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Nenhum homem é uma ilha
* Por Evelyne Furtado
Nenhum homem é uma ilha, disse John Donne, poeta inglês do século XVI, em um texto de rara beleza. Hoje todos os homens e mulheres têm um pouco de si em uma ilha do Caribe.
Lembrando um poeta atual: Porto Príncipe é aqui no meu quarto e aí onde você está., pois é impossível não nos comovermos com o que se passa no pequeno país da América Central.
Por que o Haiti? Por que aquela população já sofrida está tendo que vivenciar esse pesadelo?
Não tenho respostas. O mistério é maior que a minha compreensão da vida e diante dele percebo que nada sei e pouco sou.
De tudo que vi até o momento extraio de positivo a visibilidade das ações solidárias. Conforta-me constatar que no mundo há gente que nasceu para servir. Essa é a beleza que brota do caos.
Retornando a John Donne concluo que se hoje os sinos dobram, eles dobram pelo povo haitiano, por você, por nós, por mim.
* Poetisa e cronista de Natal/RN
* Por Evelyne Furtado
Nenhum homem é uma ilha, disse John Donne, poeta inglês do século XVI, em um texto de rara beleza. Hoje todos os homens e mulheres têm um pouco de si em uma ilha do Caribe.
Lembrando um poeta atual: Porto Príncipe é aqui no meu quarto e aí onde você está., pois é impossível não nos comovermos com o que se passa no pequeno país da América Central.
Por que o Haiti? Por que aquela população já sofrida está tendo que vivenciar esse pesadelo?
Não tenho respostas. O mistério é maior que a minha compreensão da vida e diante dele percebo que nada sei e pouco sou.
De tudo que vi até o momento extraio de positivo a visibilidade das ações solidárias. Conforta-me constatar que no mundo há gente que nasceu para servir. Essa é a beleza que brota do caos.
Retornando a John Donne concluo que se hoje os sinos dobram, eles dobram pelo povo haitiano, por você, por nós, por mim.
* Poetisa e cronista de Natal/RN
A solidariedade e os gestos humanísticos sensibilizam muito. O lado irônico é que alguns já reclamam da superexposição do fato e não querem mais saber dele. Talvez a culpa seja da midia que supre o público com overdoses mastodonticas repetindo-se numa mesma cantilena. De minha parte, quero saber mais e mais. Porém nem todos têm a sua sensibilidade, Evelyne. Concluo que aquela ilha não é mais uma ilha. O mundo se une para torná-la um continente, reenguendo-a, reconstruindo-a. Nós veremos isso um dia.
ResponderExcluirCaramba, Evelyne, este seu texto arrepiou. A inversão que você fez com a frase do John Donne é brilhante e muito a propósito. Parabéns pela maravilha.
ResponderExcluir"O mundo se une para torná-la um continente, reenguendo-a, reconstruindo-a. Nós veremos isso um dia."
ResponderExcluirEsse é o meu desejo também Mara, que depois que
o Haiti não mais atrair a atenção da mídia, o mundo faça a sua parte de fato.
Parabéns Evelyne
Beijos
Belo texto, que aborda o tema por um prisma poético, sensível! beijos.
ResponderExcluirComo disse Pedro, e diria o meu filho em outro contexto: arrepiou. Parabéns, Evelyne.
ResponderExcluirEsse texto foi escrito no "arrepio", meus amigos. Obrigada Mara, Marcelo, Núbia, Sayonara e Urariano.
ResponderExcluirBeijos