
Formal ou coloquial?
Caros amigos freqüentadores do Literário, boa tarde.
Às vezes (para não dizer sempre) fico na dúvida de como devo me dirigir a vocês, se de maneira sisuda e formal, como em geral os editores se dirigem aos seus leitores, ou dando vazão à minha personalidade, de forma descontraída, afetiva e coloquial. Invariavelmente, acabo optando por esta, mesmo que soe a alguns ouvidos como “politicamente incorreta”.
Estamos crescendo a olhos vistos, o que é muito bom. Estou certo que cresceremos muito mais no correr de 2010, quer em quantidade, quer (e principalmente) em qualidade. Empenho para isso, pelo menos, não irá faltar (como nunca faltou). Sou avesso à acomodação, até por ter personalidade inquieta. Quando criança, havia quem suspeitasse que eu fosse um menino hiperativo. Não sei se fui.
Estou trazendo a vocês novos colunistas. Alguns, na verdade, já o eram, posto que informalmente. Resolvi formalizar isso. É o caso de Mara Narciso, queridíssima por todos os participantes do Literário, quer se tratem de colunistas mais veteranos, quer colaboradores, quer leitores e quer, notadamente, este editor.
Antes dela, seu filho, o Fernando Yanmar, já havia ganhado sua coluna. E, para completar o trio da progressista Montes Claros, incorporei, também, a esse seleto grupo, o poeta José Geraldo Mendonça Júnior, conhecido em sua cidade como Penninha. O Vale do Paraíba igualmente ganha espaço, com uma colaboradora veterana do Literário, desde os tempos do Comunique-se, que é a Silvana Alves.
Todavia, fiz algo que nunca tinha feito antes. Trouxe, para o nosso convívio, um companheiro de trabalho, que participa, comigo, das edições do Diário Oficial de Campinas. Trata-se de um jovem e talentosíssimo jornalista (e anotem este nome, pois logo terá projeção nacional) que é o Renato Manjaterra.
Não gosto de misturar as coisas e nem de me prevalecer da condição de editor. Sou membro de uma das mais prestigiosas academias de letras do País e, caso quisesse fazer “marmelada”, bastaria convidar todos seus membros para serem colunistas do Literário. Não convidei nenhum.
Minha proposta não é esta. É a de dar chances a novos talentos de mostrarem o seu trabalho e o seu valor. É a de contar com representantes de todas as regiões do Brasil (infelizmente ainda falta alguém da Amazônia para completar nosso quadro). É a de tratar todos os escritores e candidatos a essa condição com respeito, igualdade e justiça.
Trouxe o Renato para o nosso convívio para dar aquele “chute nos culhões da realidade” sugerido pelo Urariano. Com o passar do tempo vocês verão que o garoto tem tutano. Que mexe em vespeiros que pouca gente tem coragem de mexer. Que é um sujeito idealista, contudo sem perder o realismo dos bons jornalistas que, dado o fato de serem hiperinformados, conhecem as mazelas, sobretudo sociais, que requerem urgente solução.
Para mim, há outra vantagem com a presença do Renato em nosso convívio. Dos colunistas, é o único que me conhece pessoalmente. E mais, sabe o que penso, como trabalho, qual é o meu procedimento em termos de relacionamentos e por aí afora.
Ele pode comprovar que, embora às vezes eu seja enfático em demasia e não tenha “papas na língua”, sou um sujeito alegre, bem-humorado, positivo e muito distante do estereótipo que tentaram me impingir, de sisudo, briguento e implicante. Não, não sou assim. E o Renato, que há três anos convive, diariamente, comigo na redação, pode comprovar isso..
Mudando de assunto, chamo sua atenção para a belíssima crônica de hoje da Risomar. Ah, que inveja Ris!!! Adoro o Rio de Janeiro, onde morei na adolescência e de onde tenho as mais preciosas lembranças. Só espero que você tenha tido tempo de se encontrar com a Celamar e com o Daniel, figuras que, embora não conheça pessoalmente, tenho em conta de amigos.
O Dan, por exemplo (permita-me chamá-lo com toda essa intimidade) redigiu um texto espetacular para a orelha de um dos meus dois novos livros, cuja publicação não consegui, ainda, desencalhar, mas que espero fazê-lo no próximo mês. Prometo dar notícias a respeito, já que todos os colunistas (os anteriores aos acréscimos que fiz nos últimos tempos) participam com depoimentos nas contracapas de ambos.
Pois é, na dúvida sobre qual linguagem adotar, hoje optei (de novo) pela coloquial. Aos que ficaram escandalizados com esse meu linguajar nada literário (mas recendendo a afetividade por todos os poros), peço sinceras desculpas. Não consigo ser formal com pessoas de que gosto.
Boa leitura.
O Editor.
Caros amigos freqüentadores do Literário, boa tarde.
Às vezes (para não dizer sempre) fico na dúvida de como devo me dirigir a vocês, se de maneira sisuda e formal, como em geral os editores se dirigem aos seus leitores, ou dando vazão à minha personalidade, de forma descontraída, afetiva e coloquial. Invariavelmente, acabo optando por esta, mesmo que soe a alguns ouvidos como “politicamente incorreta”.
Estamos crescendo a olhos vistos, o que é muito bom. Estou certo que cresceremos muito mais no correr de 2010, quer em quantidade, quer (e principalmente) em qualidade. Empenho para isso, pelo menos, não irá faltar (como nunca faltou). Sou avesso à acomodação, até por ter personalidade inquieta. Quando criança, havia quem suspeitasse que eu fosse um menino hiperativo. Não sei se fui.
Estou trazendo a vocês novos colunistas. Alguns, na verdade, já o eram, posto que informalmente. Resolvi formalizar isso. É o caso de Mara Narciso, queridíssima por todos os participantes do Literário, quer se tratem de colunistas mais veteranos, quer colaboradores, quer leitores e quer, notadamente, este editor.
Antes dela, seu filho, o Fernando Yanmar, já havia ganhado sua coluna. E, para completar o trio da progressista Montes Claros, incorporei, também, a esse seleto grupo, o poeta José Geraldo Mendonça Júnior, conhecido em sua cidade como Penninha. O Vale do Paraíba igualmente ganha espaço, com uma colaboradora veterana do Literário, desde os tempos do Comunique-se, que é a Silvana Alves.
Todavia, fiz algo que nunca tinha feito antes. Trouxe, para o nosso convívio, um companheiro de trabalho, que participa, comigo, das edições do Diário Oficial de Campinas. Trata-se de um jovem e talentosíssimo jornalista (e anotem este nome, pois logo terá projeção nacional) que é o Renato Manjaterra.
Não gosto de misturar as coisas e nem de me prevalecer da condição de editor. Sou membro de uma das mais prestigiosas academias de letras do País e, caso quisesse fazer “marmelada”, bastaria convidar todos seus membros para serem colunistas do Literário. Não convidei nenhum.
Minha proposta não é esta. É a de dar chances a novos talentos de mostrarem o seu trabalho e o seu valor. É a de contar com representantes de todas as regiões do Brasil (infelizmente ainda falta alguém da Amazônia para completar nosso quadro). É a de tratar todos os escritores e candidatos a essa condição com respeito, igualdade e justiça.
Trouxe o Renato para o nosso convívio para dar aquele “chute nos culhões da realidade” sugerido pelo Urariano. Com o passar do tempo vocês verão que o garoto tem tutano. Que mexe em vespeiros que pouca gente tem coragem de mexer. Que é um sujeito idealista, contudo sem perder o realismo dos bons jornalistas que, dado o fato de serem hiperinformados, conhecem as mazelas, sobretudo sociais, que requerem urgente solução.
Para mim, há outra vantagem com a presença do Renato em nosso convívio. Dos colunistas, é o único que me conhece pessoalmente. E mais, sabe o que penso, como trabalho, qual é o meu procedimento em termos de relacionamentos e por aí afora.
Ele pode comprovar que, embora às vezes eu seja enfático em demasia e não tenha “papas na língua”, sou um sujeito alegre, bem-humorado, positivo e muito distante do estereótipo que tentaram me impingir, de sisudo, briguento e implicante. Não, não sou assim. E o Renato, que há três anos convive, diariamente, comigo na redação, pode comprovar isso..
Mudando de assunto, chamo sua atenção para a belíssima crônica de hoje da Risomar. Ah, que inveja Ris!!! Adoro o Rio de Janeiro, onde morei na adolescência e de onde tenho as mais preciosas lembranças. Só espero que você tenha tido tempo de se encontrar com a Celamar e com o Daniel, figuras que, embora não conheça pessoalmente, tenho em conta de amigos.
O Dan, por exemplo (permita-me chamá-lo com toda essa intimidade) redigiu um texto espetacular para a orelha de um dos meus dois novos livros, cuja publicação não consegui, ainda, desencalhar, mas que espero fazê-lo no próximo mês. Prometo dar notícias a respeito, já que todos os colunistas (os anteriores aos acréscimos que fiz nos últimos tempos) participam com depoimentos nas contracapas de ambos.
Pois é, na dúvida sobre qual linguagem adotar, hoje optei (de novo) pela coloquial. Aos que ficaram escandalizados com esse meu linguajar nada literário (mas recendendo a afetividade por todos os poros), peço sinceras desculpas. Não consigo ser formal com pessoas de que gosto.
Boa leitura.
O Editor.
Formal ou coloquial...
ResponderExcluirSua linguagem sempre foi clara e objetiva.
Escandalizados ficaríamos se não conseguíssemos
perceber na sua fala o amigo gentil que és.
beijos
Continue assim , caro Pedro! A espontaneidade é a melhor escolha. Abraços.
ResponderExcluirBem melhor assim, claro. Não há quem não se derreta com um tapinha amistoso na barriga, tipo íntimo.
ResponderExcluirFicou diferente a informalidade para formalizar os novos colunistas. Fico feliz em ter sido oficialmente incorporada ao Literário. Obrigada Pedro!
ResponderExcluirSejam bem-vindos os novos colunistas.
ResponderExcluirMeu carinho especial a todos, um abraço no Renato Manjaterra e outro no Fernando Yanmar, que prometem no Litrário. Um beijo para a Silvana Alves e um beijo mais especial ainda para a Mara Narciso que já estava como colunista e só faltava ser oficializada.
Todos votaram pra que você continue como hoje, Pedro.
ResponderExcluirSaúdo também os novos companheiros. O espaço é grande e cabe todos nós.