domingo, 14 de junho de 2009


Livros, livros à mancheia

“Oh! Bendito o que semeia/livros, livros à mancheia/e manda o povo pensar”. Essa entusiástica exclamação é de Castro Alves, no seu tão conhecido poema “O livro e a América”, escrito e publicado no início do século XIX. Nós, do Literário, compartilhamos desse entusiasmo juvenil do poeta condoreiro, e por motivos óbvios. Este é um espaço de escritores.
Fôssemos algum iluminado Mecenas, faríamos esta sublime semeadura, distribuindo livros, aos milhões, a todas as pessoas que pudéssemos alcançar, para estimulá-las a pensar e, dessa forma, revolucionar o mundo. Não podemos fazer isso, claro. Mas podemos, e fazemos diariamente, apresentar, a todos os que puderem ter acesso a este espaço, textos originais, de qualidade, com conteúdo e que levam, os que os lêem, a refletir.
Ademais, há já catorze semanas (tempo em que o Literário se tornou uma revista eletrônica diária), aos domingos, trazemos Dicas de Leitura do Editor (já são 140 os livros sugeridos), com obras marcantes de todos os tempos – tanto de clássicos, quanto de escritores que as acabam de lançar –, abordando os mais variados gêneros e temas, quer de ficção, quer de Filosofia, História, Psicologia, Sociologia etc.
Claro que não se pretende que tudo o que é sugerido seja lido de imediato, e ainda mais num curto espaço de apenas sete dias. Mas as sugestões são válidas, por exemplo, para um período de férias. Além disso, apresentamos, semanalmente, sinopses de lançamentos e o ranking dos livros mais vendidos neste país de dimensões continentais.
Nossa esperança (diria certeza) é a de relacionar, em breve, obras lançadas por nossos colunistas, não alguns, mas todos eles. E que não venhamos a nos limitar a registrar esses lançamentos, mas noticiar, principalmente, sua evolução semanal na relação dos mais vendidos. Por que, como complementa a estrofe citada, Castro Aves constata esta verdade inquestionável, nestas magníficas metáforas: “O livro caindo na alma/é germe que faz a palma/é chuva que faz o mar”.

Boa leitura.

O Editor.

Um comentário:

  1. Otimismo não faz mal. Anima, e isso já nos tira do marasmo tão comum no domingo.

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