Jornalista e escritor, webdesigner, colunista esportivo, pontepretano de quatro costados, autor do livro “Colinas, Pará” com prefácio do Senador Eduardo Suplicy, bacharel em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCAMP, blog http://manjaterra.blogspot.com

Um comentário:

  1. Renato, o que nos falta é, principalmente, um Marcelo Borges para coordenar o meio de campo e, talvez, um Regis Pitbull em forma, sem a máscara que ele colocou quando se transferiu para o Corinthians. Quanto ao goleiro, entendo que Eduardo Martini é muuuito melhor do que o Fabiano. Foi ídolo do Avaí e até hoje a torcida do time do Guga não entendeu porque ele optou por defender a Ponte Preta. Além de firmeza e boa colocação, o cara é um líder, dentro e fora de campo. Todavia, não iremos muito longe com o André, ou mesmo o Ivo, na armação. Carecemos de um "cabeça pensante", pois depe4ndemos, atualmente, de ligações diretas, que raramente dão certo. Ainda assim, confio (ainda) neste time atual. Mas tem que melhorar!

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