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Espera que sufoca
* Por Silvana Alves
Nem eu acredito que consegui ficar por mais de 40 minutos sentada no alto da pedra admirando a paisagem fantástica de São Sebastião e Ilhabela. Não acredito porque me conheço, e sei que minha intolerância de ficar parada num mesmo local me dá urticária.
Algo aconteceu comigo e eu ainda não descobri o que foi. Mas sinto que é bom, então... vamos admirar a paisagem, o mar, a natureza, as tartarugas marinhas, os iguás, os siris que carinhosamente apelidei de Bob Sponja. Sou ótima em apelidos.
Sentei de dia, de noite, de dia e de noite (de novo), com direito a uma reflexão só minha, e de mais ninguém. Não pensei no passado. Hoje, tenho certeza que tudo que aconteceu foi para o meu amadurecimento. Pensei no presente, no que vivo hoje, no que sinto hoje, no que meu coração pulsa hoje. O futuro veio rapidamente fazer um passeio na mente. Mas foi rápido. Afinal, o que importa mesmo é viver, semear agora para colher depois, e isso tenho colocado em pratica.
Bom, a verdade é que com tantos pensamentos voltados para o presente, o que tem me consumido nesses dias é a bendita espera. Sabe, aquela coisa de você querer algo, e você sabe que vai conseguir, mas a demora para ela chegar a sufoca?. Essa é a bendita espera.
Saber esperar também sufoca, e isso tem acontecido comigo, tanto que no caminho para o trabalho, hoje, ao olhar a imensidão do Rio Paraíba, que também não abaixa seu nível, fez com que voltasse a refletir, e algumas lágrimas rolaram-me pela face, como neste instante em que escrevo essas palavras.
Por outro lado, ninguém entende... só eu... Talvez, Clarice Lispector entenderia essas palavras.
* Jornalista formada pela FATEA (Faculdade Integrada Teresa D´Ávila). Duas palavras falam por mim: vida e poesia.
* Por Silvana Alves
Nem eu acredito que consegui ficar por mais de 40 minutos sentada no alto da pedra admirando a paisagem fantástica de São Sebastião e Ilhabela. Não acredito porque me conheço, e sei que minha intolerância de ficar parada num mesmo local me dá urticária.
Algo aconteceu comigo e eu ainda não descobri o que foi. Mas sinto que é bom, então... vamos admirar a paisagem, o mar, a natureza, as tartarugas marinhas, os iguás, os siris que carinhosamente apelidei de Bob Sponja. Sou ótima em apelidos.
Sentei de dia, de noite, de dia e de noite (de novo), com direito a uma reflexão só minha, e de mais ninguém. Não pensei no passado. Hoje, tenho certeza que tudo que aconteceu foi para o meu amadurecimento. Pensei no presente, no que vivo hoje, no que sinto hoje, no que meu coração pulsa hoje. O futuro veio rapidamente fazer um passeio na mente. Mas foi rápido. Afinal, o que importa mesmo é viver, semear agora para colher depois, e isso tenho colocado em pratica.
Bom, a verdade é que com tantos pensamentos voltados para o presente, o que tem me consumido nesses dias é a bendita espera. Sabe, aquela coisa de você querer algo, e você sabe que vai conseguir, mas a demora para ela chegar a sufoca?. Essa é a bendita espera.
Saber esperar também sufoca, e isso tem acontecido comigo, tanto que no caminho para o trabalho, hoje, ao olhar a imensidão do Rio Paraíba, que também não abaixa seu nível, fez com que voltasse a refletir, e algumas lágrimas rolaram-me pela face, como neste instante em que escrevo essas palavras.
Por outro lado, ninguém entende... só eu... Talvez, Clarice Lispector entenderia essas palavras.
* Jornalista formada pela FATEA (Faculdade Integrada Teresa D´Ávila). Duas palavras falam por mim: vida e poesia.
Muito bonito o texto, Silvana, muito sensível! Beijo!
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