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A vitória também é nossa
* Por Fabiana Bórgia
* Por Fabiana Bórgia
Quando era pequena, minha grande alegria era assistir à Corrida da São Silvestre. Uma corrida daquele porte, com tantas pessoas representando outros países, com a paralisação da Avenida Paulista, uma das mais importantes de São Paulo, e no último dia do ano, só poderia ser um grande acontecimento no País.
Eu via a facilidade com que os quenianos dominavam a corrida, o desempenho de grandes atletas, entre eles a portuguesa Rosa Mota, que venceu a prova por seis vezes consecutivas, na década de 1980, quando era apenas uma criança, que acompanhava a corrida, ainda no período da noite, sem entender muito bem o significado de tudo aquilo, mas com o discernimento necessário para saber o quanto se tratava de uma grande prova.
Desde então, ainda continuo com meu ritual em todo dia 31 de dezembro. Claro que não sou alguém que sabe tudo a respeito dos principais nomes ou atletas, mas ainda sou invadida pelos mesmos sentimentos da minha infância. Sem contar que não tem preço ver brasileiros, homens e mulheres, entre os melhores.
Sentia que a Corrida de São Silvestre era um marco. Um fechamento de ciclo. Uma comemoração daqueles que lutaram durante o ano todo por uma boa colocação. Sentia que, ao mesmo tempo em que se fechava um ciclo, era o início de um novo. E isso acontecer na véspera do Réveillon era mais do que necessário para um novo ano, com renovadas perspectivas.
É por isso que a corrida atrai não apenas atletas, mas o público em geral. Todo mundo quer participar desta festa. Todos se sentem merecedores. Todos comemoram a vitória dos atletas, como sua própria.
Outro fato muito marcante em minha vida, em termos de atletismo, foi ver a romena Constantina Tomescu vencer a maratona feminina na Olimpíada de 2008, em Pequim. E com tranquilidade. Naquela ocasião, a atleta tinha 38 anos. E eu, que ainda não corria, pensava: "Ainda posso correr. Não é tarde demais. O que estou esperando?"
É isso que a corrida confere às pessoas: vontade de vencer. Especialmente quando vemos nossos ídolos não apenas como heróis, mas sim homens e mulheres como nós, que não nasceram prontos, e que pelas suas lutas diárias estão fazendo história.
(Crônica para a revista W Run de junho de 2010)
• Escritora por vocação e advogada por formação. Paulista por natureza e carioca por estado de espírito. Engenheira de sonhos: alguém em eterna construção. Autora do livro “Traços de Personalidade”
Eu via a facilidade com que os quenianos dominavam a corrida, o desempenho de grandes atletas, entre eles a portuguesa Rosa Mota, que venceu a prova por seis vezes consecutivas, na década de 1980, quando era apenas uma criança, que acompanhava a corrida, ainda no período da noite, sem entender muito bem o significado de tudo aquilo, mas com o discernimento necessário para saber o quanto se tratava de uma grande prova.
Desde então, ainda continuo com meu ritual em todo dia 31 de dezembro. Claro que não sou alguém que sabe tudo a respeito dos principais nomes ou atletas, mas ainda sou invadida pelos mesmos sentimentos da minha infância. Sem contar que não tem preço ver brasileiros, homens e mulheres, entre os melhores.
Sentia que a Corrida de São Silvestre era um marco. Um fechamento de ciclo. Uma comemoração daqueles que lutaram durante o ano todo por uma boa colocação. Sentia que, ao mesmo tempo em que se fechava um ciclo, era o início de um novo. E isso acontecer na véspera do Réveillon era mais do que necessário para um novo ano, com renovadas perspectivas.
É por isso que a corrida atrai não apenas atletas, mas o público em geral. Todo mundo quer participar desta festa. Todos se sentem merecedores. Todos comemoram a vitória dos atletas, como sua própria.
Outro fato muito marcante em minha vida, em termos de atletismo, foi ver a romena Constantina Tomescu vencer a maratona feminina na Olimpíada de 2008, em Pequim. E com tranquilidade. Naquela ocasião, a atleta tinha 38 anos. E eu, que ainda não corria, pensava: "Ainda posso correr. Não é tarde demais. O que estou esperando?"
É isso que a corrida confere às pessoas: vontade de vencer. Especialmente quando vemos nossos ídolos não apenas como heróis, mas sim homens e mulheres como nós, que não nasceram prontos, e que pelas suas lutas diárias estão fazendo história.
(Crônica para a revista W Run de junho de 2010)
• Escritora por vocação e advogada por formação. Paulista por natureza e carioca por estado de espírito. Engenheira de sonhos: alguém em eterna construção. Autora do livro “Traços de Personalidade”
A Corrida de São Silvestre é sim, um grande acontecimento, muito bem retratado por você. Quando começou, a intenção era mostrar ao mundo o primeiro herói do ano. A corrida acabava na virada do ano. Depois passou a encontrar no vencedor o último herói. Inverteu, mas continuou com o mesmo espírito.
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