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Investigação
* Por Rodrigo Ramazzini
Em uma loja de venda de ferramentas.
- Tio! Tioooo!
- O que foi?
- Tu tens martelo em casa?
- Até tenho, mas está com o cabo quebrado... Por quê?
- Por nada, não!
- Qual desses será, meu Deus?
- Qual será o que, tio?
- Qual será o modelo que eu preciso. Tem um monte para escolher. Não sei qual é o correto. Esqueci de perguntar o tamanho para a tua mãe. Ela não falou o tamanho do parafuso?
- Não!
- Mas deve estar por aqui perto das brocas... É quase tudo a mesma coisa...
- Por que não pergunta para o atendente?
- Daqui a pouco eu pergunto... Me deixa dar mais uma analisada...
- Tá bom! Mas me diz uma coisa: tu tens chave de fenda?
- Tenho, mas não sei cadê...
- E chave de boca?
- Algumas perdidas pela garagem...
- Chave inglesa?
- Não!
- E chave morel?
- Nem sei o que é!
- Há! Há! Há!
-O que está rindo?
- Nem existe essa. Eu inventei...
- Seu sacana!
- E chave Philips?
- Essa eu não tenho.
- Nenhum tamanho?
- Nenhum... Por que tanta pergunta, hein?
- Nada não! É que aqui tem para comprar... Sabe como é...
- Pois é... Mas não... Não...
- Opa! Vem vindo o atendente, tio!
- Em que posso ajudá-lo, senhor?
- Eu queria um parafuso, tipo... Tipo...
- Sim, senhor! Vamos lá estão. Acompanhe-me, por favor! Os parafusos são no outro lado. Essa seção só tem brocas...
Já em casa, com a mãe e o parafuso comprado.
- Como foi à saída com o teu tio, meu filho?
- Fora o tio não saber diferenciar uma broca de um parafuso, foi boa...
- Pára de besteira! Mas e aí, investigou? Descobriu o que eu te pedi?
- Até descobri. Mas me diz que dia é o aniversário?
- Semana que vem... Por quê?
- Ah tá! Tem tempo de pensar em outro presente.
- Por que está dizendo isso?
- Ele não sabe diferenciar mesmo... A caixa de ferramentas não será um bom presente de aniversário, mãe!
- Estás falando sério mesmo?
- Pior que estou...
Um breve Silêncio. Então, como se “pensasse alto”, a mãe deixa escapar:
- Valeu a investigação. Não vou arriscar. Vou compra de presente umas cuecas e alguns pares de meias mesmo...
• Jornalista
* Por Rodrigo Ramazzini
Em uma loja de venda de ferramentas.
- Tio! Tioooo!
- O que foi?
- Tu tens martelo em casa?
- Até tenho, mas está com o cabo quebrado... Por quê?
- Por nada, não!
- Qual desses será, meu Deus?
- Qual será o que, tio?
- Qual será o modelo que eu preciso. Tem um monte para escolher. Não sei qual é o correto. Esqueci de perguntar o tamanho para a tua mãe. Ela não falou o tamanho do parafuso?
- Não!
- Mas deve estar por aqui perto das brocas... É quase tudo a mesma coisa...
- Por que não pergunta para o atendente?
- Daqui a pouco eu pergunto... Me deixa dar mais uma analisada...
- Tá bom! Mas me diz uma coisa: tu tens chave de fenda?
- Tenho, mas não sei cadê...
- E chave de boca?
- Algumas perdidas pela garagem...
- Chave inglesa?
- Não!
- E chave morel?
- Nem sei o que é!
- Há! Há! Há!
-O que está rindo?
- Nem existe essa. Eu inventei...
- Seu sacana!
- E chave Philips?
- Essa eu não tenho.
- Nenhum tamanho?
- Nenhum... Por que tanta pergunta, hein?
- Nada não! É que aqui tem para comprar... Sabe como é...
- Pois é... Mas não... Não...
- Opa! Vem vindo o atendente, tio!
- Em que posso ajudá-lo, senhor?
- Eu queria um parafuso, tipo... Tipo...
- Sim, senhor! Vamos lá estão. Acompanhe-me, por favor! Os parafusos são no outro lado. Essa seção só tem brocas...
Já em casa, com a mãe e o parafuso comprado.
- Como foi à saída com o teu tio, meu filho?
- Fora o tio não saber diferenciar uma broca de um parafuso, foi boa...
- Pára de besteira! Mas e aí, investigou? Descobriu o que eu te pedi?
- Até descobri. Mas me diz que dia é o aniversário?
- Semana que vem... Por quê?
- Ah tá! Tem tempo de pensar em outro presente.
- Por que está dizendo isso?
- Ele não sabe diferenciar mesmo... A caixa de ferramentas não será um bom presente de aniversário, mãe!
- Estás falando sério mesmo?
- Pior que estou...
Um breve Silêncio. Então, como se “pensasse alto”, a mãe deixa escapar:
- Valeu a investigação. Não vou arriscar. Vou compra de presente umas cuecas e alguns pares de meias mesmo...
• Jornalista
É por essas e outras que todos os aniversários
ResponderExcluire natais de nossas vidas, todos os homens da
família ganhavam cuecas.
Pra que arriscar?
Abração Rodrigo
Quando inventa muito tem toda a chance de errar.
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