<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655</id><updated>2012-01-29T07:40:25.794-08:00</updated><title type='text'>Literário</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7175</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3811664655716157232</id><published>2012-01-29T07:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T07:40:25.801-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dcLy8ikcLHE/TyVoYrKHKmI/AAAAAAAAoqw/0ddG2FNVigg/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703079276245887586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-dcLy8ikcLHE/TyVoYrKHKmI/AAAAAAAAoqw/0ddG2FNVigg/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kzzUU9rbsQQ/TyVoTRIE89I/AAAAAAAAoqk/hNJQkJ2txb4/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703079183358686162" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-kzzUU9rbsQQ/TyVoTRIE89I/AAAAAAAAoqk/hNJQkJ2txb4/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Livro que desfaz mitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Ladeira da Memória – Pedro J. Bondaczuk, crônica “Música da vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Direto do Arquivo – Fábio de Lima, crônica “Doce ilusão verde e amarela”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Clássicos – Castro Alves, poema, “O povo ao poder”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Lêda Selma, conto “Quantos furdunços já provoquei!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Ivo Theis, artigo “Pra variar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3811664655716157232?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3811664655716157232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-livro-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3811664655716157232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3811664655716157232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-livro-que.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dcLy8ikcLHE/TyVoYrKHKmI/AAAAAAAAoqw/0ddG2FNVigg/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4851736070642908917</id><published>2012-01-29T07:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T07:38:25.869-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XDeWe1v-tjM/TyVnveqoDcI/AAAAAAAAoqY/lwQ1VKdzb9Y/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703078568517963202" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-XDeWe1v-tjM/TyVnveqoDcI/AAAAAAAAoqY/lwQ1VKdzb9Y/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Livro que desfaz mitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O &lt;/span&gt;botânico e antropólogo canadense Wade Davis viajou, em 1982, quando ainda era estudante da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, ao Haiti. Seu objetivo era o de investigar se havia algum fundo de verdade no mito vodu dos zumbis. Permaneceu dois anos e meio no país, entrevistando um grande número de pessoas, visitando cidades, estudando os costumes locais, freqüentando cultos e colhendo todas as informações que lhe fossem possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse tempo, em que se empenhou o quanto pôde para confirmar ou desmentir a suposta zumbificação, regressou a Cambridge, com malária, hepatite, mas também com farto material para um livro. Antes mesmo de escrevê-lo, assegurou que tinha tantas e tamanhas revelações a fazer, que o texto seria lido como um romance de espionagem. E, de fato, não frustrou seus leitores. “A serpente e o arco-íris”, publicado no Brasil por Jorge Zahar Editor, foi um sucesso. Creio que atualmente esteja esgotado. Mas pode ser encontrado, ainda, nos bons sebos. De quebra, o material que colheu rendeu um filme, rodado em 1987, dirigido por Wes Craven, que teve razoável bilheteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Wade Davis trouxe, do Haiti, algo mais do que somente material para seu instigante livro. Trouxe o que garantiu ser a fórmula secreta para se produzir zumbis. “Parti sem saber nada do país e cheguei apenas com a curiosidade”, revelou o botânico, em entrevista que deu ao jornalista Gino Del Guércio, da agência de notícias United Press International (UPI), em matéria escrita e divulgada para milhares de jornais assinantes, em várias partes do mundo, em abril de 1986. “Tive sorte, muita sorte. Abri uma caixa de Pandora que consumiu três anos da minha vida”, acrescentou Wade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro “A serpente e o arco-íris” é, como o autor havia prometido antes mesmo de escrevê-lo, desses que não conseguimos parar a leitura enquanto não chegarmos ao final. Um dos seus méritos é o de desvendar o vodu tal qual ele de fato é, desfazendo equívocos a seu respeito, principalmente o que considera esse culto como mera prática de magia negra. Wade prova que não é bem assim. Tive a oportunidade de trazer ao seu conhecimento, caríssimo leitor, algumas informações a propósito dessa prática religiosa, colhidas em outras fontes, diversas do livro do botânico canadense. A leitura das suas observações apenas me confirmou a exatidão dos dados que colhi em minhas próprias pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wade revelou que o vodu, de fato, é uma prática religiosa sofisticada. Concluiu que a sua história é, no fundo, no fundo, a própria história do Haiti, desde sua origem africana, com escravos trazidos do continente negro para trabalhar na produção de açúcar, nos muitos engenhos comandados por franceses, em toda a Ilha Hispaniola, onde se situa, também, a República Dominicana, até os dias atuais. O culto é praticado, também, em várias outras ilhas do Caribe e até no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todas religiões que se prezem, o vodu não se dedica, somente, ao lado espiritual dos fiéis, embora este seja, óbvio, seu aspecto prioritário. Tem, também, um sistema de medicina natural bastante evoluído, baseado no multimilenar conhecimento de fitoterapia, ou seja, do poder curativo das plantas. Davis revela que esse culto tem, ainda, “um sistema de educação e um sistema de lei e ordem que poderiam estar ligados a todo o sistema de sanções sociais” da sociedade haitiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos zumbis, o botânico canadense revela o óbvio. Ou seja, que eles não são mortos vivos coisa nenhuma. São pessoas vivas, vivíssimas e que, mesmo no estado cataléptico, conseguem conservar a consciência. Fazer um “morto” andar, trabalhar etc. como se vivo estivesse, mas sem o comando do cérebro, claro, é o absurdo dos absurdos. Isso não existe, nunca existiu e jamais existirá. Quem acredita nessa bobagem é o crédulo dos crédulos ou, mais especificamente, o suprassumo do ignorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrevista concedida à UPI, antes de escrever seu best-seller, Wade Davis enfatizou: “Os zumbis não são pessoas que tenham surgido dos mortos. Em vez disso, são as que receberam uma droga cujos efeitos se assemelham à morte. Paralisa-lhes e reduz-lhes as batidas do coração e o ritmo da respiração a zero. Mas os pacientes continuam conscientes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço licença para transcrever trecho de um texto que colhi no blog Biblioagrogriot (HTTP//:biblioafrogriot.blogspot.com), bastante revelador, que explica, com lógica, clareza e coerência, os motivos da forma preconceituosa com que o vodu é tratado ainda hoje em várias partes do mundo, notadamente nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E de onde se tirou essa idéia de o vodu ser demoníaco? Em primeiro lugar, o Haiti era a única nação negra independente por cem anos. Os haitianos costumavam comprar navios de escravos que iriam para os EUA e dar-lhes liberdade no Haiti. O país deu dinheiro a Simon Bolívar em suas lutas de liberação da Gran Colômbia . Mas em 1915 o exército americano ocupou o Haiti. Era época da segregação, e a maioria dos soldados eram homens sulistas, crescidos em meio ao racismo, e todos, do cabo ao sargento, acabaram assinando contrato para escrever um livro. E os livros que saíam tinham títulos como ‘Fogo vodu no Haiti’, ‘Aparição na terra vodu’, ou ‘A ilha mágica’, todos cheios de crianças que eram levadas para o caldeirão e zumbis se levantando dos túmulos para atacar pessoas. Foram essas histórias que deram origem aos filmes de Hollywood da RKO nos anos 1940. Esses livros e filmes terríveis diziam essencialmente aos americanos que qualquer país onde coisas terríveis assim acontecem, precisa de redenção pela ocupação militar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, tudo no mundo tem explicação lógica e racional, basta procurá-la com método e empenho. Ou, pelo menos, quase tudo tem. Por trás de toda a lenda, por mais absurda que esta pareça (como é o caso dos mortos vivos do Haiti) sempre há um fundo de verdade. Compete às pessoas racionais e lógicas procurá-lo e demonstrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4851736070642908917?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4851736070642908917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/livro-que-desfaz-mitos-o-botanico-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4851736070642908917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4851736070642908917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/livro-que-desfaz-mitos-o-botanico-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XDeWe1v-tjM/TyVnveqoDcI/AAAAAAAAoqY/lwQ1VKdzb9Y/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-910533209034961988</id><published>2012-01-29T05:27:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T05:29:35.883-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-O9zioP_KEX0/TyVJsjKSxjI/AAAAAAAAoqM/gFcrmsyjvQc/s1600/titulo-pedrobondaczuk.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703045532836087346" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-O9zioP_KEX0/TyVJsjKSxjI/AAAAAAAAoqM/gFcrmsyjvQc/s400/titulo-pedrobondaczuk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qEBVeghUVzA/TyVJjY0X7UI/AAAAAAAAoqA/hhNcvCnScww/s1600/canario.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 283px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703045375440973122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-qEBVeghUVzA/TyVJjY0X7UI/AAAAAAAAoqA/hhNcvCnScww/s400/canario.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Música da vida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Pedro J. Bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;s poetas costumam comparar as fases da vida às quatro estações do ano. Atribuem à primavera, a infância cheia de encantos; ao verão, a adolescência repleta de energia; ao outono, a maturidade do bom-senso e ao inverno, a velhice da solidão e frustrações. Discordo dessa comparação.&lt;br /&gt;Prefiro outra, mais positiva e próxima da real. Afinal, as estações do ano repetem-se a cada 365 dias, indiferentes ao fato de estarmos vivos ou não. Considero, por exemplo, a primavera como a alegria; o verão, o entusiasmo; o outono; o bom-senso e o inverno, a experiência que se consegue, apenas, com vivência.&lt;br /&gt;Temos essas fases não apenas uma vez na vida, mas inúmeras. Teremos, por exemplo, tantas “primaveras” quantas quisermos, desde que estejamos predispostos a elas. O mesmo vale para as outras três estações, claro.&lt;br /&gt;Quase tudo no mundo, no terreno dos pensamentos, sentimentos e atos, é questão de dosagem. Os mais milagrosos remédios, se tomados em doses inadequadas, tendem a ser ou ineficazes ou, até mesmo, venenosos. Tomados de menos, não surtem efeitos e, demais, intoxicam.&lt;br /&gt;Alguns venenos mortais, por seu turno, em doses pequeníssimas e rigorosamente exatas, são milagrosos remédios. O mesmo raciocínio se aplica para o sonho e a realidade, por exemplo. Sonhadores em excesso, que se limitam a sonhar sem nada fazer para tentar tornar real o que se sonhou, mais cedo ou mais tarde se frustram. Descambam para o desencanto. Realistas em demasia, por seu turno, levam vidas cinzentas, tristes e sem graça. Ambos, sonho e realidade, nos são necessários. O problema é acertar na dosagem.&lt;br /&gt;Temos, isto sim, que pôr paixão em tudo o que fizermos, não importa se essa obra é de caráter material, intelectual, filosófico ou artístico. Claro que essa chama, esse entusiasmo, essa fúria de concretizar o que existe só em nossa mente tem que ser “temperada” com outros ingredientes, como razão, prudência e bom-senso.&lt;br /&gt;A paixão, em si, em seu estado natural, é selvagem e muitas vezes incontrolável. Tende a alucinar quem não sabe dosar sua intensidade. Mas sem ela, nenhuma das nossas obras parecerá, aos mais atentos (e, de fato, não o será), com alma, verdade e autenticidade. Mesmo que perfeita, na forma e na concepção, soará falsa, artificial e sem vida. É essa iluminação que transforma o que fazemos em obras-primas que desafiam o tempo e a sucessão de gerações.&lt;br /&gt;Sou fascinado, particularmente, por sons harmoniosos e coerentes. Nasci com alma de músico, embora nunca tenha composto uma única canção (não me refiro a letras, que já fiz muitas, mas à melodia) e não me sinto habilitado para tanto. Também não toco instrumento algum e minha voz é muito grave, não se prestando, portanto, à interpretação. Mas tenho o que comumente se chama de “ouvido musical”.&lt;br /&gt;Neste instante, ouço em surdina, na casa vizinha, o canto de um pássaro, que identifico como o de um canário belga. Aprendi esse tipo de identificação ouvindo um disco, que meu saudoso pai ganhou do engenheiro Johann Dalgas Fritsch. Sei que essa afirmação pode parecer um disparate, mas não é. A referida gravação não só existe como é um achado, sobretudo artístico. Mistura o canto dos mais variados pássaros da fauna brasileira com peças musicais de Bach, Beethoven, Chopin etc. O efeito é devastador, em termos de derrubar as barreiras que represam emoções!&lt;br /&gt;Dalgas Fritsch gravou vários LPs do tipo e tenho três deles. Chamo essas gravações de “música da vida”, que de fato são. O canto mais impressionante é o do uirapuru, da Amazônia. Diz a lenda que quem o ouvir conservará para sempre seu amor. Tomara que seja verdade! Gosto de ouvir esses discos, sobretudo, a cada amanhecer.&lt;br /&gt;Cada novo dia que nasce é uma oportunidade que a vida nos dá de realizar sonhos e alcançar (e conservar) a felicidade e a alegria de viver. Nunca sabemos de quanto tempo ainda dispomos para pormos em prática nossos planos. Podem ser muitos dias, milhares deles, como pode, também, não ser mais nenhum. Daí ser tremenda tolice desperdiçar nosso tempo com picuinhas, rancores inconseqüentes e nunca construtivos, ciúmes, inveja, cobiça e tantos outros sentimentos que só nos trazem dor, amargura e infelicidade e às pessoas que nos rodeiam.&lt;br /&gt;Não desperdiço os meus. Procuro vivê-los com intensidade, com alegria, bom-humor e encantamento. Três coisas em especial me fascinam, encantam e entusiasmam: vida, amor e beleza, nesta ordem. Viver é, para mim, simultaneamente, mistério e privilégio, quaisquer que sejam as circunstâncias. Amar, por seu turno, é sempre uma bênção, mesmo que não haja correspondência. Se houver... será um delírio! E, finalmente, a beleza (não a física, necessariamente, mas a que se expressa em todas as coisas, até nas aparentemente mais feias), inspira-me, acalma-me e me desperta intensa alegria e profunda reverência.&lt;br /&gt;Devemos ter, sempre e a cada momento, essa atitude de celebração face a vida. Mesmo que não venhamos a nos dar conta, ou que questionemos essa idéia, temos muito mais motivos para comemorar pelo fato de estarmos vivos, do que para eventualmente lamentar. Trata-se de oportunidade rara e única, de um privilégio e de uma bênção. Nós é que, em geral, arruinamos nossas vidas com atitudes negativas, pensamentos nefastos e ações desastradas, ou “destrambelhadas”, como costuma dizer um amigo.&lt;br /&gt;A sabedoria, sem dúvida, é importante e devemos nos empenhar para obtê-la. Reflexão é fundamental para conhecermos o nosso íntimo e as pessoas que nos cercam. Mas as emoções sadias e intensas são essenciais. Celebremos e vivamos intensamente cada dia que temos, do amanhecer ao anoitecer. Minha forma particular de celebrar é ouvindo, sempre que posso (e nesse caso, posso sempre) a encantadora, a inspiradora, a misteriosa “música da vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;* Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções, foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance Fatal” (contos) e “Cronos &amp;amp; Narciso” (crônicas). Blog “O Escrevinhador” – http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-910533209034961988?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/910533209034961988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/musica-da-vida-por-pedro-j.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/910533209034961988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/910533209034961988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/musica-da-vida-por-pedro-j.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-O9zioP_KEX0/TyVJsjKSxjI/AAAAAAAAoqM/gFcrmsyjvQc/s72-c/titulo-pedrobondaczuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5839872115846932809</id><published>2012-01-29T05:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T05:24:26.588-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4otXSsHgNZ0/TyVIgMxfgxI/AAAAAAAAop0/e-8iXoM8GBo/s1600/titulo-arquivo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703044221156426514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-4otXSsHgNZ0/TyVIgMxfgxI/AAAAAAAAop0/e-8iXoM8GBo/s400/titulo-arquivo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xuxxX98mL80/TyVIY6Jk6RI/AAAAAAAAopo/Sp1LdSuZon4/s1600/felicidade"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703044095898085650" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-xuxxX98mL80/TyVIY6Jk6RI/AAAAAAAAopo/Sp1LdSuZon4/s400/felicidade" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Doce ilusão verde e amarela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Fábio de Lima&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt; cidade chama-se Felicidade e fica no sertão de Pernambuco. Ela está 321 km distante de Recife. Sentado no batente da porta de casa, com o nariz escorrendo, com a mão direita coçando os piolhos da cabeça, Romário Ferreira Silva, 7 anos de idade, vestido com um short vermelho – sem camiseta ou chinelo – olha o asfalto quente, enquanto 4 bois magros acompanhados de dois cabritos, também magros, pisam lento neste asfalto feito brasa. Romário pensa que o mundo roda devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento abafado e escaldante não refresca nada. A poeira cega os olhos daqueles que se atrevem a olhar longe. O cachorro pulguento, com pêlo ralo, dorme à sombra como se morto estivesse. O armazém da esquina está com as portas fechadas, pois é horário de almoço. Romário não tem comida esse dia. Órfão de pai – espera a mãe voltar do sítio de um conhecido onde foi tentar arrumar algo para ela e o filho comerem. Romário pensa que o carrapato na pata do cabrito lembra uma bolinha de gude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Roberto, dono do armazém, é considerado o rico da região, visto que sempre tem o que comer. Ele passa na frente de Romário voltando de casa para seu estabelecimento comercial, enquanto limpa os dentes utilizando os dedos da mão direita e coça a barriga utilizando os dedos da mão esquerda. Tilito, o cachorro sarnento que dormia na sombra, acorda e levanta a cabeça para espiar o movimento. Romário pensa que sua mãe está demorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um táxi entra na rua e pára de frente com a casa de Dona Severina. Desce um rapaz bem vestido, de óculos escuros, com jeito de homem de cidade grande. Dona Severina já aparece na porta chorando. Os dois se abraçam. O motorista do táxi ajuda o moço a colocar as malas para dentro de casa. O táxi vai embora. Romário e Tilito só olham. Romário pensa que quando for grande vai para a cidade grande também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risolange, menina mais bonita da região, na flor de seus 17 anos, filha de Sr. Roberto e vizinha de Romário, vinda da escola, aparece na subida da serra. Caderno abraçado ao peito, lápis e caneta com as pontas para fora do bolso da calça jeans, camiseta branca com o símbolo do grupo escolar e chinelo de dedo, cabelo alisado por óleo de cozinha e batom vermelho nos lábios, esboça um sorriso para Romário quando consegue pisar em asfalto já plano. Romário pensa que na escola deve ter comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tilito se levanta e anda devagar até o armazém. Romário olha em volta para ver se está sozinho. Cospe em cima de uma formiga que teima em subir no batente onde ele está sentado. Romário sorri, enquanto a formiga se desespera mergulhada na saliva do garoto. No começo da serra Dona Josefa aparece carregando algo nas costas e dando passadas firmes de quem tem pressa. Romário corre ao seu encontro. Ao se encontrarem nada falam um para o outro. Dona Josefa lhe dá um saco de feijão e sobe a serra com um saco de farinha. Ambos sorriem e pensam que o mundo é bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;*Jornalista e escritor ou “contador de histórias”, como prefere ser chamado. Atua como repórter freelancer para o jornal Diário do Comércio (SP) e é diretor de programação da Cinetvnet (TV pela WEB). Está escrevendo seu primeiro romance, DOCE DESESPERO.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5839872115846932809?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5839872115846932809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/doce-ilusao-verde-e-amarela-por-fabio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5839872115846932809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5839872115846932809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/doce-ilusao-verde-e-amarela-por-fabio.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4otXSsHgNZ0/TyVIgMxfgxI/AAAAAAAAop0/e-8iXoM8GBo/s72-c/titulo-arquivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6204830910323030205</id><published>2012-01-29T05:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T05:20:38.732-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FsEFK7z98nw/TyVHmNRgxwI/AAAAAAAAopc/H9BM-EzgOFs/s1600/titulo-classicos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703043224858314498" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-FsEFK7z98nw/TyVHmNRgxwI/AAAAAAAAopc/H9BM-EzgOFs/s400/titulo-classicos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZmOAQL6L6D0/TyVHfGzvudI/AAAAAAAAopQ/tM3qmU66ryU/s1600/castro-alves.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 287px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703043102863768018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZmOAQL6L6D0/TyVHfGzvudI/AAAAAAAAopQ/tM3qmU66ryU/s400/castro-alves.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;O povo ao poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Antonio Castro Alves&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;uando nas praças s'eleva&lt;br /&gt;Do Povo a sublime voz...&lt;br /&gt;Um raio ilumina a treva&lt;br /&gt;O Cristo assombra o algoz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o gigante da calçada&lt;br /&gt;De pé sobre a barrica&lt;br /&gt;Desgrenhado, enorme, nu&lt;br /&gt;Em Roma é catão ou Mário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Jesus sobre o Cálvario,&lt;br /&gt;É Garibaldi ou Kosshut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praça! A praça é do povo&lt;br /&gt;Como o céu é do condor&lt;br /&gt;É o antro onde a liberdade&lt;br /&gt;Cria águias em seu calor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor!... pois quereis a praça?&lt;br /&gt;Desgraçada a populaça&lt;br /&gt;Só tem a rua seu...&lt;br /&gt;Ninguém vos rouba os castelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendes palácios tão belos...&lt;br /&gt;Deixai a terra ao Anteu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tortura, na fogueira...&lt;br /&gt;Nas tocas da inquisição&lt;br /&gt;Chiava o ferro na carne&lt;br /&gt;Porém gritava a aflição.&lt;br /&gt;Pois bem...nest'hora poluta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós bebemos a cicuta&lt;br /&gt;Sufocados no estertor;&lt;br /&gt;Deixai-nos soltar um grito&lt;br /&gt;Que topando no infinito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez desperte o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra! Vós roubais-la&lt;br /&gt;Aos lábios da multidão&lt;br /&gt;Dizeis, senhores, à lava&lt;br /&gt;Que não rompa do vulcão.&lt;br /&gt;Mas qu'infâmia! Ai, velha Roma,&lt;br /&gt;Ai cidade de Vendoma,&lt;br /&gt;Ai mundos de cem heróis,&lt;br /&gt;Dizei, cidades de pedra,&lt;br /&gt;Onde a liberdade medra&lt;br /&gt;Do porvir aos arrebóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizei, quando a voz dos Gracos&lt;br /&gt;Tapou a destra da lei?&lt;br /&gt;Onde a toga tribunícia&lt;br /&gt;Foi calcada aos pés do rei?&lt;br /&gt;Fala, soberba Inglaterra,&lt;br /&gt;Do sul ao teu pobre irmão;&lt;br /&gt;Dos teus tribunos que é feito?&lt;br /&gt;Tu guarda-os no largo peito&lt;br /&gt;Não no lodo da prisão.&lt;br /&gt;No entanto em sombras tremendas&lt;br /&gt;Descansa extinta a nação&lt;br /&gt;Fria e treda como o morto.&lt;br /&gt;E vós, que sentis-lhes os pulso&lt;br /&gt;Apenas tremer convulso&lt;br /&gt;Nas extremas contorções...&lt;br /&gt;Não deixais que o filho louco&lt;br /&gt;Grite "oh! Mãe, descansa um pouco&lt;br /&gt;Sobre os nossos corações".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas embalde... Que o direito&lt;br /&gt;Não é pasto de punhal.&lt;br /&gt;Nem a patas de cavalos&lt;br /&gt;Se faz um crime legal...&lt;br /&gt;Ah! Não há muitos setembros,&lt;br /&gt;Da plebe doem os membros&lt;br /&gt;No chicote do poder,&lt;br /&gt;E o momento é malfadado&lt;br /&gt;Quando o povo ensangüentado&lt;br /&gt;Diz: já não posso sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem! Nós que caminhamos&lt;br /&gt;Do futuro para a luz,&lt;br /&gt;Nós que o Calvário escalamos&lt;br /&gt;Levando nos ombros a cruz,&lt;br /&gt;Que do presente no escuro&lt;br /&gt;Só temos fé no futuro,&lt;br /&gt;Como alvorada do bem,&lt;br /&gt;Como Laocoonte esmagado&lt;br /&gt;Morreremos coroado&lt;br /&gt;Erguendo os olhos além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmão da terra da América,&lt;br /&gt;Filhos do solo da cruz,&lt;br /&gt;Erguei as frontes altivas,&lt;br /&gt;Bebei torrentes de luz...&lt;br /&gt;Ai! Soberba populaça,&lt;br /&gt;Dos nossos velhos Catões,&lt;br /&gt;Lançai um protesto, ó povo,&lt;br /&gt;Protesto que o mundo novo&lt;br /&gt;Manda aos tronos e às nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6204830910323030205?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6204830910323030205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/o-povo-ao-poder-por-antonio-castro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6204830910323030205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6204830910323030205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/o-povo-ao-poder-por-antonio-castro.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FsEFK7z98nw/TyVHmNRgxwI/AAAAAAAAopc/H9BM-EzgOFs/s72-c/titulo-classicos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6675380789527208303</id><published>2012-01-29T05:14:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T05:16:52.179-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IAqnCt1yDBc/TyVGu3_J9BI/AAAAAAAAopE/wH5JGhuvkjQ/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703042274251371538" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-IAqnCt1yDBc/TyVGu3_J9BI/AAAAAAAAopE/wH5JGhuvkjQ/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eOiTSQoujZs/TyVGlDn8a9I/AAAAAAAAoo4/V1A15uKVmjk/s1600/elevador.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 290px; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703042105576549330" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-eOiTSQoujZs/TyVGlDn8a9I/AAAAAAAAoo4/V1A15uKVmjk/s400/elevador.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Quantos furdunços já provoquei!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* Por Lêda Selma&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;ue sou distraída, que me desligo às vezes, que sofro uns apagões inacreditáveis, que perco tudo dentro e fora de casa, é sabido, aliás, mais que isso, é notório. Tanto que, não raro, sou lembrada pelos óculos que, durante mais de hora, procurei desesperada e, ao final, encontrei-os no lugar de onde não saíram: meus olhos. Sapatos, então... Com eles nos pés, já desmontei um guarda-sapatos enorme no afã de encontrá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato, para muitos inconcebível, minha entrada no elevador de um hotel em Recife, e cuja subida empreendi ao lado de dois cavalheiros, um moreno e outro de cabelos grisalhos, os quais alegremente cumprimentei com simpático e turístico ‘bom-dia para vocês!’. O detalhe intrigante: o de cabelos grisalhos era meu marido (há 41 anos), mas só me dei conta, ao ser abordada por ele, desentendido, à porta da suíte: “O que deu em você, no elevador?”. Confusa, confessei: não o reconheci, ora! Dizem que esse é meu recorde. Será?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns creditam tal status àquela do casal que, a meu pedido, me seguiria, após sairmos de uma festa, até a porta do prédio em que resido. Tudo bem, e daí, qual o problema? Bem, não haveria nenhum se eu, a alguns quarteirões de casa, instigada pelo medo que me impingia a sensação de alguém estar me seguindo, não houvesse acionado a polícia. Isso mesmo, a polícia! Pois é, acionei-a. Sob a alegação de que certo carro preto (melhor, afro-descendente), dirigido por um suspeito, acompanhado de seu cúmplice, estava no meu encalço com o determinado propósito de assalto ou sequestro. Ainda bem, a luz alta do carro do ‘provável’ assaltante/sequestrador, seguida de chamada para meu celular (“missão cumprida, boa-noite!”), desmanchou tamanho equívoco. Embora aliviada, nem me lembrei de agradecer a gentileza do casal. Só dia seguinte. Até hoje, os dois desacreditam daquele meu “antológico branco”, como o catalogaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um furdunço e tanto promovi, convenhamos. Aliás, promovo. Afinal, não sou parcimoniosa na arte de perpetrá-los. Tanto que, de outra feita, minha filha incumbiu-me de segurar uma sacola, na qual havia um par de sapatos de grife, recém-comprado no shopping, enquanto efetuaria um pagamento no caixa eletrônico. Solícita, acatei o pedido e dirigi-me a uma loja; dei uma olhadinha básica nas vitrines e coloquei, displicentemente, a incumbência, ou seja, a sacola, sobre o balcão e deixei meus olhos e minha curiosidade desfilarem ali e acolá. De repente, percebi uma sacola sozinha sobre o balcão, modelo esquecida, abandonada mesmo, e avisei à moça do caixa: alguém esqueceu esta sacola aqui. Não me bastasse isso, resolvi perguntar às pessoas da vizinhança: esta sacola é sua? E sua? Ei, está procurando uma sacola? Ante tantas negativas, sugeri à funcionária da loja que recolhesse a esquecida até que a dona fosse buscá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha filha voltou, e, ao nos dirigirmos à escada rolante, a surpresa: “Mãe, cadê minha sacola?!”. Acordei. Hum... a tal sacola...! Ih! estou perdida! – concluí. Refeita do susto, o jeito, dizer-lhe: corre, filha, pois, se ninguém decidiu portar-se de forma desonesta, e se a atendente aceitou minha sugestão, pode ser que ainda encontre sua sacola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior foi a reação da moça do caixa que, em estágio máximo de estranheza e cheia de suspeitas, esbravejou: “Como assim, sua mãe deixou a sacola no balcão, se ela, de corpo presente e em viva voz, perguntou à loja inteira de quem era a maldita?! E você me vem com esta agora?! Francamente!”. Fui salva, e a reputação de minha filha também, pelo comprovante de compra da sapataria, ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;• Poetisa e cronista, licenciada em Letras Vernáculas, imortal da Academia Goiana de Letras, baiana de Urandi, autora de “Das sendas travessia”, “Erro Médico”, “A dor da gente”, “Pois é filho”, “Fuligens do sonho”, “Migrações das Horas”, “Nem te conto”, “À deriva” e “Hum sei não!”, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6675380789527208303?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6675380789527208303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/quantos-furduncos-ja-provoquei-por-leda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6675380789527208303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6675380789527208303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/quantos-furduncos-ja-provoquei-por-leda.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-IAqnCt1yDBc/TyVGu3_J9BI/AAAAAAAAopE/wH5JGhuvkjQ/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5538994486963616347</id><published>2012-01-29T05:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T05:12:03.505-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EriFP52A6WA/TyVFkeem_nI/AAAAAAAAoos/rw-0MTwTbuA/s1600/pinheirinho.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703040996093656690" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-EriFP52A6WA/TyVFkeem_nI/AAAAAAAAoos/rw-0MTwTbuA/s400/pinheirinho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pra variar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Ivo Theis&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;uarta-feira, 18 de janeiro de 2012: em audiência no Tribunal de Justiça, de São Paulo, na qual estiveram presentes, entre outros, os representantes da massa falida da Selecta, o juiz titular da 18ª Vara Cível da Comarca da Capital, Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, decidiu conceder 15 dias de prazo para que a prefeitura de São José dos Campos, o governo do Estado e a União negociassem uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso: a “solução” era para uma comunidade de sem-tetos que, em 2004, ocupou um verdadeiro latifúndio urbano, de 1,3 milhão de metros quadrados, em São José dos Campos, São Paulo. Essa comunidade era constituída, até domingo, por cerca de 1,7 mil famílias, ou seja, entre seis e oito mil pessoas. Gente simples, pobre, humilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 22 de janeiro de 2012, 6h: à força de 2 mil soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo, oriundos de 33 municípios, acompanhados de helicópteros, blindados, armas de fogo, bombas de gás e pimenta, a gente simples e pobre da Ocupação Pinheirinho foi, truculentamente, desalojada de seus casebres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda o caso: os moradores desalojados que, fazia oito anos, viviam no Pinheirinho, integravam uma comunidade de gente simples pobre. Mas, eram pais e mães de família, que erigiram seus casebres por meio de mutirões, trabalhavam e tinham filhos nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 22 de janeiro de 2012, fim do dia: depois de muita violência (com feridos graves, talvez, até mortos), não havia mais Ocupação Pinheirinho. Tivesse alguém permanecido e teria de sobreviver sem água, eletricidade, telefone – cortados. E sem a Capela Madre Tereza de Calcutá, construída pelos moradores, tombada sob o peso dos tratores da prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra parte do caso: contrariando decisões da Justiça Federal, as ordens para o despejo executado pela Polícia Militar teriam partido do governador Geraldo Alckmin. E a massa falida da (acima referida) Selecta, que reclama o terreno, é de propriedade de um tal Naji Nahas. E tudo indica que essas coisas se ligam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à violência: ela foi material e simbólica, policial e governamental, e também esteve presente na manipulação da informação. Não foi dirigida contra branco rico e poderoso. Foi perpetrada contra o povo simples e pobre, contra a gente humilde e indefesa. Pra variar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Professor, economista e doutorado em Geografia &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5538994486963616347?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5538994486963616347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/pra-variar-por-ivo-theis-q-uarta-feira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5538994486963616347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5538994486963616347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/pra-variar-por-ivo-theis-q-uarta-feira.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EriFP52A6WA/TyVFkeem_nI/AAAAAAAAoos/rw-0MTwTbuA/s72-c/pinheirinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1730851417934436551</id><published>2012-01-28T06:53:00.001-08:00</published><updated>2012-01-28T06:55:12.076-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iGPMWyVUx30/TyQMRW0ih1I/AAAAAAAAonI/Cgcdgy-qtu8/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702696520481146706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-iGPMWyVUx30/TyQMRW0ih1I/AAAAAAAAonI/Cgcdgy-qtu8/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hCaj4mlnlYA/TyQMK1ZfwTI/AAAAAAAAom8/YdolSmj5gYI/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702696408430133554" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-hCaj4mlnlYA/TyQMK1ZfwTI/AAAAAAAAom8/YdolSmj5gYI/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Culto que caracteriza um povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Direto do Arquivo – Euclides Farias, crônica “Sabedoria de caboclo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Clássicos – Artur Azevedo, conto, “Os dez por cento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Urda Alice Klueger, relato de viagem,“Mostrando o esplendor da América para meu amigo Carlinhos Klitzke”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Clóvis Campêlo, crônica “Retrato de uma moça nem sempre bem comportada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – João Alexandre Sartorelli, poema “Soneto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk.As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1730851417934436551?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1730851417934436551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-culto-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1730851417934436551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1730851417934436551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-culto-que.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iGPMWyVUx30/TyQMRW0ih1I/AAAAAAAAonI/Cgcdgy-qtu8/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1911392255488623616</id><published>2012-01-28T06:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T06:52:51.608-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Le0sYYIdj3g/TyQLt3J_EpI/AAAAAAAAomw/O6kqNgo7oI0/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702695910685741714" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Le0sYYIdj3g/TyQLt3J_EpI/AAAAAAAAomw/O6kqNgo7oI0/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Culto que caracteriza um povo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; que há de verdade sobre os propalados zumbis do Haiti (se é que exista alguma? É lenda ou realidade? É magia ou engodo? Efeito de alguma poderosa e desconhecida droga de efeito cataléptico ou desesperada tentativa de busca de notoriedade, por caminhos tortuosos e insólitos, de algumas pessoas que “atestam” sua existência? E o vodu, é magia negra ou religião como outra qualquer? Dedica-se à prática do bem ou se volta para o mal como muitas pessoas (equivocadamente, com base puramente em preconceitos) acreditam e propalam? Perguntas, perguntas e mais perguntas. Comecemos pelo insólito culto, de origem africana, da sofrida população do país caribenho, o mais pobre das Américas e dos mais miseráveis do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vodu é o principal elemento de integração, não somente religiosa, mas também cultural, social e até política, do povo haitiano. A forma como é praticado, hoje, caracteriza-o como sincretismo com o cristianismo (no que se assemelha à umbanda). Isso se deve ao fato da sua prática ter sido proibida, em certa época, pelos franceses, colonizadores da Ilha Hispaniola, no Caribe, onde o Haiti está localizado, juntamente com a República Dominicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vodu original tem elementos de predominância pagã. Sua origem é africana, sendo sua raiz detectada em Daomé e na região conhecida como Fon. Aliás, o idioma esotérico adotado pelos fiéis originou-se dessa área, tão pouco conhecida do continente negro. No Haiti, o vodu é praticado através de três ritos distintos: congo, rada e nagô, cada qual com seus templos e liturgias próprios, diferenciados, principalmente, pelo tipo e pelo ritmo dos tambores e pelos cantos e danças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os voduistas crêem na possessão dos deuses, sob a proteção de Loa, a divindade suprema de seu panteão. O adorador é possuído através da dança e dos movimentos rítmicos levados ao paroxismo. Os cantos e as batidas dos tambores são executados até que os fiéis que os dançam se vejam prostrados pela exaustão. É quando entram em transe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais Loas do vodu do Haiti foi como que “beatificado”. Ou seja, foi pessoa física, existiu de fato, não sendo, pois, fruto da imaginação dos crentes. Trata-se de Makandall, tido e havido como uma espécie de profeta e assim tratado. Por essa razão, foi reverenciado e, posteriormente, deificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1758, quando escravo dos senhores de engenho franceses, esse personagem previu a destruição dos tiranos da ilha, de todos eles, mediante envenenamento. Estes reagiram, de forma violenta, acusando-o de incitar rebelião e punindo o infeliz “profeta” com a morte na fogueira. Makandall foi conduzido, acorrentado, a uma praça pública e, ali, foi queimado vivo. Entretanto, depois da sua morte, testemunhada por uma multidão de adeptos, vários desses seus seguidores garantiram terem-no visto vivo, e em diversas partes do Haiti. A notícia não tardou a se espalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lenda da miraculosa sobrevivência, ou melhor, da “ressurreição” de Makandall cresceu, ganhou inúmeros detalhes, acrescentados por diversas supostas testemunhas e, hoje, os voduístas crêem que, no momento em que o fogo foi aceso, o “profeta” foi possuído por Loa, que o livrou das chamas e da conseqüente morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vodu é praticado, também, em algumas comunidades negras do Sul dos Estados Unidos. Combina práticas mágicas (entre as quais a transformação de pessoas que praticam o mal em zumbis), o falismo e o satanismo. Implica em sacrifícios aos deuses, hoje realizados com o sangue de animais, como cabras, galos e galinhas. Todavia, houve tempos em que a oferenda às suas divindades era o sangue de uma donzela branca. Por razões óbvias, essa prática foi abolida. Pudera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todas as religiões, o vodu tem, também, seus sacerdotes, conhecidos como “papalois”. Todavia, não é um culto machista, como a maioria conhecida. Conta, igualmente, com sacerdotisas, as “mamalois”, com os mesmos poderes e idêntica reverência de seus colegas masculinos. A iniciação deles é um processo dificílimo e de longa duração, podendo demorar até décadas se preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos elementos mais importantes do seu ritual é o tambor, para a marcação rítmica. Há vários tipos e tamanhos deles, havendo alguns de dimensões tão grandes que o ritmista, para tocá-los, tem que subir numa escada, ou numa árvore. Um dos principais tambores é o “assótor” (que os voduistas acreditam que encarna uma das suas principais divindades, do mesmo nome) que, através de seu som, transmitiria sua palavra aos fiéis. As danças são realizadas à luz da lua, ao redor de fogueiras e os devotos, durante o culto, atingem o estado de êxtase, quando então comem a carne dos animais recém sacrificados, numa espécie de comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dos inúmeros deuses vodus têm destaque entre os fiéis. O primeiro é a entidade que preside os cemitérios, o deus dos mortos, cujo nome é Baron Samedi. O segundo, ou segunda, é a deusa do amor, responsável pela fecundação, pela fertilidade dos casais, chamada de Maestra Erzulie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-presidente (na verdade, ex-ditador) haitiano, François Duvalier, falecido em 1971 e que era conhecido como “Papa Doc”, foi estudioso do voduísmo, culto que não somente não proibiu no país (como fez com tantos outros), como, principalmente estimulou.&lt;br /&gt;E fez as seguintes observações a respeito dessa religião: “O vodu possui uma doutrina, materializa-se nos ritos, oferendas e sacrifícios, em uma hierarquia sacerdotal e de iniciação – todos os elementos culturais que encontram suas fontes nas religiões de diferentes tribos levadas para São Domingos. Existe certa tendência encaminhada para confundir o vodu com a magia negra. Mas não é assim na crença popular, que diferencia claramente essas duas entidades, a tal ponto que o servidor dos Loas Radas, divindades benévolas, deve abster-se de práticas mágicas, sob pena de severas sanções. Para eles, são mais recomendáveis as obras de beneficência, principalmente aquelas que são mais conhecidas por nelas imperar o sentido da caridade, como as oferendas denominadas comida das almas e comida dos indigentes. Além do mais, o vodu, como qualquer outra religião, se propõe a alcançar os fins de caráter humanitário”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos zumbis, a controvérsia, certamente, ainda vai prosseguir por muito tempo, despertando a fantasia de aventureiros (e de escritores), o espírito de pesquisa dos estudiosos e dando oportunidade de ação aos inescrupulosos e oportunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E volto ao meu questionamento inicial Lenda ou realidade? Magia ou engodo? Efeito de alguma poderosa e desconhecida droga de efeito cataléptico ou desesperada tentativa de busca de notoriedade de embusteiros, por caminhos tortuosos e insólitos? São estas as questões que tentarei responder na sequência, com os parcos recursos de que disponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1911392255488623616?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1911392255488623616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/culto-que-caracteriza-um-povo-o-que-ha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1911392255488623616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1911392255488623616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/culto-que-caracteriza-um-povo-o-que-ha.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Le0sYYIdj3g/TyQLt3J_EpI/AAAAAAAAomw/O6kqNgo7oI0/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7246029953287418342</id><published>2012-01-28T04:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T04:37:57.628-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VPzNfN7vVFY/TyPsGuFlvCI/AAAAAAAAomk/LSS-GrS5DQk/s1600/titulo-arquivo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702661153376025634" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-VPzNfN7vVFY/TyPsGuFlvCI/AAAAAAAAomk/LSS-GrS5DQk/s400/titulo-arquivo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hHI6h0b4TmY/TyPr_-Tz37I/AAAAAAAAomY/sLZ2_YIIbSg/s1600/colares.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 259px; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702661037471555506" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-hHI6h0b4TmY/TyPr_-Tz37I/AAAAAAAAomY/sLZ2_YIIbSg/s400/colares.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sabedoria de caboclo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;* Por Euclides Farias&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;s de Vigia de Nazaré dizem que o “causo” se deu em Colares e os de Colares dizem que foi na Vigia. Mas o certo é que a lenda sustenta que um pescador, entre tantas pessoas que na década de 1970 juraram ter testemunhado a presença de OVNIs na região do rio Guajará-Mirim, no Pará, travou didático diálogo com um ufólogo que por aquelas bandas esteve pesquisando o suposto fenômeno extraterrestre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual o formato do objeto que o senhor viu no ar? Era discóide?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Discóide, não sei dizer não, senhor. O que sei é que era igual uma arraia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabedoria de caboclo é assim: não admite rodeios, é na mosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai daí que os exemplos da sagacidade interiorana se multiplicam, aplicando-se a qualquer tema. Em programa de rádio, focava-se o dilema do Paysandu Esporte Clube, que naquela altura, ainda na série A, se arrastava para a segunda divisão do campeonato brasileiro. Entrevistado, e com o linguajar inconfundível dos ribeirinhos, um caboclo torcedor do Papão reagiu com fina ironia às provocações de torcedores do Clube Remo, então mergulhados no inferno da Série C:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Masantes uma tristeza dé premêra do que uma alegria dé tercêra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Macapá, a contribuição vem de Seu Mário, que, do alto de seus 85 anos, faz bravata com os conhecimentos de história do Amapá antigo. Autodidata, criou bordão com a frase “Sei, mas não digo”. Desafia todo mundo com perguntas do arco da velha. Diante da capitulação do interlocutor, sapeca: “Sei, mas não digo”. Pura troça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressionado por amigos, concordou em explicar a enigmática marca registrada. “Meu filho, aprendi tudo o que sei sozinho, viajando ou lendo nos livros. Outro dia, uma professora, dessas que se diz estudada, queria tirar umas dúvidas comigo. Respondi na lata: ‘Sei, mas não digo’. Tem lógica eu dizer, e ela ir pra sala de aula ganhar dinheiro às minhas custas?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógica, mesmo, fez o pedido de um pescador a um governador, também pescador, nos cafundós-do-judas dos rios do Pará. De óculos escuros e chapéu, o irreconhecível governador aproximou sua lancha da canoa do nativo para pedir palpite sobre bons pesqueiros. O caboclo, depois de muito prosear, entremeando a conversa com generosos goles de pinga, já se despedia quando um amigo do governador entrou na conversa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor já viu alguma vez o governador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só pur retrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador tirou os óculos e o chapéu, para espanto, seguido de raciocínio rápido do caboclo, já meio pau, meio tijolo pelo efeito da pinga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, não. Pus agora o sinhú vai tê dé mé levar lá em casa. Já pensú se eu chego bêbado deste jeito e digo pra mulher que tava pescando com o guvernadú?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Jornalista, trabalhou no O Liberal, A Província do Pará, Agência Nacional dos Diários Associados e Rádio Cultura. Atuou, como freelancer, na Folha de S. Paulo e Jornal da Tarde.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7246029953287418342?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7246029953287418342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/sabedoria-de-caboclo-por-euclides.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7246029953287418342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7246029953287418342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/sabedoria-de-caboclo-por-euclides.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VPzNfN7vVFY/TyPsGuFlvCI/AAAAAAAAomk/LSS-GrS5DQk/s72-c/titulo-arquivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-841213436461571005</id><published>2012-01-28T04:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T04:33:42.367-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hcMK9qm0KmI/TyPrDTaY1JI/AAAAAAAAomM/Ax5usnAlb8Y/s1600/titulo-classicos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702659995164267666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-hcMK9qm0KmI/TyPrDTaY1JI/AAAAAAAAomM/Ax5usnAlb8Y/s400/titulo-classicos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NrFxKrOPORc/TyPq8bT8KFI/AAAAAAAAomA/hUvGgHfHW8I/s1600/artur-azevedo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 342px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702659877025622098" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-NrFxKrOPORc/TyPq8bT8KFI/AAAAAAAAomA/hUvGgHfHW8I/s400/artur-azevedo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Os dez por cento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Artur Azevedo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;aquela noite o Gama e o Carvalho, dois famosos banqueiros de roleta, inauguravam a sua casa de jogo no Rocio, que naquele tempo não era ainda a Praça Tiradentes.&lt;br /&gt;Os dois sócios não se furtaram a despesas; o antro estava mobiliado e alcatifado com certo luxo; os móveis eram do Moreira Santos.&lt;br /&gt;Na sala de frente, em cujas paredes se ostentavam dois suntuosos espelhos e quatro enormes gravuras de Jazet, ricamente emolduradas, havia um magnífico bilhar.&lt;br /&gt;Na sala de jantar, a mesa, posta para um banquete, agradava aos olhos, pela risonha promiscuidade das flores, dos frutos, das porcelanas e dos cristais.&lt;br /&gt;A roleta ficava ao fundo, num vasto compartimento que tinha sido dormitório nos bons tempos em que a casa era habitada por uma família patriarcal e honesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Às nove horas o Carvalho dava à bola com a serenidade olímpica de um veterano encanecido naquelas campanhas.&lt;br /&gt;Não só todos os lugares estavam ocupados, como havia muitos indivíduos de pé, uns em volta da banca, debruçados, enchendo de fichas policromas o pano verde, outros afastados, assistindo de longe à batalha, esperando o palpite.&lt;br /&gt;De todos os jogadores o mais calmo era o Coronel Mascarenhas.&lt;br /&gt;Sentado à extremidade da banca, a luneta bifurcada no nariz, olhando com tranqüilidade, ora para as soberbas paradas que fazia, ora para o banqueiro, sem que nada mais lhe distraísse a atenção, ele apontava exclusivamente nos seis últimos números do pano: 31, 32, 33, 34, 35 e 36.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse homem que, havia cinco anos, a fatalidade afastara da sua bela fazenda de Cantagalo, e conduzira a uma casa de jogo da Rua da Constituição, estava completamente subjugado pelos tentáculos do vicio.&lt;br /&gt;Todos os seus teres e haveres tinham, pouco a pouco, desaparecido naquele medonho sorvedouro: terras, casas, apólices, tudo perdeu, inclusive mulher e filhos, que se apartaram dele, salvando uns tristes vestígios da fortuna de outrora.&lt;br /&gt;Mascarenhas não tinha agora outra ocupação nem outra preocupação que não fosse o jogo. Dormia numa casa de pensão até às duas horas da tarde, e dessa hora em diante deixava-se absorver pelo vício até de madrugada, jantando e ceando fartamente nas casas onde jogava.&lt;br /&gt;Dantes era um parceiro arrogante, muito orgulhoso da sua propriedade agrícola, afrontando a sorte com um garbo e uma sobranceria que todos admiravam; depois de arruinado, tornara-se uma criatura humilde, joão-ninguém vencido pela adversidade, tolerado pelos banqueiros apenas em atenção ao seu passado de perdulário. Era mal visto pelos jogadores felizes, que o consideravam "cabuloso"; vivia de expedientes, freqüentando muitas vezes as casas de jogo apenas para alimentar-se, aproveitando as "aragens" para tentar reaver a sua posição e o seu dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na véspera da inauguração do "clube" (chamavam-lhe clube) do Gama e do Carvalho, o Coronel Mascarenhas tivera, sem dúvida, uma dessas "aragens": dez vezes comprou cem fichas de dez tostões, e dez vezes, coitado! a bola rodou sem cair em nenhum dos seis números em que ele apontava. O rateau do banqueiro levou-lhe um conto de réis.&lt;br /&gt;Depois de perdido o último vintém, o desgraçado passeou pelos circunstantes um olhar que solicitava um pouco de piedade, mas ninguém deu por isso. Dirigiu-se então ao Carvalho, que continuava a dar à bola, imperturbavelmente, e disse-lhe em voz alta:&lt;br /&gt;- Faz favor de me dar os vinte por cento?&lt;br /&gt;- Quais vinte por cento? perguntou o banqueiro, arregalando os olhos. É boa! Os vinte por cento a que têm direito os pontos sobre as quantias que perdem.&lt;br /&gt;- Direito?!&lt;br /&gt;- Direito, sim, senhor! É uma concessão que fazem hoje todas as casas de jogo!&lt;br /&gt;- Todas, menos esta!&lt;br /&gt;- Não me diga isso!&lt;br /&gt;- Digo, sim senhor! A casa não preveniu a ninguém que faria semelhante concessão!&lt;br /&gt;- Não preveniu, mas estava subentendido, porque não há hoje banqueiro de roleta que não dê os vinte por cento...&lt;br /&gt;- Há, sim, senhor, e esse banqueiro sou eu!&lt;br /&gt;- Nesse caso devia ter-me avisado que os não dava, porque tão tolo não seria eu que, gozando dessa vantagem na casa do Jojoca, na do Quincas e na do Machado, viesse jogar aqui!&lt;br /&gt;- O que disse está dito! Não dou os vinte por cento!&lt;br /&gt;- Mas atenda.&lt;br /&gt;Entretanto, os outros pontos começavam a impacientar-se; o gordo Comendador Fraga, que jogava muito, com uma felicidade assombrosa, e suava por todos os poros, gritou brutalmente:&lt;br /&gt;- Ô Carvalho! dê os tais vinte por cento a esse homem, e ele que nos favoreça com a sua ausência!&lt;br /&gt;- E insuportável! bradou outro ponto. Quem não pode perder não joga!&lt;br /&gt;Um vencido, que assistia de parte, ao jogo, depois de ter colocado, muito dobradinha, em cima do 17, uma velha nota de quinhentos réis, a derradeira, observou:&lt;br /&gt;- Perdi tudo quanto trazia e não exigi porcentagem...&lt;br /&gt;Mas o Coronel Mascarenhas insistia, lamuriento, com lágrimas na voz, desfiando o longo rosário das suas misérias, humilhando-se, ameaçando suicidar-se, e, afinal, chorando, chorando, como uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Escusado é dizer que ninguém se sensibilizou com isso; mas o Carvalho, querendo ver-se livre do importuno, foi consultar o Gama, que jogava bilhar, na sala da frente e voltou com a seguinte decisão:&lt;br /&gt;- Sr. Coronel, a casa não se comprometeu a fazer concessões de espécie alguma aos jogadores infelizes; entretanto, para se ver livre do senhor, resolveu dar-lhe, não vinte, ruas dez por cento, sob a condição de que o senhor nunca mais há de jogar aqui.&lt;br /&gt;- Vá lá, murmurou o desgraçado; aceito.&lt;br /&gt;- Aqui tem cem mil-réis.&lt;br /&gt;O coronel apanhou no vôo a nota que o Carvalho atirou com o firme propósito de lhe bater com ela no rosto, amarrou-a nas mãos, guardou-a na algibeira do colete, ergueu-se lentamente, e saiu, dizendo: - Seja tudo por amor de Deus! Meus senhores, muito boas noites!&lt;br /&gt;Acompanharam-no risos sardônicos e ditérios ofensivos, como: - Ora graças! - Que tipo! - Não tem vergonha! - Quem não chora não mama! etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma hora depois, terminada a banca, estavam todos à mesa, fazendo honra à opípara ceia com que os regalavam os donos do estabelecimento, quando entrou, como um foguete, o Costinha, tipo que passava as noites percorrendo aquelas casas, uma por uma, para contar aqui, o que se passava acolá.&lt;br /&gt;- Querem saber uma grande novidade? perguntou o recém-chegado.&lt;br /&gt;- Qual? interrogaram todos em coro.&lt;br /&gt;- Eu estava em casa do Jojoca quando lá apareceu o Coronel Mascarenhas, que ia correndo de cá.&lt;br /&gt;- E então? perguntou o Carvalho, que presidia o banquete.&lt;br /&gt;- Ele contou a história dos cem mil-réis...&lt;br /&gt;- Canalha! Sem vergonha! Malandro! Miserável! etc., vociferaram todos os convivas.&lt;br /&gt;- E ainda foi gabar-se aquele cínico! obtemperou o Comendador Fraga.&lt;br /&gt;- Ouçam o resto! bradou o Costinha. Ele tirou da algibeira a nota amarrotada, comprou cinqüenta fichas e jogou-as todas no "esguicho" do 31 ao 36. Saiu o 31.&lt;br /&gt;- Ah!&lt;br /&gt;- Dobrou a parada e jogou em pleno em todos os seis números, carregando no 34. Repetiu o 34!&lt;br /&gt;- Oh!&lt;br /&gt;- Na parada seguinte deu o 32, depois veio mais uma vez o 34, para encurtar razões: em dez ou doze bolas o coronel deu um tiro de quarenta contos! O Jojoca está furioso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;- Quarenta contos! quarenta contos!...&lt;br /&gt;Os jogadores estavam atônitos. Alguns se ergueram, outros cruzaram os talheres, todos se entreolharam. Houve um momento de silêncio glacial.&lt;br /&gt;- Sim, o coronel não é peco... sabe jogar... quando ganha, atira-se, e faz muito bem, disse o Carvalho.&lt;br /&gt;- Decerto, concordaram alguns.&lt;br /&gt;- E ele acaba de provar, replicou o gordo Comendador Fraga, que não deixava de ter razão exigindo a porcentagem.&lt;br /&gt;- Sim, concluiu outro; a porcentagem é muitas vezes a salvação do ponto. Vejam como os dez por cento grelaram!&lt;br /&gt;- E o que nos pareceu uma canalhice...&lt;br /&gt;- Era um ato inteligente, isso era, e a prova aí está que com os cem mil-réis levantou quarenta contos.&lt;br /&gt;- A sorte foi justa, ponderou o Gama, o Coronel Mascarenhas perdeu à roleta tudo quanto possuía.&lt;br /&gt;- Era um fazendeiro importante.&lt;br /&gt;- Muito boa pessoa...&lt;br /&gt;- E honesto; nunca jogou senão o que era seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Todos os comensais se desfaziam em louvores ao Coronel Mascarenhas, quando este assomou à porta da sala.&lt;br /&gt;O Carvalho e o Gama ergueram-se de um salto e foram ao encontro dele para apertar-lhe a mão e abraçá-lo. Alguns dos circunstantes fizeram o mesmo, e o ex-fazendeiro foi alvo de uma verdadeira ovação. Entretanto, conservava-se calado.&lt;br /&gt;- Venha cear, coronel! A canja está deliciosa! disse o Carvalho.&lt;br /&gt;- Perdão, respondeu Mascarenhas, com toda a simplicidade; eu fui expulso desta casa, e aqui não tornaria a pôr os pés, se a sorte não me favorecesse, proporcionando-me ocasião de restituir dez por cento a que não tinha direito, e que me atiraram como uma esmola infame...&lt;br /&gt;Estas palavras foram acolhidas com mil protestos e desculpas, mas o Coronel Mascarenhas, que recuperara a sua antiga arrogância, a nada atendeu, e atirou à cara do Carvalho a mesma nota amarrotada com que saíra.&lt;br /&gt;Alguns dias depois o pobre homem aparecia inopinadamente à mulher e aos filhos, dizendo-lhes:&lt;br /&gt;- Passei ultimamente por tamanha vergonha, e ao mesmo tempo tive uma felicidade tão inaudita, que os dois fatos se combinaram para salvar-me, evitando que eu descesse ainda mais abaixo.&lt;br /&gt;"Trago o preciso para começar de novo a trabalhar, e trabalharei, se vocês me perdoarem."&lt;br /&gt;Perdoado, o Coronel Mascarenhas, se bem o disse, melhor o fez. Hoje não joga nem mesmo a bisca em família.&lt;br /&gt;O jogo passa por ser um vício incurável, mas afianço ao leitor que esse final é verdadeiro. Lá disse o outro que a verdade nem sempre é verossímil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Contos Cariocas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;• Dramaturgo, poeta, contista e jornalista maranhense &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-841213436461571005?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/841213436461571005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/os-dez-por-cento-por-artur-azevedo-n.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/841213436461571005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/841213436461571005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/os-dez-por-cento-por-artur-azevedo-n.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hcMK9qm0KmI/TyPrDTaY1JI/AAAAAAAAomM/Ax5usnAlb8Y/s72-c/titulo-classicos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3986187729473374476</id><published>2012-01-28T04:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T04:27:49.141-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kSQHZyjFvmo/TyPpdUjvZ_I/AAAAAAAAol0/iDLo2S-5vcU/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702658243125274610" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-kSQHZyjFvmo/TyPpdUjvZ_I/AAAAAAAAol0/iDLo2S-5vcU/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eQ0QtiW0uqo/TyPpUlNHTAI/AAAAAAAAolo/cf8U_2EVhAU/s1600/tacna_peru.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702658092974951426" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-eQ0QtiW0uqo/TyPpUlNHTAI/AAAAAAAAolo/cf8U_2EVhAU/s400/tacna_peru.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Mostrando o esplendor da América para meu amigo Carlinhos Klitzke&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Urda Alice Klueger&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Excertos do livro !Viagem ao Umbigo do Mundo, publicado em 2006.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;aquela tarde, a soberba paisagens de montanhas continuava, e me aconteceu uma coisa estranhíssima. Eu tinha um amiguinho chamado Carlos Klitzke, menino de 25 anos, com quem eu passara cinco anos e meio estudando História. Estávamos a começar uma Especialização em História quando veio a má notícia: Carlinhos estava com um câncer perigosíssimo, super-agressivo. Deveria viver, no máximo, algumas semanas. O meu amiguinho, no entanto, tinha tal coragem, tamanha vontade de viver, que lutou com aquele câncer por quase três anos. Eu fora visitá-lo, antes da viagem, e ele mal teve forças para abrir os olhos e sorrir um pouco quando falei das coisas engraçadas que tinham acontecido durante o nosso Curso de História. Depois eu tinha viajado e quase não pensara mais nele – numa viagem, quase tudo muda todo o dia, e é difícil sobrar tempo para se pensar em coisas tristes. E naquele dia, nas montanhas do final do Norte do Chile, cerca de duas horas da tarde, hora do Chile (quatro da tarde no Brasil) de repente Carlinhos Klitzke como que estava ao meu lado, suspenso no nada, viajando por aquelas montanhas magníficas, e eu conversava com ele em pensamento, na maior naturalidade, como se ele estivesse ali mesmo. Deixo consignado aqui que não sou pessoa dada ao misticismo ou coisas correlatas, que tenho uma vida e um pensamento bem racionais – como explicar a presença de Carlinhos ali? Sei que lhe dizia:&lt;br /&gt;- Vês? Não te dizia sempre que um dia iria te mostrar a grandiosidade da América? Vês? Aonde na Europa encontrarias tanta grandiosidade, tão soberba paisagem?&lt;br /&gt;Era bem assim que falava com ele, na segunda pessoa do singular e levantando velho assunto que debatêramos naqueles anos todos que estudáramos juntos – quando se estuda História a gente sempre acaba se definindo por uma área ou região do Conhecimento naquela Ciência, e eu me definira desde o começo pela América dita Latina, enquanto Carlinhos tinha verdadeiro fascínio pela Europa, e muito havíamos discutido a respeito. Agora, ali naquela situação que eu não acreditaria possível, de novo estávamos a discutir como se Carlinhos ali estivesse, e então me feriu a alma uma certeza: Carlinhos se fora, e de alguma forma eu estava sentindo, sabendo tal coisa. Chorei amargamente ali na garupa do seu Chico, sempre cuidando para ficar bem escondida atrás dele, do capacete dele, para que ele não me visse pelos espelhos retrovisores e se preocupasse.&lt;br /&gt;Na metade daquela tarde chegamos à fronteira com o Peru, em Arica, e enquanto esperávamos a longa verificação de documentos nossos e de todos aqueles veículos, eu conversei com as mulheres da nossa caravana, e também com o PHD Jaka, e lhes contei o que acontecia. Lembro como Terezinha, Cristina e Heloísa me entenderam e choraram comigo. Decerto Carlinhos partira mesmo, não havia outra explicação.&lt;br /&gt;Naquela fronteira também seu Chico apareceu com grande foto emoldurada dos PHDs e os funcionários daquela alfândega numa viagem anterior, e foi uma festa. Aquilo me ajudou a esquecer um pouco o drama que estava vivendo, e acelerou bastante o nosso atendimento naquele movimentado posto de controle. Afinal, tive os documentos liberados e pisei terras peruanas... uau! Que bom! Eu gosto muito do Peru, e aquela já era a terceira vez que ia àquele país que falava tanto ao meu coração! Peguei o primeiro telefone público que havia, a dois passos da linha da fronteira, e liguei para a minha mãe.&lt;br /&gt;Mãe, chegamos ao Peru! – e ela ficou desejando um monte de boas viagens, e que a gente se divertisse muito, etc. Acabei lhe dizendo:&lt;br /&gt;- Mãe, acho que o Carlinhos se foi...&lt;br /&gt;E ela me disse para não pensar naquilo, para aproveitar a viagem – bem assim como as mães são. Depois soube que ela já sabia há muitas horas da partida do Carlinhos.&lt;br /&gt;Voltamos à estrada, e de novo o Carlinhos estava ali, como que pairando no nada ao meu lado, e eu continuei a lhe mostrar a beleza incomensurável desta América. O Deserto do Atacama estava nos seus estertores, e então, em algum momento, Carlinhos já não estava mais ali, e eu passei a prestar a maior atenção à nova paisagem, em como os peruanos estavam em frontal guerra contra o deserto, tentando por todos os modos fazer crescer fiapos verdes na terra ressequida, sonhando, quiçá, transformar aquela secura em futura floresta. Eles não pareciam estar obtendo grandes resultados, e os areais coloridos continuavam, mas às vezes, aqui e ali, alguma coisa havia medrado e crescido, e naquela tarde tive a surpresa de de repente, no meio de um pequeno, pequenino bosque que era do tamanho de uma pequena casa, bosque de pequenas árvores desconhecidas, ver nascido, crescido e agigantado o maior Tannenbaum que já vi na vida. Eu não sei o nome científico do Tannenbaum, mas explico que é um pinheiro que se usa no Natal na região do Vale do Itajaí, árvore trazida de fora pelos antigos imigrantes que formaram a região onde nasci e cresci. O Tannenbaum é bastante comum nos jardins dos descendentes de alemães do Vale do Itajaí (e de outras pessoas também), e às vezes atinge alturas respeitáveis, fica maior que as próprias casas cujo jardim habita e então costuma ser cortado para evitar que caia sobre a casa, mas nunca vira um Tannenbaum tão gigantesco. Quem teria trazido até aquele lugar uma semente de Tannenbaum, um dia, e como ela conseguira germinar, medrar e crescer dentro da secura do deserto? Era uma planta alienígena, planta de climas frios – quem diria que poderia crescer na aridez daquela areia colorida, e ficar tão grande, tão alto, tão robusto, pelo menos com o dobro do tamanho do maior Tannenbaum que eu já tivesse visto na vida? Fica a idéia para o governo peruano: plantar Tannenbauns nas beiradas do deserto do Atacama!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;De tardinha, chegamos à bela e grande cidade de Tacna. Ela está a 560 metros de altitude e a 63 quilômetros ao norte de Arica, onde fica a atual fronteira com o Chile. Apesar das poucas chuvas, ela tem os arredores férteis e um clima agradável. Se descontarmos a História Pré-colonial, ela primeiro pertenceu ao Peru, e depois, em 1880, foi tomada pelo Chile em encarniçado combate, sendo atualmente, de novo território peruano. Há dúvidas sobre uma “fundação” em 1615 – o que é certo é que em 1681 o povo de Arica para ali fugiu, para escapar de flibusteiros, e tocou o lugar para a frente. Sofreu diversos terremotos, sendo que em 1833 o terremoto foi tão grande que ela ficou em ruínas.[1]&lt;br /&gt;Ficamos em confortável e luxuoso hotel próximo à Praça de Armas, que tinha lá no fundo uma magnífica catedral Quinhentista. Por ali já deveria chover, pois além de as casas terem telhados, já havia muita coisa de plantas e flores nas ruas e jardins. Lembro que aquele simpático hotel oferecia, tão logo a gente chegava, como cortesia, um vale para que depois a gente fosse ao bar do mesmo e tomasse um Pisco-Sauer, deliciosa bebida muito comum por aquela região. Meus companheiros foram tratar da parafernália de acomodar bem todas as motos e o carro de apoio, e eu fiz o de sempre: tomei banho e ganhei a rua, atrás da Internet. Na esquina seguinte já encontrei um “locutório”, e foi só abrir o meu correio eletrônico para entrar, como primeira mensagem, uma do meu amigo Viegas Fernandes da Costa, como eu, escritor e historiador, me dando conta que o Carlinhos partira mesmo.&lt;br /&gt;Eu desabei. Chorei ali naquele locutório como não chorava fazia tempo, transpassada de dor, enquanto enviava algumas mensagens ao Brasil perguntando mais detalhes. Chorava tanto que o japonês que era dono do locutório ficou com pena de mim e me trouxe toalhas de papel para que eu secasse as lágrimas que teimavam em continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] ENCICLOPÉDIA UNIVERSAL ILUSTRADA EUROPEO AMERICANA ESPASA. Calpe S.ª Madrid-Barcelona, 1958. V. 58 p. 1469 e seguintes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;• Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3986187729473374476?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3986187729473374476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/mostrando-o-esplendor-da-america-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3986187729473374476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3986187729473374476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/mostrando-o-esplendor-da-america-para.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kSQHZyjFvmo/TyPpdUjvZ_I/AAAAAAAAol0/iDLo2S-5vcU/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7621460342805086133</id><published>2012-01-28T04:20:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T04:22:36.426-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aqAnrL3KykI/TyPogqZSBMI/AAAAAAAAolc/RwTx-7b6aQA/s1600/simone_nua.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 339px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702657201014965442" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-aqAnrL3KykI/TyPogqZSBMI/AAAAAAAAolc/RwTx-7b6aQA/s400/simone_nua.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Retrato de uma moça nem sempre bem comportada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Clóvis Campêlo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;ara falar a verdade, de Simone de Beauvoir conheço apenas a fama de que era uma mulher à frente do seu tempo. E essas mulheres sempre me interessaram. Mas, nunca li nenhum dos seus livros, embora me causem curiosidade pelo menos dois deles: “Memórias de uma moça bem comportada”, de 1958, livro auto biogáfico e onde critica os valores burgueses, e “A cerimônia do adeus”, de 1981, onde evoca a figura de Jean Paul Sartre, o companheiro de tantos anos e ações.&lt;br /&gt;Apesar desse vago conhecimento, interessei-me em saber mais sobre a escritora francesa a partir da fotografia acima, descoberta por mim na grande rede numa época em que andava pesquisando imagens fotográficas de celebridades femininas nuas. Pensava em homenagear as imagens, não necessariamente as celebridades, com poemas exaltando a nudez. Nessa empreitada, descobri vários nús, quase todos trabalhados na sua composição. A fotografia de Simone atraiu-me justamente por mostrar um certo despojamento e uma simplicidade que só desfrutamos quando a imagem da nossa nudez não corre o risco da divulgação pública.&lt;br /&gt;Nua, diante do pequeno espelho, Beauvoir ajeita os cabelos com naturalidade. A generosidades das suas curvas contrapõem-se às linhas retas da pia branca na sua frente. O banheiro simples, aliás, também denota despojamento: a toalha de rosto branca e comum, a explícita utilidade do rolo de papel higiênico, uma pequena prateleira com escova de dentes e desodorantes ou perfumes.&lt;br /&gt;A porta do banheiro entreaberta, sugere que o fotógrafo era alguém que desfrutava da sua intimidade e que a tenha pegado de surpresa, o que realça ainda mais a beleza do quadro. Na realidade, a fotografia foi feita pelo fotógrafo americano Art Shay, amigo do escritor Nelson Algren, um dos amantes de Beauvoir, e que havia cedido o seu apartamento para o casal. Na época, Simone tinha 44 anos.&lt;br /&gt;A extrema sensualidade, porém, fica por conta do salto alto que ela usava, nua, realçando o seu belo porte feminino. Como já disse alguém, La Beauvoir não era de se jogar fora.&lt;br /&gt;Simone nasceu em Paris, no dia 9 de janeiro de 1908. Conheceu Sartre em 1929, aos 21 anos de idade (ele tinha 24), no curso de Filosofia da Universidade de Sorbonne, em Paris. No final do curso, ele obteria o primeiro lugar, e ela ficaria em segundo. Logo se uniriam estreitamente, cultivando uma relação afetiva profunda e ao mesmo tempo libertária e permissiva, onde prevalecia a liberdade sexual e de relacionamento aberto em ambos os lados, bem ao estilo das teses existencialistas que defendiam, onde cada pessoa deveria ser o responsável por si própria.&lt;br /&gt;Ela morreria em Paris, no dia 14 de abril de 1986, aos 78 anos, em Paris, vitimada por uma pneumonia. Os seus restos mortais estão enterrados ao lado de Sartre, no Cemitério de Montparnasse, na Cidade Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;• Poeta, jornalista e radialista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7621460342805086133?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7621460342805086133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/retrato-de-uma-moca-nem-sempre-bem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7621460342805086133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7621460342805086133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/retrato-de-uma-moca-nem-sempre-bem.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aqAnrL3KykI/TyPogqZSBMI/AAAAAAAAolc/RwTx-7b6aQA/s72-c/simone_nua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2277735710284554472</id><published>2012-01-28T04:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T04:19:09.823-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8ZXJ55tfHo0/TyPntPe63HI/AAAAAAAAolQ/KZ709lFxEqE/s1600/amada.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 368px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702656317617527922" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-8ZXJ55tfHo0/TyPntPe63HI/AAAAAAAAolQ/KZ709lFxEqE/s400/amada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Soneto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* João Alexandre Sartorelli&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;orrer é viver nesta saudade,&lt;br /&gt;Queria esquecer tua feição&lt;br /&gt;Que me persegue sem piedade&lt;br /&gt;Nas fotos que tirei sem intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intenção de percorrer teu corpo&lt;br /&gt;Nas frias procelas sem clarão.&lt;br /&gt;Sem luz não sofria nem um pouco,&lt;br /&gt;Bastava não dizeres nunca não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retiras tua mão de meu pescoço,&lt;br /&gt;Perco-me nas sendas da idade e&lt;br /&gt;Cai a chuva fria em meu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove nas vielas, na estação,&lt;br /&gt;Chove nos mendigos da cidade&lt;br /&gt;Chove no poente que é teu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Analista de Sistemas por profissão e poeta por vocação &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2277735710284554472?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2277735710284554472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/soneto-joao-alexandre-sartorelli-m.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2277735710284554472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2277735710284554472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/soneto-joao-alexandre-sartorelli-m.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8ZXJ55tfHo0/TyPntPe63HI/AAAAAAAAolQ/KZ709lFxEqE/s72-c/amada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7412219756663687276</id><published>2012-01-27T07:57:00.001-08:00</published><updated>2012-01-27T07:59:11.414-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GPc5r5THYns/TyLJxwIzjYI/AAAAAAAAojk/uCOY0ISb0Fw/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702341934777077122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-GPc5r5THYns/TyLJxwIzjYI/AAAAAAAAojk/uCOY0ISb0Fw/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YjmI-i-hrTY/TyLJtJ-buTI/AAAAAAAAojY/ma1OaPwzvBs/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702341855813548338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-YjmI-i-hrTY/TyLJtJ-buTI/AAAAAAAAojY/ma1OaPwzvBs/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Fatos por trás de um mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Contrastes e confrontos – Urariano Mota, crônica “A presidenta Dilma, Paulinho da Viola e os brasileiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Do real ao surreal – Eduardo Oliveira Freire, microconto “Cada um com seus devaneios...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Flora Figueiredo, poema, “Clonagem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Fabiana Bórgia, crônica,“Sobre filmes”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Jair Lopes, crônica “Pimenta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7412219756663687276?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7412219756663687276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-fatos-por_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7412219756663687276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7412219756663687276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-fatos-por_27.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GPc5r5THYns/TyLJxwIzjYI/AAAAAAAAojk/uCOY0ISb0Fw/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4721890969806780811</id><published>2012-01-27T07:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T07:57:17.256-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zLsJYVEunOY/TyLJRe7n9pI/AAAAAAAAojM/--oeODAu-pA/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702341380402574994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-zLsJYVEunOY/TyLJRe7n9pI/AAAAAAAAojM/--oeODAu-pA/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fatos por trás de um mito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; mito vodu dos mortos-vivos, ou “zumbis”, como são conhecidos, há muito excita a imaginação de aventureiros, pesquisadores, cientistas e mais, de meros curiosos (principalmente destes). Conforme essa crença, disseminada por várias partes do Caribe, notadamente no Haiti, determinadas pessoas, que viveram praticando o mal e prejudicando os outros, são trazidas do outro lado da vida, depois que morrem, mediante sortilégios mágicos de um feiticeiro, para servirem aos que prejudicaram e, assim, se redimirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até há pouco tempo, havia quase que consenso de que isso não passava de crendice ou de lenda, como tantas que há nas diversas culturas, forjadas pela imaginação popular que predominam no folclore dos vários povos. Ninguém de bom senso, com um tiquinho que seja de raciocínio lógico, acredita na possibilidade (obviamente absurda) de mortos serem “ressuscitados”, e ainda mais sem consciência ou raciocínio, agindo como robôs, sob o comando de alguém vivo (ou vivaldino?). Os leitores certamente estranharão o fato de eu trazer um assunto como este à baila e tratá-lo seriamente. Por que faço isso? Por uma série de razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, o mito existe e milhões de pessoas (não importa se ignorantes e crédulas) acreditam nele. Segundo, essa crença vem sendo explorada tanto pelo cinema (embora em filmes de terror de terceira categoria), quanto em literatura. Há revistas de histórias em quadrinhos, por exemplo, especializadas apenas nesse tipo de enredo. Terceiro, muitos pesquisadores sérios, até cientistas de relativo renome, garantem que há um fundo de verdade por trás do mito, com explicações que garantem serem racionais e lógicas. Quarto, por caber ao escritor retratar comportamentos e crenças de toda espécie, sem discriminações e preconceitos, tentando apurar se há alguma verdade por trás dos mitos. Poderia enumerar ainda mais uma série de razões a propósito, mas não o farei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No folclore de praticamente todos os povos há esse tipo de crendice, de credulidade em seres criados exclusivamente pela imaginação, frutos de equívocos ou de interpretações errôneas de coisas reais. Na Europa, por exemplo – e hoje, a rigor, em boa parte do mundo – muita gente é capaz de jurar que os “vampiros” (tão popularizados no cinema e na literatura) existem mesmo. Vá dizer o contrário, de que isso não passa de crendice tola de pessoas supersticiosas e ignorantes, por exemplo, a alguns camponeses da Transilvânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, esses mitos populares também não faltam. A rigor, abundam. Por exemplo, a despeito de estarmos em pleno século XXI, com fartura de veículos de comunicação e com todas as facilidades imagináveis de informação, muita, muitíssima gente crê na existência de lobisomens. Essa crendice é muito arraigada, inclusive, no interior do Estado mais rico e desenvolvido da União, São Paulo. Há, até mesmo, uma cidade (Jarinu) que fez desse mito uma espécie de mascote. Claro, a maioria da sua população leva isso na brincadeira. Tanto que se criou, ali. um festival anual do lobisomem, que atrai muitos turistas e carreia recursos financeiros para o município. Muitos, no entanto, acreditam piamente em sua existência e juram terem visto pelo menos um em suas vidas. Claro que não viram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... como em toda a lenda sempre há um fundo de verdade... na dos mortos vivos também deve haver. Pensando dessa forma, pessoas de mente inquieta resolveram pesquisar o mito dos zumbis, buscando uma explicação racional para uma crendice irracional. E centralizaram suas pesquisas exatamente onde essa crença está mais arraigada: o Haiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns desses pesquisadores atribuem a existência de zumbis ao uso de determinadas ervas de efeito cataléptico, que causam, nos que as ingerem, um estado semelhante ao de um morto, embora, claro, estejam vivos, numa espécie de hibernação. Para outros, as vítimas teriam sido inoculadas com determinada substância encontrada na pele de sapos venenosos, a bufotoxina. Para terceiros, a catalepsia seria provocada por um princípio ativo paralisante encontrado no baiacu, a tetrodixina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aventureiros, mais afoitos (ou mais malandros?) que vendo nesse fenômeno maneira fácil de tapear os crédulos e incautos, garantem serem detentores da fórmula mágica secreta, capaz de transformar qualquer pessoa num “morto-vivo”. Lenda ou realidade, magia ou profundo conhecimento de plantas exóticas e pouco estudadas, o fato é que, periodicamente, alguém vem a público para fazer revelações a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No folclore brasileiro, a figura do zumbi também existe, mas tem muitas representações. Alguns entendem-na como um espectro, um fantasma incorpóreo. Para outros, trata-se de um duende. Há os que a confundem com uma divindade dos negros cabindas de igual nome. Suas manifestações também são narradas das formas as mais variadas. Essa entidade mítica é descrita ora como semelhante ao Saci, ora como o Caapora ou até como um rígido cadáver ambulante, ao qual não se pode matar, por se tratar já de um morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zumbi tem a fama de desnortear, com seu estridente assovio, às crianças que saiam à mata, em busca de frutos silvestres. Como o Saci, vive pedindo fumo para seu cachimbinho e, quando alguém lhe nega, aplica tremendas surras no “pão duro” desprevenido. Algumas pessoas, com fama de feiticeiras, são, também, chamadas de zumbis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinadas manifestações folclóricas, esse mito é descrito como alegre e extrovertido, além de inveterado boêmio. Em outras, é visto pelo lado exatamente oposto, ou seja, calado, misterioso, distante e extremamente retraído. Em algumas regiões brasileiras é confundido com o “bicho papão”, figura à qual as mães se remetem para assustar crianças levadas quando estas as desobedecem. Voltarei ao tema para uma análise mais acurada, com base em informações pertinentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;O Editor.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4721890969806780811?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4721890969806780811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/fatos-por-tras-de-um-mito-o-mito-vodu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4721890969806780811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4721890969806780811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/fatos-por-tras-de-um-mito-o-mito-vodu.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zLsJYVEunOY/TyLJRe7n9pI/AAAAAAAAojM/--oeODAu-pA/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6688984773505576931</id><published>2012-01-27T05:37:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T05:40:52.168-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oQerKn2cRPo/TyKpVQT-s2I/AAAAAAAAojA/xZJHGPkFBGU/s1600/titulo-urarianomota.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702306260825584482" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-oQerKn2cRPo/TyKpVQT-s2I/AAAAAAAAojA/xZJHGPkFBGU/s400/titulo-urarianomota.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-P4QoDM0doew/TyKpKVaEa-I/AAAAAAAAoi0/CVQZ7DhynQE/s1600/paulinho_da_viola.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 304px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702306073214741474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-P4QoDM0doew/TyKpKVaEa-I/AAAAAAAAoi0/CVQZ7DhynQE/s400/paulinho_da_viola.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1VvJwC6SX1I/TyKpEzLhQYI/AAAAAAAAoio/CT0B6hhM0P4/s1600/Dilma.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 291px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702305978127565186" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-1VvJwC6SX1I/TyKpEzLhQYI/AAAAAAAAoio/CT0B6hhM0P4/s400/Dilma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;A presidenta Dilma, Paulinho da Viola e os brasileiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Urariano Mota&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;m dia desses notei que a história política do Brasil poderia ser contada pela história da sua música popular. E como sempre acontece em qualquer descoberta, essa conclusão geral me chegou pela insistência, persistência e resistência de alguns casos particulares, individuais, que traziam em si o dom universal e reclamavam lugar. Assim foi, por exemplo, em páginas de “Soledad no Recife”, quando a ressurreição dos malditos anos da ditadura se fez sob a canção dos tropicalistas. Assim foi quando escrevi sobre Geraldo Vandré, sobre Chico Buarque, sobre Roberto Carlos... assim tem sido em textos mais ambiciosos, escritos sob a música íntima que me acompanha ao narrar o mundo submerso da infância. Que nos acompanha a todos quando recuperamos vidas, melhor dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo isso agora a partir de uma revelação do livro “A vida quer é coragem”, de Ricardo Batista, conforme artigo de Alberto Villas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...a uruguaia Maria Cristina Uslendi conta que em outubro de 1971, toda vez que voltava das sessões de tortura encontrava Dilma de braços abertos ‘me amparando, me ajudando a usar a latrina quando não tinha forças, me dando sopinhas de colher na boca, me cedendo a parte de baixo do beliche e pondo na vitrolinha de pilhas as melhores músicas da MPB’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina conta que Dilma sempre pedia a ela que prestasse muita atenção à letra de Para um amor no Recife, uma canção de Paulinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quanto isso é verdadeiro. O quanto a música popular foi remédio, cura e perdição da maioria dos brasileiros que estiveram contra a ditadura. O quanto devemos a esses artistas da canção, numa dívida que eles próprios não alcançam o tamanho, mas que é, ao mesmo tempo, motivo de sufoco e prisão para eles, em razão do papel que ganharam à sua revelia. No entanto, importa mais aqui, para não me distanciar do objeto destas linhas, falar alguma coisa sobre o Paulinho da Viola daqueles anos. Assim vamos agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando “Foi um rio que passou em minha vida” apareceu no Brasil, éramos estudantes numa sexta-feira à noite, numa serenata em Maria Farinha. Achávamos então que a revolução socialista seria a coisa mais natural do mundo. E por ser assim tão natural, nada demais também que ouvíssemos, não se espantem, 41 vezes, seguidas, contínua e incansavelmente foi um rio, foi um rio, foi um rio em uma vitrolinha de pilha. Naquele ano, e por que não ainda? , todos nós éramos Paulinho, nessa estranha empatia, mistura de identidades que a verdadeira arte produz. Todos nós repetíamos, e repetimos, e repetimos... que “meu coração tem mania de amor, e amor não é fácil de achar”. À maneira de cantar, gritávamos esses versos então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, morando na Pensão Princesa Isabel, no centro do Recife, Paulinho era Simplesmente Maria. “Na cidade, é a vida cheia de surpresa, é a ida e a vinda, simplesmente, Maria, Maria, teu filho está sorrindo, faz dele a tua ida, teu consolo e teu destino, Maria...”. Nesse tempo, sempre compreendíamos o “faz dele a tua ida” como um “faz dele a tua ira”. Enquanto subíamos a escada para um quartinho isolado no alto, da televisão da sala vinha a música, tema de uma novela. Ela nos lembrava sempre que estávamos sozinhos e sem mãe, cujo nome também era Maria. À hora dessa música sempre esperávamos algum golpe traiçoeiro da polícia que queria nos matar. Sem Maria que nos velasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então houve Para um amor no Recife. Diziam então que Paulinho fizera essa música para a secretária de Dom Hélder Câmara. As boas, e as más línguas principalmente, acrescentavam que a dedicada senhora vinha a ser a namorada secreta do arcebispo. Entre o sussurro e a maledicência, entre a repressão da ditadura Médici e a resistência serena erguia-se um poema belo, quase autônomo da melodia: “A razão por que mando um sorriso e não corro, é que andei levando a vida quase morto. Quero fechar a ferida, quero estancar o sangue, e sepultar bem longe o que restou da camisa colorida que cobria minha dor. Meu amor, eu não esqueço, não se esqueça, por favor, que voltarei depressa, tão logo acabe a noite, tão logo este tempo passe, para beijar você ”. Esta é uma canção que só fez melhorar ao longo de todos esses anos. A ditadura não existe mais, o seu motivo imediato não mais existe, mas a composição só vem crescendo, apesar da degradação do Recife, que entra quase incidentalmente no título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sorte imensa a nossa ter sobrevivido aos piores temporais para viver estes anos na maturidade! O que Paulinho anunciava num Samba Curto, “só me resta seguir rumo ao futuro, certo do meu coração mais puro”, agora vem chegando, agora atinge o seu tempo. Menos puro que o esperado, como é bom esse coração amadurecido pelo crisol, pela lembrança de quando o tínhamos somente dor. O que podemos fazer quando as águias piscam à civilização desse moleque bamba? Tentar, tentar comprendê-lo em uma crônica curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, amigos, que estranho e magnífico poder tem a obra de arte. Quarenta e um anos depois, Paulinho da Viola, Dilma e os brasileiros voltamos a Para um amor no Recife: http://www.youtube.com/watch?v=PClFteQLPxI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;* Escritor, jornalista, colaborador do Observatório da Imprensa, membro da redação de La Insignia, na Espanha. Publicou o romance “Os Corações Futuristas”, cuja paisagem é a ditadura Médici. Tem inédito “O Caso Dom Vital”, uma sátira ao ensino em colégios brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6688984773505576931?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6688984773505576931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/presidenta-dilma-paulinho-da-viola-e-os.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6688984773505576931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6688984773505576931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/presidenta-dilma-paulinho-da-viola-e-os.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oQerKn2cRPo/TyKpVQT-s2I/AAAAAAAAojA/xZJHGPkFBGU/s72-c/titulo-urarianomota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4740479064495566971</id><published>2012-01-27T05:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T05:36:45.513-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hTzYI4orLn8/TyKoZShrw3I/AAAAAAAAoic/p-2SkQW5Ekk/s1600/titulo-eduardooliveirafreire.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702305230627783538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-hTzYI4orLn8/TyKoZShrw3I/AAAAAAAAoic/p-2SkQW5Ekk/s400/titulo-eduardooliveirafreire.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Iqcsrzz9ixs/TyKoSOeYhzI/AAAAAAAAoiQ/ccIW87RRx5k/s1600/loucos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 275px; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702305109281113906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Iqcsrzz9ixs/TyKoSOeYhzI/AAAAAAAAoiQ/ccIW87RRx5k/s400/loucos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cada um com seus devaneios...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por Eduardo Oliveira Freire&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;eu amigo imaginário é mais concreto que muitas pessoas.&lt;br /&gt;- Estranho, às vezes me sinto um personagem de filme. Ouço trilha sonora e vejo letreiros que sobem do chão ao céu .&lt;br /&gt;- Está me ouvindo?&lt;br /&gt;- E você?&lt;br /&gt;- Cada um com seus devaneios.&lt;br /&gt;- O enfermeiro vai passar que horas?&lt;br /&gt;- Não vai passar.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Foi morto por borboletas carnívoras.&lt;br /&gt;- Então tomarei chá com a rainha das caveiras ninjas.&lt;br /&gt;- Tchau!&lt;br /&gt;- Tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;* Eduardo Oliveira Freire é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, com Pós Graduação em Jornalismo Cultural na Estácio de Sá e é aspirante a escritor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4740479064495566971?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4740479064495566971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/cada-um-com-seus-devaneios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4740479064495566971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4740479064495566971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/cada-um-com-seus-devaneios.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hTzYI4orLn8/TyKoZShrw3I/AAAAAAAAoic/p-2SkQW5Ekk/s72-c/titulo-eduardooliveirafreire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8701191169114681973</id><published>2012-01-27T05:31:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T05:33:47.713-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-77T7sCipd3U/TyKnsc5Jm_I/AAAAAAAAoiE/RZA-LwVWH60/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702304460316449778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-77T7sCipd3U/TyKnsc5Jm_I/AAAAAAAAoiE/RZA-LwVWH60/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LoVZ90s6dSI/TyKnlQJYyXI/AAAAAAAAoh4/fZmZrma3Uzo/s1600/clonagem.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 298px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702304336635808114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-LoVZ90s6dSI/TyKnlQJYyXI/AAAAAAAAoh4/fZmZrma3Uzo/s400/clonagem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Clonagem&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Flora Figueiredo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;quietei minha tristeza nos seus olhos,&lt;br /&gt;amansei minha pressa no seu tempo,&lt;br /&gt;apoiei meu sonho em seu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha fantasia pendurada no seu peito,&lt;br /&gt;minha vontade apoiada em seu direito,&lt;br /&gt;pintei meu perfil em sua identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei o minuto&lt;br /&gt;que é para saber se porventura escuto&lt;br /&gt;as fibras do meu coração em desalinho;&lt;br /&gt;depositei em suas mãos meu abandono.&lt;br /&gt;Seu clone, seu sangue, seu carbono,&lt;br /&gt;desenrolei debaixo dos seus passos meu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Livro “Chão de Vento” )&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;• Poetisa, cronista, compositora e tradutora, autora de “O trem que traz a noite”, “Chão de vento”, “Calçada de verão”, “Limão Rosa”, “Amor a céu aberto” e “Florescência”; rima, ritmo e bom-humor são características da sua poesia. Deixa evidente sua intimidade com o mundo, abraçando o cotidiano com vitalidade e graça - às vezes romântica, às vezes irreverente e turbulenta. Sempre dentro de uma linguagem concisa e simples, plena de sutileza verbal, seus poemas são como um mergulho profundo nas águas da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8701191169114681973?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8701191169114681973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/clonagem-por-flora-figueiredo-quietei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8701191169114681973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8701191169114681973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/clonagem-por-flora-figueiredo-quietei.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-77T7sCipd3U/TyKnsc5Jm_I/AAAAAAAAoiE/RZA-LwVWH60/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-9093846074328943503</id><published>2012-01-27T05:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T05:30:13.469-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4FdD1xAlGCk/TyKm3AbM0OI/AAAAAAAAohs/igCPhxBfrZU/s1600/direcao-de-cinema.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 289px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702303542141571298" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-4FdD1xAlGCk/TyKm3AbM0OI/AAAAAAAAohs/igCPhxBfrZU/s400/direcao-de-cinema.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre filmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Fabiana Bórgia&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;u queria dirigir. Ou fazer o roteiro. Mas não tem problema. Estou aprendendo. E quem está aprendendo, precisa ceder. Ceder o espaço para quem também quer aprender. E aprender junto. E aproveitar para aprender a tarefa que lhe foi entregue também. Direção de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem problemas. Gosto da arte. Da interdisciplinaridade que me faz poeta, escritora, amadora e tantas outras coisas, que nem merecem ser reveladas aqui.&lt;br /&gt;Gosto de música, de pintura, de literatura. Gosto da vida e de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fiquei com o som. Eu e um amigo. Gosto do som, embora eu não saiba bem lidar com ele. E vi que o roteiro tem que estar conectado ao som. E que o roteiro é mais do que a cena visual. É a sequência como soma de imagem e som. O som que se conecta à ação da personagem, ou seja, à imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto muito de conversa fiada, de diálogos inúteis e falação. Não gosto de novelão.&lt;br /&gt;O tempo da personagem cronometrado ao tempo da música, ou som, que necessita entrar. A magia da trilha sonora. E há quem pense nisso na pós. Será? A pós tem que estar presente deste o princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto do silêncio. Do mistério. De imaginar. De ficar surpresa com o que vem depois.&lt;br /&gt;Estou feliz. Filmes nos deixam felizes, mesmo quando são tristes. Adoraria mesmo trabalhar com cinema. Ser um pouco de tudo. Deixar o outro ser. Crescer. Quem sabe, um dia, nascer de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;• Escritora por vocação e advogada por formação. Paulista por natureza e carioca por estado de espírito. Engenheira de sonhos: alguém em eterna construção. Autora do livro “Traços de Personalidade”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-9093846074328943503?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/9093846074328943503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/sobre-filmes-por-fabiana-borgia-e-u.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/9093846074328943503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/9093846074328943503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/sobre-filmes-por-fabiana-borgia-e-u.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4FdD1xAlGCk/TyKm3AbM0OI/AAAAAAAAohs/igCPhxBfrZU/s72-c/direcao-de-cinema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6330388897662442462</id><published>2012-01-27T05:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T05:27:19.222-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HaaMdzxHlWw/TyKmLms7_JI/AAAAAAAAohg/4gYZTGqUEK0/s1600/pimentas.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 304px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702302796502269074" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-HaaMdzxHlWw/TyKmLms7_JI/AAAAAAAAohg/4gYZTGqUEK0/s400/pimentas.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pimenta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Jair Lopes&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;á quem goste e também quem abomine, mas quase ninguém é indiferente a esse acessório culinário que contribuiu enormemente para os grandes descobrimentos. Sob o codinome genérico de especiarias, o cravo-da-índia, a canela, a noz moscada e a pimenta impulsionaram as navegações ibéricas rumo ao Oriente o que resultou na dobra do Cabo da Boa Esperança, “descobrimentos” do Oceano Índico e do caminho marítimo para as Índias e no desembarque de portugueses e espanhóis nas terras do que passou a se chamar Novo Mundo. Não foram poucas as consequências do apreço por uma especiaria que tinha como uso mais difundido a faculdade de conservar os alimentos contra a putrefação, num tempo em que inexistia refrigeração artificial. De lá para cá a pimenta continuou a dar sabor – às vezes excessivo – às mais diversas iguarias tanto do mundo ocidental quanto Oriental das mais diversas culturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como falei, a pimenta suscita paixões culinárias desafiadoras para os adeptos de sabores menos ou mais picantes, e é execrada por aqueles de paladares mais sensíveis. Ouso fazer uma projeção sem qualquer dado estatístico que a respalde com respeito ao gosto pelas pimentas: 40% por cento dos brasileiros gostam de pimenta, 50% detestam e os restantes não têm opinião ou a planta lhes é indiferente. Me coloco entre aqueles que a apreciam em doses mais que moderadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha casa, quando eu era criança em Palmeira, a pimenta em forma de molho bem picante sempre marcava presença na mesa, principalmente para uso em sopas, uma das especialidades de minha mãe que era cozinheira de grande talento. Talvez daí venha minha razoável resistência às aguilhoadas nas mucosas bucais e estomacais que possuo, e que hoje meu filho mais velho também desfruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, certo dia, estava meu avô paterno nos fazendo uma visita e ficou para o jantar, que naquela noite bem fria de inverno era sopa. Na mesa, toda a família reunida e uma saborosa sopa de feijão foi servida pela minha mãe. Meu avô sentou-se ao lado de meu pai, à minha frente. A conversa estava rolando, todos se serviram da sopa e o vidro de pimenta encontra-se à frente de meu avô Joaquim. Parece que ele estava meio “arçado” (tinha tomado umas pingas) e não se deu conta que estava colocando doses maciças daquela pimenta agressiva no seu prato. Meu pai, ao lado dele, conversava sem notar o exagero culinário que ele praticava, e eu fiquei olhando admirado. Daí, o velho Joaquim engoliu uma colherada bem generosa daquela sopa super apimentada e de seus olhos escorreram lágrimas abundantes. Meu pai, empolgado com a conversa, voltou-se para meu avô e disse: “olha aí, papai, tem uma pimenta bem gostosa, coloque na sopa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô, num esforço visivelmente dramático, com uma voz baixinha, sibilante, parecida com grasnar assoprado de ganso ou de pato rouco: “já coloquei”. Claro que crianças não podiam rir de adultos, mas, confesso, a situação era hilária e se eu não podia rir de modo ostensivo, nada me impedia de rir por dentro, foi o que fiz. Meu avô só não chorou de verdade porque naquele tempo o mote era: homem não chora. Pela primeira vez achei que a pimenta, além de sua utilização como condimento, podia ser usada como estressante natural de gente sem noção. Esclarecendo, meu avô naquele momento encontrava-se sem noção por causa da cachaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, além de terem desenvolvido centenas de espécies dessas plantas, hoje o campo de uso das pimentas ampliou-se muito além do simples tempero picante, e agora podem ser encontrados cremes, cosméticos, geléias, os tradicionais molhos e até sorvetes e bolos nos quais entram doses variadas de pimentas. A pimenta é até recomendada como agente preventivo anticâncer pela medicina ortomolecular. Viva a eclética pimenta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;• Escritor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6330388897662442462?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6330388897662442462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/pimenta-por-jair-lopes-h-quem-goste-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6330388897662442462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6330388897662442462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/pimenta-por-jair-lopes-h-quem-goste-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HaaMdzxHlWw/TyKmLms7_JI/AAAAAAAAohg/4gYZTGqUEK0/s72-c/pimentas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-324377016334651070</id><published>2012-01-26T07:20:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T07:22:00.312-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9NE6BGt1leA/TyFvkVMFLQI/AAAAAAAAof4/xCkbmWhOkzQ/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701961273181547778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-9NE6BGt1leA/TyFvkVMFLQI/AAAAAAAAof4/xCkbmWhOkzQ/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RRMWlOBty5o/TyFvfQmSzqI/AAAAAAAAofs/LN2bkvz0bBE/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701961186049969826" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-RRMWlOBty5o/TyFvfQmSzqI/AAAAAAAAofs/LN2bkvz0bBE/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Um tema e várias visões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Ladeira da Memória – Pedro J. Bondaczuk, crônica “Realidade e idealismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Contradições e paradoxos – Marcelo Sguassábia, crônica,“Quiosque sagrado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Aventuras em paradoxo – Fernando Yanmar Narciso, crônica “Acabou a farra?”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Do fantástico ao trivial – Gustavo do Carmo, conto “Tudo de madrugada”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Fausto Brignol, conto “Os que comem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-324377016334651070?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/324377016334651070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-um-tema-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/324377016334651070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/324377016334651070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-um-tema-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9NE6BGt1leA/TyFvkVMFLQI/AAAAAAAAof4/xCkbmWhOkzQ/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2378306901544808567</id><published>2012-01-26T07:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T07:19:27.824-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aNRp5K8-NK8/TyFu7waW2oI/AAAAAAAAofg/AIePVEpjYTM/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701960576114547330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-aNRp5K8-NK8/TyFu7waW2oI/AAAAAAAAofg/AIePVEpjYTM/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Um tema e várias visões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;/span&gt; Bossa Nova ensejou várias análises, de artistas e intelectuais das mais diversas áreas, que geraram muitos livros, com visões diferentes dos autores sobre o mesmíssimo tema. Comentei, posto que superficialmente, quatro deles, a saber: “Rio Bossa Nova”, de Ruy Castro; “Eis aqui os Bossa Nova”, de Zuza Homem de Melo; “A linguagem harmônica da Bossa Nova”, de José Estevam Gava e “Breve história da Bossa Nova”, de Guca Domenico. Poderia, é certo, ter feito análise mais aprofundada dessas obras. Mas recomendo que o leitor atento e interessado as adquira e pesquise por conta própria. Certamente sairá no lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos outros livros foram escritos, a maioria por personagens desse movimento musical (e principalmente social), que revolucionou a MPB e a cultura nacional, projetando-as em âmbito internacional. Quando se diz que a Bossa Nova está “extinta”, isso não quer dizer que ninguém mais se lembre das marcantes (e magníficas) composições desse estilo ou que as principais canções não sejam mais interpretadas. Longe disso. Aliás, pelo contrário. Continua sendo executada e sempre com o mesmo efeito. O de encantar as platéias. A propalada “extinção” refere-se ao fato de que ninguém mais compõe seguindo os parâmetros que a caracterizam, embora, óbvio, não haja nenhuma proibição para quem quiser fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os sete livros que selecionei para pelo menos mencionar, ou sugerir, ou recomendar ao leitor que queira ou recordar, ou conhecer um pouco mais desse histórico movimento cultural, destaco um de forma especial. Trata-se de “Eu e a Bossa: uma história da Bossa Nova”. E por que essa deferência tão enfática? Porque foi escrito não por eventual pesquisador, com base, apenas, em embolorados documentos, ou de mera testemunha, que desconheça detalhes essenciais, mas de um dos principais (para alguns, o principal) personagens do movimento: Carlos Lyra. O lançamento data de 2008 pela editora Casa da Palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo e acho até óbvio que quem “fez” determinada coisa está muito mais habilitado, mais credenciado e mais preparado para falar a respeito do que quem se limitou a testemunhar a feitura ou que apenas tomou conhecimento dela através de descrições, quando não de meras opiniões, alheias. Carlos Lyra é um cantor, compositor e instrumentista dos mais refinados e competentes, que dispensa apresentações. Seu repertório, vasto e qualificado, magnífico quer no que diz respeito a melodia e harmonia, quer às letras de intensa poesia, atestam, por si sós, sua importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro, o consagrado artista apresenta sua trajetória pessoal. Narra a própria história (parte dela, claro, mas apresentando detalhes e circunstâncias que apenas ele poderia narrar, por tê-los vivido). O principal mérito é o da contextualização da Bossa Nova no período histórico em que reinou, situando a música no contexto da política, caracterizado pela liderança do presidente Juscelino Kubitschek e de sua visão desenvolvimentista, da cultura nacional que fervilhava de criatividade em todas as artes e, principalmente, dos costumes, que se transformavam e se “modernizavam”, na melhor acepção do conceito de modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro traz vantagem sobressalente, que o diferencia dos demais a respeito do assunto: vem acompanhado de dois CDs preciosíssimos, cada um com 24 músicas, que são pequena amostra da vasta produtividade e criatividade de um artista fenomenal, que lançou, com sucesso, mais de 30 discos. Das sete obras que selecionei, todas de grande relevância, esta é a de que mais gostei, talvez por razões puramente subjetivas, sentimentais. Mas... creio que não foi somente por esse motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro livro, digno de registro, que você deve ter em sua estante, é “Bossa Nova e a ascensão da música brasileira na década de 60”. Trata-se da edição de capas de discos da época do surgimento dessa vertente musical, muitas das quais refinadas obras de arte moderna. Bem que poderiam ser enquadradas em molduras e expostas em qualquer afamada galeria mundo afora. Inclui, ainda, a trajetória histórica do movimento, biografias, ensaios sobre os artistas envolvidos etc. Os textos são de diversos autores, editados por Gilles Peterson e Stuart Baker. O lançamento esteve a cargo da Soul Jazz Records.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, minha sétima recomendação (e poderia fazer, sem exagero, outras setenta), é o livro “Da Bossa Nova à Tropicália”, de Santuza Cambraia Naves. Este é um pouco mais antigo que os demais que citei. Data de 2001. O lançamento foi da Jorge Zahar Editor. Seu mérito maior é o de registrar (e de comprovar) a indiscutível e profunda influência da Bossa Nova nos movimentos que a sucederam na MPB, notadamente na Tropicália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora, Santuza Cambraia Naves, é conhecida pesquisadora da área de cultura popular, professora e antropóloga, catedrática do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio. Trata-se de profunda conhecedora da música popular brasileira. Há anos, dedica-se à pesquisa dos vários movimentos musicais, notadamente da Bossa Nova, Tropicalismo, Black Music e outros tantos, que transformaram a MPB numa exótica, mas fascinante mistura de ritmos, unindo o samba, o rock e até o repentismo, entre tantos outros, numa única e fascinante vertente musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que, nesta série de textos, embora resumidos e um tanto superficiais, consegui, pelo menos, dar pálida visão desse importante e nem sempre bem compreendido movimento artístico-cultural que influenciou decisivamente e continua influenciando várias gerações de compositores, intérpretes, músicos e poetas, no afã de desvendar a riquíssima e original alma brasileira. Portanto, missão cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2378306901544808567?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2378306901544808567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/um-tema-e-varias-visoes-bossa-nova.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2378306901544808567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2378306901544808567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/um-tema-e-varias-visoes-bossa-nova.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aNRp5K8-NK8/TyFu7waW2oI/AAAAAAAAofg/AIePVEpjYTM/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5469218531003585871</id><published>2012-01-26T05:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T05:30:38.377-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aWZzDprskcc/TyFVcesW2II/AAAAAAAAofU/Us86dxqV9zA/s1600/titulo-pedrobondaczuk.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701932550991566978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-aWZzDprskcc/TyFVcesW2II/AAAAAAAAofU/Us86dxqV9zA/s400/titulo-pedrobondaczuk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-j6shDaOKFhg/TyFVUamuutI/AAAAAAAAofI/P97o0yiV1Ws/s1600/genoma.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701932412455271122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-j6shDaOKFhg/TyFVUamuutI/AAAAAAAAofI/P97o0yiV1Ws/s400/genoma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Realidade e idealismo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Pedro J. Bondaczuk&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt; vida, por maiores que sejam as racionalizações a seu respeito, é, em todos os sentidos, um mistério. Os cientistas, que anunciaram, recentemente, a decifração do genoma humano, certos de que iriam, com isso, explicar esse maravilhoso fenômeno, não explicaram coisa nenhuma. Pelo contrário. Penetraram mais fundo no misterioso labirinto de dúvidas e de incertezas. Não esclareceram: confundiram. O extraordinário feito suscitou novas e múltiplas indagações, com raríssimas respostas aceitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluíram, entre outras coisas, que o número de genes do homem é muito menor do que se supunha, em torno de apenas 30 mil (só 300 a mais do que um camundongo, por exemplo). Outra conclusão foi a de que a diferença existente entre as bilhões de pessoas que já passaram por este planeta, não importando sua origem ou raça, é mínima. Noventa e nove vírgula nove por cento delas são intrínseca e absolutamente iguais. As características particulares, que distinguem uma pessoa da outra, são representadas por algo em torno de 0,1% de todo o código genético. Uma ninharia, convenhamos. Uma decepção, certamente, para os racistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os decifradores do genoma concluíram, ainda, que um homem tem apenas o dobro dos genes de uma minhoca, por exemplo. E estes, tomados de forma isolada, são indistingüíveis nas duas espécies. O que, pois, torna esses seres tão diferentes? E por que há a diferença? A ciência não consegue explicar. Se a origem e natureza da vida são tão misteriosas, mais ainda é a sua finalidade. Por que nascemos? Há um fim predeterminado? Qual é? Quem o determina e por que? Podemos apenas especular a respeito. Jamais conseguiremos chegar a uma conclusão absoluta, definitiva, consensual e inquestionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, no mundo, dois grandes grupos de pessoas, com suas múltiplas, quiçá infinitas variantes: o dos que se dizem "realistas" e o daqueles que se consideram "idealistas". Ambos os conceitos, destaque-se, são ambíguos. Ninguém se enquadra, de forma absoluta, em nenhuma das duas classificações. Todos temos, em proporções diversas, uma mescla de idealismo e de realismo. Afinal, o que é a realidade? As coisas são, mesmo, o que aparentam ser? Não somos iludidos pela precariedade dos nossos sentidos e pela nossa pequenez, em um universo de dimensões aparentemente infinitas? Certamente que sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta T. S. Elliot chega a afirmar que "o gênero humano são suporta a realidade" (supondo, é claro, que seja mesmo possível chegar a ela). Precisamos de sonhos, de fantasias, de ideais para dar sentido e razão à nossa vida. A propósito de idealismo, um dos seus mais ferrenhos e argutos defensores foi o psiquiatra e professor de Psicologia Experimental argentino José Ingenieros, considerado o último representante do Positivismo na Argentina, e que morreu em 1925.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei, não faz muito, numa estante, perdida entre algumas centenas de livros da minha caótica biblioteca, uma brochura muito antiga e judiada, que deve ter passado por milhares de mãos até chegar às minhas, desse moralista, que acreditava que o progresso é inviável sem ser fundamentado em ideais. Nesse precioso volume em espanhol, edição original, intitulado "El Hombre Medíocre", resume, em dois parágrafos, tudo o que venho tentando expressar, sobre idealismo, em algumas centenas de textos, ao longo de um quarto de século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que o livro está em meu poder há quase trinta anos, sem que eu me desse ao trabalho de o ler. Ganhei-o de um amigo, que garantia que, guardadas as devidas proporções, eu tinha idéias e posições parecidas com as de José Ingenieros. Li-o, num único sopro, no mês passado. E peço licença ao leitor para transcrever um trecho (na minha canhestra tradução do castelhano) que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem sem ideais faz da arte um ofício, da ciência um comércio, da filosofia um instrumento, da virtude uma empresa, da caridade uma festa, do prazer um sensualismo. A vulgaridade transforma o amor da vida em pusilanimidade, a prudência em covardia, o orgulho em vaidade, o respeito em servilismo. Leva à ostentação, à avareza, à falsidade, à avidez, à simulação; atrás do homem medíocre assoma o antepassado selvagem que conspira em seu interior, acossado pela fome de atávicos instintos e sem outra aspiração senão a saciedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas crises, enquanto a mediocridade torna-se atrevida e militante, os idealistas vivem desorbitados, esperando outro clima. Ensinam a purificar a conduta no filtro de um ideal; impõem seu respeito aos que não podem concebê-lo. No culto dos gênios, dos santos e dos heróis, têm sua arma, despertando-o, assinalando exemplos às inteligências e corações; podem diminuir a onipotência da vulgaridade, porque em toda larva existe, acaso, uma mariposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens que viveram em perpétuo florescimento de virtude revelam com seus exemplos que a vida pode ser intensa e conservar-se digna; dirigir-se ao cume, sem encharcar-se em lodaçais tortuosos; encrespar-se de paixão, tempestuosamente, como oceano, sem que a vulgaridade turve as águas cristalinas da onda, sem que o brilho de suas fontes se torne opaco pelo limo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há perfil mais detalhado e preciso do homem medíocre e, em oposição, do idealista, do que este? Basta observar o comportamento de ambos, o que, convenhamos, é tarefa das mais fáceis, dada a imensa quantidade desses que o poeta Affonso Romano de Sant'Anna classificou, com muita propriedade, de "idiotas da objetividade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;* Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções, foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance Fatal” (contos) e “Cronos &amp;amp; Narciso” (crônicas). Blog “O Escrevinhador” – http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5469218531003585871?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5469218531003585871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/realidade-e-idealismo-por-pedro-j.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5469218531003585871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5469218531003585871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/realidade-e-idealismo-por-pedro-j.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aWZzDprskcc/TyFVcesW2II/AAAAAAAAofU/Us86dxqV9zA/s72-c/titulo-pedrobondaczuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-286858126829670518</id><published>2012-01-26T05:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T05:26:59.906-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5GNOAXtuqbY/TyFUmUuVuCI/AAAAAAAAoe8/iOo6QpfmKp0/s1600/titulo-marcelosguassabia.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701931620602591266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-5GNOAXtuqbY/TyFUmUuVuCI/AAAAAAAAoe8/iOo6QpfmKp0/s400/titulo-marcelosguassabia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-brtTm2r-ZWg/TyFUdxLmUcI/AAAAAAAAoew/i3T5zN9uslM/s1600/porquinho.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701931473622684098" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-brtTm2r-ZWg/TyFUdxLmUcI/AAAAAAAAoew/i3T5zN9uslM/s400/porquinho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Quiosque sagrado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Marcelo Sguassábia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;INSTRUÇÕES GERAIS PARA FRANCHISING NO FORMATO UNIDADE MÓVEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;efina um nome para a agremiação religiosa e consulte primeiramente o Google, o site do INPI e www.registro.br para certificar-se de que não existe alguma seita já registrada sob a mesma denominação. Tendo em vista que em média 3 novas associações de cunho religioso são instituídas diariamente, o risco de criar uma igreja homônima é grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.&lt;/span&gt; O crescimento do negócio está diretamente relacionado às taxas de conversão, ou seja, ao índice de arrebanhamento de novos fiéis para a congregação. Uma base inicial de 2.500 frequentadores é suficiente para que o capital investido em instalações, aquisição de imagens, piscininha de lona para batismo e propaganda com carro de som retorne em 24 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.&lt;/span&gt; Tal estimativa de retorno baseia-se numa renda média per convertido de 1,5 salário mínimo, e levando-se em consideração uma décima parte disso como receita líquida da igreja (dízimo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.&lt;/span&gt; Entende-se como quiosque a tenda armada em locais de grande fluxo de pessoas com o perfil socioeconômico visado, compreendendo estrutura em PVC, 3 cadeiras, um frigobar com água mineral benta sem gás, 2 displays acrílicos para folhetos, resma com 500 formulários de conversão, bíblia de isopor para decoração e carimbo “Recebemos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.&lt;/span&gt; A função do quiosque-franchise consiste na prospecção de convertidos para encaminhamento ao templo mais próximo a cada unidade móvel. Assim sendo, é imprescindível estabelecer um acordo operacional entre o franqueado do quiosque e o pastor responsável pelo templo nas imediações do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.&lt;/span&gt; Os atores para encenação dos rituais de desencapetamento podem ser recrutados junto a grupos amadores de teatro, nas cidades ou bairros onde os quiosques se instalarem. Para efeito de cachê, sugerimos um percentual sobre os dois primeiros dízimos angariados dos recém-convertidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.&lt;/span&gt; Mel Curador, Sal da Vitória, Chá Desbrochante, Palitos de Fósforo da Fogueira Divina, Genuflexório de Bolso, Coça-Costas da Prosperidade e Espada da Ira Santa poderão ser exibidos e comercializados em showroom nos quiosques. Todavia, o fiel comprador deverá ser informado pelo franqueado de que tais itens, do catálogo da Sagrada Store, só apresentarão seus miraculosos efeitos após benzimento por missionário, pastor ou bispo e mediante a compensação do cheque utilizado na compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;. &lt;/span&gt;Em toda e qualquer forma de comunicação visual, o franqueado deve comprometer-se a colocar, logo abaixo da logomarca de sua igreja, a informação: “Integrante da Rede Bem-Aventurança de Jericó”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Marcelo Sguassábia é redator publicitário. Blogs: www.consoantesreticentes.blogspot.com (Crônicas e Contos) www.letraeme.blogspot.com (portfólio) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-286858126829670518?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/286858126829670518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/quiosque-sagrado-por-marcelo-sguassabia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/286858126829670518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/286858126829670518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/quiosque-sagrado-por-marcelo-sguassabia.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5GNOAXtuqbY/TyFUmUuVuCI/AAAAAAAAoe8/iOo6QpfmKp0/s72-c/titulo-marcelosguassabia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2871320040543459383</id><published>2012-01-26T05:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T05:22:30.318-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZiXSSv0Opk8/TyFTgX1QwxI/AAAAAAAAoek/hMfgFEPdeQU/s1600/titulo-fernandoyanmar.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701930418846090002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZiXSSv0Opk8/TyFTgX1QwxI/AAAAAAAAoek/hMfgFEPdeQU/s400/titulo-fernandoyanmar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7IgfwhwrcVY/TyFTacVlrvI/AAAAAAAAoeY/ZYOUDTPDONw/s1600/kim-dotcom.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701930316976205554" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-7IgfwhwrcVY/TyFTacVlrvI/AAAAAAAAoeY/ZYOUDTPDONw/s400/kim-dotcom.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Acabou a farra?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por Fernando Yanmar Narciso&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;odos os dias descobrem uma nova forma de ordenhar nossa liberdade. O exemplo mais prático é que agora a pessoa não pode mais ser gorda. Tudo que você compra no supermercado tem alertas luminosos e politicamente corretos dizendo “É ASSADO!”, “25% MENOS SÓDIO!”, “LIVRE DE GORDURA TRANS!”, “Nos preocupamos MUITO com a sua saúde!”. Sei...&lt;br /&gt;Mas ainda há outro tipo de glutonaria, a virtual. O grande prazer de quem tem um computador é matá-lo de obesidade mórbida, lotando-o com músicas, vídeos, filmes, e-books, e principalmente pornografia. E o melhor, sem pagar um tostão.&lt;br /&gt;Confesso que não passava um dia sem que eu acessasse um site de compartilhamento de arquivos, seja para baixar o mais recente capítulo daquela série japonesa que só eu e mais uns 30 brasileiros conhecem, ou o novo volume de uma revista publicada só no Cazaquistão, ou aquele filme B da década de 60 que nem o TCM é macho o bastante pra exibir, a internet era uma mão na roda para pessoas com gostos pitorescos.&lt;br /&gt;Eu disse “era”, não foi? Isso porque ninguém mais sabe qual será o futuro dos sites de download desde que Kim Dotcom, o nerd-mor dono do Megaupload, o site do gênero mais popular, foi para trás das grades semana passada. Após a prisão, sabe-se lá se por solidariedade ao Dotcom ou por medo da cana, praticamente todos os outros sites de download resolveram suspender as atividades nessa segunda-feira. A internet virou praticamente uma cidade-fantasma.&lt;br /&gt;A causa de esses sites estarem com seus dias contados é a tal da “lei anti-pirataria digital” ou SOPA, como o congresso norte-americano tem chamado essa luta armada contra os arquivos online.&lt;br /&gt;E não é apenas a estes sites que essa lei pode prejudicar. O Youtube, paraíso do material sem direitos autorais, também está na mira da “sopinha”. Aquela série que você só conseguia acompanhar por meio do site de vídeos em primeiro lugar depende de alguém para baixar os episódios ilegalmente e “upar” lá. E agora, que esses sites estão saindo de circulação, como ficam os fãs dessas séries? Basicamente eles estão dizendo pra nós “Quer ver série japonesa? Mude-se pro Japão!”, “Quer assistir filme? Pague o ingresso!”, “Quer ouvir música? Compre o CD!”, “Quer respirar? Pague pelo ar!”.&lt;br /&gt;Eles alegam que compartilhamento é crime, porque reduz o faturamento da indústria do entretenimento. Bom, pirataria é o que os sacoleiros fazem no Paraguai, o que camelôs fazem ao gravar o filme no cinema com uma câmera de celular e vender o DVD nos shoppings de muamba, ou seja, pegam uma coisa que não é de propriedade deles e vendem. E não é isso o que ocorre aqui. Apesar de esses sites faturarem uma nota com patrocinadores, o compartilhamento é gratuito, e supostamente ninguém vende os arquivos baixados. E, se não levarmos em conta tudo o que os artistas ganham com shows e auto-promoção em programas de TV e afins, o compartilhamento de arquivos está realmente deixando os músicos na miséria...&lt;br /&gt;Pode ser que abandonem essa idéia do SOPA, pode ser que não, mas é óbvio que coisa boa não vai sair dessa polêmica. Muita gente de ambos os lados do front vai sair prejudicada, e o compartilhamento digital nunca mais será do mesmo jeito. Dizem que a lei anti-pirataria fará a internet retroceder até os tempos da internet discada, quando ela era um tipo de country club ao qual pouca gente tinha acesso.&lt;br /&gt;Mas querem saber como se faz pra evitar o SOPA? PAREM DE PRODUZIR LIXO! Se os produtos que nos oferecem fossem de boa qualidade e mais baratos, ninguém ia se importar em gastar com eles. Mas como só existe porcaria tocando nos rádios, as TVs por assinatura fornecem toneladas de canais inúteis por uma fortuna e só uma em cada dez pessoas pode torrar mais de 20 reais no cinema, é muito conveniente que exista o compartilhamento, pois você baixa o novo disco do astro musical da vez, ouve só uma vez e manda pra lixeira, ou então aquele novo filme caríssimo e fútil de super-heróis que todos estão comentado. É o entretenimento fast-food: Você o consegue, saboreia por algum tempo e depois descarta.&lt;br /&gt;Como sabemos, não há um lado certo nessa batalha. Estamos errados ao baixar arquivos de graça, a indústria do entretenimento está errada ao cobrar o que cobra por seus produtos e o congresso americano vai pagar um mico enorme aos olhos do mundo se a SOPA for aprovada. A nossa liberdade virtual, a única que ainda tínhamos, vai cair no esquecimento como um pum sem cheiro nem som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;• Designer e colunista do Literário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2871320040543459383?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2871320040543459383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/acabou-farra-por-fernando-yanmar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2871320040543459383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2871320040543459383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/acabou-farra-por-fernando-yanmar.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZiXSSv0Opk8/TyFTgX1QwxI/AAAAAAAAoek/hMfgFEPdeQU/s72-c/titulo-fernandoyanmar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1286368747495762565</id><published>2012-01-26T05:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T05:18:28.138-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-O0sbUfSAW98/TyFSkA18yHI/AAAAAAAAoeM/tgATQ8vs8Bg/s1600/titulo-gustavodocarmo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701929381882808434" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-O0sbUfSAW98/TyFSkA18yHI/AAAAAAAAoeM/tgATQ8vs8Bg/s400/titulo-gustavodocarmo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5WKjSGB2XI8/TyFScryDAlI/AAAAAAAAoeA/v81glZtDi0k/s1600/supermercado.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701929255970210386" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-5WKjSGB2XI8/TyFScryDAlI/AAAAAAAAoeA/v81glZtDi0k/s400/supermercado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Tudo de madrugada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Gustavo do Carmo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; jornal do fim de noite de um famoso canal de televisão exibia uma matéria sobre pessoas que faziam compras em supermercados, malhavam na academia, faziam tratamento de pele e marcavam consulta até com o dentista. Tudo de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos entrevistados, freqüentador de um supermercado que funcionava durante 24 horas, era Dionísio, um jovem rapaz, na faixa dos vinte e cinco anos. Ele disse para a repórter que trabalhava o dia inteiro e só tinha tempo para fazer compras depois da meia-noite. No final da matéria voltou para acrescentar que era mais prático e tranqüilo comprar no horário alternativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, Dionísio só tinha tempo para resolver os seus problemas de madrugada. Mas não trabalhava exatamente o dia inteiro. Jornalista formado, fazia clipagem, ou seja, buscava o que saía na imprensa sobre o cliente da produtora e criava um álbum com as matérias publicadas. Seu turno era das quatro às dez da manhã. Deixava o escritório na Tijuca, andava uns dez minutos e pegava o ônibus. Chegava ao apartamento, em Copacabana, em pouco menos de uma hora, dependendo do trânsito. Por volta do meio-dia ia almoçar (ou jantar) e, depois, finalmente dormia. Acordava às oito da noite. Fazia o seu desjejum enquanto muita gente jantava. Começava o seu dia quando os vizinhos chegavam do trabalho, exaustos, o que era percebido pelo movimento de entrada na garagem do prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia os trabalhos que levava para casa. Duas horas depois saía à rua. Passava no caixa eletrônico do banco e em seguida no jornaleiro, onde comprava as primeiras edições dos cinco principais informativos e também das duas publicações esportivas. Era mais pelo trabalho, ao qual se dedicava muito, do que para o lazer. Após algumas voltas no calçadão da praia, entrava na loja de conveniência e fazia um lanche que servia de almoço para não mexer na cozinha de madrugada e acordar os vizinhos do apartamento em frente. Finalmente ia ao supermercado e fazia as compras da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não eram todos os dias que Dionísio visitava o supermercado. Somente às quintas-feiras. As segundas eram reservadas para a academia, as terças para o dentista ou o tratamento de pele, na quarta tinha novamente a academia e às sextas ele ficava em casa por causa do movimento noturno no bairro. No sábado à noite, viajava para Conceição de Macabu, onde nasceu, foi criado e ainda moram os pais. Voltava para o Rio segunda-feira de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumado com a rotina na capital, dormia o dia inteiro e só acordava à noite na cidade pequena, onde tudo fechava cedo. Os bares e restaurantes funcionavam até, no máximo, às duas horas da manhã. Dionísio não gostava de beber e os restaurantes eram muito fracos. Ficava perambulando pela casa durante cerca de quinze horas. Angustiava-se. Morria de saudades dos pais, mas não via a hora de voltar ao apartamento alugado no Rio de Janeiro, ao seu trabalho de clipping e às atividades comerciais da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dionísio achou o emprego na internet. Tinha o sonho de morar e fazer sua vida no Rio, mas precisava trabalhar. Chamado para a entrevista, passou e foi aprovado. Fizeram uma festa em casa. No entanto, os pais ficaram tristes porque o filho precisou se mudar e eles não podiam ir. A mãe, costureira, tinha os seus clientes e o pai tinha um bazar que não podia ficar abandonado. Ainda assim, seria bom para Dionísio morar sozinho e ganhar experiência de vida. O pai ainda ajudou o filho a alugar um apartamento de dois quartos na Tijuca, perto do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na empresa, o primeiro material que reuniu foi muito elogiado por um cliente, ex-participante de reality-show. Depois outra aprovação de uma petrolífera multinacional. A mesma opinião teve uma ONG de educação. Dionísio passou a ser mais procurado. Com isso, a sua responsabilidade aumentou. Pediu e ganhou um aumento. Com ele, depois de alguns meses, entregou o apartamento na Tijuca e alugou outro na Rua Constante Ramos, em Copacabana, também de dois quartos, realizando outro antigo sonho: morar perto da praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros dias de trabalho, Dionísio tentou manter uma vida normal. Mas chegava em casa tão cansado que acabava dormindo e só acordando às oito da noite. Aí notou que precisava fazer o trabalho que trouxera e se viu sem tempo para sair na rua e fazer atividades básicas como ir ao supermercado, à banca de jornal, ao dentista, além de aproveitar a cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, viu no jornal da televisão uma primeira matéria sobre os serviços dia e noite. Se interessou tanto que decidiu procurá-los. Começou freqüentando uma loja de conveniência, ainda na Tijuca. Depois procurou um dentista. Marcou a primeira consulta para uma da manhã. Já na terceira, o profissional desistiu porque foi assaltado ao voltar pra casa e parou de trabalhar de madrugada. Dionísio teve que procurar outro para o seu horário incomum. Só achou em Copacabana. Quando o supermercado que freqüentava na zona norte também deixou de atender à noite, Dionísio decidiu se mudar. Já estava viciado em resolver seus problemas urbanos de madrugada. Tanto que recusou a oferta da dona da empresa de transferir o seu expediente para o horário comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ele foi dispensado. Não soube se foi por corte no pessoal ou a diretora percebeu alguma coisa errada nele. Apesar de dedicado, Dionísio teria deixado de incluir uma matéria importante sobre um cliente. Uns disseram que Dionísio já começara a trabalhar demais. Estaria tão ansioso para aproveitar as atividades noturnas do comércio que já não dormia mais. Uma moça teria visto seus olhos vermelhos e logo achou que era por causa de drogas. Um colega o encontrou em uma drogaria de plantão, às três da madrugada, na Tijuca, perto do escritório. Houve várias versões sobre a demissão de Dionísio. O fato é que o rapaz não se importou. Nem quis voltar para Macabu. Preferiu continuar em Copacabana, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por três meses cumpriu o ritual ao qual estava acostumado a fazer. Aparentemente estava tudo normal. Era como se Dionísio ainda trabalhasse na produtora de clipping. A partir do quarto mês, o pai não quis mais pagar o aluguel. Era uma forma de pressioná-lo a voltar para o interior. Depois de alguma resistência, acabou cedendo. Entregou o apartamento no Rio de Janeiro e voltou para a cidade natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou manter a mesma rotina de quando era clipista na Tijuca. Queria comprar os sete jornais, as duas revistas, ir à academia, ao supermercado, ao dentista e à esteticista. Não conseguiu porque tudo isso só funcionava durante o dia, sob a luz do sol, que Dionísio já rejeitava. Parecia um vampiro que temia virar pó com a claridade. Já andava de óculos escuros pela casa fechada com cortinas, assustando os pais e as freguesas da mãe. Ficava o dia inteiro sem dormir e só saía na rua à noite, na cidade já deserta. Vivia na farmácia de plantão, comprando estimulantes sem necessidade, virando assunto na cidade, envergonhando os pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai perdeu a paciência e tentou impor um limite. Ou Dionísio voltava a trabalhar ou seria expulso de casa porque não ia sustentar vagabundo. Logo se apiedou e ofereceu o bazar para ele trabalhar. Dionísio não tinha vergonha da fonte de sustento da família, mas quando adolescente só queria trabalhar como jornalista. Agora, já maduro, até aceitou ajudar o pai. Desde que trabalhasse de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um empresário visionário, propôs que o bazar funcionasse 24 horas e ele tomaria conta. Seu Osmar, pai de Dionísio, recusou imediatamente. Disse que não ia dar lucro e que era perigoso, pois a farmácia já fora assaltada. Dionísio, então, pediu à mãe que lhe ensinasse a costurar (algo que ele odiava quando criança) e propôs adiantar as encomendas enquanto ela dormia. Dona Maria Lúcia estranhou, mas acabou aceitando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dionísio costurou por algumas semanas. Estava indo bem. Ganhava até elogios das freguesas da mãe. Eis que o pai voltou a procurá-lo para dizer que lhe tinha arranjado um emprego de vigia noturno. O rapaz aceitou na hora, antes de Seu Osmar perguntar se ele tinha certeza, pois era um emprego perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá foi Dionísio trabalhar como vigia da farmácia. Ganhou até uma arma, sem bala, pois servia apenas para assustar os ladrões. O turno de Dionísio era de meia-noite às seis da manhã. A farmácia ficava ao lado da sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegava, tomava banho antes do café da manhã que preparava para ele e a mãe. Já de óculos escuros, assistia à televisão e ajudava a mãe a fazer o almoço e também a costurar. Às quatro da tarde começava a fazer seu clipping... imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não comprava os sete jornais faz tempo. Inventava tudo. Os pais começaram a ficar preocupados. Principalmente quando Dionísio começou a atender telefonemas inexistentes de clientes virtuais. Não os da internet, que ele tentava conseguir realmente, mas não tinha sucesso. Eram clientes criados por ele mesmo. Já começava a falar sozinho, organizando reuniões fantasiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite, o dono da farmácia foi procurar o pai de Dionísio em sua casa. Ele não havia comparecido ao trabalho. Os pais e o patrão, amigo da família, o procuraram pela casa toda. Dona Maria Lúcia começou a se desesperar. Ainda mais quando o pai achou um bilhete curto e seco deixado pelo filho: “Fui para o Rio de Janeiro.” A primeira coisa que Seu Osmar fez foi procurar o revólver do dono da farmácia. Não estava lá. A sua pistola particular também não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dionísio chegou a Copacabana por volta das dez da noite. Entrou no supermercado que freqüentava quando morava no Rio. Ouviu pelo alto-falante o locutor anunciar que o estabelecimento estava encerrando as atividades do dia. O ex-clipista estranhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntou a um segurança porque eles estavam fechando se o supermercado funcionava 24 horas por dia. O vigilante, um moreno forte e alto, disse que eles pararam de atender dia e noite depois de um assalto que sofreram. Dionísio se indignou. Sacou as duas armas que trouxe do interior e o rendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em desvantagem física, Dionísio obrigou o segurança a fechar as portas do supermercado e manteve todos os funcionários e fregueses como reféns. Gritando muito, completamente alterado, exigiu a presença de repórteres da mais famosa emissora de televisão. Ameaçou explodir o supermercado se alguém chamasse a polícia antes dele terminar o seu plano. Alguns fregueses cochichavam que Dionísio estava drogado, por causa dos seus olhos vermelhos. Mas ele não estava. Nem tinha tomado o estimulante. O que o entorpecia era a loucura mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas horas depois apareceu a equipe da imprensa. Uma repórter morena e bonita, de terninho amarelo, acompanhada do cinegrafista, um homem forte e moreno como o segurança rendido por Dionísio. Este autorizou a entrada apenas dos dois jornalistas e impôs as condições para liberar os fregueses e os funcionários do supermercado: produzir uma matéria sobre os serviços 24 horas na cidade do Rio de Janeiro. Assustados, os repórteres concordaram imediatamente. E começaram a entrevistar os freqüentadores, deveriam mostrar que estava tudo bem. Que era apenas uma pauta de rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dionísio atuou como o produtor da matéria desejada. Selecionou algumas pessoas. Escolheu um casal, um homem de cabelos grisalhos, o gerente e uma das caixas do supermercado para serem entrevistados. Ele mesmo também fez parte da matéria. Exigiu uma maquiagem para disfarçar os olhos vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dionísio disse para a repórter que trabalhava o dia inteiro e só tinha tempo para fazer compras depois da meia-noite. Depois de uma pausa na gravação, acrescentou que era mais prático e tranqüilo comprar no horário alternativo. Recomendou que este depoimento encerraria a matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satisfeito, Dionísio libertou os funcionários e os freqüentadores do supermercado. Todos estavam livres após quatro horas de tensão. Com exceção dos dois jornalistas, que continuaram com as duas pistolas apontadas por Dionísio. O clipista exigiu continuar a matéria na academia e, depois, nos consultórios noturnos do dentista e da esteticista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu tempo. No caminho para o carro da reportagem, Dionísio vacilou ao espirrar. Foi dominado pelo cinegrafista e surpreendido pela polícia, que o prendeu e o levou para a casa de custódia, sob a acusação de seqüestro, porte ilegal de armas e perturbação da ordem pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condenado, foi cumprir a pena no manicômio judiciário. Lá, assistiu ao telejornal do fim de noite com a matéria sobre pessoas que faziam compras em supermercados, malhavam na academia, faziam tratamento de pele e marcavam consulta até com o dentista. Tudo de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dionísio era a estrela principal. Depois, começou a fazer o seu próprio clipping com as matérias verdadeiras sobre o seqüestro no supermercado publicadas na imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;* Jornalista e publicitário de formação e escritor de coração. Publicou o romance “Notícias que Marcam” pela Giz Editorial (de São Paulo-SP) e a coletânea “Indecisos - Entre outros contos” pela Editora Multifoco/Selo Redondezas - RJ. Seu blog, “Tudo cultural” - www.tudocultural.blogspot.com é bastante freqüentado por leitores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1286368747495762565?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1286368747495762565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/tudo-de-madrugada-por-gustavo-do-carmo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1286368747495762565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1286368747495762565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/tudo-de-madrugada-por-gustavo-do-carmo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-O0sbUfSAW98/TyFSkA18yHI/AAAAAAAAoeM/tgATQ8vs8Bg/s72-c/titulo-gustavodocarmo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-768737025802931090</id><published>2012-01-26T05:12:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T05:14:51.740-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BCkddwowejY/TyFRwLNEAnI/AAAAAAAAod0/gmuqbA080Lo/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701928491310908018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-BCkddwowejY/TyFRwLNEAnI/AAAAAAAAod0/gmuqbA080Lo/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vHEiQgpT3KE/TyFRosQKIMI/AAAAAAAAodo/73LqKrvDjv8/s1600/indigentes.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701928362743308482" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-vHEiQgpT3KE/TyFRosQKIMI/AAAAAAAAodo/73LqKrvDjv8/s400/indigentes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Os que comem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;* Por Fausto Brignol&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;ual é o destino da gente?”, me perguntou Arnaldo Descuidista, ao acordar. Eu já estava acordado desde cedo, ou talvez não tivesse dormido, com toda aquela fome, que parece maior quando a gente não sabe como será o dia seguinte, nem a hora seguinte, às vezes nem o minuto seguinte, e a fome aumenta não por fome propriamente dita, mas pelo vício de comer, pelo vício de ter fome. Vocês já dormiram embaixo de viaduto?&lt;br /&gt;Não aconselho, é muito barulho, quente no verão e frio no inverno. Não tem ar condicionado e o teto costuma pingar quando chove. Mas é um teto, pois o importante é dormir embaixo de alguma coisa, porque dá uma sensação de resguardo e aquece a esperança. Esperança de que? Na falta de coisa melhor, esperança de ter esperança. Eu respondi para o Arnaldo que a gente vive para ter esperança. Ele me olhou com aquele olhar descrente que só o Arnaldo tem e disse: “Vamos tomar café?”&lt;br /&gt;Levantamos, pegamos as nossas coisas, colocamos nos sacos e saímos. Fomos de porta em porta, sempre escorraçados, e, quando já estávamos perdendo a esperança de ter esperança e a fome aumentava e os ouvidos zumbiam e nem o cigarro que encontramos perdido na calçada e que dividimos fumada por fumada nos alegrou um pouco e o Arnaldo já estava pensando em descuidar alguém, coisa que eu não sei fazer, porque as minhas mãos são pesadas e sem jeito – e por isso já fui preso algumas vezes e corrido da cadeia depois de uns tapas por não saber roubar direito – encontramos uma porta que se abriu e uma senhora nos disse: “Esperem um pouco, que eu tenho um restinho de comida”. Parecia um sonho.&lt;br /&gt;Esperamos, nos coçando de felizes e ela voltou com uma panela velha que nos deu dizendo que podíamos ficar com a panela e fechou a porta. Pensamos que ela ia chamar a polícia e saímos correndo. Quando cansamos, repartimos o que tinha dentro da panela e fomos lavar as mãos no chafariz daquela praça que fica ao lado da igreja. Lavamos as mãos e a panela. Nunca se sabe. “Aquela mulher é das que comem”, disse Arnaldo. Tem pessoas assim, pessoas que comem. A maioria se vira como pode, mas tem os que comem. Ficamos pensando.&lt;br /&gt;Daí, quando foi por volta do meio-dia e nós estávamos contando as moedas recebidas perto da igreja, Arnaldo lembrou da mulher da panela. Lembrou de ir lá pedir mais comida, mas eu disse pra ele que seria um exagero, um abuso, uma falta de vergonha e estávamos discutindo sobre isso quando vimos ela passar na outra calçada. Sozinha, curvada, baixinha, deveria ter mais de setenta anos. Todos a cumprimentavam e ela sorria para todos. Sem querer, a acompanhamos de longe e vimos quando entrou em um restaurante. Fomos chegando perto e paramos na outra calçada, espiando. Dava pra imaginar ela comendo.&lt;br /&gt;Às vezes nós ficamos imaginando, eu e o Arnaldo. Pensando nas coisas e imaginando. É bom. Quase tão bom como comer. Depois de um bom tempo, nos afastamos devagar e olhem só a surpresa! Ouvimos uma voz nas nossas costas que dizia: “Vocês dois aí!” Nos viramos e era ela, almoçada, satisfeita, talvez tivesse tomado um cafezinho depois do almoço... Estava risonha e nos falou que ia trocar cinquenta reais para nos dar quinze, porque percebia a nossa necessidade. Talvez tenha sido pela alegria de ter almoçado, nós nem tínhamos pedido nada.&lt;br /&gt;Logo depois ela voltou com os quinze reais na mão “Olhem, aqui tem quinze reais, mas peço que me devolvam daqui a dois dias, porque é o dinheiro da minha comida”. Ficamos olhando pra ela, apalermados. Depois o Arnaldo falou: “Minha senhora, não podemos ficar com o seu dinheiro, porque não queremos tirar a comida de ninguém”. E nos afastamos. Somos pobres, mas honestos. Às vezes comemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;• Jornalista e escritor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-768737025802931090?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/768737025802931090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/os-que-comem-por-fausto-brignol-q-ual-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/768737025802931090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/768737025802931090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/os-que-comem-por-fausto-brignol-q-ual-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BCkddwowejY/TyFRwLNEAnI/AAAAAAAAod0/gmuqbA080Lo/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7128046956608516268</id><published>2012-01-25T10:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T10:25:11.469-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qSkssxROu1c/TyBJAKCyHII/AAAAAAAAobw/EuIPfV4nyf0/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701637395295902850" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-qSkssxROu1c/TyBJAKCyHII/AAAAAAAAobw/EuIPfV4nyf0/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oz9jMcQFGwI/TyBI7SHyHXI/AAAAAAAAobk/JyHnz6wdZao/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701637311565012338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-oz9jMcQFGwI/TyBI7SHyHXI/AAAAAAAAobk/JyHnz6wdZao/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Espírito e matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna De corpo e alma – Mara Narciso, crônica, “Estética de cemitério”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Da Terra do Sol – Marco Albertim, crônica, “Cais do fedor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Personalidade e Atitude – Sayonara Lino, crônica “Diariamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Marleuza Machado, poema “Colo de pai”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Rubem Alves, crônica “Mansidão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7128046956608516268?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7128046956608516268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-espirito-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7128046956608516268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7128046956608516268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-espirito-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qSkssxROu1c/TyBJAKCyHII/AAAAAAAAobw/EuIPfV4nyf0/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1812998150697858829</id><published>2012-01-25T10:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T10:23:14.388-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5n58W735lqI/TyBIiyEhi0I/AAAAAAAAobY/QbbvTJN8ki4/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701636890644548418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-5n58W735lqI/TyBIiyEhi0I/AAAAAAAAobY/QbbvTJN8ki4/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Espírito e matéria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-size:180%;"&gt;À&lt;/span&gt;s pessoas sensíveis. Vocês são esperança viva no mundo”. Essas palavras, a título de agradecimento da parte do autor aos que, de alguma forma, contribuíram para a sua concretização, praticamente definem os destinatários do excelente (e instigante) livro de Atos Warboldenhari (pseudônimo do escritor, compositor e economista e administrador de empresa, Leopoldo Mader), “Espiritual no mundo da matéria”, lançamento da Editora Komedi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sensibilidade” é o principal mote dessa obra poética, de grande profundidade filosófica, mas escrita em linguagem simples, direta e acessível, como devem ser, de fato, as mensagens de maior impacto dos comunicadores competentes e bem sucedidos. São textos tanto para reflexão, quanto para o simples deleite dos que têm na emoção sua mais marcante característica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal objetivo do livro – que li, reli e apreciei – está bem definido na contracapa, onde se diz: “Num mundo tão dividido, mal se disfarça um diálogo surdo e débil entre o mundo material e os valores espirituais. O que há de errado? Onde e quando foi rompida a relação entre ambos os mundos? De que maneira o Espiritual se harmonizará com o Mundo da Matéria, criando um equilíbrio? Como conciliar a crença em um Deus do Bem com as tensões da vida real? Essas são algumas das questões que o autor se colocou, iniciando sua busca a partir do interior de si mesmo, principalmente do que o incomodava”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, faz-se necessário esclarecer que Atos Warboldenhari trata o “espírito” em seu significado lato: a parte imaterial do ser humano, a inteligência, o pensamento, a idéia. Ou seja, a “alma” do homem. O seu conjunto de faculdades psíquicas, intelectuais e morais. Sua essência e condição primacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que autor procura, de forma inteligente e até provocativa, é levar o leitor a refletir, em última análise, sobre o verdadeiro sentido da vida, que certamente não é o da busca incessante e inconsciente por bens materiais, objetivo que move a esmagadora maioria dos mais de sete bilhões de indivíduos que habitam o Planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a leitura de “Espiritual no mundo da matéria” me traz à lembrança outro e provocativo texto, de autoria do escritor argentino Jorge Luís Borges, que citei diversas vezes, em outros contextos, que diz: “Não há geração sem quatro homens retos, que secretamente sustentam o universo e o justificam diante do Senhor. Um desses varões teria sido o juiz mais idôneo. Mas, onde encontrá-los, se andam perdidos e anônimos pelo mundo, e não se reconhecem quando se vêem, e nem eles mesmos sabem do alto ministério que cumprem?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse “reconhecimento”, essa identificação, essa integração dos “varões justos” desta geração, que o autor busca, da primeira à derradeira página do seu livro. Suas sábias recomendações lembram-me, ainda, outra, de idêntica natureza, esta de Carl Sagan, na sua obra “O mundo assombrado pelos demônios”, que data de 1996, em que constata: “Se somos apenas céticos, as novas idéias não conseguem penetrar em nossa mente. Nunca aprendemos nada. Se somos tão abertos a ponto de ser crédulos, não podemos distinguir as idéias promissoras das que pouco valem. Aceitar acriticamente toda noção, idéia e hipótese professada equivale a não conhecer nada. As idéias se contradizem umas às outras; somente pelo exame cético podemos decidir entre elas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a recomendação é a de que “pensemos”. É a de que exerçamos, integralmente, sempre, todos os dias, em todas as horas, e em cada circunstância, esta que é a principal característica humana: o raciocínio, o “ato espiritual”, no seu sentido mais grandioso e profundo que torna esse ser minúsculo na “imagem e semelhança de Deus”, neste complexo e misterioso mundo da matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, caro leitor, não se preocupe com a pequenez, com a efemeridade e com a conseqüente vulnerabilidade sua, nossa e de todo o nosso gênero. Pois, como o autor ressalta, com muita propriedade, no final do poema “Viver”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;“Ser humano é viver necessidades humanas.&lt;br /&gt;Ser vivo é viver necessidades.&lt;br /&gt;Viver é necessitar!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E não é?!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1812998150697858829?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1812998150697858829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/espirito-e-materia-s-pessoas-sensiveis.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1812998150697858829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1812998150697858829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/espirito-e-materia-s-pessoas-sensiveis.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5n58W735lqI/TyBIiyEhi0I/AAAAAAAAobY/QbbvTJN8ki4/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1288998108157293386</id><published>2012-01-25T10:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T10:19:39.521-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fdl9Hv_RjlA/TyBHqmej2LI/AAAAAAAAobM/ER0LX5C8CZc/s1600/titulo-maranasrciso.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701635925459851442" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-fdl9Hv_RjlA/TyBHqmej2LI/AAAAAAAAobM/ER0LX5C8CZc/s400/titulo-maranasrciso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8l8pHNRliLM/TyBHkfS2_VI/AAAAAAAAobA/ltQAlbu4as0/s1600/cemit%25C3%25A9rio.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 199px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701635820452511058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-8l8pHNRliLM/TyBHkfS2_VI/AAAAAAAAobA/ltQAlbu4as0/s400/cemit%25C3%25A9rio.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Estética de cemitério&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;* Por Mara Narciso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;oje comprei o terreno onde está enterrado meu pai. O local descuidado estava cheio de flores campestres amarelas, nascidas ao acaso, e apenas sobre ele estava assim. Olhei em volta, e observei muitos canteiros sobre túmulos, com grama e flores, além da cabeceira em mármore ou granito, com inscrições e fotos. Escolhi grama esmeralda e uma cruz de bronze, em preto com as datas em branco, para marcar o lugar onde meu pai está. E só. Do meu ponto de vista não é preciso fazer mais do que isso.&lt;br /&gt;Um amigo meu, que foi comigo ao cemitério para me dar força, falou que foi bom ter feito isso, pois alguém poderia ver o túmulo e questionar estar meu pai em terras públicas, e após três anos, não mais. Mas, ao contrário de mim, ele achava que eu deveria enfeitar o túmulo. Talvez plantar flores ou colocar uma pedra com a foto. Argumentei que ninguém havia visitado meu pai em sua longa doença de cinco anos e três meses. Morto há dois anos (27 de janeiro de 2010), parece-me impossível uma visita agora. Eu o visitei três vezes depois de morto. Fui com meu filho, que sabe de cor onde ele está sepultado. É junto ao muro, perto do portão entre os dois cemitérios, o Bonfim e o Jardim da Esperança. Ambos estão lotados. Não há lugar para mais ninguém.&lt;br /&gt;Os dois cemitérios de Montes Claros são lado a lado. No Bonfim há túmulos grandiosos, com esculturas e capelas, lápides monumentais e toda uma estética de morte, luto e tristeza. No outro, Jardim da Esperança, visto como um parque ou jardim, apenas canteiros singelos, com cabeceiras de pedra, e as fotos dos mortos. São visões diversas do modo de enterrar. Minha mãe está no primeiro e meu pai no segundo.&lt;br /&gt;Não tenho aversão alguma a cemitérios, e não vejo nada de mais em trabalhar lá. É preciso que haja quem ajude a nascer e quem ajude a morrer, e depois disso enterrar, mesmo com a tendência atual, até pela falta de espaço, de cremar os mortos e jogar suas cinzas ao mar, ou, no Rio São Francisco.&lt;br /&gt;Na ida, soube que tinha acontecido um acidente grave, na estrada para Belo Horizonte, pois duas ambulâncias do SAMU tinham passado em disparada. Ao chegarmos ao cemitério, soube que a equipe de resgate do primeiro desastre tinha sido atropelada por um caminhão de bois, matando um soldado do Corpo de Bombeiros. O administrador do cemitério tinha ido ao local do sinistro em busca de informações para saber se mais covas teriam de ser abertas no campo santo apinhado e sem espaço. Cada um em seu metier, mas, pelo número de mortos (quatro), um problemão teria de ser resolvido, pois o novo cemitério, do outro lado da cidade, ainda não está operando.&lt;br /&gt;Contratei o serviço de feitura do túmulo ao vigia do cemitério, que faz os jardins e mantém os canteiros a um custo mensal. A esposa dele cuida dos gramados e flores. Enquanto isso, olhando em volta filosofei, analisando os enfeites de lá. Para não murchar, muitos optam por flores de plástico. A minha mãe as detestava, e as achava de mau gosto. Os Titãs as cantaram “as flores de plástico não morrem”. Em cada canto se via flores artificiais, cujas cores berrantes tinham sido esmaecidas pelo tempo. É preciso ficar atento e colocá-las simples, para que não sejam roubadas.&lt;br /&gt;Arrumar um túmulo não tem efeito algum sobre quem já partiu. Apenas quem ficou tem a sensação de missão completa. Foi o que pensei. É preciso dar o necessário para quem está velho e cumpriu sua trajetória de trabalho. Em vida. É bom que se dê um fim digno a quem trilhou o caminho da honestidade. Mas o serviço precisa ter um ponto final, e o meu foi dado hoje. Emocionei-me. Enfim, seu Alcides, descanse em paz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;*Médica endocrinologista, jornalista profissional, membro da Academia Feminina de Letras de Montes Claros e autora do livro “Segurando a Hiperatividade”-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1288998108157293386?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1288998108157293386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/estetica-de-cemiterio-por-mara-narciso.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1288998108157293386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1288998108157293386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/estetica-de-cemiterio-por-mara-narciso.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fdl9Hv_RjlA/TyBHqmej2LI/AAAAAAAAobM/ER0LX5C8CZc/s72-c/titulo-maranasrciso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7992208390041336394</id><published>2012-01-25T10:13:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T10:16:25.233-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oao07kl6a_A/TyBG4jlsb7I/AAAAAAAAoa0/nxVKpWuNOx0/s1600/titulo-marcoalbertim.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701635065691008946" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-oao07kl6a_A/TyBG4jlsb7I/AAAAAAAAoa0/nxVKpWuNOx0/s400/titulo-marcoalbertim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0D42SI7GiaM/TyBGxeG-mLI/AAAAAAAAoao/-h_3gEpwZ2Q/s1600/cais.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 257px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701634943960914098" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-0D42SI7GiaM/TyBGxeG-mLI/AAAAAAAAoao/-h_3gEpwZ2Q/s400/cais.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Cais do fedor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;* Por Marco Albertim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;ão dez horas. O sol incide sem dó sobre a calçada na margem do Cais José Mariano. O cimento rachado, à mercê de um recife oculto, embute fissuras por onde, mudos, insinuam-se fios da água do rio Capibaribe. São dez horas de qualquer dia, com exceção da manhã do domingo, quando a população não se liquefaz no cais, funde-se nos arrabaldes. Inda que o caminhante do dia útil tivesse a sola dos pés nua, pouco sentiria o queimor vindo do sol para o cimento. O rio, salvo nas cabeceiras, nunca se curvou ao vapor das temperaturas; sofre dos intestinos, posto que nunca desintoxiquem seu estômago.&lt;br /&gt;O negro que pôs o tabuleiro na superfície superior dos degraus que descem para o rio, mexe-se feito um Napoleão desengonçado, de um lado para o outro; não usa sandálias sobre o chão molhado, à sombra do castanheiro-da-índia. Distingue com os olhos, com os dedos brancos na palma engelhada, fregueses de olho na robustez das tainhas. “São da boca da barra”, apressa-se, apontando para o rio atrás de si, fundindo-se no oceano. O tabuleiro é grande, de madeira, retangular, e apoia-se numa caixa que tem a altura da balaustrada comprida.&lt;br /&gt;As canoas com homens iguais ao negro da calçada, despejam o pescado a partir das 10h. Têm cinco metros de comprimento, dois de largura no meio e movem-se com um motor de rabeta acoplado na popa. A rede de pesca, comprida, amontoa-se junto ao motor, deixando um espaço para o mestre. Do meio para a proa, dois homens, um de feição sanguínea e outro instilando breu, sentam-se no acento de madeira que une as laterais da canoa. Baldes de flandres, de plástico, têm a água do rio; no recipiente a água não se deixa flagrar no verde bacento do leito; é branca com resíduos de sujeira, modo inconfesso de entremear com a água de torneira, da derradeira lavagem do peixe.&lt;br /&gt;Os dois, empunhando cada um uma faca com o gume minguado, amolado, estripam compridos peixes-espadas; o corte é tão afiado quanto o arremesso da ponta do espeto do peixe, na rotina da predação sob as águas. As vísceras não são juntadas para ração – no banquete dos porcos -, são jogadas ali mesmo, a no máximo dez centímetros da canoa. Não se dão o trabalho de esticar os braços. O negro da calçada, com insofrida pressa, roga-lhes pelos nacos sugerindo bifes, sem a espinha do meio. “O japonês do restaurante faz milagres com as postas das espadas”, explica.&lt;br /&gt;Os homens ainda estão na canoa. O vento que sopra do norte sugere o fim do sucoso suor que cobre rostos, peitos e dorsos. Os olhos não mais se comprimem para divisar fios de espinhas deixados na pressa dos cortes. São mefíticos e sorvem apenas o cheiro sebento que vem da lama sob as águas. E os narizes adensam o ar que carrega para cima, para o tabuleiro sem cobrimento, a inhaca de tripas e guelras.&lt;br /&gt;O japonês faz a ronda ao tabuleiro, tão à vontade como se estivesse num mercado de um porto de Tóquio. O negro não entende as palavras, inda que adivinhe-lhe os instintos nos olhos miúdos. Não quer filés de espada. O negro põe em dúvida a observação que fizera do nissei. O freguês abaixa-se, serve-se ele mesmo de uma bolsa de plástico preto, e cata corós pouco maiores que o maior dedo de sua mão de homem de pouco tamanho.&lt;br /&gt;Cinco reais o quilo!&lt;br /&gt;Quase vexado, o freguês fica de costas para o vendedor; cata a cédula precisa para pagar, sem que tenha que receber troco.&lt;br /&gt;À altura, mais filés de espada são despejados no tabuleiro pelos pescadores. Impossível separar o perfume que vem da barra, do negrume dos corpos, do tabuleiro com respingos de sangue.&lt;br /&gt;Ao meio-dia, o ruído da colher na marmita do negro, confunde-se com o marulho das águas. Por toda a tarde ele não grita o pregão, convencido de que o rio afiança seus propósitos de negociante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Jornalista e escritor. Trabalhou no Jornal do Commércio e Diário de Pernambuco, ambos de Recife. Escreveu contos para o sítio espanhol La Insignia. Em 2006, foi ganhador do concurso nacional de contos “Osman Lins”. Em 2008, obteve Menção Honrosa em concurso do Conselho Municipal de Política Cultural do Recife. A convite, integra as coletâneas “Panorâmica do Conto em Pernambuco” e “Contos de Natal”. Tem dois livros de contos e um romance. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7992208390041336394?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7992208390041336394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/cais-do-fedor-por-marco-albertim-s-ao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7992208390041336394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7992208390041336394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/cais-do-fedor-por-marco-albertim-s-ao.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oao07kl6a_A/TyBG4jlsb7I/AAAAAAAAoa0/nxVKpWuNOx0/s72-c/titulo-marcoalbertim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6895812346775976021</id><published>2012-01-25T10:10:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T10:12:57.226-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-80-Hp1MFTBo/TyBGIdG8tcI/AAAAAAAAoac/AssTYaujf4o/s1600/titulo-sayonaralino.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701634239317718466" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-80-Hp1MFTBo/TyBGIdG8tcI/AAAAAAAAoac/AssTYaujf4o/s400/titulo-sayonaralino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i0GAZ5jxcjI/TyBGA3R8zOI/AAAAAAAAoaQ/fZH-1DBtyGg/s1600/alber.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701634108904230114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-i0GAZ5jxcjI/TyBGA3R8zOI/AAAAAAAAoaQ/fZH-1DBtyGg/s400/alber.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Diariamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Sayonara Lino&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;inalmente um dia lindo, ensolarado,após muita chuva e céu nublado. Aproveitei que iria ao centro da cidade com a finalidade de resolver aquelas coisinhas básicas do cotidiano e levei a câmera na bolsa. Pequena, prática, além de ter um belo design.&lt;br /&gt;Um de meus projetos fotográficos para o ano de 2012 é postar uma foto por dia em um blog de origem portuguese, do qual gosto muito. A ideia partiu de um colega jornalista e entrei no ritmo.&lt;br /&gt;Apurar o olhar com o objetivo de registrar algo interessante todo santo dia não é moleza. É preciso ter disposição e uma dose de criatividade. Explorar novos ângulos, lugares, além de perceber novos elementos a partir do que já foi exaustivamente retratado.&lt;br /&gt;Espero continuar nesse ritmo até o fim do ano. E lanço o desafio aos que estiverem dispostos a concretizar uma nova idéia!&lt;br /&gt;Aguardo a visita de vocês: www.olhares.com/sayonaratoledo , na galeria que batizei de "Diariamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;• Jornalista, fotógrafa e colunista do Literário&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6895812346775976021?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6895812346775976021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/diariamente-por-sayonara-lino-f.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6895812346775976021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6895812346775976021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/diariamente-por-sayonara-lino-f.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-80-Hp1MFTBo/TyBGIdG8tcI/AAAAAAAAoac/AssTYaujf4o/s72-c/titulo-sayonaralino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-833249002453143919</id><published>2012-01-25T10:06:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T10:09:58.282-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6n6O0M7kWIo/TyBFbUw-rRI/AAAAAAAAoaE/6Xyb8PyKFDc/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701633463983975698" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-6n6O0M7kWIo/TyBFbUw-rRI/AAAAAAAAoaE/6Xyb8PyKFDc/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ODg024FN4pM/TyBFU-YQ5aI/AAAAAAAAoZ4/tNodvUJEcTk/s1600/pequenina.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701633354895517090" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ODg024FN4pM/TyBFU-YQ5aI/AAAAAAAAoZ4/tNodvUJEcTk/s400/pequenina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Colo de pai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por Marleuza Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;eus é por mim,&lt;br /&gt;então me dará colo...&lt;br /&gt;Sou tão pequena,&lt;br /&gt;que apenas suas vestes consigo tocar.&lt;br /&gt;Sinto Sua presença,&lt;br /&gt;e como criança,&lt;br /&gt;abro os braços,&lt;br /&gt;sabendo que meu Pai&lt;br /&gt;está sempre por perto.&lt;br /&gt;Não é preciso que eu chore,&lt;br /&gt;porém, se uma lágrima teimosa&lt;br /&gt;rolar pela minha face,&lt;br /&gt;não sentirei vergonha;&lt;br /&gt;Ele, mais que ninguém,&lt;br /&gt;conhece minhas fragilidades.&lt;br /&gt;E neste momento,&lt;br /&gt;sendo Ele por mim,&lt;br /&gt;sabe, com certeza,&lt;br /&gt;que a mais premente&lt;br /&gt;das minhas necessidades,&lt;br /&gt;é do aconchego Divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poetisa e jornalista &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-833249002453143919?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/833249002453143919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/colo-de-pai-por-marleuza-machado-d-eus.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/833249002453143919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/833249002453143919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/colo-de-pai-por-marleuza-machado-d-eus.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6n6O0M7kWIo/TyBFbUw-rRI/AAAAAAAAoaE/6Xyb8PyKFDc/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7241453716309723389</id><published>2012-01-25T10:02:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T10:05:50.179-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-47CJCw5gFfQ/TyBEaC7VL3I/AAAAAAAAoZs/FNbV1dpTZew/s1600/bola-de-gude.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 346px; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701632342504058738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-47CJCw5gFfQ/TyBEaC7VL3I/AAAAAAAAoZs/FNbV1dpTZew/s400/bola-de-gude.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Mansidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Rubem Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;u era menino, lá em Minas, bola de gude no chão, pipa voando no ar, pião rodando na mão... De dia brincando naquela terra, de noite lutando distante guerra... Os homens da vizinhança se reuniam à frente da nossa casa para ouvir o rádio – era o único da redondeza – notícias da guerra na Europa. E o Carlos Frias dizia com sua voz dramática, fundo musical de “Moonlight Serenade”: “E Stalingrado continua a resistir.” Ao que, ouvindo isso o Zé da Cotinha – a Cotinha era uma vizinha velha desdentada maledicente que estava sempre pedindo uns pauzinhos de lenha emprestados – o Zé da Cotinha anunciava com voz solene que ninguém ousava contestar: “Pois hoje, à meia-noite, Stalingrado vai mudar de nome. Vai se chamar Hitlerlogrado...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era emocionante. O pai ia me mostrando, no enorme mapa da Europa pendurado na parede da sala, os lugares que tinham sido mencionados no rádio, lugares onde as metralhadoras e os canhões faziam soar a “sinistra melodia” da guerra. E eu imaginava a música do pistão a tocar languidamente o “toque de silêncio”, ao cair da noite, em memória daqueles que haviam sido silenciados para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a guerra acabou – eu tinha 12 anos – perguntei ao meu pai: “Agora quais serão as notícias que vão aparecer nos jornais?” Meu pai respondeu: “Os jornais vão falar sobre política.” Pensei: “Então vai ser muito chato...” Fiquei triste porque a guerra tinha acabado. A guerra é mais emocionante que a paz. Agora os jornais estão interessantes de novo. Não mais as banalidades da corrupção de políticos grotescos que vomitam eloquência com dedo em riste. Emoção de verdade. Adrenalina. Ação. Guerra. Guerra com prenúncios de fim do mundo. Fico hipnotizado pelas manchetes. Elas me colocam no meio da emoção da ação. Essa é a razão porque os filmes de guerra são campeões de bilheteria: todo mundo quer experimentar as emoções da guerra sem correr os seus perigos. A ação é rápida. Meu pensamento, lerdo, não consegue segui-la. As imagens tomam o lugar das idéias. Sou espectador de um filme de guerra – um mero espectador. Foram outros os que escreveram o “script”. Eu nada posso fazer além de contemplar. Estou estupidificado intelectualmente e paralisado praticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O professor Bento Prado Jr. é filósofo, talvez o maior filósofo brasileiro. Velho, mais ou menos a minha idade. Escreve com clareza. Escreve com beleza. Professor, pensou e ensinou o pensamento de outros. Sábio, pensa e ensina os seus próprios pensamentos. Sabe que sabedoria se ensina com poesia. Assim, virou poeta e escreveu: “Na minha vida tão agitada, / na alma exposta ao tormento de tanto vento – o lençol, no varal, lá fora, que estala violento / contra si mesmo e contra o Bento - , eis-me, finalmente, velho e sem idade / com o vendava l que, desde sempre, estrala, no espaço onde se dispersam as estrelas. / Que fazer? Mudar o mundo, justo em seu fim, ou, mais custoso ainda, a mim? / Nem um, nem outro: - cultivar docemente meu jardim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse poeminha me deu grande “felicidade de palavras”: ele diz o que sinto. Lá fora, o vendaval que estala violento, indiferente ao que sinto, indiferente ao que penso. Nada posso fazer. Ele só faz me emocionar, uma emoção estéril, uma ereção do pensamento sem que haja ato de amor, orgasmo e fecundação. Assim, fecho os jornais com suas manchetes de guerra que me deixam na condição de espectador inútil, e me volto para aquilo que posso fazer. Posso fazer amor com o meu jardim. Meus pensamentos sobre o meu jardim não serão inúteis. Do meu jardim eu posso cuidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas manchetes dos jornais, as emoções fortes da morte, rápida e barulhenta. Minhas idéias perturbadas. Nas plantas do meu jardim, as emoções brandas da vida, mansa e silenciosa. Penso pensamentos alegres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem terá sido? De uma coisa estou certo: tinha de ser jardineiro, tinha de ser poeta e tinha de ser educador. Tudo junto. Se jardineiro, poeta e educador não estivessem juntos a metáfora não teria aparecido. “Jardim de Infância!” Foi isso o que esse desconhecido exclamou ao ver a criançada alegremente aprendendo. E todos concordaram. “É isso mesmo!” - responderam em coro. Tanto que o nome ficou, muito embora o nome do poeta-jardineiro-educador tenha sido esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças e jardins – como se parecem! Nos dois a vida aparece, exuberante, alegre e mansa. Alguns não gostaram do nome “jardim”. Acharam que o ensino dos saberes é coisa séria, não é brinquedo, não é coisa de criança, ensinam-se os saberes às crianças precisamente para que elas deixem de ser crianças e se tornem adultos produtivos. Jardim não é espaço produtivo. Produtivas são as hortas. Assim, trataram de fazer com que o nome “jardim de infância” tivesse vida curta – como uma bolha de sabão. Logo as crianças saem do jardim e entram para a escola de verdade que não é jardim. Se fosse, se chamaria jardim. Se não se chama jardim é porque não é. Que coisa é essa escola que não é jardim eu não sei direito. Às vezes imagino que ela é uma linha de montagem – as crianças-flores sendo transformadas em peças de uma máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois estou muito alegre porque Campinas, nesse momento em que as manchetes dos jornais estão cheias de violência, crimes e morte, está recebendo a visita de um educador que acha que a escola tem de ser um jardim, do princípio ao fim. É o professor José Pacheco, acompanhado da esposa Fátima – da Escola da Ponte, aquela sobre que escrevi, em Portugal: a escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que todo mundo deve estar curioso sobre os princípios básicos da sua jardinagem pedagógica... Isso é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso resumir os princípios pedagógicos da Escola da Ponte em poucas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso também resumir os princípios da jardinagem em poucas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os princípios do casamento feliz em poucas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo os princípios da arte de escrever em poucas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um problema que não sei resolver: o conhecimento dos princípios nem faz jardins bonitos, nem casamentos felizes e nem literatura bonita. Princípios funcionam bem quando o que se deseja é a produção de uma linha de montagem. Não funcionam bem quando o que se deseja é a criação de um jardim... Princípios pedagógicos não fazem escolas-jardins...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin Buber, um maravilhoso filósofo que pôs palavras nos meus sentimentos, disse que o que faz o mundo humano não são as coisas. São as relações. O Paraíso era um lugar maravilhoso, onde se encontravam todas as coisas capazes de trazer felicidade. Mas houve um momento em que a beleza do jardim foi destruída por uma perturbação nas relações. Homem e mulher se olharam com olhos tortos, tiveram vergonha um do outro, e se cobriram. Tiveram medo de Deus, e se esconderam. E o Paraíso foi perdido. Veja o nosso mundo. Com a riqueza que temos e o conhecimento que produzimos, temos condições de reconstruir o Paraíso. E, no entanto, nossa riqueza e nossa ciência produziram um Inferno. Por quê? Porque as relações entre as pessoas e os povos estão podres, vazias de amor, cheias de morte. Isso vale para tudo. Assim acontece com países, empresas, universidades, casas, escolas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo da Escola da Ponte não se encontra nos seus princípios pedagógicos. Ele se encontra nas relações entre pessoas que ali convivem e trabalham. Acontece que a qualidade das relações não pode ser produzida por princípios que se ensinam em cursos de capacitação. “Mundos melhores não são feitos; eles simplesmente nascem” – disse Cummings. A mesma coisa vale para as instituições e organizações: é preciso que a relações nasçam... Uma planta, para nascer, tem de ser plantada. E que semente é essa que foi plantada, nasceu e floresce na Escola da Ponte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que é uma semente que o José Pacheco plantou, sem saber que estava plantando. Plantou sem intenção, simplesmente sendo o que ele é, sem precisar fazer força. O José Pacheco plantou mansidão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mansidão é o abandono voluntário do exercício do poder. “Professor José Pacheco” – uma pessoa conversava com ele ao telefone, faz uns dias – “tenho de preencher formulários relativos à sua vinda ao Brasil. No item relativo à sua função o que coloco? Diretor?” Responde José Pacheco do outro lado do oceano, quase gaguejando: “Não... não... Aqui não temos um diretor. Todos os professores são diretores. Coloque ...” segue-se um silêncio – “coloque ‘coordenador de projetos’”. É verdade. Na Escola da Ponte não há uma pessoa que tenha a última palavra. O poder não pertence a ninguém; pertence a todos. As idéias não são monopólio de ninguém. São propriedade de todos. O poder não estando localizado numa diretoria, não existe tensão entre “diretoria” e subordinados. E nem a possibilidade de greve... por não haver um detentor do poder a ser dobrado pela força. E nem uma instância superior que use força para intimidar os mais fracos: o professor que manda o aluno para a diretoria... Se há questões de disciplina a serem resolvidas, serão os próprios alunos que as resolverão – pois são eles que cuidam que ninguém estrague o seu jardim. E se todos participam, em igualdade, do cuidado desse jardim, o solo não é propício para o desenvolvimento da grande praga, responsável pelo envenenamento das relações humanas: a inveja. Não digo que ela não exista... Mas, se aparece, brota mirrada, envergonhada, não tem tempo de se transformar em maledicência e conspiração, é fácil de ser arrancada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visão do profeta Isaías (cap. 6:11-13). Estas eram as manchetes dos jornais no tempo em que ele vivia: as cidades devastadas, sem habitantes; as casas vazias, sem moradores; e os campos totalmente assolados. Nesse cenário de fim de mundo Deus lhe diz: será como o carvalho, que mesmo depois de cortado, continua a brotar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola da Ponte é um broto verde, um anúncio de jardim em meio ao deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindos, José Pacheco e Fátima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aperitivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1&lt;/span&gt;. “Bem-aventurados os mansos porque eles herdarão a terra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2&lt;/span&gt;. “São as palavras mais tranquilas que trazem a tempestade. Pensamentos que caminham com pés de pés de pomba – são eles que guiam o mundo.” (Nietzsche)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3&lt;/span&gt;. Albert Camus: “Já se disse que as grandes idéias vêm ao mundo mansamente, como pombas. Talvez, então, se ouvirmos com atenção, escutaremos, em meio ao estrépito de impérios e nações, um discreto bater de asas, o suave acordar da vida e da esperança. Alguns dirão que tal esperança jaz numa nação; outros, num homem. Eu creio, ao contrário, que ela é despertada, revivificada, alimentada por milhões de indivíduos solitários, cujos atos e trabalho, diariamente, negam as fronteiras e as implicações mais cruas da história. Como resultado, brilha por um breve momento a verdade sempre ameaçada de que cada e todo homem, sobre a base dos seus próprios sofrimentos e alegrias, constrói para todos...” (Albert Camus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;4&lt;/span&gt;. “Não há império que valha que por ele se parta uma boneca de criança.” (Bernardo Soares)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;(Correio Popular, Caderno C, 30/09/2001.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;* Rubem Alves é escritor, teólogo e educador&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7241453716309723389?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7241453716309723389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/mansidao-por-rubem-alves-e-u-era-menino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7241453716309723389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7241453716309723389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/mansidao-por-rubem-alves-e-u-era-menino.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-47CJCw5gFfQ/TyBEaC7VL3I/AAAAAAAAoZs/FNbV1dpTZew/s72-c/bola-de-gude.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8435963241555004074</id><published>2012-01-24T08:02:00.001-08:00</published><updated>2012-01-24T08:03:41.900-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-744IZL3Zxlw/Tx7WVOwjcsI/AAAAAAAAoYM/EYOPCAQjzdc/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701229838524969666" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-744IZL3Zxlw/Tx7WVOwjcsI/AAAAAAAAoYM/EYOPCAQjzdc/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yb_gFenvXnI/Tx7WPocx0HI/AAAAAAAAoYA/DkstKQL3lF8/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701229742342131826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-yb_gFenvXnI/Tx7WPocx0HI/AAAAAAAAoYA/DkstKQL3lF8/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – A Bossa nas letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna À flor da pele – Evelyne Furtado, crônica, “A menina vive”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Observações e Reminiscências – José Calvino de Andrade Lima, poema, “Surubim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Lira de sete cordas – Talis Andrade, poema “Maresia”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Leonardo Boff, artigo “A reinvenção do capital/dinheiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Conceição Pazzola, poema “Adeus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8435963241555004074?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8435963241555004074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-bossa-nas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8435963241555004074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8435963241555004074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-bossa-nas.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-744IZL3Zxlw/Tx7WVOwjcsI/AAAAAAAAoYM/EYOPCAQjzdc/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6028723730909657282</id><published>2012-01-24T07:57:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T08:01:28.055-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pOp56w9EJEo/Tx7Vx55Ty6I/AAAAAAAAoX0/tgcgyzb0hzY/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701229231629126562" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-pOp56w9EJEo/Tx7Vx55Ty6I/AAAAAAAAoX0/tgcgyzb0hzY/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A Bossa nas letras&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt; bibliografia referente à Bossa Nova é considerável, o que atesta, enfaticamente, sua importância não somente como renovadora vertente musical da MPB, mas também como (e principalmente) renovação cultural, no sentido lato de cultura, catalisadora que foi de novos comportamentos e novos paradigmas de um país que deixava secular atraso e dava grande salto de modernidade. Recorde-se que, na época, o Brasil encarava o que talvez tenha sido o maior desafio da sua história, a construção de Brasília. E o político que liderava essa empreitada (para muitos, aventura), Juscelino Kubitschek, não tardou a ficar conhecido como “presidente Bossa Nova”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selecionei alguns livros que, a meu alvitre, retratam os aspectos mais relevantes desse importante movimento, sobre os quais farei breves comentários (quando ou se pertinentes) e cuja menção é mais no sentido de indicar fontes aos que se proponham a realizar pesquisas mais aprofundadas sobre o tema do que propriamente defender alguma tese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço isso até por sugestão de alguns leitores, que se confessaram fascinados pelo assunto e solicitaram que eu o esgotasse. Bem, isso não será possível, principalmente por causa da natureza e da exigüidade deste espaço voltado á literatura. Quem sabe eu o esgote mesmo, mas em um possível (não sei se provável) futuro livro, do qual esta série de textos venha a se constituir em embrião. Mas... não garanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira sugestão, aos potenciais pesquisadores, é “Rio Bossa Nova”, de Ruy Castro, da Editora Casa da Palavra. O autor dispensa apresentações. É um veterano do mercado editorial, e dos melhores sucedidos, com vários best-sellers no currículo. O livro, na definição do próprio Ruy Castro, “é um passeio pela geografia e pela história da Bossa Nova, um roteiro lítero-musical”. É leitura que, obviamente, recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor e eclético jornalista conduz o leitor pela mão e o leva às casas de shows, aos barzinhos, às lojas e paisagens que serviram de cenários para o surgimento, desenvolvimento e consolidação desse movimento. É um passeio delicioso e fascinante por um Rio de Janeiro que recém havia deixado de ser a capital do país e que ainda teima em sobreviver, em meio às múltiplas transformações, para melhor ou para pior, ditadas pelo implacável tempo: por mais de meio século de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro livro bastante útil ao pesquisador é “Eis aqui os Bossa Nova”, de Zuza Homem de Melo, publicado pela Editora Martins Fontes. O autor é dos mais gabaritados e credenciados a escrever sobre algo que não somente testemunhou, mas, sobretudo, viveu. Trata-se respeitado musicólogo, jornalista e produtor musical. Concentra-se, notadamente, na “década mágica” de 1958 a 1968, em que a Bossa Nova surgiu praticamente por acaso e serviu de veículo para que a música brasileira ganhasse definitivamente o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sinopse da editora reflete melhor o teor do livro do que eu poderia descrevê-lo. Diz: “As biografias em primeira pessoa são um achado, assim como as reflexões, com a visão recôndita da obra por cada autor. Como numa máquina do tempo, o livro nos transporta a João Gilberto ensinando ao baterista o tec-tec-tec da bossa, a Tom perguntando ‘tem um dinheirinho nisso?’, a Carlos Lyra descobrindo, surpreso, que alguém tinha batizado aquele punhado de novos cantores de bossa nova”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro livro é, diria, mais técnico. Nem por isso, contudo, é menos precioso. Aliás, pelo contrário: é preciosíssimo. Trata-se de “A linguagem harmônica da Bossa Nova”, de José Estevam Gava, com apresentação de Maria de Lourdes Sekeff e prefácio de Regis Duprat. A publicação integra o projeto “Edição de Textos de Docentes e Pós-Graduados da UNESP” e foi editado e publicado pela editora dessa importante universidade paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Estevam Gava é bacharel em música, mestre em artes e doutor em História. Como se vê, é credenciadíssimo para escrever a propósito. E escreve. E escreve muito bem. O livro divide-se em quatro partes: “Percurso musical bossanovista”, “Momento da Bossa Nova”, “Atores principais” e “Harmonia”. Como toda obra acadêmica que se preze, traz farta bibliografia sobre o tema, além das fontes de que se valeu para escrever sua preciosa obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto livro que selecionei e recomendo é “Breve história da Bossa Nova”, de Guca Domenico, lançado em 2008 pela Editora Claridade. O próprio título da obra define o seu teor. Trata-se de conciso e enxuto panorama histórico desse importantíssimo movimento cultural, com seus momentos marcantes e principais personagens. O autor, todavia, não se limita a historiar. Faz pertinente e aguçada análise crítica das origens e conseqüências da Bossa Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guca Domenico (como é conhecido) ou Carlos Augusto Domenico (seu nome de batismo) é um compositor, cronista e poeta do interior do Estado de São Paulo, mais especificamente da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo. É conhecido nos meios artísticos por integrar o conjunto “Língua de Trapo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de contextualizar a Bossa Nova, traçando um panorama político, econômico e social da época do seu surgimento, apresenta preciosos dados biográficos de alguns de seus personagens mais marcantes, como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto e Nara Leão, entre outros. Selecionei, ainda, mais três livros sobre o assunto, mas desses tratarei com mais vagar em outro texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twiutter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6028723730909657282?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6028723730909657282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/bossa-nas-letras-bibliografia-referente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6028723730909657282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6028723730909657282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/bossa-nas-letras-bibliografia-referente.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pOp56w9EJEo/Tx7Vx55Ty6I/AAAAAAAAoX0/tgcgyzb0hzY/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7837415377037190243</id><published>2012-01-24T05:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T05:56:19.107-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ot3kQCnQNMw/Tx64eL4l_-I/AAAAAAAAoXo/27BXH5KFglM/s1600/titulo-evelynefurtado.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701197007023374306" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ot3kQCnQNMw/Tx64eL4l_-I/AAAAAAAAoXo/27BXH5KFglM/s400/titulo-evelynefurtado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CvPswdI1UXY/Tx64Wf1SCJI/AAAAAAAAoXc/YTeIekyOJD8/s1600/pensativa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 268px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701196874939238546" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-CvPswdI1UXY/Tx64Wf1SCJI/AAAAAAAAoXc/YTeIekyOJD8/s400/pensativa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A menina vive&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Evelyne Furtado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;stá lá a menina sonhando. De olhos fechados ou abertos, ela vagueia entre sonhos bonitos e pesadelos&lt;br /&gt;- Acorda para a vida, menina!&lt;br /&gt;Diz a mãe aflita, sem saber que a menina vive intensamente. Por dentro.&lt;br /&gt;A vida, aos menos atentos, resume-se à agitação cotidiana. Quem mais corre mais vive, acreditam.&lt;br /&gt;Há quem precise ir a todos os eventos para provar que está vivo.&lt;br /&gt;Há quem precise ser visto a toda hora para comprovar a existência.&lt;br /&gt;E há quem simplesmente viva à sua maneira exercitando os sentidos.&lt;br /&gt;A convivência é preciosa. No olhar do outro crescemos. No abraço nos completamos.&lt;br /&gt;Porém, não há ausência de vida no recolhimento periódico. Ao contrário até pode ser bem saudável o mergulho interior de vez em quando.&lt;br /&gt;A menina que sonha o faz no momento certo e talvez esteja vivendo muito mais do que a sua mãe viveu.&lt;br /&gt;Se quiser ainda sairá do quarto com um argumento incontestável à mão na fala de Quintana que disse&lt;br /&gt;"Sonhar é acordar-se para dentro."&lt;br /&gt;Pois. Agora mesmo vejo a menina vivendo os sonhos que internamente desenhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poetisa e cronista de Natal/RN &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7837415377037190243?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7837415377037190243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/menina-vive-por-evelyne-furtado-e-sta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7837415377037190243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7837415377037190243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/menina-vive-por-evelyne-furtado-e-sta.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ot3kQCnQNMw/Tx64eL4l_-I/AAAAAAAAoXo/27BXH5KFglM/s72-c/titulo-evelynefurtado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1006075720292540091</id><published>2012-01-24T05:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T05:52:59.123-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X7PO4ZE93Ks/Tx63sZjj94I/AAAAAAAAoXQ/r0Ut9-xF6Pc/s1600/titulo-josecalvino.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701196151699797890" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-X7PO4ZE93Ks/Tx63sZjj94I/AAAAAAAAoXQ/r0Ut9-xF6Pc/s400/titulo-josecalvino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Yl6I6z2PwbA/Tx63kU4eiLI/AAAAAAAAoXE/AmiwNlg8ybc/s1600/surubim.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 259px; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701196013006391474" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Yl6I6z2PwbA/Tx63kU4eiLI/AAAAAAAAoXE/AmiwNlg8ybc/s400/surubim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Surubim*&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;** Por José Calvino de Andrade Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;ernambuco&lt;br /&gt;“Paranã-puca”&lt;br /&gt;vem da língua tupi:&lt;br /&gt;o mar que se arrebenta,&lt;br /&gt;vamos falar de Surubi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade de Surubim&lt;br /&gt;no Agreste Norte-Oriental&lt;br /&gt;tem Rodeio de Gado&lt;br /&gt;onde os peões&lt;br /&gt;divertem-se muito&lt;br /&gt;na vaquejada fui&lt;br /&gt;convidado&lt;br /&gt;muito bem, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora tinha um boi&lt;br /&gt;que se chamava Surubi&lt;br /&gt;era malhado de preto e&lt;br /&gt;ventre branco&lt;br /&gt;Surubim na verdade&lt;br /&gt;é peixe de água doce&lt;br /&gt;que tem corpo fino e&lt;br /&gt;ventre branco&lt;br /&gt;existe nos rios da&lt;br /&gt;Amazônia,&lt;br /&gt;no rio São Francisco&lt;br /&gt;e na bacia do Prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surubim pesquisado&lt;br /&gt;é também conhecido por&lt;br /&gt;“pintado”&lt;br /&gt;passando para o papel&lt;br /&gt;vamos aplaudir o menestrel&lt;br /&gt;muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;* Folha de Pernambuco - Caderno Programa p.3 em 07/06/2005.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;** Escritor, poeta e teatrólogo &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1006075720292540091?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1006075720292540091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/surubim-por-jose-calvino-de-andrade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1006075720292540091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1006075720292540091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/surubim-por-jose-calvino-de-andrade.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-X7PO4ZE93Ks/Tx63sZjj94I/AAAAAAAAoXQ/r0Ut9-xF6Pc/s72-c/titulo-josecalvino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2938720537009748207</id><published>2012-01-24T05:46:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T05:48:58.670-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DIwhnxWswY8/Tx62wYHgKHI/AAAAAAAAoW4/jA529up00Nw/s1600/titulo-talisandrade.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701195120521521266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-DIwhnxWswY8/Tx62wYHgKHI/AAAAAAAAoW4/jA529up00Nw/s400/titulo-talisandrade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-N05-QCkuYik/Tx62nWxDdxI/AAAAAAAAoWs/Aqg1xkkClvA/s1600/maresia.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 319px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701194965540108050" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-N05-QCkuYik/Tx62nWxDdxI/AAAAAAAAoWs/Aqg1xkkClvA/s400/maresia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Maresia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Talis Andrade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;m Olinda liberdade&lt;br /&gt;tem cheiro caseiro&lt;br /&gt;de banho de cheiro&lt;br /&gt;O gosto de sal na pele&lt;br /&gt;o cheiro de mulher&lt;br /&gt;saindo dos mares&lt;br /&gt;Daí o gosto de liberdade&lt;br /&gt;nos ares nos bares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade&lt;br /&gt;de subir as ladeiras&lt;br /&gt;para conversar&lt;br /&gt;com os deuses&lt;br /&gt;nas igrejas&lt;br /&gt;e incorporar os santos&lt;br /&gt;nos terreiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade&lt;br /&gt;de descer as ladeiras&lt;br /&gt;o corpo a frever&lt;br /&gt;A liberdade de ser&lt;br /&gt;um arcano&lt;br /&gt;um papangu&lt;br /&gt;um arlequim&lt;br /&gt;a roupa de remendos&lt;br /&gt;- triangulares pedaços&lt;br /&gt;de pano -&lt;br /&gt;a alma irresoluta e incoerente&lt;br /&gt;A liberdade de ser&lt;br /&gt;a burrinha do bumba-meu-boi&lt;br /&gt;pândego centauro o corpo&lt;br /&gt;um cabo de vassoura de bruxa&lt;br /&gt;para seduzir as meninas-moças&lt;br /&gt;desencantadas para o sexo&lt;br /&gt;nas brincantes noites de reisado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Olinda a liberdade&lt;br /&gt;de transformar a fantasia&lt;br /&gt;em fugaz realidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Do livro “Vinho Encantado”)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel em História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem 11 livros publicados, entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2938720537009748207?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2938720537009748207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/maresia-por-talis-andrade-e-m-olinda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2938720537009748207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2938720537009748207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/maresia-por-talis-andrade-e-m-olinda.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DIwhnxWswY8/Tx62wYHgKHI/AAAAAAAAoW4/jA529up00Nw/s72-c/titulo-talisandrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-341566770669879969</id><published>2012-01-24T05:42:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T05:45:26.744-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7bQrfuileFs/Tx616q51GkI/AAAAAAAAoWg/VvUfBF8Q_8k/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701194197851511362" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-7bQrfuileFs/Tx616q51GkI/AAAAAAAAoWg/VvUfBF8Q_8k/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-o0kc3FbsmoA/Tx61xxijRoI/AAAAAAAAoWU/3lebgIsAOpE/s1600/dinheiro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701194045014099586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-o0kc3FbsmoA/Tx61xxijRoI/AAAAAAAAoWU/3lebgIsAOpE/s400/dinheiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;A reinvenção do capital/dinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Leonardo Boff&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;tualmente grande parte da economia é regida pelo capital financeiro, quer dizer, por aqueles papéis e derivativos que circulam no mercado de capitais e que são negociados nas bolsas do mundo inteiro. Trata-se de um capital virtual que não está no processo produtivo, este que gera aquilo que pode ser consumido. No financeiro, reina a especulação, dinheiro fazendo dinheiro, sem passar pela produção. Vigora um perverso descompasso entre o capital real e o financeiro. Ninguém sabe exatamente as cifras, mas calcula-se que o capital financeiro soma cerca de 600 trilhões de dólares enquanto o capital produtivo, do conjunto de todos os países, alcança cerca 580 trilhões. Logicamente, chega o momento em que, invertendo a frase de Marx do Manifesto, “tudo o que não é sólido se desmancha no ar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que ocorreu em 2007/2008 com o estouro da bolha financeira ligada aos imóveis nos EUA que representava um tal volume de dívidas que nenhum capital real, via sistema bancário, podia saldar. Havia o risco da quebra em cadeia de todo o sistema econômico real. Se não tivesse havido o socorro aos bancos, feito pelos Estados, injetando capital real dos contribuintes, assistiríamos a uma derrocada generalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta crise não foi superada e possivelmente não o será enquanto prevalecer o dogma econômico, crido religiosamente pela maioria dos economistas e pelo sistema com um todo, segundo o qual as crises econômicas se resolvem por mecanismos econômicos. A heresia desta crença reside na visão reducionista de que a economia é tudo, pode tudo e que dela depende o bem-estar de um pais e de um povo. Ocorre que os valores que sustentam uma vida humana com sentido não passa pela economia. Ela garante apenas a sua infra-estrutura. Os valores resultam de outras fontes e dimensões. Se assim não fosse, a felicidade e o amor estariam à venda nos bancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o transfundo do livro de alta divulgação Reinventando o capital/dinheiro de Rose Marie Muraro (Idéias e Letras 2012). Rose é uma conhecida escritora com mais de 35 livros publicados e uma diligente editora com cerca de 1600 títulos lançados. Num intenso diálogo, juntos trabalhamos, por mais de vinte anos, na Editora Vozes. Dois temas ocupam sempre sua agenda: a questão feminina e a questão da cultura tecnológica. Foi ela quem inaugurou oficialmente o discurso feminino no Brasil escrevendo livro com um método inovador: A sexualidade da mulher brasileira (Vozes 1993). Com um olhar perspicaz denunciou o poder destruidor e até suicida da tecno-ciência, especialmente, em seu livro: Querendo ser Deus? Os avanços tecnológicos e o futuro da humanidade (Vozes 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro Reinventando o capital/dinheiro faz um histórico do dinheiro desde a mais remota antiguidade, seguindo um esquema esclarecedor: o ganha/ganha, o ganha/perde, o perde/perde e a necessária volta ao ganha/ganha se quisermos salvar nossa civilização, ameaçada pela ganância capitalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Pré-História predominava o ganha/ganha. Vigorava o escambo, isto é, a troca de produtos. Reinava grande solidariedade entre todos. No Período Agrário entrou o dinheiro/moeda. Os donos de terras produziam mais, vendiam o excedente. O dinheiro ganho era emprestado a juros. Com os juros entrou o ganha/perde. Foi uma bacilo que contaminou todas as transações econômicas posteriores. No Período Industrial esta lógica se radicalizou pois o capital assumiu a hegemonia e estabeleceu os preços e os níveis de juros compostos. Como o capital está em poucas mãos, cresceu o perde/ganha. Para que alguns poucos ganhem, muitos devem perder. Com a globalização, o capital ocupou todos os espaços. No afã de acumular mais ainda, está devastando a natureza. Agora vigora o perde/perde, pois tanto o dono do capital como a natureza saem prejudicados. No Período da Informação criou-se a chance de um ganha/ganha, pois a natureza da informação especialmente da Internet é possibilitar que todos se relacionem com todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas devido ao controle do capital, o ganha/ganha não consegue se impor. Mas sua força interna irá inaugurar uma nova era, quem sabe, até com uma moeda universal, sugerida pelo economista brasileiro Geraldo Ferreira de Araujo Filho, cujo valor não incluirá apenas a economia mas valores como a educação, a igualdade social e de gênero e o respeito à natureza e outros. Rose aposta nesta lógica do ganha/ganha, a única que poderá salvar a natureza e nossa civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O livro de Rose Marie Muraro pode ser adquirido por 0800 160004.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Leonardo Boff é teólogo e autor de “Tempo de Transcendência: o ser humano como projeto infinito”, “Cuidar da Terra-Proteger a vida” (Record, 2010) e “A oração de São Francisco”, Vozes (2009 e 2010), entre outros tantos livros de sucesso. Escreveu, com Mark Hathway, “The Tao of Liberation exploring the ecology on transformation”, “Fundamentalismo, terrorismo, religião e paz” (Vozes, 2009). Foi observador na COP-16, realizada recentemente em Cancun, no México. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-341566770669879969?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/341566770669879969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/reinvencao-do-capitaldinheiro-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/341566770669879969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/341566770669879969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/reinvencao-do-capitaldinheiro-por.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7bQrfuileFs/Tx616q51GkI/AAAAAAAAoWg/VvUfBF8Q_8k/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-827291093547792912</id><published>2012-01-24T05:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T05:41:29.522-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ipOx4pR5b2E/Tx60_XQsWgI/AAAAAAAAoWI/yQ8fnRWu7NI/s1600/adeus.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701193178966415874" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ipOx4pR5b2E/Tx60_XQsWgI/AAAAAAAAoWI/yQ8fnRWu7NI/s400/adeus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Adeus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;* Por Conceição Pazzola&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;alavra tão pequena e tão difícil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dizer no momento da despedida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre acompanhada por lágrimas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De antecipada saudade de quem parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pena de quem fica sozinho, abandonado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a sorte houvesse levado embora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a esperança de retorno do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se vai, apenas com a palavra adeus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolam lágrimas desconsoladas, aflitas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calam fundo em quem chora e também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos que o rodeiam mesmo desconhecidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus! Disseste na hora de ir embora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quem vai somente até a esquina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprar cigarros numa noite fria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarcaste com um sorriso alegre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos lábios que tanto me beijaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando a nossa cama vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;• Poetisa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-827291093547792912?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/827291093547792912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/adeus-por-conceicao-pazzola-p-alavra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/827291093547792912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/827291093547792912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/adeus-por-conceicao-pazzola-p-alavra.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ipOx4pR5b2E/Tx60_XQsWgI/AAAAAAAAoWI/yQ8fnRWu7NI/s72-c/adeus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8695353149401964225</id><published>2012-01-23T06:39:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T06:41:07.728-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-h3O3MmLc0EA/Tx1xe4LqHVI/AAAAAAAAoUc/joKhCJuj07w/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700837478612213074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-h3O3MmLc0EA/Tx1xe4LqHVI/AAAAAAAAoUc/joKhCJuj07w/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ycbHmKOJi64/Tx1xaXBijaI/AAAAAAAAoUQ/bqP2hykqGNE/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700837400991927714" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ycbHmKOJi64/Tx1xaXBijaI/AAAAAAAAoUQ/bqP2hykqGNE/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Repertório vasto e qualificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Lira de sete cordas – Talis Andrade, poema “Enladeiradas ruas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Em verso e prosa – Núbia Araujo Nonato do Amaral, poema, “Seu tempo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Portas Aberta – Alberto Cohen, poema, “Amor perfeito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Ana Flores, crônica “Escolhas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Emir Sader, artigo “O lugar do Estado para a direitas e a esquerda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8695353149401964225?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8695353149401964225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-repertorio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8695353149401964225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8695353149401964225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-repertorio.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-h3O3MmLc0EA/Tx1xe4LqHVI/AAAAAAAAoUc/joKhCJuj07w/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5964362974018817750</id><published>2012-01-23T06:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T06:38:55.289-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AtyEuHuly6Y/Tx1w7PP_ETI/AAAAAAAAoUE/pEA1wwvFsF8/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700836866329088306" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-AtyEuHuly6Y/Tx1w7PP_ETI/AAAAAAAAoUE/pEA1wwvFsF8/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Repertório vasto e qualificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;/span&gt; Bossa Nova, passados mais de 50 anos do seu surgimento, é cercada ainda de muita desinformação, de muito equívoco e de muito preconceito por parte de pessoas que não entendem que a arte é intemporal. E quanto mais o tempo passa, mais isso tudo se acentua, daí a necessidade de frequentes esclarecimentos a propósito, até por questão de justiça com músicos excepcionais, poetas de primeira linha e intérpretes maravilhosos que embalaram e encantaram toda uma geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto as obras produzidas nesse período são de qualidade artística superior, que agradam e conquistam admiradores ainda hoje, notadamente jovens que sequer eram nascidos quando do seu surgimento e auge, tão logo estes ouvem sua batida característica e suas letras, magníficos poemas musicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito adolescente, entre 13 e 18 anos, confessa, até mesmo, “sentir saudades” de um período que não viveu, vivido, na verdade, por seus avós, que são os tais dos “anos dourados”, período em que a Bossa Nova nasceu e atingiu seu apogeu. Ao contrário do que muitos pensam, ela não se limita a explorar temas triviais, tipo “O barquinho” (que, aliás, considero uma das coisas mais lindas já compostas em todos os tempos, a despeito do preconceito que cerca essa composição). Há muita canção, que embalou o namoro de muito vovô atual, que é característica dessa tendência musical e que essas pessoas sequer se dão conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao serem enumerados os expoentes da Bossa Nova, o risco que se corre é o de se cometer injustiças com muitos, ao omitir seus nomes, tantos que eles foram. Os compositores mais conhecidos, no Brasil e além fronteiras, são, sem dúvida, Antonio Brasileiro de Almeida Jobim (que faria aniversário em 25 de janeiro, mesma data da fundação de São Paulo) e seu notabilíssimo parceiro (um deles) Vinícius de Moraes, o saudoso e reverenciado “Poetinha” (no sentido carinhoso, jamais pejorativo do termo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ninguém pode esquecer de João Gilberto. Por vários e todos os motivos, ele é inesquecível. A melhor maneira de homenagear esses artistas competentes e talentosos, de uma geração difícil de se repetir (se é que essa façanha seja possível), é preservar sua obra e lembrá-la com frequência, para que um acervo magnífico não venha a se perder por omissão. Trata-se de preciosíssimo patrimônio da cultura brasileira, que precisa ser conservado e devidamente valorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mister que se lembre, por exemplo, de composições como o tão incompreendido, e por isso mal afamado “O barquinho”, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, gravado por João Gilberto e conjunto de Walter Wanderley, em janeiro de 1961. Ou como “Maria do Maranhão”, de Carlos Lyra e Nelson Lins e Silva, com Elis Regina, em maio de 1962; “Influência do Jazz”, de Carlos Lyra, com o próprio, em maio de 1962; “Marcha da quarta-feira de Cinzas”, de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, com o conjunto Os Bossais, maio de 1962; “Naná”, de Moacyr Santos e Mário Telles, com Moacyr Santos (saxofone), setembro de 1963 e “Onde está você”, de Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini, com Alaíde Costa, em 25 de maio de 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que essa é apenas ínfima amostra de um repertório de milhares e milhares de marcantes composições. Como “Primavera”, de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, na voz de Carlos Lyra e Dulce Nunes, de julho de 1964; “Preciso aprender a ser só”, de Marcos e Sérgio Valle, com Elis Regina, de janeiro de 1965; “Batida diferente”, de Durval Ferreira e Maurício Einhorz, com Tamba Trio de setembro de 1961; “Berimbau”, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, com Baden Powell,de 1963; “Samba em prelúdio”, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, com Geraldo Vandré e Ana Lúcia, de fevereiro de 1963; “Razão de viver”, de Emir Deodato e Paulo Sérgio Valle, com Nana Caymmi, de 1963; “Por um amor maior”, de Francis Hime e Ruy Guerra (o cineasta), com Elis Regina, de fevereiro de 1965 e “Canto de Ossanha”, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, com Elis Regina, de 26 de abril de 1966.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer pessoa, com mediano conhecimento musical e, sobretudo, bom gosto, há de convir que estas são composições de primeiríssima linha. Citaria, de memória, mais algumas, como “Sá Maina”, de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, com Wilson Simonal, de agosto de 1968; “Violão vadio”, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, com Baden Powell, de novembro de 1970; “Samba de uma nota só”, de Tom e Newton Mendonça, com João Gilberto, de março de 1958; “Desafinado”, da mesma dupla com o mesmo intérprete, de 10 de novembro de 1958; “Dindi”, de Aloysio de Oliveira, com Silvinha Telles, do segundo semestre de 1959 e, claro, sem a menor dúvida, esse ícone da Bossa Nova que é “Garota de Ipanema”, de Tom e Vinícius de Moraes, com João e Astrud Gilberto, de agosto de 1964 e outras dezenas de intérpretes que gravaram esta canção em épocas diferentes, inclusive recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparando essas primorosas composições com as que estão em evidência atualmente (embora haja muita coisa boa “escondida” por falta de divulgação), até dá para compreender o motivo da nostalgia de muitos e muitos adolescentes, com saudades de um tempo que não viveram. O escritor Augusto Frederico Schmidt observou, certa feita: “Estranha coisa é o mundo. Dentro de alguns anos, tudo estará esquecido e perdido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto existirem pessoas esclarecidas, informadas e de bom gosto, nem tudo o que é bom irá se perder. Até as esperanças, que hoje parecem estar em baixa, serão resgatadas e revigoradas. Porquanto, como afirmou o poeta Carlos Nejar, nestes versos basilares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;“É preciso esperar contra a esperança,&lt;br /&gt;esperar, amar, criar,&lt;br /&gt;contra a esperança&lt;br /&gt;e depois desesperar a esperança,&lt;br /&gt;mas esperar...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É certo que o passado deve ser visto com olhar crítico, para que se corrijam os erros e se multipliquem os acertos. Como não pode ser modificado, devemos extrair dele todas as lições que forem possíveis para construirmos um futuro melhor. Este é um óbvio princípio de sabedoria. O escritor norte-americano Charles M. Dwelley observou, a propósito: “Um homem realmente satisfeito tem seus ontens todos arquivados, seu presente em ordem e seu amanhã sujeito a uma revisão instantânea”. Isso chama-se, sobretudo, arte. A difícil, mas sempre compensadora, arte de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5964362974018817750?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5964362974018817750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/repertorio-vasto-e-qualificado-bossa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5964362974018817750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5964362974018817750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/repertorio-vasto-e-qualificado-bossa.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AtyEuHuly6Y/Tx1w7PP_ETI/AAAAAAAAoUE/pEA1wwvFsF8/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7428414721958685960</id><published>2012-01-23T04:37:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T04:39:38.004-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HnWbatMF134/Tx1U_qJ8O6I/AAAAAAAAoT4/v3rwFKtXDm0/s1600/titulo-talisandrade.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700806155945393058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-HnWbatMF134/Tx1U_qJ8O6I/AAAAAAAAoT4/v3rwFKtXDm0/s400/titulo-talisandrade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yjpSCZotmcY/Tx1U34SY0iI/AAAAAAAAoTs/jrV9fGyzTy4/s1600/enladeiradas.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 201px; HEIGHT: 282px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700806022299963938" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-yjpSCZotmcY/Tx1U34SY0iI/AAAAAAAAoTs/jrV9fGyzTy4/s400/enladeiradas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Enladeiradas ruas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Talis Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;ubindo&lt;br /&gt;colinas&lt;br /&gt;e ruas&lt;br /&gt;as meninas&lt;br /&gt;engrossam&lt;br /&gt;as pernas&lt;br /&gt;Descendo&lt;br /&gt;colinas&lt;br /&gt;e ruas&lt;br /&gt;as meninas&lt;br /&gt;entortam&lt;br /&gt;os pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabisbaixas&lt;br /&gt;as meninas&lt;br /&gt;passam&lt;br /&gt;levando&lt;br /&gt;terço&lt;br /&gt;e missal&lt;br /&gt;Em Olinda&lt;br /&gt;cada rua&lt;br /&gt;tem começo&lt;br /&gt;em uma igreja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fardadas&lt;br /&gt;de azul&lt;br /&gt;levando&lt;br /&gt;cadernos&lt;br /&gt;e livros&lt;br /&gt;as meninas&lt;br /&gt;espairecem&lt;br /&gt;nos caminhos&lt;br /&gt;das escolas&lt;br /&gt;Nas escolas&lt;br /&gt;dos monges&lt;br /&gt;e freiras&lt;br /&gt;não se sabe bem&lt;br /&gt;o que se ensina&lt;br /&gt;o que se aprende&lt;br /&gt;A vida em Olinda&lt;br /&gt;se inteira nas praças&lt;br /&gt;se doutrina nas ruas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda menina deseja desfilar&lt;br /&gt;pelas tortas ladeiras&lt;br /&gt;como porta-bandeira&lt;br /&gt;Sonho fácil a conquistar&lt;br /&gt;Cada casa em Olinda&lt;br /&gt;virou sede de troça&lt;br /&gt;Cada casa em Olinda&lt;br /&gt;trocou a imagem benta&lt;br /&gt;de um santo&lt;br /&gt;por um boneco gigante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Olinda&lt;br /&gt;em cada beco&lt;br /&gt;um bloco&lt;br /&gt;Em cada rua&lt;br /&gt;um clube&lt;br /&gt;As meninas se espalham&lt;br /&gt;pelas praças e paços&lt;br /&gt;Em Olinda&lt;br /&gt;não falta espaço&lt;br /&gt;para o passo do frevo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel em História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem 11 livros publicados, entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7428414721958685960?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7428414721958685960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/enladeiradas-ruas-por-talis-andrade-s.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7428414721958685960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7428414721958685960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/enladeiradas-ruas-por-talis-andrade-s.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HnWbatMF134/Tx1U_qJ8O6I/AAAAAAAAoT4/v3rwFKtXDm0/s72-c/titulo-talisandrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3473020030899484943</id><published>2012-01-23T04:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T04:36:20.769-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-14Ip8yO1drE/Tx1UOrL4BZI/AAAAAAAAoTg/1I2rukgPvaI/s1600/titulo-nubiaamaral.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700805314408351122" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-14Ip8yO1drE/Tx1UOrL4BZI/AAAAAAAAoTg/1I2rukgPvaI/s400/titulo-nubiaamaral.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m_znDjAVZHE/Tx1UFuu17KI/AAAAAAAAoTU/RrQVpcn0pho/s1600/contagem-de-tempo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 189px; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700805160741498018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-m_znDjAVZHE/Tx1UFuu17KI/AAAAAAAAoTU/RrQVpcn0pho/s400/contagem-de-tempo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Seu tempo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Núbia Araújo Nonato do Amaral&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;ão conte sua estadia na Terra&lt;br /&gt;pelo tempo que passou ou&lt;br /&gt;pelas rugas que desconhecem&lt;br /&gt;a subtração.&lt;br /&gt;Não conte o tempo pelas&lt;br /&gt;estatísticas, elas são&lt;br /&gt;frias e não admitem&lt;br /&gt;um talvez.&lt;br /&gt;Conte o tempo pelos&lt;br /&gt;sabores, odores&lt;br /&gt;pelos prazeres&lt;br /&gt;incontáveis que já&lt;br /&gt;lhe roubaram o sono.&lt;br /&gt;Conte o tempo por&lt;br /&gt;aquilo que está&lt;br /&gt;por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;* Poetisa, contista, cronista e colunista do Literário&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3473020030899484943?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3473020030899484943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/seu-tempo-por-nubia-araujo-nonato-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3473020030899484943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3473020030899484943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/seu-tempo-por-nubia-araujo-nonato-do.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-14Ip8yO1drE/Tx1UOrL4BZI/AAAAAAAAoTg/1I2rukgPvaI/s72-c/titulo-nubiaamaral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6282170958484515808</id><published>2012-01-23T04:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T04:33:03.798-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P2hsl6wMLjA/Tx1Td9XcSRI/AAAAAAAAoTI/ZXL0QMSNYjc/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700804477475113234" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-P2hsl6wMLjA/Tx1Td9XcSRI/AAAAAAAAoTI/ZXL0QMSNYjc/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QlURSyiHQ-k/Tx1TWuyZYpI/AAAAAAAAoS8/Nw4wzo3OjJM/s1600/amor-perfeito.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700804353302553234" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-QlURSyiHQ-k/Tx1TWuyZYpI/AAAAAAAAoS8/Nw4wzo3OjJM/s400/amor-perfeito.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Amor perfeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Alberto Cohen&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;u te amo&lt;br /&gt;mais longe do que o sempre,&lt;br /&gt;e, mesmo que te esqueça,&lt;br /&gt;em todo o bem que possa,&lt;br /&gt;ainda, achar noutra mulher.&lt;br /&gt;E, se ela for cuidada&lt;br /&gt;o quanto mereceste,&lt;br /&gt;vestir-se-á de branco,&lt;br /&gt;transmudará em estrela,&lt;br /&gt;e será mui grata&lt;br /&gt;pelo tanto amor&lt;br /&gt;que emprestei de ti&lt;br /&gt;pra chegar a tê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poeta &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6282170958484515808?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6282170958484515808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/amor-perfeito-por-alberto-cohen-e-u-te.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6282170958484515808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6282170958484515808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/amor-perfeito-por-alberto-cohen-e-u-te.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-P2hsl6wMLjA/Tx1Td9XcSRI/AAAAAAAAoTI/ZXL0QMSNYjc/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3775199942835795689</id><published>2012-01-23T04:27:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T04:29:39.554-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bOS5TRAifYU/Tx1Sp1ytPmI/AAAAAAAAoSw/S4kyw56ANc4/s1600/mulheres-executivas.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700803582088789602" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-bOS5TRAifYU/Tx1Sp1ytPmI/AAAAAAAAoSw/S4kyw56ANc4/s400/mulheres-executivas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Escolhas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* Por Ana Flores&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;lgumas mulheres se queixam das conquistas feministas, alegando que só aumentaram o trabalho e as responsabilidades da mulher, principalmente da casada e com filhos, que em tempos idos – ou nem tão idos assim - sempre contava com alguém para pagar as contas da família.&lt;br /&gt;Outras acham que as conquistas valem qualquer trabalho a mais, bem melhor que a dependência com a qual solteiras ou casadas tinham que conviver. Seja qual for a posição feminina sobre o assunto, quem continua passando ao largo da questão são as agências de publicidade.&lt;br /&gt;A imagem que ilustra o anúncio de cartão de crédito de um banco, espalhado em pontos de ônibus da cidade, é a de uma mulher jovem, carregando três sacolas de shopping em cada mão, sugerindo subliminarmente o melhor destino para o dinheiro de uma conta bancária.&lt;br /&gt;Em época de Natal e Dia das Mães, as figuras maternas de qualquer idade são sempre mostradas sorrindo ao lado de geladeiras, roupas, móveis e eletrodomésticos. Nos anúncios para presentes, nunca se vê uma mãe sorrindo satisfeita ao lado de um computador, que passou a fazer parte importante em sua vida, assim como liquidificadores e geladeiras. Cada um na sua hora, com utilidades específicas, mas não excludentes.&lt;br /&gt;A questão aqui não é a velha e batida discussão sobre a situação ideal da mulher, se trabalhando dentro ou fora de casa. Como toda luta coroada por conquistas, há vantagens e desvantagens nos resultados, e esse tema não foge à regra.&lt;br /&gt;Mas há uns quarenta anos se abriram opções para quem quis se arriscar a ser dona do próprio nariz, escolher estado civil, ter filhos ou não, morar sozinha ou acompanhada.&lt;br /&gt;Assim também para confirmar sua preferência por estar pessoalmente à frente da organização pessoal da casa e da família, desde as compras de alimentos até o transporte dos filhos à escola, às festas e ao dentista. Desse quadro, desafortunadamente não faz parte a mulher trabalhadora, de baixo poder aquisitivo, cuja única saída é sustentar sozinha a família em jornadas duplas e triplas de trabalho.&lt;br /&gt;Mas chama a atenção como certo segmento da propaganda ainda finge não perceber que a mulher moderna não precisa gastar seu salário apenas em acessórios e maquiagem, itens sempre bem-vindos para alegrar a vida.&lt;br /&gt;Quem não tem seu momento de dona do mundo com aquele batom deslumbrante? Mas além dele, a mulher de hoje também sente prazer em financiar sua própria viagem, comprar periféricos para seu computador, escolher um carro pela segurança e desempenho, abrir seu próprio negócio, conhecer e degustar vinhos para poder escolher o que mais lhe apetece e por aí vai. Por enquanto, esses ainda são nichos masculinos, com raras exceções.&lt;br /&gt;Talvez por pouquíssimo tempo, pois no nicho culinário e no dos cuidados com os filhos, antes predominantemente das mulheres, os homens, felizmente, já estão entrando sem bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;• Escritora&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3775199942835795689?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3775199942835795689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/escolhas-por-ana-flores-lgumas-mulheres.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3775199942835795689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3775199942835795689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/escolhas-por-ana-flores-lgumas-mulheres.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bOS5TRAifYU/Tx1Sp1ytPmI/AAAAAAAAoSw/S4kyw56ANc4/s72-c/mulheres-executivas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6621411089737227464</id><published>2012-01-23T04:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T04:26:59.658-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tKhAerMnMHI/Tx1R4LTr0rI/AAAAAAAAoSk/8GhQY3eZkTo/s1600/estatismo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 264px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700802728870793906" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-tKhAerMnMHI/Tx1R4LTr0rI/AAAAAAAAoSk/8GhQY3eZkTo/s400/estatismo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O lugar do Estado para a direita e a esquerda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Emir Sader&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; esgotamento de um modelo estatista na esquerda, junto à hegemonia neoliberal relegaram o Estado a um lugar marginal nas interpretações teóricas e nas concepções políticas predominantes durante algum tempo. A “sociedade civil” no marco dos movimentos populares, o mercado, na direita, passaram a ocupar seu lugar, como se o Estado tivesse se tornado intranscendente.&lt;br /&gt;Para a direita, o Estado atrapalharia a livre circulação de capital e, segundo ela, com isso, a expansão da economia. O Estado frearia a livre circulação de capitais com suas regulações, seus impostos, a proteção aos mercados internos, a propriedade estatal de empresas estratégicas.&lt;br /&gt;Para alguns movimentos sociais e para s ONGS, o Estado expropriaria a possibilidade das pessoas de fazerem política, estatizando-a. Ele teria um potencial inerentemente antidemocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora situados em lugares distintos do campo político, ambos queriam menos Estado. Mais mercado, para a direita. Mais “sociedade civil” para alguns movimentos sociais e para as ONGs.&lt;br /&gt;A direita quer financiamentos, subsídios, perdão de dívidas, isenção de impostos e repressão do Estado contra mobilizações popuares. Quer concessão de meios de comunicação e de exploração de recursos naturais. A direita é coerente, quer Estado mínimo para os pobres e o mesmo Estado patrimonialista de sempre para eles.&lt;br /&gt;Os setores de esquerda que não querem Estado são incoerentes. Ou não querem construir o “o outro mundo possível” e ficar sempre na resistência, ou não dizem como se garantiriam direitos, sem o Estado, como se regulamentaria a circulação do capital financeiro, sem o Estado, como se resistiria às privatizações, sem o Estado, como se democratizaria a formação da opinião pública, sem o Estado.&lt;br /&gt;Ao se opor a qualquer tipo de Estado, alguns movimentos sociais e as ONGs se somam às forças neoliberais. Do que se trata é de fazer o que países latino-americanos estão fazendo: se valer do Estado para promover processos de integração regional, para desenvolver políticas de distribuição de renda, para promover o desenvolvimento entre tantas outras políticas antineoliberais. E refundar o Estado, como fazem alguns desses países.&lt;br /&gt;Alguns governos consideram que podem levar a cabo políticas de superação do neoliberalismo com o Estado existente, fazendo pequenas adequações ao aparato herdado, para fazê-lo funcionar de maneira mais eficiente. Assumem um critério de eficiência, como se o Estado fosse simplesmente uma máquina para colocar em pratica a projetos. Não se dão conta da natureza de Estados constituídos e reproduzidos para representar interesses das elites minoritárias que tradicionalmente se valeram dele. Não se dão conta do caráter burocrático do Estado, de sua impermeabilidade ao controle social, ao controle democrático externo.&lt;br /&gt;O Estado é a representação política da sociedade, é através dele que as pessoas se assumem como cidadãos. É através dele que a sociedade se constitui como sociedade política, que os cidadãos se relacionam entre si. Suas políticas são as formas pelas quais se constitui o poder e a relação entre a cidadania.&lt;br /&gt;Sua política tributária, por exemplo, expressa quem financia quem na sociedade: quem paga os impostos e a quem o Estado transfere esses recursos. Por tanto suas ações sempre tem um caráter de classe, promovendo os interesses de setores sociais contra os de outros, distribuindo ou concentrando renda. Seu agir é sempre político, expressa e fomenta relações de poder entre as classes sociais. A leitura da sua natureza e do seu agir permite entender o tipo de sociedade sobre a qual ele se assenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Sociólogo e cientista político &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6621411089737227464?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6621411089737227464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/o-lugar-do-estado-para-direita-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6621411089737227464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6621411089737227464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/o-lugar-do-estado-para-direita-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-tKhAerMnMHI/Tx1R4LTr0rI/AAAAAAAAoSk/8GhQY3eZkTo/s72-c/estatismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3265047703095939227</id><published>2012-01-22T07:41:00.001-08:00</published><updated>2012-01-22T07:42:47.472-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-y1yQFcHC5pY/TxwucfQYLbI/AAAAAAAAoRE/vb7f7pys68Y/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700482295305612722" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-y1yQFcHC5pY/TxwucfQYLbI/AAAAAAAAoRE/vb7f7pys68Y/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hOU4h1Uui38/TxwuVUnWXxI/AAAAAAAAoQ4/EhX3Kuml3k4/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700482172190088978" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-hOU4h1Uui38/TxwuVUnWXxI/AAAAAAAAoQ4/EhX3Kuml3k4/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Show que conquistou o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Ladeira da Memória – Pedro J. Bondaczuk, crônica “Racionalidade é sonho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Direto do Arquivo – Eduardo Murta, conto “Um gol para o guerreiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Clássicos – Júlia Lopes de Almeida, crônica, “O vestuário feminino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Adélia Prado, poema “Corridinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Lêda Selma, conto “Curiosidade à parte...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3265047703095939227?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3265047703095939227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-show-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3265047703095939227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3265047703095939227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-show-que.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-y1yQFcHC5pY/TxwucfQYLbI/AAAAAAAAoRE/vb7f7pys68Y/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4803990701850533491</id><published>2012-01-22T07:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T07:40:35.734-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dJKnm1IW8V8/Txwt4uRDuwI/AAAAAAAAoQs/jzN35vFiZH0/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700481680859708162" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-dJKnm1IW8V8/Txwt4uRDuwI/AAAAAAAAoQs/jzN35vFiZH0/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Show que conquistou o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&lt;/span&gt; show realizado em 21 de novembro de 1962, no Carnegie Hall, em Nova York, é considerado, por muitos historiadores de arte, como a verdadeira “certidão de nascimento” da Bossa Nova. Foi um estrondoso sucesso. A partir dessa apresentação, o Brasil foi divulgado no Exterior como poucas vezes havia acontecido até então e como raramente aconteceu depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço, óbvio, a importância desse evento (e nem poderia deixar de reconhecer). Todavia, discordo que o movimento musical, que revolucionou a MPB, tenha “nascido” aí. Até porque, quando da realização do espetáculo, a Bossa Nova já havia conquistado um público cativo, e fiel (embora nem tanto) no Brasil, há já pelo menos quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnegie Hall é uma tradicional casa de espetáculos localizada no número 881 da Sétima Avenida, em Midtown Manhattan, na cidade de Nova York. Foi construído em 1890, a mando do filantropo Andrew Carnegie, daí seu nome. Embora seja palco preferencial de música clássica, com cerca de uma centena de apresentações por temporada, é frequentemente alugado por grupos musicais e artistas pops de grande projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali já se apresentaram, sempre com casa lotada, The Beatles, Frank Sinatra, Charles Aznavour, Edith Piaf e tantos e tantos outros astros e estrelas consagrados e famosos. A procura por esse espaço é grande por uma série de razões, entre as quais destacam-se sua privilegiada localização, numa cidade tida e havida como a mais cosmopolita do mundo, sua beleza arquitetônica, sua história (apresentar-se no Carnegie Hall confere prestígio a qualquer artista), sem se esquecer, claro, da sua excelente acústica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o show realizado ali, na histórica noite de 21 de novembro de 1962, não foi o lançamento, de fato, da Bossa Nova (e, reitero, não foi mesmo), não se pode negar que, após sua apresentação, o movimento ganhou o mundo. E, se no Brasil, ele é dado como extinto há pelo menos desde 1974, nos Estados Unidos e no restante do Planeta mantém-se mais vivo do que nunca, vivíssimo e servindo, ainda, como importante cartão de visitas, como poderosa peça de divulgação internacional do nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com uma visita do empresário Sidney Frey ao Rio de Janeiro, em setembro de 1962. Ele ouviu o tipo de música que se fazia então na cidade e se encantou. Homem de negócios bem sucedido, sujeito prático, decidiu que, caso houvesse oportunidade, levaria aqueles músicos refinados para se apresentarem em seu país. Previa que o sucesso seria certo e imediato. Não se enganou, óbvio. Entre a vontade e a concretização passaram-se pouco menos de dois meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O norte-americano, em geral, costuma ser, sobretudo, prático, como ressaltei. Não se limita a sonhar. Tão logo tenha uma intenção, não tarda a aliar a ela a respectiva ação. Foi o que Frey fez. Nessa época, “Desafinado” e “Samba de uma nota só” já haviam vendido um milhão de cópias nos Estados Unidos. É por isso que afirmo, com tanta segurança, que o show no Carnegie Hall não pode ser considerado o “nascimento” da Bossa Nova. Ela já havia nascido antes, era concreta, concretíssima, no Brasil, e desde fins de 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de João Gilberto já ser conhecido nos Estados Unidos facilitou, sem dúvida, as coisas. Mas, por muito pouco, por quase nada a apresentação não se transformou num enorme e histórico fiasco. Por que? Por uma série de motivos. O show teve falhas incríveis. A despeito delas, porém, foi, de fato, até surpreendente sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnegie Hall estava superlotado naquela histórica noite por mais de três mil pessoas. Além do público, havia presença maciça da imprensa internacional. Estavam presentes no recinto mais de 300 repórteres, cinegrafistas, fotógrafos e críticos especializados de todos os Estados Unidos e de várias outras partes do mundo, principalmente da França, Grã-Bretanha, Alemanha e Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve sérios problemas técnicos, como, por exemplo, no som, que estava distorcido, sem a necessária limpidez quando se trata de música. Ademais, muitos dos artistas estavam nervosíssimos por estarem se apresentando diante de um público tão numeroso e seleto. Muitos desafinaram, desafinação essa que foi relevada e até ignorada. Todavia, a principal causa do quase fracasso desse hoje lendário show foi a brasileiríssima mania da improvisação. Nada foi planejado de antemão, como deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que salvou, de fato, o espetáculo foi o inegável e enorme talento dos artistas convidados e a qualidade da Bossa Nova. A princípio, estavam programadas apresentações, apenas, de João Gilberto, do baterista Milton Banana e de Luís Bonfá, Agostinho dos Santos e do conjunto de Oscar de Castro Neves. Depois, decidiu-se abrir espaço, também, para os três artistas brasileiros que estavam trabalhando nos Estados Unidos: Bola Sete, José Paulo e Alaíde Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte do show estava programada para ser preenchida por um espetáculo de jazz, a cargo de grupos norte-americanos. À última hora, porém (como sempre), foram programadas apresentações de Tom Jobim (que se consagrou definitivamente desde então), Chico Feitosa, Caetano Zamma, Roberto Menescal, Ana Lúcia, Sérgio Mendes, Carlos Lyra e Sérgio Ricardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos artistas brasileiros, participaram do show o pianista e compositor argentino Lalo Schifrin com o sexteto de que se valeu para difundir a Bossa Nova e Stan Getz, amigo de João Gilberto e um de seus mais entusiastas admiradores. As três mil pessoas que superlotavam o Carnegie Hall ou não perceberam as falhas do show, ou as relevaram, embevecidas com a qualidade da música que ouviam. Aplaudiram, freneticamente, em pé, aplausos estes que se prolongando, sem nenhum exagero, por uns bons quinze minutos. Era a consagração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente ficou superfrustrada por não ter conseguido ingresso para o espetáculo. Mais de mil pessoas aglomeravam-se à porta do Carnegie Hall superlotado, exigindo uma segunda sessão. A crítica recebeu favoravelmente o novo movimento musical, o tal samba sincopado, com nítida e ostensiva influência do jazz. Estava, pois, consagrada, definitivamente, a Bossa Nova, e em âmbito bem mais amplo do que o Brasil. Conquistou, sem nenhum exagero ou arroubo de ufanismo, o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4803990701850533491?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4803990701850533491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/show-que-conquistou-o-mundo-o-show.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4803990701850533491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4803990701850533491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/show-que-conquistou-o-mundo-o-show.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dJKnm1IW8V8/Txwt4uRDuwI/AAAAAAAAoQs/jzN35vFiZH0/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3019934866861445798</id><published>2012-01-22T05:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T05:31:45.063-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--puwGtEaxyc/TxwPtV2MpqI/AAAAAAAAoQg/9K4fFIeEuHo/s1600/titulo-pedrobondaczuk.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700448499977201314" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/--puwGtEaxyc/TxwPtV2MpqI/AAAAAAAAoQg/9K4fFIeEuHo/s400/titulo-pedrobondaczuk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oehc8WMuf4A/TxwPl9kbhQI/AAAAAAAAoQU/S8wm-Td3s_E/s1600/homo-sapiens.gif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 207px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700448373201143042" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-oehc8WMuf4A/TxwPl9kbhQI/AAAAAAAAoQU/S8wm-Td3s_E/s400/homo-sapiens.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Racionalidade é sonho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;Por Pedro J. Bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; homem, num determinado instante da sua trajetória pelo Planeta, que não se sabe qual foi, adquiriu, surpreso, a consciência de que existia. Foi quando começou a exercitar uma faculdade que o distinguia dos outros animais: a de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três primeiras indagações que lhe vieram, então, à mente, embora certamente não colocadas com tanta clareza, foram: O que sou? Onde estou? Para onde vou? Da tentativa de responder a estas três questões surgiram as ciências, as artes, as filosofias e as religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de hipóteses foram levantadas, uma quantidade incontável de textos foi escrita em torno desse primitivo tema. Ninguém, todavia, respondeu de forma incontestável: o que sou? Onde estou? Para onde vou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renè Descartes, por exemplo, na tentativa de buscar a verdade, negou inicialmente a existência de tudo. Depois, partiu de uma premissa básica: a célebre “Cogito, ergo sum”. Ou seja, penso, logo existo. Talvez hoje, a rigor, a única conclusão exata a que possamos chegar ainda seja apenas esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a vida? É, sobretudo, um mistério. É muito mais do que meros conjuntos de aminoácidos combinados para formar proteínas componentes de células, tecidos, órgãos, estruturas completas. Há algo impalpável que anatomista algum, nenhum cientista, por mais perito que seja, conseguiu isolar, separar, dissecar, posto que é imaterial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, por exemplo, simula em sua constituição orgânica o próprio universo. É regido pelas mesmas leis e princípios naturais. Tem, em suas células, bilhões e bilhões de vidas independentes. De sistemas vivos que nascem, crescem, reproduzem-se e morrem constantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia somos “outro” e, no entanto, somos os mesmos. Continuamos vivendo. Esse quê imaterial passa das células moribundas para as recém-nascidas num processo que só termina quando o indivíduo como um todo morre. E para onde vai de fato essa chama que nos anima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ausência de explicação, multidões recorrem ao expediente da fé. Apesar da raridade da vida, tanta gente atenta, 24 horas por dia, 365 dias por ano, através de décadas, séculos, milênios, contra esse dom, esse mistério, esse milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes, novelas, histórias passam a impressão, a cada momento, que matar é um ato normal. Que isso faz parte do processo de seleção natural existente no mundo. Claro que essa visão não é a correta. Lógico que essa posição é sumamente imoral. Evidentemente não é uma atitude de um ser racional, capaz de saber o que é o bem e o que é o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, é a que ainda predomina, mostrando que o homem ainda tem muito a aprender para que possa de fato ser racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;* Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções, foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance Fatal” (contos) e “Cronos &amp;amp; Narciso” (crônicas). Blog “O Escrevinhador” – http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3019934866861445798?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3019934866861445798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/racionalidade-e-sonho-por-pedro-j.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3019934866861445798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3019934866861445798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/racionalidade-e-sonho-por-pedro-j.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--puwGtEaxyc/TxwPtV2MpqI/AAAAAAAAoQg/9K4fFIeEuHo/s72-c/titulo-pedrobondaczuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6172311805911927085</id><published>2012-01-22T05:26:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T05:28:13.238-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yqW-jAcj8kg/TxwO5Zg0FtI/AAAAAAAAoQI/Gf1XDGWho9w/s1600/titulo-arquivo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700447607608055506" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-yqW-jAcj8kg/TxwO5Zg0FtI/AAAAAAAAoQI/Gf1XDGWho9w/s400/titulo-arquivo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-O6JMcOCjWv4/TxwOy5Tl_uI/AAAAAAAAoP8/b_3uRSILRJk/s1600/torcida.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700447495883456226" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-O6JMcOCjWv4/TxwOy5Tl_uI/AAAAAAAAoP8/b_3uRSILRJk/s400/torcida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Um gol para o guerreiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Eduardo Murta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;assarinhada. Pés de manga com galhos generosamente arqueados, frutas prontas para o parto. E a tarde se recolhendo ali, num sábado. Silenciosa, à imensidão do viaduto de Santa Tereza. Os lugares e as sensações foram sendo eleitos assim, ao sabor de um distanciamento que batia discreto à porta dos fundos. Intruso e mal-desejado. Mas que se avizinhava incontornável. Era um tempo de recolher projetos. Selar gavetas. E, quem sabe, deixar que o pó se acumulasse aos andares das prateleiras. Tomasse conta de retratos, livros, do uísque barato e das garrafas de rum que teimava, há anos, em conservar intactas. Feito pingüins de geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo, a visão experimentando aquele sentimento de abismo, afasta agora uma pedra com a ponta dos pés. Deixa que despenque pelos vãos grandiosos da Serra do Rola Moça. Mira Belo Horizonte, à direita. Prédios disformes. Alinhamentos desconjuntados. E traceja o olhar nervoso pelos descampados de Sarzedo, Ibirité e Brumadinho. Alcança Betim. As imagens raleando. Se volta à esquerda. A divisar uma sucessão de montanhas e os fundos de vale que, ouvira, haviam servido de passagem para os bandeirantes. Canelas-de-ema vão pendendo, morro abaixo, numa florada que desafia o tronqueado tosco. À frente, cemitérios de ferro no rastro da mineração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos de Gustavo recolhem pó, poeira, gravetos. Faz deslizarem de borda a borda, tateando, a lapidar sentidos que, numa quase imposição, se convertiam em novos olhares. Os desenhos se desmanchando, a palma e as pontas dos dedos ganhando vigorosa sensibilidade. Mas bengala, decidira, não usaria. Lembrava aos cegos roucos da Praça Sete, a oferecer sonhos travestidos em bilhetes vistosos de loteria. Achava simplesmente triste. E que bastasse sua angústia. Esta, de ter que domar os ouvidos para ganhar o sexto sentido dos felinos, e ir arquivando cheiros feito fossem lembranças. Pra que não as perdesse caminho afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi, então, uma casualidade, ter escolhido as chácaras de Sabará para comemorar o aniversário. Reuniu amigos e família aos pés de jabuticabeiras que se encontravam em copas, moldando passagens que imitavam bosques. Estendeu os braços à fruta negra, apalpando o tronco, e a fez rolar e passear pelo rosto, como uma carícia que repetiu por toda a manhã. Sentia o mesmo, à poltrona do cinema, com a amiga descrevendo cena por cena. Ao ouvido, sugerindo confidências. Fazia recordar a mãe e a empregada coladas ao rádio, nas noites do interior, mudando a feição a cada diálogo da novela. Encurtando o fôlego, rezando. Ria, matreiro, até que o enxotassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, à medida que ruminava quinquilharias do anteontem, os dias foram ficando menores, como letrinhas de jornais. Pouco valiam a coleção de lupas e um esforço sagrado de interpretação. Foi, lentamente, abandonando a leitura, como fizera com o hobby do volante. As velhas trilhas da Serra do Cipó se inscrevendo como labirintos em terceira dimensão – trêmulas, disformes, obscuras. Naquele dia, parou, tirou os sapatos, pediu que levassem o carro e seguiu a pé. Sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, Gustavo abre gavetas. Óculos pesados sobre o nariz. Busca uma caneta. O papel branco selecionado. Vai escrever uma carta. Mas a quem? Ao papa, à ex-namorada? Enxerga adiante. Será ao filho. Ao que virá, um dia virá. Foi alinhando garranchos malarranjados com paciência de relojoeiro. 'Meu amado, mal sei seu nome. Mas faço canções para uma certeza: você virá. Vou, desde já, preparando meu coração e minhas mãos (meus outros olhos), pra sabê-lo por inteiro. Pronto pra sentir que os passos lá longe, no corredor, são os seus. E esperando, ansioso, pra que você venha, abra a porta e conte as histórias do seu dia. De tudo o que viu'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastava. Dobrou a folha. Melancólica em demasia. Pensou em descartá-la, mas a guardou num envelope. E ouviu as horas, o momento da decisão se aproximando. Não haveria de haver nada que o afastasse do time do coração. Vestiu com pressa a camisa listrada. Estaria no estádio a qualquer custo. Da arquibancada, esticava os dedos quase para tocar os vultos, pela cor do uniforme, quando pressentia sua equipe rumo ao ataque. A empurrá-la. Se agigantou com a torcida na bola que viajou da esquerda, certeira, nos pés do artilheiro. A explosão, num toque sutil. Manso. Caminhando para o fundo do gol. Como quem anuncia a chegada de um filho. Como quem dribla a escuridão e vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;• Jornalista, 42 anos, autor de "Tantas Histórias. Pessoas Tantas", livro lançado no dia 8 de maio passado, que reúne 50 crônicas selecionadas publicadas na imprensa. É secretário de Redação do jornal Hoje em Dia, diário de Belo Horizonte. Já teve passagens também pelos jornais Diário de Minas e Estado de Minas, além de Folha de S.Paulo e revista Veja. É um dos colunistas do Hoje em Dia (www.hojeemdia.com.br), onde publica às quartas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6172311805911927085?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6172311805911927085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/um-gol-para-o-guerreiro-por-eduardo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6172311805911927085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6172311805911927085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/um-gol-para-o-guerreiro-por-eduardo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yqW-jAcj8kg/TxwO5Zg0FtI/AAAAAAAAoQI/Gf1XDGWho9w/s72-c/titulo-arquivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-307794085453981885</id><published>2012-01-22T05:22:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T05:25:05.542-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3hcK3nmHY8k/TxwOHurlq-I/AAAAAAAAoPw/0z6ucPVL-ak/s1600/titulo-classicos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700446754296933346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-3hcK3nmHY8k/TxwOHurlq-I/AAAAAAAAoPw/0z6ucPVL-ak/s400/titulo-classicos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9pOfpsV8qzA/TxwOAv5ezBI/AAAAAAAAoPk/1Bq_KpY944g/s1600/julia-lopes-de-almeida"&gt;&lt;img style="WIDTH: 328px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700446634364554258" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-9pOfpsV8qzA/TxwOAv5ezBI/AAAAAAAAoPk/1Bq_KpY944g/s400/julia-lopes-de-almeida" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;O vestuário feminino&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;* Por Júlia Lopes de Almeida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É&lt;/span&gt; uma esquisitice muito comum entre senhoras intelectuais, envergarem paletó, colete e colarinho de homem, ao apresentarem-se em público, procurando confundir-se, no aspecto físico, com os homens, como se lhes não bastassem as aproximações igualitárias do espírito.&lt;br /&gt;Esse desdém da mulher pela mulher faz pensar que: ou as doutoras julgam, como os homens, que a mentalidade da mulher é inferior, e que, sendo elas exceção da grande regra, pertencem mais ao sexo forte, do que do nosso, fragílimo; ou que isso revela apenas pretensão de despretensão.&lt;br /&gt;Seja o que for, nem a moral nem a estética ganham nada com isso. Ao contrário; se uma mulher triunfa da má vontade dos homens e das leis, dos preconceitos do meio e da raça, todas as vezes que for chamada ao seu posto de trabalho, com tanta dor, tanta esperança, e tanto susto adquirido, deve ufanar-se em apresentar-se como mulher. Seria isso um desafio?&lt;br /&gt;Não; naturalíssimo pareceria a toda a gente que uma mulher se apresentasse em público como todas as outras.&lt;br /&gt;Basta ver um jornal feminista para toparmos logo com muitos retratos de mulheres célebres, cujos paletós, coletes e colarinhos de homem, parece quererem mostrar ao mundo que esta ali dentro um caráter viril e um espírito de atrevidos impulsos. Cabelos sacrificados à tesoura, lapelas (sem flor!) de casacos escuros, saias esguias e murchas, afeiam corpos que a natureza talhou para os altos destinos da graça e da beleza.&lt;br /&gt;Os colarinhos engomados, as camisas de peito chato, dão às mulheres uma linha pouco sinuosa, e contrafeita, porque é disfarçada.&lt;br /&gt;Médicas, engenheiras, advogadas, farmacêuticas, escritoras, pintoras, etc. por amarem e se devotarem às ciências e às artes, porque hão de desdenhar em absoluto a elegância feminina e procurar nos figurinos dos homens a expressão da sua individualidade?&lt;br /&gt;Há certas mulheres, precisamos convir, que têm desculpa na adoção dos murchos trajes masculinos, porque para elas isso não representa uma questão de estética, mas de incontestável necessidade - as exploradoras, por exemplo.&lt;br /&gt;A essas, as saias impediriam as passadas e os saltos, no labirinto enredado dos cipoais, entre todos os obstáculos das florestas eriçadas de espinhos e cortadas de valos a transpor.&lt;br /&gt;As calças grossas e as altas polainas são para elas, portanto, não objeto de fantasia, mas de comodidade e salvamento. O pano flutuante do vestido prendê-las-ia de instante a instante aos troncos e às arestas do caminho, e, quando molhado, pesar-lhes-ia no corpo como chumbo.&lt;br /&gt;Por exigências de comodidade no trabalho, também escultoras e pintoras se sujeitam muitas vezes a vestirem-se assim e só quando executam obras de grandes dimensões. As calças facilitam então as subidas e as descidas de andaimes e de escadas.&lt;br /&gt;Rosa Bonheur, conta-nos um seu biógrafo, surpreendida no atelier pela notícia de que a imperatriz Eugênia entrava em sua casa para oferecer-lhe a Legião de Honra, - viu-se atrapalhada para enfiar às pressas os trajes do seu sexo e poder receber respeitosamente a soberana.&lt;br /&gt;Só de portas a dentro ela abusava dessas entradas por seara alheia, para usar com liberdade de todos os seus movimentos; mas desde que a artista era procurada por estranhos, ela aparecia como mulher.&lt;br /&gt;Nas cidades, sobre o asfalto das ruas ou o saibro das alamedas, não sabe a gente verdadeiramente para que razão apelar, quando vê, cingidas a corpos femininos, essas toilettes híbridas, compostas de saias de mulher, coletes e paletós de homem... Nem tampouco é fácil de perceber o motivo por que, em vez da fita macia, preferem essas senhoras especar o pescoço num colarinho lustrado a ferro, e duro como um papelão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Escritora e jornalista &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-307794085453981885?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/307794085453981885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/o-vestuario-feminino-por-julia-lopes-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/307794085453981885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/307794085453981885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/o-vestuario-feminino-por-julia-lopes-de.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3hcK3nmHY8k/TxwOHurlq-I/AAAAAAAAoPw/0z6ucPVL-ak/s72-c/titulo-classicos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4454241336480955626</id><published>2012-01-22T05:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T05:21:44.087-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5CWbWaD5wdY/TxwNVyghijI/AAAAAAAAoPY/VPntg5sXEwg/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700445896330807858" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-5CWbWaD5wdY/TxwNVyghijI/AAAAAAAAoPY/VPntg5sXEwg/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/---oKZ3qbvpM/TxwNOJ1B89I/AAAAAAAAoPM/UaWd4lg-i5Y/s1600/abraco.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700445765151880146" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/---oKZ3qbvpM/TxwNOJ1B89I/AAAAAAAAoPM/UaWd4lg-i5Y/s400/abraco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Corridinho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;* Por Adélia Prado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; amor quer abraçar e não pode.&lt;br /&gt;A multidão em volta,&lt;br /&gt;com seus olhos cediços,&lt;br /&gt;põe caco de vidro no muro&lt;br /&gt;para o amor desistir.&lt;br /&gt;O amor usa o correio,&lt;br /&gt;o correio trapaceia,&lt;br /&gt;a carta não chega,&lt;br /&gt;o amor fica sem saber se é ou não é.&lt;br /&gt;O amor pega o cavalo,&lt;br /&gt;desembarca do trem,&lt;br /&gt;chega na porta cansado&lt;br /&gt;de tanto caminhar a pé.&lt;br /&gt;Fala a palavra açucena,&lt;br /&gt;pede água, bebe café,&lt;br /&gt;dorme na sua presença,&lt;br /&gt;chupa bala de hortelã.&lt;br /&gt;Tudo manha, tudo truque, engenho:&lt;br /&gt;é descuidar, o amor te pega,&lt;br /&gt;te come, te molha todo.&lt;br /&gt;Mas água o amor não é"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;Há mulheres que dizem:&lt;br /&gt;Meu marido, se quiser pescar, pesque,&lt;br /&gt;mas que limpe os peixes.&lt;br /&gt;Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,&lt;br /&gt;ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.&lt;br /&gt;É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,&lt;br /&gt;de vez em quando os cotovelos se esbarram,&lt;br /&gt;ele fala coisas como 'este foi difícil'&lt;br /&gt;'prateou no ar dando rabanadas'&lt;br /&gt;e faz o gesto com a mão.&lt;br /&gt;O silêncio de quando nos vimos a primeira vez&lt;br /&gt;atravessa a cozinha como um rio profundo.&lt;br /&gt;Por fim, os peixes na travessa,&lt;br /&gt;vamos dormir.&lt;br /&gt;Coisas prateadas espocam:&lt;br /&gt;somos noivo e noiva."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Adélia Prado é uma das principais poetisas brasileiras da atualidade, autora de vários livros de sucesso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4454241336480955626?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4454241336480955626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/corridinho-por-adelia-prado-o-amor-quer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4454241336480955626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4454241336480955626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/corridinho-por-adelia-prado-o-amor-quer.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5CWbWaD5wdY/TxwNVyghijI/AAAAAAAAoPY/VPntg5sXEwg/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8662900608453556407</id><published>2012-01-22T05:16:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T05:17:47.957-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-roTVYalYllI/TxwMdAy-WFI/AAAAAAAAoPA/COygDXhNlhk/s1600/radiografia.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 371px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700444920913746002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-roTVYalYllI/TxwMdAy-WFI/AAAAAAAAoPA/COygDXhNlhk/s400/radiografia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Curiosidade à parte...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* Por Lêda Selma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;h! não vou mesmo, de jeito maneira, nem que a coruja ria, o galo chie e o elefante mie! Tem graça Ir ao consultório de um dermatologista e deparar-me com aquela pele desfavorecida de viço, marcada por acne, manchas? E endocrinologista farturento, ou seja, com mais carne do que osso, mais banha que espaço? Nem pensar! Isso vale para o cardiologista. Para este, no máximo, manequim tamanho ‘M’! Agora, pneumologista arfante, com tosse, ixe! Pernas, pra que te quero?!&lt;br /&gt;Não se trata de brincadeira, apenas, constatações como a do angiologista com veias enormes ramificadas pernas afora. Convenhamos, no mínimo, constrangedor! Mas de causar descrença, digno de desconfiança, o médico ler o laudo e, só depois, ver o RX, a tomografia, a ressonância... Feiíssimo, hem, doutor?! Que Deus me resguarde de suas vistas, amém! E psiquiatra com tipo e trejeitos de paciente? Bem, fazer o quê?! Afinal, onde encontrar um sem tais características? Se não houver outra saída, ó Cristo, por piedade, proteja minha cabeça!&lt;br /&gt;Nenhuma implicância com a classe médica, não, não, nada disso (Deus me segure o ímpeto!). Tanto que mudarei o foco. Alguém se entregaria aos cuidados de um dentista, ou seja, odontólogo (mais chique e moderno, apregoam), cujos dentes escuros ou avariados lhe sorrissem um riso amarelo? Francamente! E quem contrataria os serviços de um advogado que, de cara, todo prosa e cheio de propriedade, alardeasse: sou adevogado! Confiança zero! E só mesmo o santo protetor dos ouvidos aviltados para salvá-los de um colapso auditivo fatal!&lt;br /&gt;Pois é, que cada qual capriche em sua estampa de apresentação. As aparências, às vezes, enganam, porém, não raro, também revelam. E espantam.&lt;br /&gt;Curioso: todo profissional carrega suas peculiaridades e ‘tiques’. Um exemplo, a mania do cardiologista: apalpar, com os dedos, o pulso de quem está ao seu lado. Proctologista, ginecologista... Hã?!&lt;br /&gt;Dizem as línguas viperinas, aquelas de palmo e meio, que o cirurgião já cumprimenta o paciente com o bisturi na mão. As queixas do doente? Depois de combinada a cirurgia, recebem atenção, ora! Eu, hem?!&lt;br /&gt;Mas há os exageros, ah! e quantos?! Minha mãe – hum, que saudade! – contou-me que, nos confins do sertão baiano, certa senhora, acometida de forte dor no joelho, marcou hora no consultório do ortopedista. Atendente mal-humorada, espera longa, calor a dilatar poros e impaciências, e a dor, ali, imperativa, a zanzar pelo joelho, a escorregar perna abaixo, enfim, um sofrimento de dar dó! Finalmente, a consulta. Sentado, o médico, sisudo, olhar acocorado sobre a ficha, inicia a anamnese, leigamente conhecida como perguntação; em seguida, levanta-se para examinar a mulher que, indisfarçadamente surpresa, percebe-o manco. Aí, pronto, tudo desanda! E foi tanto o desandamento que, entre muxoxos e lamúrias, ao sair, ela joga no primeiro lixo os pedidos de exames. Aturdida, sua filha aborda-a: “Que maluquice é essa, mãinha?!”. Maluquice?! Maluca eu seria se entregasse meu mal àquele médico sem competência, pois continuaria manquejante enquanto vida tivesse. Assunte: se ele, sequer, conseguiu curar sua própria enfermidade, vai curar a minha, vai? Oxente!”.&lt;br /&gt;E não parou por aí. De outra feita, um homem chega ao centro cirúrgico, todo desconjuntado. De imediato, é chamado o cirurgião e, logo, toda a equipe apronta-se para a cirurgia. O acidentado olha para o doutor, na realidade, o tal ortopedista, e nota seu andar pender para um lado; uma cisma cutuca-lhe a mente. Súbito, vê outro médico, espécie de assessor do cirurgião, capengando e, então, desesperado, começa gritar: “Tirem-me daqui, senão, pelo andar da carruagem, ou melhor, dos doutores, o próximo manco serei eu. Socorro!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;• Poetisa e cronista, licenciada em Letras Vernáculas, imortal da Academia Goiana de Letras, baiana de Urandi, autora de “Das sendas travessia”, “Erro Médico”, “A dor da gente”, “Pois é filho”, “Fuligens do sonho”, “Migrações das Horas”, “Nem te conto”, “À deriva” e “Hum sei não!”, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8662900608453556407?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8662900608453556407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/curiosidade-parte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8662900608453556407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8662900608453556407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/curiosidade-parte.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-roTVYalYllI/TxwMdAy-WFI/AAAAAAAAoPA/COygDXhNlhk/s72-c/radiografia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3058619285775184903</id><published>2012-01-21T08:32:00.001-08:00</published><updated>2012-01-21T08:33:54.311-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mY7P5qzCZaY/Txro7S_7izI/AAAAAAAAoNg/oEqniswqUes/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700124383800691506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-mY7P5qzCZaY/Txro7S_7izI/AAAAAAAAoNg/oEqniswqUes/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vO-y-UIsclc/Txro2dujkyI/AAAAAAAAoNU/2KKdDfdFKTo/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700124300781261602" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-vO-y-UIsclc/Txro2dujkyI/AAAAAAAAoNU/2KKdDfdFKTo/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Ainda debatendo a origem..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Direto do Arquivo – Edmundo Pacheco, conto “Vida de Tonho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Clássicos – Raul Pompéia, conto, “Milina e Turco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Urda Alice Klueger, relato de viagem,“O milenar homem americano”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Clóvis Campêlo, crônica “Preferência nacional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Flora Figueiredo, poema “Carta ao velho pai”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk.As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3058619285775184903?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3058619285775184903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-ainda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3058619285775184903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3058619285775184903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-ainda.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mY7P5qzCZaY/Txro7S_7izI/AAAAAAAAoNg/oEqniswqUes/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7490555268326904331</id><published>2012-01-21T08:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T08:31:12.935-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G1Nd213yMXE/TxroRLoZ3dI/AAAAAAAAoNI/UzeuTnHN124/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700123660268461522" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-G1Nd213yMXE/TxroRLoZ3dI/AAAAAAAAoNI/UzeuTnHN124/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ainda debatendo a origem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; samba sincopado, divulgado e consagrado, com tanta garra e competência, por João Gilberto, a rigor, não foi nenhuma invenção da Bossa Nova, ao contrário do que muitos desavisados e mal informados supõem e propalam. Noel Rosa, por exemplo, na década de 30 do século XX, já havia composto, e cantado dessa maneira. Não resta dúvida, é certo, que o boêmio e consagrado Poeta da Vila não sofreu a mais ligeira influência do jazz. Sua magnífica obra tem características exclusiva e rigorosamente brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, muito antes do surgimento da Bossa Nova, Lúcio Alves, Dick Farney e seu irmão Cyl Farney, Mário Reis e outros tantos já cantavam, no estilo intimista, canções que eram enfáticas declarações de amor, ou lamentos de dor de cotovelo, sem descambar, portanto, para os dramalhões, ao estilo de Nelson Gonçalves e Vicente Celestino, tão em voga na ocasião (embora se ressalve a tremenda importância desses dois intérpretes pára a MPB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, particularmente, concordo com os que situam o “nascimento” da Bossa Nova no lançamento do disco, em 1957, de Carlos Lyra, intitulado “Criticando”. A maioria, porém, atribui a João Gilberto a paternidade do movimento musical. E, mais especificamente, à regravação de “Chega de saudade”, que havia estourado nas paradas de sucesso na voz daquela que foi, por muitas décadas, a melhor cantora brasileira, reconhecimento que é praticamente consensual. Refiro-me, claro, a Elizeth Cardoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco, do polêmico cantor baiano, de voz pequenininha, mas de impecável afinação, foi um 78 rotações, com apenas duas faixas. Num lado, estava “Chega de saudade”, obra-prima da dupla Tom e Vinícius. No outro, uma composição do próprio João Gilberto, “Bim bom”, que introduzia na letra onomatopaicos, que até então os letristas nunca haviam ousado inserir em suas composições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gravação saiu, foi um Deus nos acuda. A crítica caiu de pau no temperamental cantor e compositor baiano e o mínimo que se disse então foi que tudo não passava de enorme tapeação ao público por parte da gravadora. Os críticos incluíam no pacote de malhações tudo desse disco, ou mais especificamente, dessa faixa, ou seja, letra, música, arranjo, voz etc. Exagero, claro. Ou, pior, manifestação de conservadorismo, se não de tosco provincianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais abalizados comentaristas de MPB caprichavam em seus ataques. Insistiam, sobretudo, que estava havendo confusão entre “moderno” e “modernoso”. E foram ditas tantas coisas mais, do mesmo teor, todas depreciativas, que até me fogem da memória, passado tanto tempo dessa ocorrência. Pudera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público, entretanto, ignorou tudo isso. E, afinal de contas, é sempre ele que conta, para o bem ou para o mal. Em poucos dias, o disco subiu feito um foguete nas paradas de sucesso, até atingir o topo. A influência da crítica, nesse aspecto, é pouca, ou mesmo nenhuma. Entendo que o público tem uma espécie de intuição para o que é bom (embora, muitas vezes, se deixe tapear, de forma até inexplicável, por musiquinhas mambembes, “prêt-à-porters”, do tipo “use e jogue fora”, que não têm nada de aproveitável. Mas... gosto é gosto...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco de João Gilberto vendeu tanto, que a Odeon resolveu convocá-lo, na sequência, a gravar um long-play, e com doze faixas, todas no mesmo estilo. Naquele tempo, eram raros os cantores que conseguiam essa façanha, pelo menos em tempo tão restrito. Alguém, para merecer doze faixas, teria que ralar muito. Precisava, por exemplo, estar na crista do sucesso ou então gozar de muito prestígio nas gravadoras, ou seja, contar com o tal do “QI”, o “quem indica”, tão em voga ainda em nossos dias. Pouquíssimos conseguiam isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 33 rotações de João Gilberto foi lançado com grande estardalhaço, com a presença constante de divulgadores da gravadora em todos os programas de disk-jóqueis da moda, nos estúdios das principais emissoras de rádio de São Paulo (tempos depois, no início dos anos 60, eu também me transformei num deles, “revelado” pela Rádio Emissora ABC, de Santo André). O mercado paulistano é que determinava então (e creio que ainda determine hoje) o sucesso ou o fracasso de qualquer produto, artístico-cultural ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais programas do gênero, na época, eram comandados por radialistas de reconhecido talento e extraordinária capacidade de comunicação, verdadeiros ícones do radialismo nacional, que firmaram seus nomes na história dessa ainda hoje tão importante mídia, como Humberto Marçal, Henrique Lobo, José Carlos Silva (conhecido como “Pica-pau” e que tinha um programa consagrado, de massacrante audiência, chamado “Picape do Pica-pau”) e Enzo de Almeida Passos (cujo programa “Telefone pedindo bis” permaneceu por anos no ar, inclusive na Educadora de Campinas, atual Band), entre tantos outros. Espelhei-me na carreira desses mestres enquanto atuei em rádio. Não poderia haver paradigmas melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente o 33 rotações de João Gilberto, contendo, entre suas doze faixas, o famoso “Desafinado”, que revolucionou o mercado fonográfico brasileiro, primeiro o paulistano, depois, o carioca e, posteriormente o de todo o País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse precioso LP (hoje valiosíssima peça para colecionadores) vendeu tanto, mas tanto que, até recentemente, quando ainda existiam os discos de vinil, antes, portanto, do advento das fitas cassetes, CDs, DVDs e outros tantos recursos de gravação, continuava em catálogo e com imensa procura por parte do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7490555268326904331?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7490555268326904331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/ainda-debatendo-origem-o-samba.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7490555268326904331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7490555268326904331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/ainda-debatendo-origem-o-samba.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-G1Nd213yMXE/TxroRLoZ3dI/AAAAAAAAoNI/UzeuTnHN124/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2470313404969033523</id><published>2012-01-21T06:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T06:24:06.584-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dTP6D2TM8fE/TxrKdVU_VEI/AAAAAAAAoM8/llbrJsIKnBE/s1600/titulo-arquivo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700090883680982082" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-dTP6D2TM8fE/TxrKdVU_VEI/AAAAAAAAoM8/llbrJsIKnBE/s400/titulo-arquivo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QEXyj4wsDAM/TxrKWJKE23I/AAAAAAAAoMw/XKbEuYj3TIU/s1600/menina-moca.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 309px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700090760154897266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-QEXyj4wsDAM/TxrKWJKE23I/AAAAAAAAoMw/XKbEuYj3TIU/s400/menina-moca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Vida de Tonho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Edmundo Pacheco&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;eninha era menina-moça. Moça e tentadora como é o viço. Saia cedo pro trabalho – empregadinha de casa de família. Voltava à noitinha... Vestidim de chita, chinelim de dedo. Diretim pro banheiro. Gostava da água escorrendo pelo corpo. Lavava-se horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do barraco, "seo" Tonho sofria. Imprestável pro trabalho, mas não para a vida, acordava 'inda madrugadinha. Pregava orelha na fina parede que o separava do sonho, e punha-se a adivinhar o acontecendo. Galo cantando... Chinelim plec-plec pela casa. A chaleira pitando. Cheiro de café. Mãe falando alto. Música sertaneja, ping-ping, ping-ping, ai-ai... Depois, chuveiro ligado. Água escorrendo e a hora se indo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginava-a tirando a roupa. Corpinho de menina moça. Peitinhos de pêssego rosado, durinhos, pingando em câmera lenta, gotas de água cor-de-arco-íris, de luz de sol filtradas nas frestas. Imaginava. Sonhava. Ao acordar de novo, todos estavam no trabalho. Só Tonho, imprestável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto imaginou, que tomou coragem pra agir: escondeu-se atrás do banheiro. Afastou a mata-junta o suficiente para enfiar dois olhos...Esperou... Perna doendo, noite caindo e lá vem Neninha-tentação, chinelim de dedo, plec-plec, plec-plec. Andou pela casa vazia. Tonho suando no esconderijo. Coração velho, disparado. Medo do flagrante:&lt;br /&gt;- Velho safado! Espiando criança! Merece morrer, esse imprestável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neninha não era mais criança. Moça formada, 14 anos. Era sonho. Todo dia, mal chegava do trabalho, corria tomar banho. Hoje não. Justo hoje, não. Teve que desistir. E assim segue o destino. Tonho madruga no sonho e na imaginação enquanto a água escorre lenta, pelo corpo roliço de menina-moça, do outro lado da parede. Espera impaciente, dia todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às noitinhas, espreita na greta. Neninha não vem. Chega tarde. Dona Zefa chega antes. Fica cuidando das crianças da patroa. Entra e sai sem tomar banho. E os dias se vão, enquanto Tonho sua, deitado de costas pra terra. Rosto amassado pelos anos, olhos enterrados entre as taboínhas. Meses indo. Nunca mais Neninha tomou banho à tardinha. O velho Tonho sofria a angústia do tesão reprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Tonha, velha trabalhadeira, não gostava mais de "sem-vergonhices". Dormia de roupa. De manhã cedo, cheiro de café e xandanga escorrendo pelas paredes...&lt;br /&gt;-Mãe, volto mais cedo hoje – avisa Neninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tonho sentiu um arrepio de alegria, medo, ansiedade... De tesão velho, curtido em mel e tonel de carvalho. O dia não passou. O relógio se espreguiçou durante todo o tempo, ora pra frente, ora pra trás. Quando a tardinha venceu a inércia e o plec-plec de Neninha cruzou a soleira do mundo, Tonho já tava de velho com os olhos espremidos na greta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentação entrou e iniciou seu bailado de cisne. Água escorrendo, respingando nos olhos da greta. Tira blusinha. Sutiã cor-de-rosa, rendado. Tonho quase desmaia. Sai a saia. Calcinha branca de bichinho, quase transparente... Pentelhinhos recém-nascidos volumando. O suor escorre pela testa, atrapalhando a visão do céu. Cai o sutiã. Dois pesseguinhos rosados, de olhos avermelhados, espreitam o mundo, curiosos. Olhando pra cima, orgulhosos, os danadim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o dia do sonho do Tonho. Do Tonho do sonho... Dedinhos seguram o elástico da calcinha. Param. Um risco de água, amarelo grosso, corta o tecido bem ao meio. Tonho sonha. O suor se confunde com os respingos de mijo. Tonho tá vivo. Tem vontade de gritar isto pro mundo: Tonho tá vivo.O mundo não escuta...&lt;br /&gt;- Tonho tava vivo!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;II parte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Hêêê..., dona Tonha!? Morte besta né?&lt;br /&gt;- E não?&lt;br /&gt;- Que fazia estirado atrás do banheiro?&lt;br /&gt;- Vai sabê. Tava se exercitando acho. Quase não tinha mais forças...&lt;br /&gt;- Parecia que ria...&lt;br /&gt;- É, ficou três dias lá. Só descobri mode o chero.&lt;br /&gt;- Deus o tenha. Home Bão. – encerrou Neninha, lá de dentro do banheiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água escorrendo em câmera lenta, filtrando o sol... Pesseguinhos, molhadinhos e orgulhosos olhando pro céu. Tonho tá vivo na greta. Olho espetado de tesão... Mas vivo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;*Jornalista, editor-chefe da TV Guairaca (afiliada Globo) Guarapuava, PR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2470313404969033523?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2470313404969033523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/vida-de-tonho-por-edmundo-pacheco-n.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2470313404969033523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2470313404969033523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/vida-de-tonho-por-edmundo-pacheco-n.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dTP6D2TM8fE/TxrKdVU_VEI/AAAAAAAAoM8/llbrJsIKnBE/s72-c/titulo-arquivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1633308111132726099</id><published>2012-01-21T06:16:00.001-08:00</published><updated>2012-01-21T06:20:25.290-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fz-ncPQapiU/TxrJhWabzTI/AAAAAAAAoMk/ySrsnjoCWhw/s1600/titulo-classicos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700089853180103986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-fz-ncPQapiU/TxrJhWabzTI/AAAAAAAAoMk/ySrsnjoCWhw/s400/titulo-classicos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sQTrgqwIxHM/TxrJarznD3I/AAAAAAAAoMY/N4gAqIpFc9E/s1600/raul-pompeia.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 343px; HEIGHT: 343px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700089738663759730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-sQTrgqwIxHM/TxrJarznD3I/AAAAAAAAoMY/N4gAqIpFc9E/s400/raul-pompeia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Milina e Turco&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;* Por Raul Pompéia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I&lt;br /&gt;E&lt;/span&gt;stava a tarde feia, úmida, aborrecida.&lt;br /&gt;Quem entrava, trazia os pés molhados; quem saia levava a certeza de se encharcar à porta. Dentro em pouco devia anoitecer. O sol caíra para lá das casas que fechavam a boca da rua ao ocidente...&lt;br /&gt;Na estalagem, os quartos estavam já escuros, e esta escuridão vinha contaminando pouco a pouco o palco central, onde se amontoavam as tinas de lavagem e a roupa suja que ficara esquecida.&lt;br /&gt;Emília, a pequenina Emília, com um saiote curto, que lhe deixava descobertos os joelhos, estava assentada na porta de um quartinho estreito e imundo. Aproveitava o luar do lusco-fusco para pegar na boneca. A pobre criança com os seus seis anos só trabalhava dia e noite. Feliz noite para ela, o lusco-fusco não é dia, nem é noite. A sua faina arrefecia naquela hora.&lt;br /&gt;A boneca...&lt;br /&gt;Digamos que boneca era: um saquinho de chita sem cor própria, cheio de trapos, comprido e apertado em uma das pontas por um cordão. Este cordão era a graça daquele miserável brinco. Representava de pescoço; era a beleza plástica forjada pela pobre imaginação de Emília para a sua Milina.&lt;br /&gt;A boneca, ou antes Milina, caíra numa poça d'água e estava pingando...&lt;br /&gt;A pequena, com o seu rostinho meigo e contristado, acariciava-a. Quem a visse teria pena.&lt;br /&gt;- Emília! Emília! gritou uma voz arrotada.&lt;br /&gt;A voz gritava de dentro do quarto. Lá na sombra entrevia-se o vulto de uma mulher espichada no chão sobre um monte de panos escuros e imundos, cheirando a vinho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;II&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Emília, descalça, saiu da estalagem, correndo, com um regador amarrotado e ferrugento. Era tão grande para ela o regador que ia roçando pelos lajedos. Ia buscar água para a pocilga da senhora que a protegia.&lt;br /&gt;E Milina?... Pobre Milina! Emília havia de lhe pedir perdão por tê-la deixado só, naquela hora que era a única em que a coitada dormia no colo de mamãe...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um belo cão negro enfeitado de bastos pêlos reluzentes, orgulhoso em extremo, espécie de cão fidalgo, entrou pelo cortiço, com a cauda enroscada em penacho e as orelhas erguidas. Logo depois voltou, atirando ao ar as grandes patas, saltando alegre. De vez em quando, sacudia o focinho e via-se alguma coisa a balançar pendente. A pouca distância, o dono do cão, o filho do sr. Visconde, pequenote de calças curtas ainda, e já pelintra, soltava largas risadas, batendo com o pezinho bem calçado na soleira de mármore do palacete da família. Com um chicotinho fino fustigava o ar e ria-se... ria-se...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Emília vinha da bica da esquina, arrastando o regador cheio a transbordar.&lt;br /&gt;Aquele cachorro!...&lt;br /&gt;Ao chegar à porta da estalagem viu o cão.&lt;br /&gt;O animal galopava para o palacete e levava Milina nos dentes.&lt;br /&gt;Emília fora de si atirou o regador, que tombou na sarjeta e voou sobre o animal...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;V&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O filho do Visconde tomou-lhe a frente continuando a rir-se da brincadeira do seu Turco.&lt;br /&gt;- Mau! menino mau! gritou Emília, avançando para o pequeno.&lt;br /&gt;O chicotinho zuniu três vezes...&lt;br /&gt;Emília recuou, e levou as mãozinhas aos seus olhos tão belos e tão bons, soltando um longo:&lt;br /&gt;-Ai!&lt;br /&gt;Foi pungente.&lt;br /&gt;Emília estava cega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;• Contista, cronista e romancista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1633308111132726099?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1633308111132726099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/milina-e-turco-por-raul-pompeia-i-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1633308111132726099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1633308111132726099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/milina-e-turco-por-raul-pompeia-i-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fz-ncPQapiU/TxrJhWabzTI/AAAAAAAAoMk/ySrsnjoCWhw/s72-c/titulo-classicos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4575320768066829919</id><published>2012-01-21T06:12:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T06:15:28.878-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hZrPiOB0gGE/TxrIa_0YNwI/AAAAAAAAoMM/PA2saWWXSrs/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700088644524062466" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-hZrPiOB0gGE/TxrIa_0YNwI/AAAAAAAAoMM/PA2saWWXSrs/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9BoiL-l9viM/TxrIUQJzUcI/AAAAAAAAoMA/lU-Kry1YSyw/s1600/Iquique.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700088528649802178" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-9BoiL-l9viM/TxrIUQJzUcI/AAAAAAAAoMA/lU-Kry1YSyw/s400/Iquique.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O milenar homem americano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Urda Alice Klueger&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Excerto do livro “Viagem ao Umbigo do mundo, publicado em 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;epois da visita ao prefeito, nossos harleyros se botaram em formação, e partimos. Havia que subir um comprido caminho que como que contornava a imensa e ameaçadora duna que como que domina Iquique, para se continuar a viagem por uma estrada que corria em outro plano, lá no alto da montanha.&lt;br /&gt;Há que se dar uma explicação de interesse de quem anda de moto, aqui. Quando a estrada que sobe de Iquique desemboca na estrada lá do alto, o caminho para se continuar a viagem é à esquerda, mas é necessário que se entre primeiro à direita, e que se ande algo como uns 5 quilômetros, até o lugar chamado Pozo Almonte, onde há um posto de gasolina. Se não se fizer abastecimento naquele lugar, o seguinte está demasiado longe para que todas as motos cheguem até ele ainda com combustível. Então, naquela manhã, quando tomamos a nova estrada, alguns companheiros não entenderam tal coisa e saíram da formação. Eles se perderam, tomando a direção oposta à que deveriam tomar. Gastamos um bom tempo até todos voltarem, abastecerem as motos e pegarmos juntos a direção certa, e naquele dia eu entendi a importância de se viajar naquela formação de exército romano.&lt;br /&gt;Foi nessa saída de Iquique, quando já estávamos todos juntos de novo, que o Zé Barbosa fez mais uma das suas: de repente, aumentou a velocidade, ultrapassou imensa carreta que seguia no mesmo sentido que nós e continuou andando na frente dela, diminuindo a velocidade aos poucos. Na verdade, não o víamos, mas vimos como a luz de freio da carreta se acendeu, quando seu motorista passou a pisar no freio para diminuir a velocidade e não atropelá-lo. Só vimos o Azor disparar em alta velocidade para ir lá acudi-lo: como em outras vezes, o Zé Barbosa dormira sobre a moto! Fiel escudeiro que era, cheguei a ouvir falar que o Azor muitas vezes saía para viajar exclusivamente para acudir, despertar o Zé Barbosa nas suas “dormidas” em alta velocidade. Ah! Zé Barbosa, se então a gente soubesse que um dia o Azor não estaria junto!&lt;br /&gt;Foi um dia muito interessante. Viajávamos a uma altitude relativamente baixa, o que era confortável, tanto para se ter uma boa respiração quanto para não se sentir frio, e juro que não sei explicar por que cargas d’água, depois de um bom trecho, a estrada passou a ser ladeada por vigorosos e altos arbustos bem verdes, quase como árvores. Como aquela verdura nascera ali? O chão sob eles continuava o chão seco, arenoso e colorido do deserto, mas de alguma forma alguma umidade chegava até ali para que aquelas plantas tivessem medrado com tamanha força e vigor, com brilhantes folhas arredondadas bastante grandes e sumarentas, como se estivessem cheias de água. Talvez do mar viessem até ali nuvens de umidade, não sei.[1] No decorrer da manhã, no entanto, aquela verdura ficou para trás, e passamos a descortinar todo um outro panorama.&lt;br /&gt;Como já disse antes, o deserto às vezes é plano; às vezes é de suaves ondulações, e às vezes é feito de altas montanhas. Pois chegáramos na parte das montanhas. Jaka e outros companheiros tinham avisado para eu prestar atenção aos desenhos feitos por antigos povos que veríamos nas encostas das montanhas.&lt;br /&gt;Para as possantes máquinas em que viajávamos o descer e subir aquelas montanhas não fazia a menor diferença, mas penso que seria bastante complicado para motores mais simples, fossem de carros ou de motos. Cada subida e cada descida tinham mais ou menos uns 300 metros, e tinham tal ângulo em aclive e declive que os engenheiros que haviam feito os acertos finais daquelas estradas previram recursos especiais para o caso de alguém perder o freio: de repente, em um ou mais pontos de cada descida, apareciam cortes na montanha no sentido inverso do que se estava fazendo, devidamente asfaltados, para que se pudesse enveredar por eles no caso da falta de freios. Esses cortes alternativos desembocavam, mais acima, em caixas de brita. Quem fizera aqueles recursos que eu nunca vira no mundo sabia que não seria possível ir-se até o final de uma descida daquelas sem freios. Se tal coisa acontecesse, com certeza o infeliz se espatifaria lá embaixo.&lt;br /&gt;Também falei no parágrafo anterior que os “engenheiros que haviam feito os acertos finais daquelas estradas ...” porque de novo era muito evidente como é que aquelas rotas tinham sido abertas, no passado: à força de pés, de muitos pés ao longo de milhares de anos, pés que haviam construído toda uma América pré-colonial grandiosa, e que um dia fora invadida pelo europeu que apenas conseguia enxergá-la como “selvagem”. Ah! As barbaridades da História! Ah! Os crimes todos que se perpetraram em nome de Deus e de riquezas materiais!&lt;br /&gt;Eu observava com atenção a formação das motos subindo e descendo todas aquelas montanhas, e elas eram lindas, azuis, creme, roxas, rosa – e como ali ainda era bastante perto do mar, os ventos marinhos tinham soprado até lá fina areia branca, e esse mesmo vento espargia a areia leve e fina por sobre o colorido das montanhas como quem esparge açúcar sobre um bolo, e a paisagem era soberba! Entre uma montanha e outra havia lá embaixo pequeninas planícies formadas por antigos aluviões, e de repente... oh! Sim, estava lá, era, sim, não me enganava! Igualzinho aos desenhos e às fotos que via em livros de Arqueologia, lá numa pequena planície daquelas, assim do tamanho, diria, de dois campos de futebol, um enorme desenho de um homem estilizado fora feito no chão com contorno de pedras, e a gente podia ver que era coisa muito, muito antiga, pois de alguma forma uma ou outra pedra rolara ou fora jogada para aquele lugar, ao longo dos tempos, e estavam em lugares que não eram o contorno daquele desenho, o que não o descaracterizava. Meu coração deu um pulo enorme, fiquei de garganta fechada vendo aquele desenho lá embaixo, próximo de mim, feito um dia por alguém que fora um artista que, tenho como convicção tal coisa, iria, séculos ou milênios mais tarde, não sei, influenciar a própria arte de Picasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] Desertos costeiros: complementando nota de rodapé já anteriormente começada, incluo mais dados, aqui, sobre desertor costeiros, que é o caso do Atacama – Desertos costeiros geralmente são nas bordas ocidentais de continenentes próximas aos Trópicos de Câncer e de Capricórinio . Eles são afetados por correntes oceânicas costeiras frias, que correm paralelas à costa. Devido aos sistemas de vento locais dominarem aos ventos alísios, estes desertos são menos estáveis que os de outros tipos. No inverno, nevoeiros, produzidos por correntes frias ascendentes, frequentemente cobrem os desertos costeiros com um manto branco que bloqueia a radiação solar. Os desertos costeiros são relativamente complexos, pois eles são o produto de sistemas terrestres, oceânicos e atmosféricos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Deserto)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;• Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4575320768066829919?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4575320768066829919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/o-milenar-homem-americano-por-urda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4575320768066829919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4575320768066829919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/o-milenar-homem-americano-por-urda.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hZrPiOB0gGE/TxrIa_0YNwI/AAAAAAAAoMM/PA2saWWXSrs/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8761846279235156209</id><published>2012-01-21T06:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T06:11:23.750-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FZg63AXxvOE/TxrHeYxQXAI/AAAAAAAAoL0/MCEVeq3JU0U/s1600/bunda.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700087603249830914" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-FZg63AXxvOE/TxrHeYxQXAI/AAAAAAAAoL0/MCEVeq3JU0U/s400/bunda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Preferência nacional&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Clóvis Campêlo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;egundo Renato Boca-de-Caçapa, o filósofo do lumper-proletariado, se existem duas coisas que mexem com o imaginário do brasileiro são a bunda e o futebol.&lt;br /&gt;Diferentemente dos americanos, que preferem um peito suculento e exagerado, a bunda é tão querida por nós que até o circunspecto poeta Carlos Drumond de Andrade dedicou-lhe um poema rotundo. Na Bahia, o filósofo e escritor Antônio Risério dedicou-lhe uma monografia repleta de citações científicas e levando em conta todas as regras da ABNT. Ou seja, coisa séria! E não poderia ser diferente, diante dessa magnífica região corpórea onde a nossa imaginação pagã vagueia sem lenço e sem documento. A bunda hiponotiza o brasileiro.&lt;br /&gt;Quanto ao futebol, ele representou o início da nossa redenção, enquanto povo moreno e terceiromundista. Segundo o escritor Nélson Rodrigues, foi o futebol que, nos distantes anos 50 e 60 do século passado, nas conquistas do bicampeonato mundial, na Suécia e no Chile, nos livrou da pecha de vira-latas .&lt;br /&gt;O futebol, também, em que pese toda a conotação de mercadoria valiosa por ele adquirida hoje em dia, devolve-nos o sentimento de coletividade que, de certo modo, perdemos diante do individualismo desenfreado da vida moderna. Coisa boa é irmos aos estádios e nos identificarmos com a torcida do nosso time querido, abraçar quem nunca vimos, gritarmos gritos de guerra e cantarmos em uníssono os nossos hinos. Para mim, o futebol é a demonstração viva de que o homem é um ser coletivo, de que a individualidade é uma coisa forjada em nós pelo sistema. Bom é estar ali, no meio do povo, a cantar, a dançar, a sorrir, a vibrar, independentemente de tudo. Bom, naquele momento, é sermos aquela família.&lt;br /&gt;Mas, chega de pronomes demonstrativos e de digressões. É hora de cairmos na real e comentarmos sobre essa guerra de bichos em que se transformou o campeonato pernambucano. É jumento, calango, periquito, patativa, leão, timbu, gavião e cobra coral. Uma verdadeira arca de Noé. Em se tratando de mascotes diferentes, só temos a máquina de costura e o cangaceiro. E é justamente esse último que vem predominando e surpreendendo nessa duas rodadas iniciais do estadual. Com duas sonoras goledas, o time do Serra Talhada lidera o torneio e terá sua prova de fogo no próximo domingo, em casa, contra o Santa Cruz, que repetiu a mediocridade do primeiro jogo e levou uma porrada do Salgueiro. Segundo a crônica especializada, o placar de 2x0 foi até injusto para o time do sertão.&lt;br /&gt;Penso que é hora do Santinha acordar, deixar de lado o discurso idiota de que o que nos interessa de fato é a ascensão à Série B do Campeonato Brasileiro e honrar o título de campeão pernambucano de futebol que hora defende.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;• Poeta, jornalista e radialista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8761846279235156209?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8761846279235156209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/preferencia-nacional-por-clovis-campelo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8761846279235156209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8761846279235156209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/preferencia-nacional-por-clovis-campelo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FZg63AXxvOE/TxrHeYxQXAI/AAAAAAAAoL0/MCEVeq3JU0U/s72-c/bunda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6714143520023872206</id><published>2012-01-21T06:05:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T06:07:23.823-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1UAxyczTEFs/TxrGhHU-wNI/AAAAAAAAoLo/qWqr0104YtI/s1600/carta1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 366px; HEIGHT: 339px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700086550595813586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1UAxyczTEFs/TxrGhHU-wNI/AAAAAAAAoLo/qWqr0104YtI/s400/carta1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Carta ao velho pai&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Flora Figueiredo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;ão sei onde é que você está&lt;br /&gt;mas eu o escuto&lt;br /&gt;em todo caminho e a cada minuto.&lt;br /&gt;tenho a sensação&lt;br /&gt;que acabei de desatar de sua mão,&lt;br /&gt;na despedida.&lt;br /&gt;Guardo nos olhos&lt;br /&gt;o último aceno da partida.&lt;br /&gt;Trago já alguns cabelos brancos,&lt;br /&gt;frutos inegáveis dos meus trancos e barrancos&lt;br /&gt;em um vinco marcado&lt;br /&gt;de algum lado do espelho.&lt;br /&gt;Mas não esqueci o ensinamento&lt;br /&gt;de pintar o mar de azul profundo&lt;br /&gt;e colorir o mundo de vermelho,&lt;br /&gt;a despeito da chuva e apesar do vento.&lt;br /&gt;A meninada ta falando grosso&lt;br /&gt;e me alvoroço&lt;br /&gt;com esse começo de barba sob o queixo.&lt;br /&gt;Nunca sei se nego,&lt;br /&gt;nunca sei se deixo.&lt;br /&gt;Tornei-me poeta,&lt;br /&gt;por ser a maneira mais direta&lt;br /&gt;de falar de amor.&lt;br /&gt;E, por favor, entenda&lt;br /&gt;que tenho amado e desamado intensamente&lt;br /&gt;naquele ritmo inconsequente&lt;br /&gt;dos passionais.&lt;br /&gt;E não aceito reprimenda;&lt;br /&gt;afinal, nem todos os amantes são iguais.&lt;br /&gt;Se encontrar mamãe&lt;br /&gt;no espaço reservado aos anjos,&lt;br /&gt;não esqueça de contar&lt;br /&gt;que estamos ficando parecidas&lt;br /&gt;(o que me faz enormemente envaidecida).&lt;br /&gt;Hoje é natal,&lt;br /&gt;e como criança&lt;br /&gt;fico procurando ansiosa uma lembrança&lt;br /&gt;ao pé da chaminé.&lt;br /&gt;Só que o que encontro na verdade&lt;br /&gt;é um embrulho lá de não sei onde&lt;br /&gt;que esconde imenso, num papel dourado&lt;br /&gt;um tempo vivido e já guardado&lt;br /&gt;num pacote doce de saudade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;• Poetisa, cronista, compositora e tradutora, autora de “O trem que traz a noite”, “Chão de vento”, “Calçada de verão”, “Limão Rosa”, “Amor a céu aberto” e “Florescência”; rima, ritmo e bom-humor são características da sua poesia. Deixa evidente sua intimidade com o mundo, abraçando o cotidiano com vitalidade e graça - às vezes romântica, às vezes irreverente e turbulenta. Sempre dentro de uma linguagem concisa e simples, plena de sutileza verbal, seus poemas são como um mergulho profundo nas águas da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6714143520023872206?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6714143520023872206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/carta-ao-velho-pai-por-flora-figueiredo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6714143520023872206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6714143520023872206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/carta-ao-velho-pai-por-flora-figueiredo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1UAxyczTEFs/TxrGhHU-wNI/AAAAAAAAoLo/qWqr0104YtI/s72-c/carta1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7979641212273875119</id><published>2012-01-20T07:33:00.001-08:00</published><updated>2012-01-20T07:34:44.763-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-60UHtMOk4j4/TxmJjMfQufI/AAAAAAAAoKI/nMcHyRHsfPE/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699738041154845170" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-60UHtMOk4j4/TxmJjMfQufI/AAAAAAAAoKI/nMcHyRHsfPE/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--cYr32ibj-U/TxmJeuHaCXI/AAAAAAAAoJ8/M5RKdluuA3c/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699737964282251634" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/--cYr32ibj-U/TxmJeuHaCXI/AAAAAAAAoJ8/M5RKdluuA3c/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Bossa que veio do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Contrastes e confrontos – Urariano Mota, crônica “Cartas camponesas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Do real ao surreal – Eduardo Oliveira Freire, microcontos “Pílulas literárias 110”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Jair Lopes, crônica, “Sobre emoções”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Magali Moser, artigo,“Uma visita ao inferno dos porões da ditadura militar brasileira”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Pedro Du Bois, poema “Crenças”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7979641212273875119?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7979641212273875119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-bossa-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7979641212273875119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7979641212273875119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-bossa-que.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-60UHtMOk4j4/TxmJjMfQufI/AAAAAAAAoKI/nMcHyRHsfPE/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-441314326580032398</id><published>2012-01-20T07:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T07:32:18.312-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-P6kHEN8pIXE/TxmI7xr7QuI/AAAAAAAAoJw/_7BCWFyDG8U/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699737363945308898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-P6kHEN8pIXE/TxmI7xr7QuI/AAAAAAAAoJw/_7BCWFyDG8U/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Bossa que veio do nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&lt;/span&gt; cantor e compositor Paulinho da Viola, em lúcida e reveladora entrevista que deu a Alberto Helena Junior, no início da década de 80 – na ocasião, o veterano jornalista comandava excelente programa noturno de variedades na TV Record – disse algo que muitos, talvez, considerem heresia, mas que é nada mais do que a lídima expressão da verdade. Afirmou: “A Bossa Nova veio do nada”. Ou seja, nunca houve a preocupação, por parte dos que são tidos e havidos como seus criadores, de estruturarem um movimento musical, e muito menos social específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os compositores, influenciados, marcadamente, pelo jazz, simplesmente se reuniram e compuseram o que queriam, sem se preocupar se suas composições se alinhavam na tendência “a”, “b” ou “c”. Foi, sem tirar e nem pôr, mero processo de “geração espontânea”. Não se tratou, como muitos dão a entender, de algo deliberado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maestro Rogério Duprat explicou melhor como tudo aconteceu: “A Bossa Nova queria dizer tudo: jeito de viver, tipo de melodia, batida de violão, piano e bateria, harmonia, divisão, canto, arranjo. E o padrão ficou sendo os arranjos de Tom – aquelas coisas de flauta, trombone, piano – que todos nós, outros arranjadores, imitávamos descaradamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe explicar como e porque o termo surgiu com a conotação que tem. Os críticos e historiadores atribuem essa origem à letra de Newton Mendonça (de quem Erasmo Carlos disse, num programa “Bar Academia”, da extinta Rede Manchete, que foi um dos maiores injustiçados do país, ao não ter seus méritos de extraordinário compositor devidamente reconhecidos) para o célebre “Desafinado”: “Se você insiste em classificar/meu comportamento de antimusical/eu, mesmo mentindo, devo argumentar/que isso é ‘bossa nova’/isto é muito natural”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a fase inicial, caótica, romântica, em que o movimento que estava surgindo sequer tinha nome (que viria a ser dado, somente, em 1959, após o lançamento de “Desafinado”), os compositores assumiram o que estavam fazendo. Aceitaram o rótulo, o nome, a denominação surgida praticamente ao sabor do puro acaso e começaram a receber adesões de músicos, cantores e intelectuais de todas as tendências. Foi quando ocorreu a divisão da Bossa Nova, em várias correntes distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1964, como todos sabem, o País começou a viver nova realidade institucional, de triste memória, sumamente autoritária. O regime fechou-se, sob o férreo comando dos militares. Estudantes e pessoas que tinham a ousadia de pensar e de se opor ao colapso da democracia passaram a ser perseguidos, encarcerados, torturados (e alguns, até, “desaparecidos”), a pretexto de serem “comunistas”. E a imensa maioria sequer era. E, mesmo que fosse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do amordaçamento da sociedade, notadamente da imprensa, que passou a sofrer implacável censura, os universitários adotaram a música como válvula de escape para as tensões sociais, duramente reprimidas. Esse período foi o do auge dos festivais, tanto os levados a efeito no âmbito das universidades, quanto os patrocinados por emissoras de televisão, com especial destaque para o da TV Record.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bossa Nova, por conseqüência, ganhou “sangue novo”. Compositores com aguçada consciência social, bem informados e cultos, se propuseram a discutir o Brasil, com suas carências, mazelas e contradições, utilizando-se de um veículo poderoso, por despertar a sensibilidade das pessoas: a música. Afinal, essa expressão artística “fala” não somente à razão, mas mexe, sobretudo, com emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse grupo passou a se opor e a combater letras do tipo do “O barquinho”, e outras tantas do mesmo teor, que embora poéticas, lindas e sem reparos formais, eram consideradas “alienantes”. Além disso, o próprio ritmo foi posto na berlinda. A excessiva influência do jazz na Bossa Nova, por exemplo, passou a ser também questionada e igualmente combatida. Pouco importava a esses críticos ferozes o fato de ser justamente essa fusão do samba com o ritmo oriundo dos negros norte-americanos ser o grande chamariz para que o movimento fizesse o sucesso que fez nos Estados Unidos e na Europa e se projetasse da grande mídia mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os precursores da Bossa Nova, os que a lançaram, de fato, passaram a integrar uma facção à parte, que se convencionou chamar de “Formalista”. Ou seja, a dos que se opunham à mistura de arte com política. A música, para eles, deveria satisfazer seus “consumidores” por si só e realizar-se no estrito âmbito musical, sem precisar incursionar no polêmico e movediço terreno do social ou do ideológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que não pensavam dessa forma, passaram a ser chamados de “Compositores do Protesto”. A partir dessa divisão, a Bossa Nova atravessou um período de lento, mas contínuo desgaste. Entrou em decadência até finalmente “desaparecer”, substituída por outros movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da tentativa de se opor à nascente “Jovem Guarda”, que se desenvolveu ao embalo do “rock”, derivou-se para uma espécie de hibridismo, de convergência entre as duas tendências. Isso deu origem a um novo tipo de enfoque, tanto temático quanto rítmico, mais crítico e mais agitado, que tempos depois ficaria conhecido como “Tropicália”. A era dos geniais (e alguns sensuais) sussurros ao pé do ouvido da pessoa amada estava chegando ao fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-441314326580032398?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/441314326580032398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/bossa-que-veio-do-nada-o-cantor-e.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/441314326580032398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/441314326580032398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/bossa-que-veio-do-nada-o-cantor-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-P6kHEN8pIXE/TxmI7xr7QuI/AAAAAAAAoJw/_7BCWFyDG8U/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6312872073421259699</id><published>2012-01-20T05:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T05:38:56.617-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-58OO3Pcv4pM/TxluXecx4HI/AAAAAAAAoJk/BzSKGHYe3kU/s1600/titulo-urarianomota.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699708153003892850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-58OO3Pcv4pM/TxluXecx4HI/AAAAAAAAoJk/BzSKGHYe3kU/s400/titulo-urarianomota.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Pgfz01qaqx0/TxluN449xfI/AAAAAAAAoJY/rlEiqXe5fmo/s1600/carta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 282px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699707988302743026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Pgfz01qaqx0/TxluN449xfI/AAAAAAAAoJY/rlEiqXe5fmo/s400/carta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cartas camponesas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* Por Urariano Mota&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A coluna de hoje poderia ser chamada também de “a humanidade fora do rádio”. Ou de “a inteligência fora das ondas, fora dos sinais de toda e qualquer mídia”. Mas deixo o título acima para ser fiel ao espírito do que vão ler. Antes, um breve esclarecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cartas a seguir foram dirigidas ao programa “Acorda, camponês”, que a partir de 1987 esteve no ar da Rádio Tamandaré. Nele estivemos ao lado de Ruy Sarinho e Marco Albertim, que produziam, faziam reportagens e editavam tudo. Eu, no papel improvisado de apresentador, com direito a virar repórter, sempre que necessário. O certo é que duramos dois anos, no ar todos os domingos, das 5 às 6 da manhã. Os usineiros e donos de engenho de Pernambuco a princípio não sabiam que o programa era gravado, e ligavam para a emissora, ameaçando invadir o estúdio para acabar à bala a subversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Acorda, camponês” era patrocinado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco, a Fetape, que a ele dava substância, vida e orientação. Os trabalhadores fizeram do Acorda uma coisa muito bonita, até em resultados de audiência. Por muito tempo o programa foi líder, a partir das 5 da manhã, chegando até a “derrubar” o lendário Forró do Lacerdinha, da Rádio Clube, que comandava o Ibope vários anos antes do Acorda, Camponês. Como era possível um programa de denúncia, de esclarecimento dos direitos do trabalhador do campo, ser tão ouvido e amado? Em outra oportunidade, tentaremos responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim o “Acorda, Camponês” saiu do ar de forma brusca, sem aviso prévio, como quem despede um moleque, na Rádio Tamandaré, do Sistema Verdes Mares de Comunicação. Notem: era um programa pago à emissora, no preço que ela ditou, com números recordes de audiência, em um horário “morto” da madrugada. E fomos cortados de forma arbitrária, sem explicações. Mas por ora, vamos ao que mais importa. Em um feliz acaso, descoberto pela senhora Francêsca, que suporta a pessoa do colunista no papel de marido, segue a cópia de duas cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;----------------------------&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;“Engenho Pranalto, 17-5-88&lt;br /&gt;Saudação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou escrevendo esta minha carta a este brilhante maravilhoso programa acorda camponês, que eu estou toda de manhã com o meu rádio no travesseiro ouvindo acorda, camponês. Eu fico muito feliz de ouvir vocês falar. Vocês falam que está difícil pra essa reforma da terra sair. O que está faltando é se unir todos os trabalhadores, se unir um com outro trabalhador, rurais da cidade e periferia, trabalhadores das indústrias, todos esses trabalhadores se unir. Então assim essa reforma agrária da terra era resolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteja sempre ao nosso lado nos ajudando. Vocês sabem, tudo unido vai avante, assim nós seremos nós mais nossa luta. Vocês olhem e pensem e meditem das produções e demais trabalhadores do campo. Nos ajudem para nós alcançar a vitória da reforma agrária da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrança ao radialista que foi ao acorda, camponês. Eu também vai lembrança e um forte abraço pra Sinésio. Não se esqueça de mim. Todo domingo estou ligado ao programa acorda camponês. Aqui eu fico com estas minhas palavras. Desculpe os erros.&lt;br /&gt;Fim&lt;br /&gt;Francisco Gomes Barbosa”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;“Engenho Acaú, 3 de 4 de 88&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados companheiros que fazem o programa acorda camponês. É pela terceira vez que escrevo para este maravilhoso programa. Venho por meio desta dizer-lhes que sou um ouvinte autêntico deste programa e do violência zero. Aí vai o nosso sincero abraço para todos que fazem os mesmos... Companheiro, aí vai um apelo para que a Fetape, a Contag e todas as entidades sindicais façam esta pergunta a nossas autoridades, que constituem o nosso país, principalmente o nosso ministro e ao nosso presidente e governo do estado Pernambuco, e todos os trabalhadores de Pernambuco queremos saber desta resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Eis aí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Como podemos viver neste país? Se roubamos, vamos presos. Se assaltamos, também. E se vamos trabalhar para alimentar os nossos filhos e para a grandeza do nosso país, somos mortos. Só agradecemos todos os trabalhadores de Condado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço que leia, mas não anuncie o meu nome, pra eu não ser ameaçado, que aqui a boca é quente. Nós do município de Condado queremos justiça pelo que aconteceu em nosso município e vem acontecendo em nosso país. Só nosso sincero abraço, assina aqui o trabalhador&lt;br /&gt;(Nome riscado), Acaú de Baixo, Condado – PE”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ouçam um trecho de um programa de 1987, aqui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://soundcloud.com/urariano/fx01acordacamponesprograma0918&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Escritor, jornalista, colaborador do Observatório da Imprensa, membro da redação de La Insignia, na Espanha. Publicou o romance “Os Corações Futuristas”, cuja paisagem é a ditadura Médici. Tem inédito “O Caso Dom Vital”, uma sátira ao ensino em colégios brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6312872073421259699?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6312872073421259699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/cartas-camponesas-por-urariano-mota.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6312872073421259699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6312872073421259699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/cartas-camponesas-por-urariano-mota.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-58OO3Pcv4pM/TxluXecx4HI/AAAAAAAAoJk/BzSKGHYe3kU/s72-c/titulo-urarianomota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-710044661965412861</id><published>2012-01-20T05:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T05:33:56.650-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tqcM2wVf8-0/TxltJmIgE-I/AAAAAAAAoJM/FTUMLsa7Hn8/s1600/titulo-eduardooliveirafreire.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699706815036527586" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-tqcM2wVf8-0/TxltJmIgE-I/AAAAAAAAoJM/FTUMLsa7Hn8/s400/titulo-eduardooliveirafreire.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_PREpnrhIOc/TxltFMdHMHI/AAAAAAAAoJA/ertHJEdlYlI/s1600/pilulas1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699706739424178290" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-_PREpnrhIOc/TxltFMdHMHI/AAAAAAAAoJA/ertHJEdlYlI/s400/pilulas1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pílulas literárias 110&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;* Por Eduardo Oliveira Freire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NA FESTA...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;ansado de representar vai à varanda e olha a lua cheia. Mesmo com o som alto, ouve-se um rugido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;CADA UM COM SEUS DEVANEIOS...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;- Meu amigo imaginário é mais concreto que muitas pessoas.&lt;br /&gt;- Estranho, às vezes me sinto um personagem de filme. Ouço trilha sonora e vejo letreiros que sobem do chão ao céu .&lt;br /&gt;- Está me ouvindo?&lt;br /&gt;- E você?&lt;br /&gt;- Cada um com seus devaneios.&lt;br /&gt;- O enfermeiro vai passar que horas?&lt;br /&gt;- Não vai passar.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Foi morto por borboletas carnívoras.&lt;br /&gt;- Então tomarei chá com a rainha das caveiras ninjas.&lt;br /&gt;- Tchau!&lt;br /&gt;- Tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;OBSERVAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sente-se observado. Vê o labirinto de olhos e não identifica ninguém. De repente, escuta: “Olá, sou fantasma também.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;* Eduardo Oliveira Freire é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, com Pós Graduação em Jornalismo Cultural na Estácio de Sá e é aspirante a escritor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-710044661965412861?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/710044661965412861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/pilulas-literarias-110-por-eduardo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/710044661965412861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/710044661965412861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/pilulas-literarias-110-por-eduardo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tqcM2wVf8-0/TxltJmIgE-I/AAAAAAAAoJM/FTUMLsa7Hn8/s72-c/titulo-eduardooliveirafreire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8191595714324209164</id><published>2012-01-20T05:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T05:29:22.494-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-c1IxFY1ivtE/TxlsIAa-eGI/AAAAAAAAoI0/YJ4M87PJBoM/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699705688221972578" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-c1IxFY1ivtE/TxlsIAa-eGI/AAAAAAAAoI0/YJ4M87PJBoM/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RlbBVIjpfUc/Txlr_SqlPuI/AAAAAAAAoIo/zjJnK6D_arw/s1600/emocoes"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 258px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699705538500443874" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-RlbBVIjpfUc/Txlr_SqlPuI/AAAAAAAAoIo/zjJnK6D_arw/s400/emocoes" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sobre emoções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;* Por Jair Lopes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;ara falar de emoções quero usar como gancho o trecho abaixo publicado no blogue http://seteramos.blogspot.com de autoria de meu amigo Barcellos: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;“Homens são lógicos e racionais. Mulheres são emotivas e passionais. É claro que esta visão é extremista e polarizada demais. A maioria de nós - homens e mulheres - se situa em algum ponto intermediário entre esses dois extremos. E deslizamos para um lado ou para outro conforme as circunstâncias, sobre as quais raramente temos um controle efetivo”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, emoções nos são tão necessárias como comer ou dormir, nossa saúde mental depende delas. Há que se levar em conta que no curso da evolução humana a emoção do medo, por exemplo, foi fundamental para a sobrevivência, o homem que temia perigos insuperáveis como enfrentar um animal mais forte, rápido e bem armado de garras, era o que sobrevivia e deixava descendentes. Os homens por demais imprudentes que se colocaram a mercê de eventos perigosos que lhes tiraram a vida, dificilmente tiveram oportunidade de passar seus genes adiante. Embora se possa dizer que esses arrojados foram mais felizes em conseguir comida, também foram os primeiros a serem devorados pelas feras. Somos herdeiros de homens comedidos e racionais, mas que colocaram a emoção medo a serviço da perpetuação da espécie.&lt;br /&gt;Os autores Sandra Aamodt e Sam Wang, do livro “Seja bem-vindo ao seu cérebro”, dizem que &lt;em&gt;“a maioria das pessoas acha que emoções prejudicam a capacidade de fazer opções sensatas – mas isso não é verdade”. &lt;/em&gt;Afirmam, baseados em estudos do cérebro em condições monitoradas, que as emoções surgem em resposta a eventos que impressionam a mente e mantém o cérebro concentrado no que for importante para reagir, desde ameaça à integridade física até oportunidades sociais. As emoções nos forçam a moldar nosso comportamento aos fatos de modo a obtermos maximização de resultados, seja para nos defendermos ou para aproveitarmos uma oportunidade adequada.&lt;br /&gt;E aqui fica uma observação do que ocorre com a tão comentada racionalidade que, aparentemente, deveria comandar nossas ações mais eficientes. Na vida real, geralmente não podemos emitir julgamentos acertados com base apenas na lógica, pois, o mais das vezes não dispomos de todos os dados da equação para decidirmos a melhor maneira de fazer ou de se comportar. Assim, seria favas contadas mudar de profissão, por exemplo, se soubéssemos que no futuro nossa decisão nos traria aquilo que desejamos em matéria de salário e satisfação pessoal. Num caso de perigo funciona assim: corra para se salvar, mesmo que depois descubra que a “ameaça” era apenas um galho com aparência estranha. Pois, na maioria dos casos, só podemos contar com nossa intuição e não com dados concretos e confiáveis, o galho era um bicho terrível, lembra?&lt;br /&gt;De certa maneira, podemos recordar de nossa última viagem ao exterior muito melhor do que comemos no desjejum de hoje, a menos que nossa primeira refeição tenha sido algo inusitado como lagosta acompanhada de caviar beluga, ou tenhamos comido gafanhotos assados, por exemplo. Emoções fortes tendem a marcar nossa memória de maneira acentuada. As emoções salientam o efeito da experiência e fazem com que os fatos sejam consolidados na memória. A excitação mental que a emoção causa pode “marcar” áreas cerebrais de modo a formar armazenamento de longo prazo de detalhes importantes de um evento especialmente emotivo, em detrimento de detalhes periféricos não ligados ao caso.&lt;br /&gt;Particularmente, não sou bom contador de piadas, me falta aquele “time” que torna o desfecho da anedota risível ou gargalhativo. Mas, consigo lembrar de muitas piadas – muitas centenas talvez – com o exato contexto em que foram contadas e quem as contou. Lembro até piadas que ouvi quando era criança de dez ou onze anos, e “vejo” na minha memória o momento e local que gargalhei ou ri de um bom desfecho. Por que essas lembranças tão vívidas? Emoção. Embora o humor não seja algo que se defina com facilidade, é fácil reconhecer situações risíveis, ou seja, se é engraçado para nós, rimos e pronto, não há uma chave de liga e desliga do humor, ele se impõe por si só.&lt;br /&gt;Através do humor as pessoas se sentem bem, parece que ativa áreas de recompensa no cérebro que reagem a outros tipos de prazer como comer ou fazer sexo. Na verdade a gargalhada pode ser uma antiga reação dos hominídeos para indicar que aquilo que aparentava perigo era inócuo, então a gargalhada representava o prazer de estar vivo e saudável.&lt;br /&gt;Portanto, as recompensas (emoções) do humor não são apenas de bem estar consigo mesmo. Quem faz os outros rirem está contribuindo para interação social e permitindo àqueles que riem desestressem. Portanto se nos divertimos com coisas que outros não acham engraçadas, provavelmente viveremos mais e melhor que os ranzinzas e resmungões. Então, quaisquer que sejam as emoções, elas sempre estarão contribuído para nossa qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;• Escritor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8191595714324209164?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8191595714324209164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/sobre-emocoes-por-jair-lopes-p-ara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8191595714324209164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8191595714324209164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/sobre-emocoes-por-jair-lopes-p-ara.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-c1IxFY1ivtE/TxlsIAa-eGI/AAAAAAAAoI0/YJ4M87PJBoM/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4233783823464718206</id><published>2012-01-20T05:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T05:24:58.085-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YhRH2ivHVG4/TxlrIsEjFSI/AAAAAAAAoIc/Hlh_u0xpO40/s1600/dops.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 340px; HEIGHT: 282px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699704600427435298" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-YhRH2ivHVG4/TxlrIsEjFSI/AAAAAAAAoIc/Hlh_u0xpO40/s400/dops.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Uma visita ao inferno dos porões da ditadura militar brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;* Por Magali Moser&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;oi uma sensação difícil de traduzir. Como se fosse violentada, junto daqueles tantos que sucumbiram na luta por liberdade e democracia, a custa de muito sangue e sofrimento. Na primeira semana do ano, conheci o Memorial da Resistência, antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) entre 1940 e 1983, em São Paulo, onde funcionava parte dos mecanismos da repressão política da ditadura militar. Não há como percorrer aquelas salas sem sentir todo o horror instalado no Brasil com os anos de chumbo. Reaberto como museu em 2008, o prédio de tijolos vermelhos na Praça General Osório, junto à Estação da Luz, gera sensações e emoções. Conhecer o Memorial é indispensável a todos aqueles que hoje podem se manifestar livremente, sem medo de serem presos por falarem o que acreditam.&lt;br /&gt;A atmosfera do ambiente é pesada. A energia, muito negativa. Construído no início do século XX para abrigar escritórios e armazéns da Companhia Estrada de Ferro Sorocabana, o edifício testemunhou a prisão e tortura de presos políticos como Freis Betto e Tito, Dilma, Wladimir Herzog, Rose Nogueira, Elza Lobo. Hoje se dedica à preservação da memória política do país. É possível visitar as celas onde os presos políticos ficavam detidos. Logo no início, os sons de cadeados abertos, fotos tiradas e da máquina de escrever criam a ideia de que o visitante está dando entrada no DOPS.&lt;br /&gt;Na primeira cela é possível verificar o processo de implantação do Memorial, viabilizado através de reuniões com ex-presos políticos e a Secretaria de Cultura de São Paulo. O corredor leva à segunda sala, que homenageia os presos desaparecidos e mortos pelo DOPS/SP. A terceira cela recostitui o dia-a-dia dos presos. Colchões finos no chão, pia imunda, uma toalha suja estendida num varal improvisado recriam o cotidiano na prisão. Nas paredes, há ainda inscrições refeitas com objetos cortantes e baseadas nas memórias de ex-detentos, que marcam nomes de quem foi preso ali e frases de desespero, como a assinada pela ex-presa política: Rose Nogueira: “raptaram meu bebê”. Na quarta e última cela, o ambiente é todo escuro, apenas com um foco de luz sob um caixote com um cravo vermelho numa garrafa plástica. Na cela, o visitante tem a possibilidade de ouvir depoimentos e relatos de ex-detentos que passaram pelo local chamado pelos torturadores de “sucursal do inferno”. O DOPS/SP esteve por anos sob a responsabilidade do delegado Sérgio Paranhos Fleury, responsável direto por torturas e assassinatos e também por atormentar para sempre as memórias de Frei Tito.&lt;br /&gt;Nas paredes das salas, frases de ex-detentos: "Dependendo da maneira como o carcereiro abria a porta, a gente percebia o que era; se era para chamar alguém para a tortura, se era alguém chegando, se era a comida vindo". Curioso é que o prédio não guarda nenhum aparelho usado para a tortura. As salas estão descaracterizadas. O ambiente pode ter sido recriado com outras cores, mas de toda forma, a manutenção do espaço como museu aberto ao público é uma forma de impedir que o período mais cruel da história brasileira seja esquecido.&lt;br /&gt;Desde que li Olga, de Fernando Morais, na faculdade, e mais recentemente, Batismo de Sangue, de Frei Betto, os relatos de tortura nunca mais me deixaram. A resistência na abertura dos arquivos da ditadura brasileira é algo a ser combatido pela população. A vontade política é condição fundamental para que os torturadores da ditadura paguem pelos seus crimes. A quem interessa preservar generais e assassinos de um passado recente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Jornalista &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4233783823464718206?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4233783823464718206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/uma-visita-ao-inferno-dos-poroes-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4233783823464718206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4233783823464718206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/uma-visita-ao-inferno-dos-poroes-da.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YhRH2ivHVG4/TxlrIsEjFSI/AAAAAAAAoIc/Hlh_u0xpO40/s72-c/dops.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-395785934534544748</id><published>2012-01-20T05:20:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T05:22:16.004-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6Xvsw6_7tdE/Txlqf8iZEpI/AAAAAAAAoIQ/qG8WKEmaaQE/s1600/crencas"&gt;&lt;img style="WIDTH: 337px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699703900472939154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-6Xvsw6_7tdE/Txlqf8iZEpI/AAAAAAAAoIQ/qG8WKEmaaQE/s400/crencas" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Crenças&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Pedro Du Bois&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;R&lt;/span&gt;eafirmo a descrença&lt;br /&gt;no regresso&lt;br /&gt;no progresso&lt;br /&gt;no anverso do bilhete&lt;br /&gt;escrito no estertor do espírito&lt;br /&gt;prefiro crer na indolência&lt;br /&gt;caseira dos profetas:&lt;br /&gt;no livro reaberto&lt;br /&gt;nos dias de raciocínios&lt;br /&gt;intransigentes em defesa do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poeta &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-395785934534544748?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/395785934534544748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/crencas-por-pedro-du-bois-r-eafirmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/395785934534544748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/395785934534544748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/crencas-por-pedro-du-bois-r-eafirmo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6Xvsw6_7tdE/Txlqf8iZEpI/AAAAAAAAoIQ/qG8WKEmaaQE/s72-c/crencas' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-844362278604430592</id><published>2012-01-19T07:31:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T07:33:05.178-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hWuwDAbtZvY/Txg3pva-UhI/AAAAAAAAoGs/qTNG2xvKHNo/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699366518681129490" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-hWuwDAbtZvY/Txg3pva-UhI/AAAAAAAAoGs/qTNG2xvKHNo/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-J3jZYD7E6iM/Txg3khlhwNI/AAAAAAAAoGg/nhrp7WMclWQ/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699366429067952338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-J3jZYD7E6iM/Txg3khlhwNI/AAAAAAAAoGg/nhrp7WMclWQ/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Bossa intelectualizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Ladeira da Memória – Pedro J. Bondaczuk, crônica “Vibração com a vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Contradições e paradoxos – Marcelo Sguassábia, crônica,“Abbey Road remixado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Aventuras em paradoxo – Fernando Yanmar Narciso, crônica “Faltando tempero”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Do fantástico ao trivial – Gustavo do Carmo, conto “Fim de festa”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Elaine Tavares, crônica “Televisão: fábrica de mais-valia ideológica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-844362278604430592?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/844362278604430592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-bossa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/844362278604430592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/844362278604430592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-bossa.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hWuwDAbtZvY/Txg3pva-UhI/AAAAAAAAoGs/qTNG2xvKHNo/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1699412548183964211</id><published>2012-01-19T07:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T07:30:59.079-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vMQ7TSdlpoA/Txg3K4_NX8I/AAAAAAAAoGU/X9sO1UxwPK0/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699365988673085378" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vMQ7TSdlpoA/Txg3K4_NX8I/AAAAAAAAoGU/X9sO1UxwPK0/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Bossa intelectualizada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt; Bossa Nova – ao contrário do samba clássico, genericamente chamado, nos círculos mais íntimos, de “sambão”, que surgiu nas rodas de terreiros dos arrabaldes do Rio de Janeiro – apareceu, basicamente, na elitizada Zona Sul carioca. É fruto típico da classe média intelectualizada, dos barzinhos da moda e dos apartamentos de luxo de Copacabana, Ipanema e Leblon. Teve importância inestimável ao projetar, no cenário musical, músicos talentosíssimos, que até então serviam, meramente, de “partners” para cantores de voz empostada na execução de bolerões dramáticos e de sambas-canções românticos, tipo dor de cotovelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritmo e letra foram preponderantes, foram as chaves para o sucesso da Bossa Nova. A melodia tornou-se complexa, inovadora no cenário musical brasileiro. Foi, como o texto de um fascículo da Editora Abril, “O som brasileiro, do lundu à Tropicália”, assinalou, com propriedade: “Quem já teve um violão na mão e conhece os rudimentos de sua técnica, sabe que com três posições (acordes básicos) de uma tonalidade é possível acompanhar toda uma infinidade de canções tradicionais; na Bossa Nova isso não era mais possível, pois as complicadas incursões melódicas exigiam um encadeamento harmônico mais evoluído”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere às letras das composições, houve, também, enorme salto qualitativo, com a participação de letristas de cultura superior, em geral respeitados poetas nos meios literários, além de diplomatas e profissionais liberais. A música popular deixou, definitivamente, de ser tarefa para “malandros”, ou seja, atividade considerada “marginal”, para ganhar maior status, gabarito artístico, projeção inclusive (ou principalmente) internacional, engajando, entre tantos intelectuais criativos e de gosto refinado, figuras como Newton Mendonça e Vinícius de Moraes, por exemplo, entre tantas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um tanto suspeito para avaliar a Bossa Nova. Participei diretamente dela. Atuei como letrista, em parceria com vários músicos, embora não me conste que qualquer das minhas composições tenha sido gravada. Por que? Nunca soube e, a bem da verdade, nem me interessa saber. Para mim o que conta é a emoção de haver participado ativamente da composição de dezenas de canções, todas elas, sem exceção, de amor. Isso me basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso testemunhar, por havê-la sentido com enorme intensidade, que é uma sensação indescritível, sobretudo de orgulho (aquele sadio que nos advém da certeza da excelência de alguma obra que produzimos) poder ouvir um poema que se compôs, musicado e interpretado com garra e com paixão por algum afinado cantor. E posso garantir que minhas letras, posto que introspectivas (característica da minha obra poética), nada têm a ver com barquinhos, ondas do mar, gaivotas etc. que marcaram determinadas composições da Bossa Nova e que agradaram a uns, mas desagradaram a outros tantos. Aliás, como acontece com tudo o que se faz na vida, notadamente nas artes. É como diz o vulgo: “não se pode agradar, simultaneamente, a gregos e troianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito do seu caráter, digamos, antipopular, o movimento, muito bem divulgado e trabalhado por pessoas competentes e hábeis, “emplacou”, mesmo entre as camadas populares, as mais humildes da população. Afinal, bom gosto não é questão de status econômico e/ou social, nem de sexo, idade etc. Ou o sujeito tem ou não tem. Nesse aspecto, no de uma arte musical refinada, mais elaborada e de inegável valor artístico, a Bossa Nova exerceu, até mesmo, um papel didático, que influenciou, de uma forma ou de outra, praticamente todos os movimentos que a sucederam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forçou, por exemplo, muito músico de “ouvido” a estudar, a pesquisar e a aprimorar sua técnica de execução para acompanhar a tendência da moda, sob o risco de ficar desempregado. Teve o papel, portanto, de uma espécie de escola informal. Além do que, revelou e projetou novos talentos que ofuscaram o “estrelismo” de cantores de vozes potentes, mas de gosto duvidoso na escolha dos respectivos repertórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, muitos intérpretes, que não foram dotados pela natureza com cordas vocálicas privilegiadas, em termos de potência, mas que eram sumamente afinados, se deram conta que poderiam também cantar e agradar o público com suas interpretações. Nesse aspecto, sem dúvida, quem se destacou sobremaneira foi o baiano João Gilberto. A despeito do seu temperamento, digamos, um tanto difícil, conquistou um público cativo, no País e no Exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo de música que estava sendo composto naquele período, intimista por excelência, com versos de reconhecida qualidade e intenso apelo emocional, e praticamente sussurrados (como se ditos com paixão ao ouvido da pessoa amada no momento mais intenso de amor), permitia essa façanha a cantores que antes nunca haviam ousado se colocar como tal. Isso, com certeza, foi outro dos fatores que contribuíram para o sucesso da Bossa Nova, que assumiu o papel de uma espécie de “trilha sonora” de muitos namoros, que resultaram em casamentos. Mas... essa já é uma outra história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1699412548183964211?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1699412548183964211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/bossa-intelectualizada-bossa-nova-ao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1699412548183964211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1699412548183964211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/bossa-intelectualizada-bossa-nova-ao.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vMQ7TSdlpoA/Txg3K4_NX8I/AAAAAAAAoGU/X9sO1UxwPK0/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5723265199539181290</id><published>2012-01-19T05:46:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T05:50:25.881-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hzWP16jqupU/TxgflBAFO6I/AAAAAAAAoGI/VCVUYUh01L4/s1600/titulo-pedrobondaczuk.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699340049221761954" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-hzWP16jqupU/TxgflBAFO6I/AAAAAAAAoGI/VCVUYUh01L4/s400/titulo-pedrobondaczuk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SiFtr88WQBA/TxgfZcyX6dI/AAAAAAAAoF8/-sk7xsj6dhs/s1600/vida.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699339850522028498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-SiFtr88WQBA/TxgfZcyX6dI/AAAAAAAAoF8/-sk7xsj6dhs/s400/vida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Vibração com a vida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Pedro J. Bondaczuk&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; homem introspectivo, familiarizado com suas lembranças e com suas idéias, acostumado à solidão, no limiar do autoconhecimento raramente alcançado (poucos sequer o buscam), que é "íntimo" de si mesmo, confronta-se, a cada instante, com as próprias fraquezas que o irritam e decepcionam. É alguém que conhece o caminho da perfeição, mas se vê tolhido de chegar perto dela por limitações – algumas insuperáveis – que possui. Pobre condição humana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimo-nos deuses em determinados momentos de delírio megalomaníaco (que para alguns são virtualmente constantes), abstraídos da nossa mortalidade, da nossa pequenez, da nossa pouca lucidez (quando há alguma), da nossa efemeridade. Somos apenas um entre tantos (atualmente entre mais de 7 bilhões de semelhantes), de uma determinada fração infinitesimal de tempo. E, no entanto, bem no íntimo, nos sentimos o centro do universo. Alguns, indiferentes ao papel ridículo que fazem, vivem a cada momento esse egocentrismo exacerbado. Outros, sabem disfarçá-lo. Pobre condição humana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos sempre confrontando realidade e fantasias. O doente mental é o que se deixa levar demais por esse lado fantasioso da vida. É muito difícil, senão impossível, definir um parâmetro de sanidade e de loucura. Conheço pessoas tidas como mentalmente doentes, algumas internadas em hospícios, que, no entanto, revelam mais lucidez e sabedoria do que muitos dos que me comandam. E que, sobretudo, sabem ser felizes. Talvez aí resida o que a maioria entende por "loucura". O homem teima em apostar na infelicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convivo, também, com indivíduos podres, que mereceriam ser contidos em uma camisa-de-força, e que, no entanto, posam de "gurus", de luminares do saber, de guias das novas gerações. São arrogantes, vaidosos, amorais e sem nenhum senso de piedade ou solidariedade. E são tidos por sãos, quando não por "gênios".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fôssemos medir o grau de normalidade pelos parâmetros vigentes, todos seríamos passivos de internamento na "casa verde", da célebre história de Machado de Assis, "O Alienista". Somos todos um pouco loucos. Dyonélio Machado escreveu a propósito: "Saúde mental se define de uma maneira muito simples: é a capacidade de adaptação à realidade. A perda desta capacidade de adaptação leva às doenças mentais. Os animais não têm isso, têm uma grande capacidade de adaptação, eles se modificam para manter esta capacidade. Eles modificam até sua cor, para se adaptar à realidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este parâmetro, como se vê, somos todos um tanto pirados. Ou quase pirados. Ou totalmente pirados. Cada um que escolha a sua graduação. O homem contemporâneo vive, de fato, com os pés no chão? As regras sociais vigentes têm ao menos um mínimo de senso? É ou não é absurdo o fato de alguém se arrogar a dono de um pedaço (não importa de que tamanho) de um planeta que não construiu e que já encontrou pronto ao nascer e que vai continuar existindo bilhões de anos após a sua morte? Pobre condição humana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, vale a pena viver, mesmo não atinando com a origem, o sentido e o fim dessa existência. É uma oportunidade única, de curta duração (para alguns limita-se somente a horas, quando não minutos), absolutamente imprevisível e que pouco podemos fazer para moldar à nossa feição. E ainda assim é uma experiência compensadora, mesmo que marcada pelo sofrimento e pela dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem prefira o nada, a anulação, a inexistência, o risco do vazio, das sombras, da morte. Há pessoas que não vibram com a vida e vêem nela apenas um conjunto de sofrimentos e não um fascinante desafio que pode, é certo, nos fazer sofrer, mas também tem condições de nos trazer inefáveis satisfações, posto que efêmeras. Há quem tente abreviar o fim. Há quem pretenda que essa abreviação seja delegada a terceiros, que deteriam um poder absurdo. Há quem apregoe a eutanásia como "libertação", mesmo não sabendo o que há do "outro lado" ou se este de fato existe. Pobre condição humana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor Raduan Nassar expressa: "No fundo, no fundo mesmo, o que importa é vibrar com a vida. Me parece estar aí o ponto de partida da literatura, no que penso inteiramente diferente daquele personagem de Tonio Krueger que diz que quem morre pra vida nasce pra arte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente ao contrário. Não vejo beleza em esqueletos, em fósseis, em restos humanos ou de qualquer animal. Não acho belos a agonia, o estertor e a extinção. Não há poesia, lirismo e nem arte no desespero, no desânimo e na morte. Estas são fraquezas inerentes à nossa pobre condição humana. Prefiro tentar imitar os deuses... Estou comprometido com a beleza... Busco, a cada segundo, vibrar com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções, foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance Fatal” (contos) e “Cronos &amp;amp; Narciso” (crônicas). Blog “O Escrevinhador” – http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5723265199539181290?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5723265199539181290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/vibracao-com-vida-por-pedro-j.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5723265199539181290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5723265199539181290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/vibracao-com-vida-por-pedro-j.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hzWP16jqupU/TxgflBAFO6I/AAAAAAAAoGI/VCVUYUh01L4/s72-c/titulo-pedrobondaczuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-694563647805249463</id><published>2012-01-19T05:42:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T05:45:12.522-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-g2tca3uRWtU/TxgeXeWGphI/AAAAAAAAoFw/WxCIkEBHQ-k/s1600/titulo-marcelosguassabia.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699338717068961298" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-g2tca3uRWtU/TxgeXeWGphI/AAAAAAAAoFw/WxCIkEBHQ-k/s400/titulo-marcelosguassabia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lM2799SL4jc/TxgeQu9fTiI/AAAAAAAAoFk/PoAB434UzzA/s1600/abbey.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699338601270038050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-lM2799SL4jc/TxgeQu9fTiI/AAAAAAAAoFk/PoAB434UzzA/s400/abbey.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Abbey Road remixado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* Por Marcelo Sguassábia&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;k, boys. Já que a ideia é mesmo essa e parece que não há jeito de vocês voltarem atrás com essa tolice, tenho algumas sugestões para deixar o resultado final um pouco menos ruim. Pra começo de conversa, sugiro que vocês quatro se virem pra câmera dando tchauzinho. Sei lá, penso que assim a coisa ficará mais amistosa e interativa do que todo mundo sério e alinhado, olhando pra frente e atravessando a rua.&lt;br /&gt;- Mas afinal de contas, o que você tem em mente é uma capa de disco ou um cartaz de circo? Só falta você sugerir que o Ringo fique fazendo chifrinho no George na hora do clique...&lt;br /&gt;- Calma, Paul. Eu sei que a ideia é sua, mas vocês contrataram um fotógrafo profissional e eu me sinto na obrigação de orientá-los pra que o resultado fique realmente bom e funcione comercialmente. Uma coisa é certa, rapazes: nenhuma capa de disco entra pra história com quatro sujeitos atravessando uma faixa de pedestres como se fossem uns anônimos e inexpressivos súditos da rainha. Caramba, vocês são os Beatles!!!&lt;br /&gt;- Veja bem, por mim você e Paul decidem o que acharem melhor nessa peleja capitalista de vender mais ou menos discos. A única coisa que peço é que a Yoko atravesse a faixa ao meu lado. Caso contrário, não tem negociação, vamos embora agora mesmo. Vocês sabem que não desgrudo um minuto dela, e isso inclui travessias de rua, partidas de rugby e até exames de próstata.&lt;br /&gt;- John, isso é efeito da maconha, do LSD ou do sol na cabeça? Estamos falando de um disco dos Beatles, e não de Yoko e sua banda. Compreende?&lt;br /&gt;- Espera aí, gente. Se este pobre baterista pode dar um palpite, recomendo que continuemos a discussão num pub ou algo assim. O trânsito está ficando engarrafado e daqui a pouco começam a buzinar. A intenção era perder no máximo vinte minutos com esta merda de foto. Não temos o dia todo e precisamos gravar mais um take de “Come Together” ainda hoje, esqueceram?&lt;br /&gt;- Eu insisto: tá faltando alguma coisa bombástica, arrebatadora, que dê uma sacudida nessa capa. Ou então, sei lá, um toque de humor britânico, mesmo que bem sutil. Por exemplo, um de vocês é o guarda de trânsito, orientando os outros três na travessia. Heim, que tal? Aí sim vai ficar bacana.&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas e a Yoko?&lt;br /&gt;- Sugiro que o guarda se distraia e um carro passe por cima dela.&lt;br /&gt;- Por esta gracinha eu poderia te enfiar a mão na cara, Paul. Mas não vou fazer isso porque, independente de como fique essa maldita capa, no final das contas vão achar que o morto é você, e não Yoko. Pode apostar. Babacas do mundo todo vão esquadrinhar cada centímetro da foto, procurando pistas que confirmem a sua morte. O que mais lamento é que ela não passe de um boato.&lt;br /&gt;- Gente, por favor, vamos dar uma trégua na troca de afagos. Daqui a pouco começa a juntar gente pra pedir autógrafos, a imprensa aparece e aí a foto já era.&lt;br /&gt;- Pensando bem, acho que o Ringo está certo. Vamos voltar para o estúdio, terminar “Come Together” e esquecer essa história de capa de disco na faixa de segurança. Temos mais um tempo pra pensar numa solução melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;• Marcelo Sguassábia é redator publicitário. Blogs: www.consoantesreticentes.blogspot.com (Crônicas e Contos) www.letraeme.blogspot.com (portfólio)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-694563647805249463?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/694563647805249463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/abbey-road-remixado-por-marcelo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/694563647805249463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/694563647805249463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/abbey-road-remixado-por-marcelo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-g2tca3uRWtU/TxgeXeWGphI/AAAAAAAAoFw/WxCIkEBHQ-k/s72-c/titulo-marcelosguassabia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4787201267268930147</id><published>2012-01-19T05:39:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T05:42:18.368-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HpuXJdhj69o/Txgdpc4b8UI/AAAAAAAAoFY/kgYxVX5j9_U/s1600/titulo-fernandoyanmar.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699337926402109762" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-HpuXJdhj69o/Txgdpc4b8UI/AAAAAAAAoFY/kgYxVX5j9_U/s400/titulo-fernandoyanmar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-j5LT7aH8NZk/Txgdglp0LfI/AAAAAAAAoFM/877PsKUO2tI/s1600/fina-estampa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699337774137880050" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-j5LT7aH8NZk/Txgdglp0LfI/AAAAAAAAoFM/877PsKUO2tI/s400/fina-estampa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Faltando tempero&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;* Por Fernando Yanmar Narciso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;á mais ou menos uma década, exceto talvez pela obra de Glória Perez, conseguir emplacar um casal-satélite no horário nobre tem sido uma tarefa hercúlea. Agora que Fina Estampa está a 40 capítulos do fim, um debate tem tomado os sites de relacionamento: Com quem Griselda deve ficar no final da trama? Mas o motivo da discussão não é pela paixão despertada pelo triângulo amoroso no espectador, e sim porque ele simplesmente não dá liga. Ao que parece Lília Cabral não conseguiu ter aquele olhar abobado nem por René (Dalton Vigh) nem por Guaracy (Paulo Rocha).&lt;br /&gt;Ambos os atores são extremos opostos, como mandam as leis do folhetim: Vigh consegue o milagre de ser mais canastrão que Francisco Cuoco, e simplesmente não dá pra sentir aquela faísca saindo dos olhos do casal. Apesar do Paulo Rocha ser talentoso e esbanjar carisma, ele parece ter uns 30 anos a menos que Griselda, tornando aquela paixão incontrolável dele tão verossímil como uma nevasca em Picos, no Piauí.&lt;br /&gt;Agora Aguinaldo Silva tem esse tremendo abacaxi pra descascar, mas o que mais espanta é que só tenham se dado conta desse problema agora que a novela dobra a esquina rumo ao esquecimento. Desde a primeira semana estava na cara que nenhum dos pares e trios românticos principais da trama levantaria alguma torcida pela absoluta falta de química – se bem que os pares-reserva têm rendido alguma referência, como Rafa e Amália e Tereza Cristina e Pereirinha, mas também não há uma só mulher no mundo com quem José Mayer não consiga se relacionar, mesmo que no momento ele mais lembre um Papai Noel etíope.&lt;br /&gt;Não dá pra entender porque esse fenômeno tem acontecido com tanta freqüência. No tempo que as novelas eram essencialmente histórias de amor, era muito difícil o público reprovar pares e triângulos amorosos, afinal o papel das tramas de, digamos, Janete Clair, era alienar e distrair a gente, para que esquecêssemos do sofrimento e da repressão por pelo menos meia hora diária. O que não dizer dos três casais de Irmãos Coragem, do triângulo Cristiano/Simone/Fernanda de Selva de Pedra, Herculano e Amanda de O Astro, Carlão e Lucinha de Pecado Capital, e até Sinhôzinho Malta e Viúva Porcina? Todos foram casais incríveis, instigantes, que faziam a dona de casa torcer por um final feliz mesmo que os atores parecessem roletas de ônibus.&lt;br /&gt;Principalmente Chicão Cuoco, que foi o galã que mais participou das histórias de Janete Clair, sendo desejado por todas mesmo tendo uma tremenda cara de agente funerário.&lt;br /&gt;Para mim, para se ter um folhetim de sucesso são necessários dois elementos: Bons textos e entrega absoluta do elenco a eles. Eu sei, esses elementos são meio óbvios, mas percebi que nas novelas de antigamente havia uma simbiose perfeita entre atores e papéis, como se eles já tivessem saído da barriga da mãe daquele jeito. A química dos casais era às vezes inexplicável, como se eles se conhecessem desde as fraldas.&lt;br /&gt;Peguemos como exemplo Selva de Pedra. Eu li o livreto de Mário Andrade contando a história da trama. Aquilo era um absurdo incomensurável, mas o poder do triângulo amoroso de Cuoco, Regina Duarte e Dina Sfat foi tão assombroso que quem estava do outro lado da tela mal conseguia prestar atenção nos absurdos.&lt;br /&gt;Também há de se levar em consideração que as novelas antigas eram muito mais longas, mais lentas e cada episódio era mais curto, dividido em três atos, como na maioria das novelas mexicanas. Imagine-se olhando apaixonado para seu par por meia hora sem parar. Moleza, né? Agora imagine-se olhando para ele por uma hora. Alguma hora ele vai acabar perguntando “Que foi?”.&lt;br /&gt;O grande problema de se contar uma história de amor hoje em dia é que o próprio amor parece ter morrido. A química entre homem e mulher ou entre pessoas do mesmo gênero sexual perdem cada vez mais espaço para a internet, os novos gadgets da Apple e a ganância, então qualquer demonstração mais exagerada de afeto invariavelmente parece forçada. E como, apesar das subtramas envolvendo roubos, assassinatos, drogas pesadas, homofobia e, às vezes, necrofilia, a matéria-prima das tramas ainda é o bom e velho amor, não sei como os novelistas vão conseguir contornar a situação.&lt;br /&gt;Uma boa pedida seria suprimir os “presuntos” que tanto inflam os elencos. Rostinhos bonitos que mal conseguem suar como Bianca Bin, Jonatas Faro, os irmãos Kayky e Stefany Britto, Caio Castro, Grazi, Marcelo Anthony entre vários outros deviam ou voltar para as passarelas ou para aulas do método Stanislavsky para ao menos tentarem convencer mais nos papéis que escolhem, juntos ou separados uns dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;• Designer e colunista do Literário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4787201267268930147?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4787201267268930147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/faltando-tempero-por-fernando-yanmar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4787201267268930147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4787201267268930147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/faltando-tempero-por-fernando-yanmar.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HpuXJdhj69o/Txgdpc4b8UI/AAAAAAAAoFY/kgYxVX5j9_U/s72-c/titulo-fernandoyanmar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-432372026831449549</id><published>2012-01-19T05:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T05:38:47.069-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6FDsPMLP-1k/Txgc3GFh2iI/AAAAAAAAoFA/sqETRlQYKKQ/s1600/titulo-gustavodocarmo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699337061289548322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-6FDsPMLP-1k/Txgc3GFh2iI/AAAAAAAAoFA/sqETRlQYKKQ/s400/titulo-gustavodocarmo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kkw2LZAOAoY/TxgcvCEQfyI/AAAAAAAAoE0/gkQDKXjbw4s/s1600/festa-de-debutante.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699336922771521314" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-kkw2LZAOAoY/TxgcvCEQfyI/AAAAAAAAoE0/gkQDKXjbw4s/s400/festa-de-debutante.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fim de festa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por Gustavo do Carmo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;ma festa de quinze anos em uma casa de festas no subúrbio está no final. O DJ toca a última música. How Deep is your Love, grande sucesso dos Bee Gees, rola na caixa de som em um volume moderado ao ritmo do globo de vidro que gira no teto para fazer reflexo no único casal de meia-idade que dança na pista vazia, pois a última metade dos convidados começa a deixar o local se despedindo, praticamente em grupo, da aniversariante, morena clara, de olhos verdes, bonita, mas que se acha gorda por causa das suas pernas grossas e do busto grande, e da sua mãe, uma senhora de cabelos curtos tingidos de vermelho, recém-entrada na menopausa dos seus cinqüenta e quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai da debutante, com seus cabelos grisalhos e óculos bifocais de aro fino e que se recusa a revelar a sua idade, conversa com o diretor da empresa onde trabalha, um senhor barrigudo de setenta anos, de cabelos brancos. O paletó aberto do anfitrião mostra a etiqueta da loja onde o terno foi comprado em três vezes sem juros. O fotógrafo, para encontrar o melhor ângulo para as suas últimas poses, quase se senta no colo do anfitrião da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A balada dos Bee Gees termina. O DJ desliga a aparelhagem e guarda os discos. Se prepara para ir embora. Aparecem os cinco faxineiros que varrem o salão praticamente vazio. Os garçons, na cozinha, conversam aos gritos e afrouxam as gravatas. O cozinheiro guarda as panelas, limpa o fogão e lava as bandejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai da aniversariante que estava conversando com o diretor da empresa, que já foi embora, vai ao escritório da casa de festas para acertar a conta. A aniversariante feliz e a mãe emocionada, acompanhada do filho caçula de dez anos, tímido e de óculos fundo-de-garrafa, aguardam, cansados, pelo pai e marido para irem embora para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segurança rondava o salão para checar se estava tudo em ordem. Acorda o idoso que está dormindo na cadeira próxima à varanda. Socorre o bêbado caído na escadaria do salão. Vai ao banheiro, ouve gemidos de prazer e bate a porta. Sem resposta, arromba e flagra dois jovens transando. São expulsos aos empurrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DJ já foi embora. Ganhou uma carona dos anfitriões da festa encerrada. Os cozinheiros se despedem dos colegas faxineiros e seguranças e vão embora, se dirigindo ao ponto de ônibus mais próximo. Os faxineiros também se preparam para voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas luzes se apagam. Sem esperança de receber pelo serviço de filmagem que eu fiz na festa, vou embora. A dona da casa de festas realizava o último evento no local, que encerrará as suas atividades. Ela foi embora para não pagar os funcionários, pois estava com vergonha de contar que está endividada e que o dinheiro que recebeu do anfitrião da última festa não vai dar para pagar nem a conta de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída, passo pela piscina e vejo um corpo boiando na piscina. Mas não tenho o menor interesse em registrar a cena e nem avisar à polícia. Já guardei a câmera e estou cansado, louco para voltar pra casa onde ainda terei que decupar e editar as imagens da última festa da Casa da Felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;* Jornalista e publicitário de formação e escritor de coração. Publicou o romance “Notícias que Marcam” pela Giz Editorial (de São Paulo-SP) e a coletânea “Indecisos - Entre outros contos” pela Editora Multifoco/Selo Redondezas - RJ. Seu blog, “Tudo cultural” - www.tudocultural.blogspot.com é bastante freqüentado por leitores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-432372026831449549?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/432372026831449549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/fim-de-festa-por-gustavo-do-carmo-u-ma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/432372026831449549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/432372026831449549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/fim-de-festa-por-gustavo-do-carmo-u-ma.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6FDsPMLP-1k/Txgc3GFh2iI/AAAAAAAAoFA/sqETRlQYKKQ/s72-c/titulo-gustavodocarmo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6020918632344003773</id><published>2012-01-19T05:32:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T05:35:21.221-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vB79Mh6UiaA/TxgcDPrX5qI/AAAAAAAAoEo/wXS6wYViM3g/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699336170511001250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-vB79Mh6UiaA/TxgcDPrX5qI/AAAAAAAAoEo/wXS6wYViM3g/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GTE5QRsaoXI/Txgb7KPBCeI/AAAAAAAAoEc/DttPQLwxZA0/s1600/cro-fina-estampa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699336031610931682" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-GTE5QRsaoXI/Txgb7KPBCeI/AAAAAAAAoEc/DttPQLwxZA0/s400/cro-fina-estampa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Televisão: fábrica de mais-valia ideológica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Elaine Tavares&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt; televisão é uma usina ideológica. Gera milhares de megawatts de ideologia a cada programa, por mais inocente que pareça ser. E ideologia como definiu Marx: encobrimento da realidade, engano, ilusão, falsa consciência. Então, se considerarmos que a maioria da população latino-americana, aí incluída a brasileira, se informa e se forma através desse veículo, pensá-la e analisá-la deveria ser tarefa intelectual de todo aquele que pensa o mundo. Afinal, como bem afirma Chomsky, no seu clássico “Os Guardiões da Liberdade”, os meios atuam como sistema de transmissão de mensagens e símbolos para o cidadão médio. “Sua função é de divertir, entreter e informar, assim como inculcar nos indivíduos os valores, crenças e códigos de comportamento que lhes farão integrar-se nas estruturas institucionais da sociedade”.&lt;br /&gt;Não é sem razão que bordões, modas e gírias penetram nas gentes de tal forma que a reprodução é imediata e sistemática. Um termômetro dessa usina é a famosa “novela das oito”, que consolidou um lugar no imaginário popular desde os anos 60, com a extinta Tupi, foi recuperado com maestria pela Globo e vem se repetindo nos demais canais. O horário nobre é usado pela teledramaturgia para repassar os valores que interessam à classe dominante, funcionando como uma sistemática propaganda que visa a manutenção do estado de coisas. É clássica, nos folhetins, a eterna disputa entre o bem e o mal, o pobre e o rico, com clara vinculação entre o bem e o rico. Sempre há um empresário bondoso, uma empresária generosa, um fazendeiro de grande coração, que são os protagonistas. E, se a figura principal começa a novela como pobre é certo que, por sua natural bondade, chegará ao final como uma pessoa rica e bem sucedida, porque o que fica implícito que o bem está colado à riqueza, vide a Griselda de Fina Estampa, a novela da vez.&lt;br /&gt;Outro elemento bastante comum nas novelas é o da beleza da submissão. Como os protagonistas são sempre pessoas ricas, eles estão obviamente cercados dos serviçais, que, no mais das vezes os amam e são muito “bem-tratados” pelos patrões. Logo, por conta disso, agem como fiéis cães de guarda. Um desses exemplos pode ser visto atualmente na novela global. É o empregado-amigo (?) da vilã Tereza Cristina. Ele atua na casa da milionária como um mordomo, cúmplice, saco de pancadas, dependendo do humor da mulher. Ora ela lhe conta os dramas, ora lhe bate na cara, ora lhe ameaça tirar tudo o que já lhe deu. E ele, premido pela necessidade, suporta tudo, lambendo-lhe as mãos como um cachorrinho amestrado. Tudo é tão sutil que não há quem não se sinta encantado pelo personagem.&lt;br /&gt;Ele provoca o riso e a condescendência, até porque ainda é retratado de forma caricata como um homossexual cheio de maneios, trejeitos e extremamente servil. Mas, se o servilismo de Crô pode ser questionado pela profunda afetação, outros há que aparecem ainda mais sutis. É o caso da turma da praia que, na pobreza, hostilizava Griselda e, agora, depois que ela ficou rica, passou para o seu lado, vindo inclusive trabalhar com a faz-tudo, assumindo de imediato a postura de defensores e amigos fiéis. Ou ainda a relação dos demais trabalhadores com os patrões “bonzinhos”, como é o caso do Paulo, o Juan, o homem da barraquinha de sucos, e o Renê. Todos são “amigos” e fazem os maiores sacrifícios pelos patrões, re
