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Pista de gelo
* Por Sayonara Lino
Às vezes imagino uma grande pista de gelo. Ao me aproximar dela com patins nos pés, tenho receio de pisar e cair. É claro que cairei, todos caem. Alguns não conseguem se levantar e encarar a platéia que observa atenta. Outros erguem a cabeça e prosseguem com alguns arranhões. Deslizam, rodopiam, saltam . Surpreendem a si mesmos e aos que estão ao redor.
Quem não acredita no próprio potencial nem chega a calçar os patins. Quem está excessivamente preocupado com aprovação alheia hesita, olha para o chão e desmorona sem completar a primeira volta na pista.
Quem cai e levanta é convicto de que o chão não é tão intimidador. O importante é observar o que nos leva para baixo e corrigir os erros, o mais rápido possível.
Na pista de gelo, ensaiamos os primeiros passos com alguém nos apoiando, para algum tempo depois patinarmos sem mãos que nos segurem. A carreira solo é fundamental para nos sentirmos confiantes intimamente.
Patinar em dupla é uma opção quando atingimos uma certa maturidade, mas a parceria deve ser sólida como o gelo para que os tropeços sejam mais amenos e as quedas menos bruscas. Não se esqueça, cair faz parte do processo, mas o objetivo é nos mantermos em pé, leves e flexíveis.
A coreografia na pista de gelo deve ser harmoniosa. Nossos olhares devem estar focados para cada novo movimento. Quando olhamos para trás, perdemos o prumo duramente conquistado. Não sabemos quando completaremos todo o percurso. Enquanto isso, deslizamos continuamente.
Chega um dia em que saímos da pista, colocamos os patins de lado e outros estréiam. São ciclos ininterruptos, pois outros chegam, sempre.
Ficamos na torcida para que haja mais beleza e êxito do que escorregões no gelo espesso do caminho dos novos patinadores que se apresentam.
* Jornalista, com especialização em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora e atualmente finaliza nova especialização em Televisão, Cinema e Mídias Digitais, pela mesma instituição. Colunista do portal www.ubaweb.com/revista.
* Por Sayonara Lino
Às vezes imagino uma grande pista de gelo. Ao me aproximar dela com patins nos pés, tenho receio de pisar e cair. É claro que cairei, todos caem. Alguns não conseguem se levantar e encarar a platéia que observa atenta. Outros erguem a cabeça e prosseguem com alguns arranhões. Deslizam, rodopiam, saltam . Surpreendem a si mesmos e aos que estão ao redor.
Quem não acredita no próprio potencial nem chega a calçar os patins. Quem está excessivamente preocupado com aprovação alheia hesita, olha para o chão e desmorona sem completar a primeira volta na pista.
Quem cai e levanta é convicto de que o chão não é tão intimidador. O importante é observar o que nos leva para baixo e corrigir os erros, o mais rápido possível.
Na pista de gelo, ensaiamos os primeiros passos com alguém nos apoiando, para algum tempo depois patinarmos sem mãos que nos segurem. A carreira solo é fundamental para nos sentirmos confiantes intimamente.
Patinar em dupla é uma opção quando atingimos uma certa maturidade, mas a parceria deve ser sólida como o gelo para que os tropeços sejam mais amenos e as quedas menos bruscas. Não se esqueça, cair faz parte do processo, mas o objetivo é nos mantermos em pé, leves e flexíveis.
A coreografia na pista de gelo deve ser harmoniosa. Nossos olhares devem estar focados para cada novo movimento. Quando olhamos para trás, perdemos o prumo duramente conquistado. Não sabemos quando completaremos todo o percurso. Enquanto isso, deslizamos continuamente.
Chega um dia em que saímos da pista, colocamos os patins de lado e outros estréiam. São ciclos ininterruptos, pois outros chegam, sempre.
Ficamos na torcida para que haja mais beleza e êxito do que escorregões no gelo espesso do caminho dos novos patinadores que se apresentam.
* Jornalista, com especialização em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora e atualmente finaliza nova especialização em Televisão, Cinema e Mídias Digitais, pela mesma instituição. Colunista do portal www.ubaweb.com/revista.
Eu sempre ouvi: "Se você cair do chão não
ResponderExcluirpassa".
Tombos machucam, deixam marcas. Mas prefiro
as cicatrizes do que não ter nada
para contar.
Muito bom Sayonara.
beijos
Sayonara, e vamos patinando. É muito bom quando atingimos a maturidade e podemos entender que o importante é patinar e fazer de tudo para que a jornada seja vitoriosa.
ResponderExcluirInevitavelmente conviveremos com frustrações. É o preço.
Como sempre mais um texto com muita propriedade.
Maravilhoso !
Bj
Queridas Núbia e Celemar: muito obrigada pela leitura, pelos comentários, pela força! Beijos no coração!
ResponderExcluirÓtimo paralelo entre a vida e os desafios de uma pista de patinação no gelo. As quedas e tropeços são uma constante, assim como as reclamações. Estropiados sim, com os tombos, mas felizes após cada volta, pois ela nos conduz em rodopios eletrizantes.
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