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A lua, mas não a lua de Lorca
* Por Xênia Antunes
Havia uma rua
uma mulher nua
uma lua que subia
que descia
que aparecia e desaparecia
que se assanhava e que desistia
que hesitava e por fim se abria
fazia noite, fizesse dia.
No dia do crime da lua
— que se deu de imprevisto por causa do amor –
a rua toda emudeceu suas casas
e a mulher foi julgada
silenciosamente.
* Poetisa, jornalista, artista plástica e fotógrafa de Brasília. Autora do livro “Exercícios de Amor e Ódio”.
* Por Xênia Antunes
Havia uma rua
uma mulher nua
uma lua que subia
que descia
que aparecia e desaparecia
que se assanhava e que desistia
que hesitava e por fim se abria
fazia noite, fizesse dia.
No dia do crime da lua
— que se deu de imprevisto por causa do amor –
a rua toda emudeceu suas casas
e a mulher foi julgada
silenciosamente.
* Poetisa, jornalista, artista plástica e fotógrafa de Brasília. Autora do livro “Exercícios de Amor e Ódio”.
Linda poesia.
ResponderExcluirA Lua sempre é testemunha...
Beijos